...
há imenso
tempo!
Embora tivesse um bocadinho de vontade de transcrever fielmente as expressões que desde que escrevi
este post fui lamentavelmente encontrando, não o vou fazer. Vou alterar algumas palavras, mantendo a estrutura de cada expressão. Não quero melindrar ninguém, só quero, mais uma vez, insurgir-me contra estes "h" exilados das respetivas "pátrias".
"
à uns mesitos" deveria ser "
há uns mesitos"
"
à cerca de dois meses" deveria ser "
há cerca de dois meses"
Comecei a escrever este post há muito tempo. Não o publiquei logo por pensar fazer uma listagem mais comprida do que via por aí. Entretanto, como não acrescentei mais nada, apesar de deparar com o erro repetidas vezes, mudei de ideias. Publico com apenas dois exemplos e mais uma tentativa de passar a mensagem.
Nas expressões temporais, não se usa à. Usa-se há.
Quando é que se usa "à"? Nas mesmas em que se usaria "ao", se a seguir viesse uma palavra do género masculino.
ao = a + o
à = a + a
Eu exemplifico com alguns verbos:
ir a (+ local "masculino", como
o cinema / teatro / rio / mar / supermercado / parque, etc.):
=
ir ao
ir a (+ local "feminino", como
a praia / piscina / loja / igreja / varanda / sala, etc.):
=
ir à
dizer
a (+ destinatário "masculino", como
o pai / o diretor / o funcionário / o vizinho, etc.):
= dizer
ao
dizer
a (+ destinatário "feminino", como
a mãe / prima / amiga / médica / aluna, etc.):
= dizer
à
adicionar
a (+ substância "masculina", como
o leite / mel / sumo, etc.):
= adicionar
ao
adicionar
a (+ substância "feminina", como
a farinha / água / mistura, etc.):
= adicionar
à
A lista poderia continuar, mas acho que já chega...
Voltando ao
há... Se
há tempo envolvido, se
houve tempo a passar, esse tempo é uma realidade, invisível, é certo, mas tão real como o ar (igualmente invisível). E o que é real,
há (=existe), não
à!