domingo, 30 de junho de 2013

Sequinho, sequinho... Not. #6 e #7

Que dizer? Uma semana em pleno... mas ao contrário!

"Mário do pombi" - desafio prolongado até 6/7/2013

Este desafio (espécie de) só teve uma participação. Não é de admirar, atendendo a vários fatores:

- ao (reduzido) número de visitantes do blogue, por dia;
- à indefinição do prémio (ainda não pensei bem nisso, mas deve ser qualquer coisa (útil) feita por mim, em Jumpingclay);
e, last but not least,
- à dificuldade do desafio!

Por estes motivos, e porque adorava dar uma modesta prendinha a um(a) leitor(a) do blogue, resolvi prolongar o prazo (convenhamos, 24 horas era pouco tempo) até ao próximo sábado, 6 de julho.

Podem participar as vezes que quiserem. A primeira participação correta que aparecer será a premiada.

Vou copiar e colar aqui o texto do desafio. Respondam nos comentários a este post.

Dou um prémio (não sei qual) a quem adivinhar o que é que a Vassoura queria dizer quando disse o que soou a "mário do pombi".

Pista: estávamos a conversar sobre desenhos animados.

Puxem pela imaginação, digam "mário do pombi" de seguida, em voz alta... Pode ser que adivinhem! Participem e boa sorte!
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Adenda: Não consigo esperar por amanhã para dar mais pistas! Por isso, aqui vai uma:

Pista extra 1: Os desenhos animados em questão dão na televisão, num destes canais: RTP2 / Panda. Pesquisem nos sites respetivos a programação...

A boa pronúncia do Feitiço

É engraçado assistir à evolução da linguagem nas crianças. Começam por dizer mal as coisas e inventar palavras (o Mia Couto também inventa palavras e pagam-lhe - merecidamente, acrescento - por isso), o que nos diverte e dá origem a alguns posts (meus e não só).

Aos poucos começam a conquistar as sílabas de pronúncia mais difícil e isso também é muito bom de ver. Então quando são os nossos filhos... Ui! É um orgulho (mal disfarçado).

A última conquista do Feitiço são os pr e os br. Não diz sempre bem, mas já consegue fazê-lo sem ser a repetir.

Dois exemplos:

Feitiço: Mamã, podes dar o "pato" de sopa?
Eu: Não tenho nenhum "pato"...
Feitiço: Praato. [Assim mesmo, com o "a" prolongado]

Feitiço (com uma lagarta de brincar, a que chama cobra, na mão): Olha a coba.
Eu: Coba?
Feitiço: Co-bra.

Já está tão especializado na correção destas sílabas que se pôs a corrigir a Varinha (que tem a mania de frequentemente falar à bebé). Hoje, depois da Missa, falámos em ir ao parque.

Varinha: Podemos ir ao "paque"?
Eu: Não é "paque".
Feitiço: É pra-que.

Morangos com... sal (?)

Ontem comemos morangos. Eram doces q.b., mas as meninas pediram para pôr um pouco de açúcar por cima. O Feitiço, que demorou mais a chegar à fruta, quando finalmente recebeu os morangos, disse:

- Também quero sal nos morangos!

sábado, 29 de junho de 2013

Um quase plágio

Este post é praticamente plágio do post que li no "Uns têm filhos, nós temos avós". Não é plágio porque é verdadeiro e escrito por mim, mas é 100% inspirado no post referido.

Foram ler? Não? Então vão , que eu espero. Caso contrário não acharão metade da piada a este meu post (quanto é que é metade de zero?)

Vou acreditar que foram onde vos recomendei e vou prosseguir com o post.

Como quem me conhece sabe e quem "me" lê atentamente também, eu não me maquilho. O que talvez não saibam é que raramente ponho perfume, ou algo do género. A razão principal é que tenho um olfato muito sensível e facilmente fico com dores de cabeça devido a cheiros intensos. Por isso, perfume que me seja oferecido (eu não compro) dura muuuuuuuito tempo.

Esta "eau de toilette" foi-me oferecida há anos e anos (tantos que lhes perdi a conta). Foi bastante usada, como se pode ver pela fotografia. Parece-se com alguma coisa que tenham visto recentemente? ;-)
"Acqua fresca"
Na altura da estadia do Filhote Pato, eu descobri esta antiguidade e resolvi usá-la. Ainda pus durante uns dias, até me fartar de ter dor de cabeça por causa disso (o cheiro para as outras pessoas era quase imperceptível, mas para mim era demais). Uma coisa que não me lembrei de ver foi o prazo de validade e só hoje, depois de ler o post já mais do que referido, o fiz. Eis o que encontrei (leiam na legenda, que pela fotografia não dá para perceber, acho eu):
VAL. 06/2001
Nota: pus várias vezes diretamente na pele!

Não é plágio, pois não?

"Mário do Pombi"

Dou um prémio (não sei qual) a quem adivinhar o que é que a Vassoura queria dizer quando disse o que soou a "mário do pombi".

Pista: estávamos a conversar sobre desenhos animados.

Nota: O prémio (o tal que ainda está por definir, mas que será algo muito simples) só será entregue a quem responder acertadamente, num comentário, e até 24 horas depois da publicação deste post.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Conhecem a canção...

... do "Espalhaço"*?

Talvez conheçam esta, do "Espantalho Trapalhão":


*Vassoura dixit (acidentalmente, mas não deixa de ser engraçado... até porque o espantalho da canção é bastante apalhaçado).

Sequinho, sequinho... Not. #5

"Não consegui..." foram as palavras do Feitiço no fim da sesta.

O dia em que vais conseguir chegará, Feitiço! Espero é que seja este ano, digo, este mês!

Arruma tu!

Eu: Feitiço, tens de pôr a comida [de brincar] dentro da panela. Não pode estar tudo espalhado!
Feitiço: Tens de ser tu a arrumar. Eu estou ocupado!

Sim, era verdade que ele estava ocupado, a brincar, como convém na sua idade, mas também é verdade que foi ele que desarrumou tudo, logo, arrumar os brinquedos é (deve ser) tarefa sua! Olha o descaramento...

O que é que é pior...

... tirar uma saia do roupeiro e pensar: "Esta saia é mesmo GRAAAANDE!"

ou

... vestir essa mesma saia e estar-nos apertada?

:-(

Samba - ajudar a concretizar um sonho!

Vi, agora mesmo, este post no blogue "E os filhos dos outros" e não posso deixar de o partilhar, mesmo sem ter visto a reportagem em questão sobre o jovem Samba (com pena minha, agora, pois teria gravado para ver depois, se soubesse da sua [da reportagem] existência).

Um excerto retirado do post que referi, para me poupar às palavras:

Já que está em frente ao computador ou com o seu tablet/smartphone na mão, seleccione e copie este NIB: 0033 0000 45436848738 05. Agora, abra a página do seu bancoonline. Login. Vá a transferências nacionais. Cole o NIB no espaço correcto e preencha os restantes parâmetros a gosto. Se no valor puder colocar mais do que €2, melhor. Transferir.

Agora, preencha a chave de segurança. Vá! Eu espero...

... (nunca encontro o cartão... talvez no fundo da carteira) ... Não se preocupe. Eu espero...

Já está? Pronto. Agora que já fez a sua parte, peça aos seus amigos para fazerem o mesmo. É que não é seguro que todos os leitores deste blogue sejam tão altruístas como você provou ser. Toca a partilhar.

Obrigado. 

Obrigada.

Sonhos #7

Esta noite não sonhei com o Diogo Morgado! (Pequena provocação ao Gato Rogério ;-) )

Não... Esta noite sonhei com Jumpingclay, mais concretamente com o meu trabalho (que não era propriamente o trabalho que eu estou a fazer, graças à liberdade artística permitida aos sonhos).

O que importa é que, no sonho, eu ia à Academia Jumpingclay com o meu trabalho tal como está, para saber se podia ficar assim, ou se faltava alguma coisa. A R. elogiava uma parte do trabalho ("Oh!, que bonecos tão giros!"), mas infelizmente o elogio estava dirigido aos bonecos que faziam parte da base, e não eram em Jumpingclay, logo, não eram obra minha.

Esclarecida essa parte, a R. e a A. dizem que se tivesse mais qualquer coisinha (devem ter sido mais específicas!), estaria pronto. Aí eu reparava que não tinha levado todos os elementos e ia a casa buscá-los.

Depois, o Feitiço gritou desalmadamente, acordando-me, e eu fiquei sem saber se, no sonho, o projeto ficava aprovado ou não.

Consequências para o dia de hoje: tenciono levar o meu trabalho, tal como está, à Academia Jumpingclay, para ver com a R. e a A. o que é que me falta...

Que não haja dúvida que, "sempre que um homem [ou uma mulher] sonha, o mundo pula e avança, (...)". E isto fez-me ir buscar esta lindíssima música, que vos deixo.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Sequinho, sequinho... Not. #4 (inclui dica)

Para quem chegou agora ao mundo desta (aparentemente) missão impossível: o Feitiço está a dormir sem fralda, durante a sesta. Começou na 2ª feira passada e, até agora, o resultado vai em Xixi 4 - Feitiço 0.

Agora, a dica, para quem está a (ou vai um dia) passar por situação semelhante:

- para não ter de estar sempre a mudar o resguardo do colchão, com cada "maré-cheia", coloco o resguardo do avesso, isto é, com a parte plástica para cima. Quando o Feitiço faz xixi, retiro os lençóis molhados e passo com uma toalhita ou duas no resguardo. Deixo secar. Ao fim de algumas vezes, retiro o resguardo e lavo-o também, claro.

Obrigada à minha mana ou amiga que me deu esta dica (já não sei quem foi!)...

4ª tentativa "Missão Sequinho" em "Press 'Dry Floor', please!"

Sr. Feitiço lá fez a dose pedida (depois de muito dizer que não tinha vontade), mas será isso suficiente para um resultado mais favorável? É que nos outros dias também fez no bacio antes de se deitar...

Ah! Que bom estar calor e poder colocar na cama os lençóis que lavei depois da sesta de anteontem! Sem os passar a ferro, é óbvio, que eu não sou dada a esquisitices neste campo (e muito menos) quando os lençóis vão ser usados durante um dia.

4ª tentativa "Missão Sequinho" em "hold that elevator!"

Pois o Sr. Feitiço está no bacio e ainda não contemplou o dito cujo com uma dose de líquido amarelo que permita sonhar com um desfecho diferente das primeiras tentativas. Sem isso acontecer, não se pode pôr a criança na cama, obviamente!

Sequinho, sequinho... Not. #3

Refere-se à missão de ontem: tentativa falhada.

Quando a missão for bem sucedida, faço uma festa, dou prémios, eu sei lá! Pelo andar da carruagem, não há que ter pressa em decidir o que vou fazer nessa altura...

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Uma sesta digna do Guiness!

Dois minutos depois de se ter deitado (sem fralda, claro), o Feitiço já estava a dizer:

- Mamã, já dormi! Já não quero dormir mais!

Ignorando a possibilidade de ter um filho com o nome inscrito no Livro do Guiness, detentor do título: "Sesta mais curta", eu respondi:

- Ainda não dormiste nada, Feitiço...

E ele calou-se. E adormeceu ("novamente").

Discurso coerente

Feitiço: Ainda falta e cinco, e horas, e oito, e nove... para irmos a casa dos avós!

Nota aos avós AP e AA: nós não vamos aí hoje, mas podem vocês vir cá! Mas se hoje tiverem de lavar roupa e arrumar coisas, podem vir amanhã, e assim já faltarão "e oito, e nove", e mais horas!

Conversas astrais

[Na sala] Feitiço: Ó Sol, não ouves?

[No escritório] Feitiço: Mamã, o Sol não me responde...
Eu: Isso é porque não tem ouvidos nem boca... Olha, se queres que o Sol te responda, tens de ser tu a fazer a voz dele, como fazes com os bonecos, está bem?
Feitiço: Está bem!

Depois de mais umas tentativas falhadas (apesar da excelente sugestão que lhe dei), o Feitiço volta ao escritório e convence-me a ir com ele à sala, falar com o Sol.

Afinal o Sol era a Lua, que ainda se via no céu.

Eu: Aquilo é a Lua, não é o Sol.
Feitiço: Ai, é? Ó Lua, vai tua casa!
Lua [emprestei-lhe a voz]: Eu não tenho casa...
Feitiço: Tens, tens!
Lua: Ai, tenho? Onde é que ela está?
Feitiço: Humm... Deixa cá pensar...
Feitiço: A tua casa é esta [aponta pela janela para um sítio indefinido].
Lua: Esta, qual?
Feitiço: Esta [volta a apontar].
Lua: Está bem!

Nota: Infelizmente não consegui ser totalmente fiel às palavras do Feitiço, ou às minhas próprias palavras, mas a essência está lá...

terça-feira, 25 de junho de 2013

"Gormiti" para meninas? Ou para meninos?

Canal Panda. Começou um episódio dos "Gormiti - Os Senhores da Natureza".

Feitiço: Eu não gosto dos Gormiti. É para meninas.
Varinha: Eu não gosto dos Gormiti!! E não é para meninas, é para meninos!

A verdade é que, um minuto depois, estão os dois sentados no sofá, virados para a televisão.

Quanto a mim, até gostava (enfim, "escapavam") destes desenhos animados na 1ª temporada, mas a atual, depois de eles terem "evoluído", não me convence.

Enquanto escrevo, e os Gormiti ainda estão a dar, reparo que o Feitiço já foi à sua vida, fazer outra coisa. Está a modos que "com um olho no burro, outro no cigano", pois vai espreitando, à distância. A Varinha continua a olhar para a televisão, provavelmente desejosa que dê um episódio de princesas, póneis ou fadas!

Gormiti - temporada 1




Gormiti - temporada 2

É a vida...

Estava a cantarolar (eu). O Rogério estava (e está) sentado ao meu lado, ao computador, não vou dizer a fazer o quê.

Perguntei-lhe, assim do nada:

- Estás contente?
Rogério: Não. Estás a fazer muito barulho.
Eu: A sério?
Rogério: Sim.

Silêncio de ambas partes.

Voltei ao blogue para contar. Já me sinto muito melhor (ou não).

Sodade

Saudade... dos meus papás que hoje regressam a Portugal depois de mais de um mês por outras paragens.

Deixo-vos com Cesaria Evora e a sua "Sodade".

Sequinho, sequinho... Not. #2

Acerca disto, e com uma sesta de quase três horas, o resultado foi: tentativa falhada.

Menos um banho para dar depois...

Trabalho

Mais de duas horas depois, eis-me de volta. Trabalhei com a Jumpingclay? Trabalhei, sim, senhores. Acabei o trabalho? Não, senhores, que eu não sou a R.C., a A.Q. ou a S.S.... e muito menos a espanhola N.M.J. (quem sabe, sabe a quem correspondem estas iniciais, quem não sabe, continuará sem saber)!

Maldita querida Internet

Porquê maldita? Porque hoje já "foi abaixo" umas quinhentas vezes.

Porquê querida? Porque, ao funcionar mal, está a querer "empurrar-me" para a sala, onde está um trabalho em Jumpingclay à espera de ser concluído (e, quando estiver concluído, não será cedo demais)!

Decisão consciente: depois de publicar este post, irei para a sala trabalhar.

Quebra de texto

Estou a tentar inserir uma quebra de texto.

Missão sequinho - 2ª tentativa

Feitiço na cama, para dormir a sesta, com cuecas. Será o desfecho da sesta diferente do de ontem?

Otimistas e pessimistas, manifestem-se!

Uma cara conhecida na Missa... ou não!

Nós costumamos ir os cinco à Missa no domingo de manhã. Um tio que mora perto de nós costuma ir à Missa a outra hora, mas às vezes vamos à mesma. Em muitas dessas vezes, esse tio lê uma das leituras.

Ora, neste último domingo, não encontrámos o tio em questão na Missa, mas o Feitiço "encontrou" outro "familiar", ao ver no senhor que leu a segunda leitura mais do que parecenças com outro tio.

Feitiço: É o [nome]!
Eu: Não é, não.
Feitiço: É, é!
Eu: Não é o [nome], é um senhor parecido com ele.
Feitiço (pouco convencido): Humm.

Felizmente não insistiu mais nesta conversa.

Entretanto, uma família com seis crianças (4 rapazes e 2 meninas, sendo elas as mais novas) veio sentar-se à nossa frente e o Feitiço entreteve-se a chamar a menina mais velha dessa família (e ela a fugir-lhe), e a esticar-se para a frente, com um dedo esticado, ao qual um dos rapazes do meio juntou o seu próprio dedo, num sorriso de cumplicidade.

No fim da Eucaristia, o padre que a celebrou veio dizer-nos, sorrindo, para não nos preocuparmos com o barulho que as crianças faziam às vezes, que era normal e saudável.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Conversa ao lanche

Enquanto lanchávamos, só eu e o Feitiço, dei com ele a fixar-me atentamente o rosto.

Feitiço: Pintaste a cara?

Perante o meu silêncio, porque estava a mastigar, o Feitiço reformulou a pergunta:

- Pintaste a cara para ficares bonita?

Eu ri-me.

Feitiço: Estás a rir porquê?
Eu: Por causa do que tu perguntaste.
Feitiço: Ai, é?

Um momento de silêncio.

Eu: Estou bonita?
Feitiço: Sim.
Eu: Ainda bem.


Vou agora acrescentar alguma informação que vos pode ajudar a perceber o contexto desta conversa.
1 - Eu não tinha a cara pintada.
2 - Eu não pinto a cara.
3 - As pouquíssimas vezes em que me pintaram a cara (porque eu não me sei pintar, é mais uma das coisas em que sou totó), o Feitiço ainda não tinha nascido.
4 - Correção: a última vez em que algo na minha cara foi pintado, não só o Feitiço já era nascido, como até este blogue já existia e eu escrevi sobre o assunto (ver este post e também este).
5 - Essa vez não conta, para todos os efeitos, porque não me convém.
6 - Há uma história do Ruca em que a mãe, enquanto se está a maquilhar, lhe diz que é para ficar bonita.
7 - Não sei a opinião do Ruca acerca da beleza natural da mãe, mas o meu filho acha-me bonita sem estar maquilhada.

Sequinho, sequinho... Not.

Pronto. A esperança (principalmente por causa disto) foi a última a morrer, mas morreu.

Primeiro dia de sesta sem fralda - "Missão sequinho": tentativa falhada.

Lado positivo: menos um banho para dar na hora habitual dos banhos, antes do jantar!

Sequinho, sequinho... (the sequel)

Na sequência deste post, que nem uma hora tem, tenho um update a fazer: o Feitiço acordou e chamou-me. Não pediu para fazer xixi, nem eu sabia se já estaria molhado ou não, mas pensei que o melhor era ir ao pé dele e investigar o assunto (noutro dia, não iria lá e esperaria que voltasse a adormecer).

Cheguei, investiguei e percebi que estava seco. "Pelo menos isso", pensei eu.

Feitiço: Já não quero dormir mais.
Eu: Acordaste seco! Boa! Mas sabes por que é que acordaste?
Feitiço: Já dormi tudo.
Eu: Não foi isso. Foi a tua bexiga, que é muito esperta, que acordou a tua cabeça, e depois a tua cabeça acordou-te a ti, para ires fazer xixi e depois voltares a dormir! [Isto dito com um tom muito entusiasmado pelo brilhantismo da bexiga.]

Pu-lo no bacio. Demorou um pouco, mas fez xixi. A seguir, o Feitiço não queria voltar para a cama, mas achei que devia voltar a pô-lo, por comparação com as sestas que habitualmente dorme.

Já passaram alguns minutos e ainda não voltou a adormecer...

Sequinho, sequinho... ?

O Feitiço está na sesta, a dormir sem fralda... pela primeira vez este ano.

No ano passado, tentámos, em vão, tirar-lhe a fralda da sesta. Não tivemos outro remédio senão recuar e adiar para este ano. 

Aproveitando esta semana de verão a sério, decidi que era hoje que iniciava o "take two". Não sei qual vai ser o resultado, mas notei no Feitiço um interesse genuíno pela experiência e uma vontade expressa de "não deixar sair o xixi", para acordar seco, ao contrário do que aconteceu em 2012. I'm keeping my fingers crossed!

O Titão do Feitiço

Quem viu o Dudu, a Tita e a Tota e, pormenor importante, conhece o "Comboio dos Dinossauros", já devia estar à espera do Titão. Pois aqui está ele, feito pelo Feitiço em Jumpingclay:

O Titão está triste, não sei porquê...

A exceção faz a regra

Neste caso, a regra é: "Todas as bruxas são más." Exemplos: a madrasta da Branca de Neve, a bruxa que fecha a Rapunzel na torre, a Maga Patalógica, e todas as outras bruxas mais ou menos conhecidas...

Maga Patalógica

Mas as exceções cada vez o são menos, pois vão crescendo em número: para começar, a Bruxa Mimi (ver "Perceber os nomes", neste blogue), mas também a Bruxa Rabuxa, a bruxa (no fim) do livro "The Witch Who Loved to Make Children Cry", entre outras. Se incluirmos as Feiticeiras no grupo das Bruxas, que isto em inglês vai tudo dar ao mesmo (embora haja dois termos, tal como em português), temos uma legião delas (todas as que eram boazinhas nos livros do Harry Potter).

Isto para dizer que eu, supostamente, sou uma bruxa boa (daí ter escolhido Bruxa Mimi como identidade). Mas cuidado comigo quando estou em "Dia Não"...

(Assustei alguém?)

domingo, 23 de junho de 2013

E quando uma pessoa pensa que está no bom caminho...

... vem a filha mais velha e diz:

- Não gosto nada quando tu gritas!

(Para perceber o contexto, ver posts com etiqueta "Berra-me baixo")

Detesto acordar com gritos enfeitiçados

... Mas mais vale deixar de detestar, já que é assim que acordo quase todos os dias, isto é, com o Feitiço a chamar por mim, num volume muito elevado.

Quando é que as crianças começam a apreciar o poder ficar na cama até mais tarde?

P.S. - Já me estou para aqui a imaginar a reclamar que os jovens adolescentes não saem do quarto e já são X horas da tarde...

sábado, 22 de junho de 2013

Duas construções do Feitiço

O que é isto? Não sei. Quem quiser "atirar" com uma interpretação livre, be my guest!

Enquanto o Feitiço construía isto, pensei nos famosos
Jardins Suspensos da Babilónia...

Isto, sei o que é: uma casa. Uma casa, no mínimo, original no que diz respeito à localização dos elementos de casa de banho...

Vista do interior.

Vista de cima.

Vista de frente.

Um polvo chocado

O Feitiço sentado no bacio. A Varinha por perto. Eu também.

O Feitiço tira o polvo (boneco vermelho da fotografia) da lateral do bacio e atira-o para o chão, na direção da Varinha.

A Varinha dá um pontapé ao polvo. O Feitiço reclama:

- Mamã, a Varinha chocou* o polvo!

*[tradução para quem não percebe "feiticês": "chutou"]

Apresento-vos 4 amigos do bacio:
a "tubaroa", o polvo, o pato e a foca.
Na outra lateral há mais 4 amigos.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Este Feitiço deve estar enfeitiçado!

Ou, pelo menos, o seu xixi. Depois de muitos lembretes (do género dos que contei aqui e aqui), o Feitiço lá se sentou no bacio. Então não é que já tinha as cuecas molhadas, pouco, é certo, mas ainda assim nitidamente molhadas de xixi?

Pensam vocês: "Pronto, está bem, mas só molhou um bocadinho porque não aguentou mais! Ele esforçou-se!"

Digo-vos que estão enganados. E porquê? Porque cinco minutos depois de estar sentado no bacio o Feitiço ainda não tinha feito xixi nenhum para amostra.

200 posts e um agradecimento

Obrigada, Magda, pela partilha deste vídeo. Mudou o meu dia. Mesmo. Recomendo vivamente que vejam o vídeo e, a seguir, não percam tempo até terem agradecido à pessoa que vos veio logo à cabeça enquanto viam o vídeo.


Foi o que eu fiz. Depois de secar as lágrimas que me vieram aos olhos, não esperei mais. Peguei no telefone e liguei a uma pessoa. Ela sabe quem foi. Voltei a emocionar-me ao telefone, chorei até, mas verbalizei o agradecimento que me parecia nunca ter verbalizado devidamente. Foi bom, soube bem. Agora posso agradecer a todas as outras pessoas. Mas não vai poder ser pelo telefone, pois não tenho saldo para tanto. Quando as encontrar, espero ter as palavras certas. Uma fica já aqui: OBRIGADA.

Nunca digas nunca...

... pois podes vir a ter de "engolir" as tuas palavras. Só por isso é que eu não digo que nunca vou criar uma página no facebook com o nome do blogue. Eu até tenho conta no facebook (como os mais atentos já repararam, por algumas partilhas que fiz), eu, bruxa Mimi, mas pouco vou lá. Já a outra eu vai lá mais, mas muito menos do que ia. Porquê? Porque cada vez mais gosto de estar no meu cantinho da blogosfera, alheia a tudo... ou talvez não!

Pseudo-anedota

- Quem vai ali?
- É a Maria* Aguiar.
- Mas vai a pé!

*Primeiro utilizei um nome conhecido da televisão, mas depois achei melhor mudar...

Kenichi Ebina, o Japonês-Robô

Desculpem não saber tirar a parte da conversa inicial e a do fim, mas vale mesmo a pena ver este vídeo.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Feitiço farto e banana maluca

O Feitiço come sozinho, mas quase sempre, perto do fim (por vezes, perto do início), pede ajuda. Hoje, especificou a razão do pedido de ajuda, quando já tinha pouca sopa no prato:

Feitiço: Estou farta!*
Eu: Já estás cansado?
Feitiço: Não, estou farta de comer sozinho!*

Ou seja, Sua Excelência o Senhor meu Filho nem sequer estava cansado, apenas farto de ter de ser ele a pegar na colher e a levar o alimento à boca.

*farta: assim mesmo, no feminino.

Passado um bocado, quando já estava a acabar de comer a banana, mas não se estava a ajeitar com os últimos bocados, queixou-se:

Feitiço: Esta banana é maluca!
Eu: Porquê?
Feitiço: Não quer ir minha boca!
Eu: Está a fugir, é?
Feitiço: Sim, estava a ir meu dedo!

"Grândola, Vila Morena" cantada por alemães

Vi no facebook e não resisti a partilhar por aqui. Esqueçam qualquer ideologia por trás da escolha dos alemães [isto aconteceu no Congresso do Partido "Die Linke" (A Esquerda)], eu partilho apenas pela piada de ver alemães a cantar uma canção tão nossa. Se estivessem a cantar "Ah Ah Ah, minha machadinha" ou uma canção das "Doce", partilhava à mesma (nesse caso ainda partilhava com mais gosto, ihihih).

quarta-feira, 19 de junho de 2013

terça-feira, 18 de junho de 2013

Usurpação de identidade

Há pouco o Feitiço chegou ao pé de mim, com uma mala da irmã mais velha ao ombro, e disse-me:

- Sou a Vassoura!

Definição simples e genial

Encontrei esta definição num blogue que descobri há bocadinho, aqui:

Ter motivação = ter um motivo na ação

É bom saber!

Eu: Feitiço, o xixi é para fazer no ...
Feitiço: ... bacio.
Eu: Ou na ...
Feitiço (distraído): ...nas cuecas.
Eu: Nas cuecas?!?
Feitiço: Não!
Eu (insistindo na cantilena): O xixi é para fazer no ...
Feitiço: ... bacio.
Eu: Ou na ...
Feitiço: ... banheira.
Eu (culpada de lhe ter dito uma vez, durante o banho, que podia fazer xixi na banheira): Não, na sa...
Feitiço: ...sanita.
Eu: Sim. E o Feitiço é um menino ... [à espera de "crescido" ou algo do género como resposta]
Feitiço: Verdadeiro!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Palavras à moda deles #6

Formas verbais inteligentes by Feitiço:

Eu fazi (Eu fiz)
ponha (põe)
poste (puseste)
fazeu (fez)
dizeu (disse)
Eu aputo (Eu aperto)...
[... e quando quer que seja eu a apertar - o babete, por exemplo - ...]

Ap_ta, mamã!

As parvoíces que uma mãe se põe a perguntar... Mereci a resposta!

Eu: Feitiço, queres fazer xixi no bacio, a ver o [canal] Panda?
Feitiço: Não.
Eu: Queres fazer xixi no bacio, sem ver nada?
Feitiço: Não.
Eu: Queres fazer xixi em cima da minha cabeça?
Feitiço: SIM!

Parabéns!

Hoje uma das miúdas mais espetaculares que eu conheço (se não a mais espetacular), e que, por acaso (ou não), é minha sobrinha e afilhada, faz 21 anos. Muitos parabéns!

Só para dar uma ideia de como ela é brilhante desde sempre, sabem aquelas alunas que têm 5 a tudo, menos a Educação Física? Ela não era dessas. Ela tinha 5 a tudo... inclusive a Educação Física. Mas era a primeira a dizer que não merecia 5 a isto ou aquilo.

Tem jeito para tudo, a rapariga. Línguas, Ciências, Artes, Desporto... You name it! Tenho tanto orgulho nela!

Apesar de nos vermos tão pouco, nos últimos tempos, a aniversariante de hoje está sempre no meu coração... e de lá não sairá nunca!

No mínimo!

Feitiço, depois de me ver pôr a loiça do pequeno-almoço na máquina e ligar a dita cuja:

- A nossa cozinha está toda fantástica e arrumada!

domingo, 16 de junho de 2013

Três crianças e uma marioneta

Já deitados, mas comigo ainda no quarto, a Vassoura, a Varinha e o Feitiço, cada um na sua vez (atropelando-se um pouco uns aos outros, para dizer a verdade), deram-me "ordens" variadas:

- Mamã, tu tens de...
Eu: Mas que maneira de falar é esta? O que é vocês pensam que eu sou???
Varinha: Uma marioneta!

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Observação: Ultimamente a Varinha tem andado a ouvir a história do Pinóquio...

sábado, 15 de junho de 2013

Isto não é normal! Ou é?

Acordei por volta das 05:40h, com o Feitiço a chamar-me, gritando, descontraidamente, como se estivesse em pleno dia.

Feitiço: Ma-mã! Ma-mã! Ma-mã!

Levantei-me e fui ter com ele, ao quarto que partilha com as irmãs.

Eu: Feitiço, não podes gritar.
Feitiço: Puquê?
Eu: Porque está toda a gente a dormir. Não podes fazer barulho.
Feitiço: Eu só quero fazer uma pergunta. Amanhã quero ir à casa dos avós.
Eu: Amanhã [hoje] vamos almoçar com os avós e com o tio. Agora dorme.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Roubei este texto a uma aluna do 12º ano

Não a conheço. Parece que se chama Inês Gonçalves. Partilhou no facebook uma nota. E essa nota merece  e deve ser divulgada.

"Estudo no 12º ano, tenho 18 anos. Sou uma entre os 75 mil que têm o seu futuro a ser discutido na praça pública.

Dizem que sou refém! Dizem que me estão a prejudicar a vida! Todos falam do meu futuro, preocupam-se com ele, dizem que interessa, que mo estão a prejudicar…

Ando há 12 anos na escola, na escola pública.
Durante estes 12 anos aprendi. Aprendi a ler e a escrever, aprendi as banalidades e necessidades que alguém que não conheci considerou que me seriam úteis no futuro. Já naquela altura se preocupavam com o meu futuro. Essas directivas eram-me passadas por pessoas, pessoas que escolheram como profissão o ensino, que gostavam do que faziam.
As pessoas que me ensinaram isso foram também aquelas que me ensinaram a importância do que está para além desses domínios e me alertaram para a outra dimensão que uma escola “a sério” deve ter: a dimensão cívica.

Eu não fui ensinada por mágicos ou feiticeiros, fui ensinada por professores! Esses professores ensinaram-me a mim e a milhares de outros alunos a sermos também nós pessoas, seres pensantes e activos, não apenas bonecos recitadores!

Talvez resida ai a minha incapacidade para perceber aqueles que se dizem tão preocupados com o meu futuro. Talvez resida no facto de não perceber como é que alguém pode pôr em causa a legitimidade da resistência de outrem à destruição do futuro e presente de um país inteiro!
Onde mora a preocupação com o futuro dos meus filhos? Dos meus netos? Quem a tem?
Onde morava essa preocupação quando cortaram os horários lectivos para metade e mantiveram os programas?
Onde morava essa preocupação quando criaram os mega-agrupamentos?
Onde morava essa preocupação quando cortaram a acção social ou o passe escolar?
Onde mora essa preocupação quando parte dos alunos que vão a exame não podem sequer pensar em usá-lo para prosseguir estudos pois não têm posses para isso?
Não somos reféns nessa altura?               
E  a preocupação com o futuro dos meus professores? Onde morava essa preocupação quando milhares de professores foram conduzidos ao desemprego e o número de alunos por turma foi aumentado?

Todas as atrocidades que têm sido cometidas contra nós, alunos, e contra a qualidade do ensino que nos é leccionado não pode ser esquecida nunca mas especialmente em momentos como este!

Os professores não fazem greve apenas por eles, fazem greve também por nós, alunos, e por uma escola pública que hoje pouco mais conserva do que o nome. Fazem greve pela garantia de um futuro!

De facto, Crato tem razão quando diz que somos reféns, engana-se é na escolha do sequestrador!

E em relação aos reféns: não são só os alunos; são os alunos, os professores, os encarregados de educação, os pais, os avós, os desempregados, os precários, os emigrantes forçados... Os reféns são todos aqueles que, em Portugal, hipotecam presentes e futuros para satisfazer a "porra" de uma entidade que parece não saber que nós não somos números mas sim pessoas!
Se há momentos para ser solidária, este é um deles! Estou convosco*
Inês Gonçalves"

"Só faz quando precisa" foi a minha resposta

Varinha: Mamã, o Feitiço já não faz 'apores?

['apores = vapores, com a máquina]

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Mãe vaidosa

Depois de ver a minha menina mais velha a dançar ballet na apresentação de final de ano, só posso mesmo estar vaidosa e muito orgulhosa - dançou tão bem!

terça-feira, 11 de junho de 2013

Mãe-Quê?

Feitiço: Quero colo, Mãe-Elevador!

Que chatice!

Tive um sonho que me lembro de pensar: "Não me posso esquecer dele, para o escrever..." Adivinharam: esqueci-me!

Ok, não é importante! :-)

Velhos do Restelo

É o que são todos os que agoiram a ida do Feitiço para a escola em setembro. "Ele vai chorar o tempo todo durante pelo menos um mês", "Ele só quer a mamã!", "Ele isto", "Ele aquilo"...

Ontem, feriado, eu, mãe do Feitiço, saí de casa às 8 e 8 da manhã (esta hora é tão gira que resolvi escrevê-la de forma pouco convencional) e regressei quando as crianças já dormiam, perto das 22 e 22 (não sei a hora exata do meu regresso, mas não resisti a repetir o estilo horário). Para os mais curiosos, ausentei-me de casa porque participei no 1º Encontro Jumpingclay Portugal.

"Ai, pobre Rogério", pensam vocês (sim, vocês, Velhos do Restelo que fazem parte dos inúmeros leitores deste blogue), "o dia todo com as três crianças... e especialmente o mummyódependente do Feitiço!".

Em primeiro lugar, o Rogério não é propriamente um estranho - é o Pai das referidas crianças! Ficar com elas, por muito grata que eu me sinta - e sinto, querido Rogério! -, não é um feito heróico ou assim tão extraordinário. O meu Gato é perfeitamente capaz de lidar com a Vassoura, a Varinha e/ou o Feitiço.

A parte mais gira desta experiência foi a constatação, por parte do Rogério: "Quando tu estás, o Feitiço só te quer a ti, mas quando não estás, fica bem". Pois fica. Isso para mim não é novidade! [Conclusão a que estou a chegar neste preciso momento, e que não me está a agradar: eu sou tóxica para o meu filho!]

O Feitiço lidou tão bem com a minha ausência, que, antes de irem para a cama, quando o Rogério lhes mostrou o "Vitinho" no computador (cantar não é sua especialidade), só ele não choramingou pela Mamã...

e, esta manhã, quando ainda estava na cama e não me tinha visto, e a Varinha estava a chamar por mim, ele disse-lhe:

- A mamã não está cá, está na "Pinclay"...

O facto de ter lidado muito bem com a minha ausência não significa que não tenha feito uma grande festa quando eu apareci no quarto e disse: "Por acaso já cá estou..."

domingo, 9 de junho de 2013

Uma verdadeira heroína

Esta cadela salvou duas meninas de serem atropeladas por uma mota. Esteve em tratamento nos EUA durante oito meses e voltou para casa, nas Filipinas, sendo recebida como heroína por uma multidão. Nada que não merecesse.

Foto retirada da notícia (ver link abaixo).
Para conhecerem toda a história, leiam o artigo aqui.

Reflexão pós-sonho

A propósito deste sonho, fiz algumas reflexões:

1 - Em setembro vou voltar ao trabalho. Houve mudança de termos, de indicações pedagógicas, de programas... A ideia de voltar ao trabalho propriamente não me assusta, o que me assusta é pensar que a realidade escolar mudou tanto (e para pior) nos dois anos que fiquei em casa. Darei conta do recado? Quero acreditar que sim...

2 - Tenho saudades de muitos amigos! Se não os posso ver, ou se tal é complicado, posso pelo menos telefonar-lhes... e é isso que vou fazer! Hoje ainda, se possível (e impossível, à partida, não será)!

3 - Tenho de repensar a minha relação com o lugar de condutor de automóvel. Para quem não percebe, tenho de combater o medo de conduzir, tirando umas aulas, para começar a ser "normal" neste aspeto e poder fazer algumas coisas que o facto de não conduzir me impede de fazer.

Sonhos #6

Eu iniciei a minha carreira como professora num colégio particular, que tinha, na altura, poucos anos de existência. Não me arrependo de ter ido para lá (principalmente porque outras colegas de curso me fizeram "companhia"), mas muito menos me arrependo de ter decidido sair de lá ao fim do segundo ano letivo. Alguns anos depois, já lá não estava nenhuma das minhas colegas de curso (uma delas saiu para abraçar um projeto de Escola num Hospital, outra saiu apenas porque o colégio era longe de casa e, querendo constituir família, não era prático estar longe).

Há tempos sonhei que visitava o colégio, mas não me lembro bem do sonho. Acho que havia um buraco no chão do andar de cima, mas, tanto quanto me lembro, não caí nele.

Pois esta noite voltei a sonhar com o colégio. Uma das colegas (e amigas) que referi tinha sido contactada pelo Colégio para voltar a trabalhar lá e tinha dito que sim. Como precisavam de outra professora, ela falara comigo, e eu dissera que sim também.

No sonho, íamos ao colégio para tornar oficial a nossa aceitação. Aí, dou-me conta que não quero trabalhar  lá. Por que carga de água é que quereria, se estou colocada perto de casa e numa escola onde me sinto bem? Falo em surdina com a minha amiga: "Olha, não sei o que se passou para eu dizer que sim, mas afinal não quero ficar cá. Era muito mau se eu me fosse já embora e tu lhes dissesses que mudei de ideias?". Resposta óbvia: "É claro que era.". Eu: "Pois, também me parecia".

Depois de receber indicações sobre a localização do gabinete dos donos/diretores (os cargos não estavam lá muito bem definidos), dirigi-me para lá. Primeiro, não vi ninguém. Depois apareceu uma senhora muito mal vestida em termos de gosto (e olhem que eu não sou particularmente observadora em relação a estas coisas), que, para meu espanto, era a pessoa com quem precisava de falar. Falámos e o assunto ficou esclarecido: não iria trabalhar lá. Ufa!

A seguir, tentei encontrar a minha amiga, mas quem encontrei foi outra amiga que também já trabalhara no colégio. Conversámos sobre não sei bem o quê, mas lembro-me de utilizar um termo educacional qualquer que estava desatualizado, de a minha colega me corrigir e me avisar para eu não mostrar que não sabia o termo novo, e de eu dizer que, como não ia ficar lá, não estava preocupada.

Passado um bocado, não sei como, estava a apanhar transportes para voltar para casa. The end.

sábado, 8 de junho de 2013

Cinco [e meia] da manhã... Ei!

Devido à vacina que levou na 4ª feira, o Feitiço fez um bocadinho de febre e ficou hiper-sedento, de dia e de noite.

Por volta das 5:30h de 6ª feira, acordei com ele a pedir:

- Mamã, podes pôr mais água no copo, por favoo-or?

Eu levantei-me, fui ter com o Feitiço, peguei no copo que ele me deu, fui até à cozinha, abri a tampa do copo, enchi-o com água, voltei a fechar a tampa, levei o copo ao Feitiço, que bebeu água como se não houvesse amanhã, dei-lhe uma festinha e saí do quarto dele.

Voltei para a cama. O Rogério deu pela minha chegada e perguntou-me algo do género:

- Então agora é que vens para a cama?

Como se eu tivesse pedalada para ficar acordada até às cinco da manhã! Logo eu, que às dez da noite já só funciono com 10% do meu cérebro...

Conversa no WC

Varinha - Mamã, fiz um cocó muito mal-cheirete!...
Eu - Mal-cheiroso...
Varinha - ... e maduro!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Só para experimentar

...vou escrever este post sobre nada - nada mesmo -, mas vou usar cores e tamanhos diferentes dos habituais. Não é uma boa ideia?

Eu vi a Angela Merkl no metro

Quer dizer, não vi, mas até as portas do metro se abrirem e poder ver bem a cara da senhora que afinal não era a Angela Merkl e a quem não pretendo ofender, parecia que tinha visto!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Wanted

Procura-se:

texto escrito há mais de 30 anos, quando estava na 2ª ou na 3ª classe, sobre a profissão que queria ter quando fosse grande.

Alguém viu?

Feeling guilty

...e não posso (mesmo) dizer porquê. É claro que posso arranjar umas quantas razões para me sentir culpada e contar essas, mas a que me faz sentir (muito) desconfortável terá de permanecer privada. Se pudesse voltar atrás no tempo...

Serei só eu

... a detestar que o papel higiénico não se rasgue pelo (suposto) picotado?


Fico na dúvida

... se devo ter medo, ou não, de um "dinossauozinho mau" que o Feitiço (quem mais poderia ter sido?) referiu...

O que dizer quando nos estão a agarrar?

Aprendi a resposta com o Feitiço, quando, durante a viagem de regresso, no comboio, queria que eu o soltasse (o que eu obviamente não podia fazer, para sua segurança):

- Para* de me largar!

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*Nota: "Para" em vez de "Pára" é uma das novas grafias mais contestadas. Dizem que, sem o acento, não se sabe que palavra é. A isto, eu respondo com "fora" - lê-se fóra ou fôra? Dir-me-ão: "Só se sabe como ler pelo contexto em que "fora" está inserido!", como nestes exemplos:
    1 - "Ele foi para fora do quarto." / 2 - "Fora isso, está tudo bem!" / 3 - "Fora eu rica, nunca mais teria de trabalhar..."
    Em 1 e 2, "fora" lê-se fóra. Em 3, lê-se fôra.

O mesmo se passa, então, com "para"! Não é assim tão complicado...

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Feitiço corajoso

O Feitiço foi levar a 2ª dose da vacina contra a hepatite A (fora do Programa Nacional de Vacinação). Veio de lá com uma "medalha" e um livro "As Aventuras do Tim Pinguim - Tim Pinguim e a Galinha com Dentes".

O livro e a medalha "Fui corajoso".

A Vassoura e a Varinha nunca receberam nada, apesar de se portarem sempre bem. Mas como elas nunca foram vacinadas contra a hepatite A, posso assumir que estes prémios são exclusivos para quem toma esta vacina... ou então para quem é vacinado por um enfermeiro (e não por uma enfermeira, como tem sido sempre - que me lembre)!

terça-feira, 4 de junho de 2013

Um vestígio por comer (por enquanto)

No balanço que fiz acerca da estadia do Filhote Pato, ocultei um dos pontos importantes. É o que resta da presença física do Filhote Pato: uma saborosa oferta... Roam-se de inveja, gulosos!

A fotografia já tem dias, mas GARANTO que o chocolate
ainda permanece intocável.
Eu estou cheia de vontade de abrir a embalagem, mas como me conheço (e quem leu isto e sobretudo isto também já me vai conhecendo), vou adiar a abertura o mais que puder...

Desculpem lá

mas enquanto me lembrar e até o blogue fazer um ano (supondo que sobrevive até lá), vou assinalar o dia 4 de cada mês.

E então, cá vai: parabéns ao meu blogue (e a pelo menos mais dois, que eu saiba) que faz hoje três meses.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Sonhos #5

Na noite de sábado para domingo passado sonhei novamente com o Diogo Morgado. (Quem rima sem querer é amado sem saber - será pelo Diogo? ;-))

Não me lembro do sonho em si ("Em mim??", diria o meu pai se me ouvisse dizer isto), mas recordo nitidamente que foi um sonho bom (muito bom) e agradável (muito agradável).

Quando contei ao meu Gato, pelo telefone (pois muitos quilómetros nos separavam), que sonhara com o DM (again!), ele respondeu, fingindo chorar: "Nunca sonhas comigo!"...

Acho, aliás, tenho a certeza, que já sonhei com o Gato Rogério, mas é verdade que tal não tem acontecido nos últimos tempos. Deve ser porque o DM representou o Melhor Homem de todos os tempos, e fê-lo muitíssimo bem, e o meu subconsciente junta o ator (tão bem "apessoado") à Pessoa, e nem o Rogério, nem nenhum outro consegue, no dia-a-dia, superar tão poderosa combinação.

Se eu adormecer a pensar intensamente na nossa lua-de-mel, talvez o meu subconsciente me traga sonhos (muito) bons e agradáveis com o meu Rogério. Não me importarei nem um pouco (antes pelo contrário!)...

A viagem de regresso

Viemos hoje. Embora não se justificasse, a verdade é que saímos à pressa de casa da minha irmã e por isso deixámos lá ficar o babete e o copo do Feitiço. Nada que nos faça muita falta - agora (o Feitiço passou a primeira meia hora da viagem de comboio a pedir o copo, e eu a dizer-lhe que não o tinha)...

Na nossa carruagem, em vez de um grupo de holandeses, houve uma família de falantes de inglês (não tentarei adivinhar de onde vieram porque não estive suficientemente perto deles para ouvir claramente o sotaque), mas não foram eles que mais perturbaram o sossego da carruagem...

O elemento mais perturbador [tenho de comentar que o início desta frase parece pertencer a um relatório sobre uma turma] foi... o Feitiço! Não parou quieto - sem sair do lugar, que era o meu, mas ora no colo, virado para aqui, ora virado para ali, ora no chão - e fez algumas birras (de pouca duração cada uma, mas muito sonoras para compensar).

Não penseis, caros leitores, que eu pretendi fazer uma viagem de mais de três horas com uma criança de igual idade (em anos!) sem me precaver com atividades para ela. Eu levei folhas e lápis para desenhos, um livro de histórias, os cubos de histórias e um livrinho com imagens e uma "caneta" para selecionar as respostas certas (produz-se som apenas quando a resposta é certa), além de algo para enganar a fome. São coisas que sei, com segurança, que agradam ao Feitiço, mas Sua Excelência não quis o livro de histórias em nenhuma das viagens, assim como não usou o livro da "caneta". Os cubos de histórias só usou na viagem de ida.

Houve uma curiosidade: uma mãe e um filho (mais velho do que o Feitiço três ou quatro anos) ficaram sentados perto de nós nas duas viagens! O miúdo espreitou por cima dos bancos para ver o Feitiço, mas não meteu conversa - e nós também não.

No entanto, hoje metemos conversa com a senhora que se sentou ao nosso lado: uma senhora encantadora, já avó de uma jovem de 22 anos, que jogou às cartas no portátil e que vai visitar a China, sozinha! Uma mulher de armas, que adora viajar e ler e que deixa em casa o marido de há 52 anos (ele não gosta de viajar), para seguir a sua paixão. Quando regressa a casa, leva sempre livros sobre os locais que visitou e o marido gosta de os ver! Uma companhia amorosa... e compreensiva acerca dos momentos maus que o Feitiço proporcionou durante a viagem.

A viagem para lá

Na viagem de ida, estava no comboio um grupo de jovens europeus (talvez holandeses a avaliar pelo que falavam, mas não tenho certeza) que faziam imenso barulho e que deixaram lixo espalhado pela carruagem. Talvez nem todos tenham sido porcos tido comportamentos pouco cívicos, pois eram muitos e não andei propriamente a controlar - o que vi estava à vista de toda a gente -, mas o que posso garantir é que, assim que eles saíram, umas paragens antes de nós, o Feitiço comentou: "Malucas!" [o uso do vocábulo no feminino justifica-se porque mais perto de nós estavam as raparigas - os rapazes estavam noutra ponta ou mesmo noutra carruagem, e não passaram por nós ao saírem, embora os tenhamos visto no início da viagem, quando tiveram de se levantar para darem os lugares aos passageiros que tinham os bilhetes com aqueles lugares]

domingo, 2 de junho de 2013

Porquê, Mimi, porquê?

Por que foi que eu não escrevi no meu caderno de registos (que até trouxe para casa da minha irmã) algumas das coisas engraçadas que o Feitiço disse? Porquê? Eu sei que as houve, porque me lembro de estar a rir com as minhas sobrinhas (e não só) por causa dessas coisas engraçadas, mas agora que quero lembrar-me... não me vem nada à cabeça! Talvez amanhã... com a cabeça mais fresca (agora já estou quase a dormir)! Boa noite!

sábado, 1 de junho de 2013

Dar valor ao que se tem...

... é muito importante. Eu sei disso, e de vez em quando (menos do que deveria) faço por me lembrar e sentir-me agradecida.

Hoje, em casa da minha irmã (tenho várias irmãs, por isso "a minha irmã" não significa sempre a mesma pessoa - um pormenor que achei por bem esclarecer), pude perceber que tenho atualmente uma vida privilegiada. Muito privilegiada.

Há dois anos, no fim do ano letivo, eu estava um farrapo de gente. Se pensasse só em termos humanos, não saberia dizer onde arranjei forças para chegar até ao fim. Como acredito em Deus - e num Deus presente -, não é assim tão difícil encontrar a resposta...

Na altura, o Feitiço tinha aproximadamente um ano e meio, a Vassoura tinha pouco mais de quatro anos e meio e a Varinha, no meio dos dois, tinha três anos e pouco. Se ainda agora eles são dependentes, há dois anos eram muito mais. Para além disso, o trabalho na escola era esgotante.

Foi então que, com o acordo do Rogério, eu recorri às licenças necessárias para poder ficar em casa, retirando o Feitiço da creche (onde se dera muito bem) - tínhamos de reduzir a despesa de alguma maneira, porque as licenças em questão são não-remuneradas. A única vantagem - se a lei for cumprida - é que não se perde o lugar (colocação) que se tem. Em setembro dir-vos-ei se mantive o lugar ou não...

Este é, portanto, o segundo ano letivo consecutivo em que não estou a dar aulas. No entanto, continuo a ter a Nina duas vezes por semana (lembram-se da Nina? Falei-vos dela aqui), o que me poupa a grandes trabalhos domésticos.

A minha irmã tem três descendentes, tal como eu, um pouco mais velhos do que os meus (quase 10 anos, 7 anos e 4 anos) e é professora também (de outro nível de ensino). Está exausta principalmente por causa do trabalho na escola, mas, em relação à casa, não tem nenhuma Nina para a ajudar. Claro que o meu cunhado também colabora, mas nenhum dos dois tem muito tempo para dedicar às lides domésticas. Hoje vislumbrei mais ou menos o que seria a minha vida se estivesse a trabalhar e não tivesse uma Nina.

Por isso, repito, agradecida, que sou uma privilegiada. E sinto-me feliz por poder contribuir, um pouquinho, para aliviar a minha irmã neste fim de semana.