domingo, 18 de novembro de 2018

Não estava à espera que isto acontecesse

Foi há uns dias. Confesso que tenho medo de admitir que isto me aconteceu. Eu, que anos a fio me gabei, ou, pior, gritei a alto e bom som, para quem me quisesse ouvir, que nunca seria vítima. A Matilde vai-se "passar"...


 


Não deveria tentar arranjar um culpado, mas, se insistirem em querer saber - e faz de conta que insistiram -, eu digo: foi o Rogério. O Rogério, mas por insistência do Feitiço. Os homens da casa. Típico, não é?


 


Não se deve culpar a mulher, mas eu culpo-me. Bastante. Porque fui (e sou) fraca.


 


Mas, afinal, escrevo, escrevo, e não digo nada, não é? Ou melhor, digo, mas não concretizo... Calma, senhores, já lá vou!


 


 


Oreo.


 


Leram bem.


 


Oreo.


 


As bolachas. Quando surgiram em Portugal (não faço ideia de onde vieram), eu experimentei, claro. Ia lá dizer que não a bolachas de chocolate com tão bom aspeto e com um anúncio tão convincente? Provei e não gostei.


 


Passados uns tempos, voltei a provar. Se calhar o problema estava no meu paladar, no primeiro dia. Detestei. Não me lembro se cheguei a provar a terceira vez, mas rapidamente o veredicto passou a definitivo:


 


Não gosto nada de Oreo. São horríveis, intragáveis.


 


Os anos foram passando, a minha vida mudou (casei, fui mãe, mudei de escola,...) , o veredicto não. Era impossível mudar. O nojo pelas Oreo (e a incredibilidade acerca de alguém gostar realmente das ditas) estava entranhado em mim.


 


"Tenho uma receita facílima e deliciosa", dizia alguém.


"Facílima? Isso interessa-me", respondia eu.


"Só precisas de Oreo e...", continuava a pessoa.


"Oreo? Esquece, não vale a pena dizeres mais nada. Se sabe a Oreo, não gosto!", concluía eu, terminando a conversa e passando a outro assunto.


 


Estão a perceber o asco que eu tinha às Oreo? Sim, tinha... Não posso dizer que tenha. As quatro Oreo que comi enquanto escrevia as primeiras linhas deste post não me deixam mentir!


 


Bem, eu não decidi comer Oreo só porque sim. Havia (e há) Oreo cá em casa, compradas pelo Rogério, a pedido do Feitiço. Quando isto aconteceu pela primeira vez, não me afetou. Não tive qualquer interesse em dar uma dentadinha para confirmar que ainda detestava Oreo. O problema foi quando me apercebi que havia dois tipos de Oreo: as normais e um pacote diferente: "Oreo Finas, com creme de chocolate". Tinham um aspeto diferente, eram mais finas, de facto, o creme não era aquele branco nojento (sim, ainda o acho nojento, e aliás estou a sentir-me enjoada... Yeah!!! (será que vou voltar a detestar Oreo?)), o castanho não era tão escuro...


 


Experimentei, com cuidado. Um bocadinho pequenino, à cautela. Gostei. Bastante. "Boa! Gosto destas. Não têm nada a ver com as outras.", pensei.


oreo_finas.jpg


Uns dias depois, infelizmente, tive outro pensamento: "Se eu gostei das Oreo finas, será que agora até gosto das Oreo normais?".


 


Provei. Estúpida, estúpida, estúpida! Devia ter-me mantido fiel ao meu ódio de estimação. Agora só me resta a esperança de enjoar das Oreo, como enjoei de brócolos enquanto estava grávida da Vassoura (passados uns anos, voltei a gostar de brócolos, mas pode ser que, se verdadeiramente enjoar de Oreo, não torne a "cair").


oreo1.jpg 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


P.S. - Para quem leu tudo (Corajosos? Masoquistas? - quem sabe?) e ficou na dúvida: não, não estou grávida!


P.S. 2 - Em vez de teclar este maravilhoso, interessante e útil post, eu deveria ter estado a trabalhar... Eu bem disse que constantemente perdia tempo...


 

25 comentários:

  1. Isto é fruto do Musso palato e dos nossos gostos mudarem eu quando miúdo não gostava de batatas fritas nem de enchidos e hoje adoro 

    ResponderEliminar
  2. Sim, eu sei que isso acontece, mas, neste caso concreto, preferia que não tivesse acontecido!

    ResponderEliminar
  3. Já fui tão viciada...
    ....nem experimento! Antes que me desgrace....

    ResponderEliminar
  4. Se em tempos gostavas... não caias em tentação, não! 

    ResponderEliminar
  5. Adorava, adorava...comi caixas e caixas....

    ResponderEliminar
  6. E pronto, mais uma preocupação!! Mais uma tentação para afastar 

    ResponderEliminar
  7. Exatamente! Mas ontem fiquei um bocado enjoada... pode ser que tenha ficado resolvido o problema!

    ResponderEliminar
  8. Não são, não são, não são (processo de mentalização - embora não precise, porque, embora já não as ache abomináveis, também não fiquei a adorá-las!) 

    ResponderEliminar
  9. Eu pensava que tu detestavas tudo das Oreo (exceto umas novas que mencionaste no FB, há uns tempos - suponho que sejam as de mentol...)... Ias-te passar, pensava eu, por eu agora comer Oreo!

    ResponderEliminar
  10. Então, se assim é, Mimi, espreita isto : https://magg.pt/2018/11/19/alerta-presente-de-natal-chegou-o-kit-perfeito-para-comer-oreos/

    ResponderEliminar
  11. Pózinhos de pirlimpimpim26/11/2018, 10:12:00

    Mimi, é como tudo na vida: primeiro estranha-se, depois estranha-se. Por acaso sou gulosa mas dispenso Oreo 😜

    ResponderEliminar
  12. Cada um gosta daquilo que gosta e não há nada para ser discutido!! 

    ResponderEliminar
  13. Ahahah, que delícia de post! Por acaso, como tenho vindo a seguir uma gravidez nos últimos tempos, não sendo já a primeira à qual me dedico, pensei logo se a gravidez não a teria deixado cheia de vontade de comer oreos. Aqui em casa, coisas que se adoravam passaram a detestar-se e coisas que se detestavam passaram a figurar na lista de desejos da grávida. Entretanto, voltando ao seu post, teria sido, efectivamente, uma boa ideia não insistir nas oreo, mas creio que até eu não teria resistido à curiosidade... 

    ResponderEliminar
  14. Experimenta a Glod! São tão boas!

    Convido-te a visitar o sítio da <a href="https://mamacorujaponto1.blogspot.com/">Mamã Coruja.1</a>

    ResponderEliminar
  15. Não voltei ao meu estado anterior de nojo de Oreo, mas também não fiquei viciada. As últimas Oreo que comi foram comidas enquanto escrevia o início deste post. OK, ajuda o facto de, desde essa altura, não haver Oreo cá em casa...

    ResponderEliminar
  16. Certo - mas eu preferia continuar a detestar Oreo! 

    ResponderEliminar
  17. Olha, Bipolar, estou a recordar-me do teu post sobre as mulheres e a gravidez e deixa-me dizer-te que nunca tive desejos de grávida. A única alteração de paladar que tive, na gravidez, foi logo na primeira: deixei de conseguir comer brócolos (que adorava) e bastava o cheiro deles para me agoniar. Acho que só superei totalmente a minha aversão aos brócolos depois de ter tido a minha segunda filha... De resto, o que me agradava antes de estar grávida continuava a agradar-me e o que não apreciava continuava a não ser por mim apreciado.
    Obrigada pelo voto solidário do fim do comentário! 

    ResponderEliminar
  18. Tu não me desgraces, mulher! Eu quero deixar de consumir Oreo, não quero passar a adorar outra variedade de Oreo!!! 
    Hei de visitar-te em breve!

    ResponderEliminar
  19. Parece-me uma bênção essa consistência entre o antes e o depois. A minha mulher teve um tempo em que não conseguia comer quase nada com gosto, pois tudo lhe sabia mal. Mas tinha de comer, porque tinha muita fome, ficava tonta de tanta fome, mas acabava a comer sem gosto, apesar do apetite e da fome que tinha. Comida cozinhada, era melhor esquecer, pois durante ainda bastante tempo não conseguiu cozinhar nem comer comida cozinhada. Enfim, a verdade é que não sei como as mulheres aguentam tanto distúrbio :)

    ResponderEliminar

- Posso fazer o meu comentário?
- Claro que sim, mas tendo cuidado com a linguagem.
Obrigada!

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.