sábado, 1 de agosto de 2020

Desafio "As melhores férias"

A Ana de Deus lançou um desafio à blogosfera no geral e a mim em particular (não mais particular do que outros blogues, entenda-se). Desafio aceite e cumprido! 😃


É um desafio difícil! Escolher as melhores férias, aliás, não é difícil, é impossível. Tenho recordações de férias da infância, muito simples, mas ótimas, tenho recordações de férias em que viajei (cá dentro ou para o estrangeiro) e adorei, tenho recordações mais recentes de férias, como mãe, cansativas (de longe as mais cansativas!), mas cheias também de boas memórias… Como escolher? Não escolhendo!


 



As melhores férias da Bruxa Mimi


O que as melhores férias têm em comum é serem passadas com pessoas de que gosto, o terem muitas e longas conversas, jogos, animação, confusão. As melhores férias têm pouca tecnologia, pouco ou nenhum écran, muito contacto visual direto, muitas gargalhadas. Embora eu goste de viajar e conhecer novos locais (ou voltar àqueles onde fui muito feliz, como a Escócia), acho que as melhores férias podem ser passadas a sair e a vir dormir a casa todos os dias (não há cama como a minha!)… As melhores férias às vezes são as sonhadas, mas as atuais não são de desperdiçar!


 



 

Post sobre xixi na cama

A Magia tem tido bastante sucesso na "Missão Sequinha 2020". 


O facto de a Magia estar a ter sucesso tem-me dado alegria, claro, pela realidade atual, mas também me tem servido para olhar com benevolência para o passado molhado da Vassoura, da Varinha e do Feitiço. 


Benevolência para com os meus descendentes, mas também - e sobretudo - benevolência para com a Mimi-mamã dessa altura.


Mães (e também pais, vá, embora o peso esteja quase sempre sobre os ombros das mães) que lidam com crianças que nunca mais* largam as fraldas: tenham calma, relaxem, vocês estão a fazer tudo bem, deem tempo ao tempo e às vossas crianças, respirem fundo, não se zanguem, é mesmo só uma questão de tempo! Ah, e não comparem as vossas crianças com os primos, os filhos dos amigos ou os colegas. Ninguém ganha nada com isso.


Cada criança tem o seu ritmo para cada aquisição que - mais cedo ou mais tarde - vai fazer. 


Ver a Magia a acordar seca (da sesta e após a noite) aos 3 anos quando:


- bebe água antes de ir para a cama;


- come uma quantidade normal de sopa ao almoço e ao jantar;


e os irmãos acordavam molhados de manhã, aos 5 anos - ou aos 6 -, apesar de:


- comerem menos sopa ou nenhuma sopa ao jantar;


- nunca beberem água antes de irem para a cama;


- serem postos a fazer xixi, à noite, antes de nós, pais, irmos para a cama...


 


... torna evidente que, por mais medidas que tomássemos, na altura dos primeiros três, eles não tinham a maturidade física necessária para conseguirem controlar a bexiga enquanto dormiam.** Ao adormecerem, a comunicação cérebro-bexiga desligava e a bexiga ficava por conta própria (do tipo: "patrão fora, dia santo na loja") e lá se ia o xixi. A comunicação de tal forma desligava que eles nem acordavam quando ficavam molhados. Às vezes, devido ao calor, de manhã já estavam secos, e achavam, inocentemente, que tinham passado a noite sem fazer xixi, mas o [meu] olfato garantia o contrário.


A verdade é que não houve soluções milagrosas. Houve incentivos, sim, mas esses funcionaram como meros adornos. A chave para esta questão está mesmo no tempo. E na paciência. E na máquina de lavar roupa. E, já agora, numa pequena dica (não para resolver, mas para simplificar o dia-a-dia): colocar o resguardo do colchão ao contrário, com a parte plástica para cima, permite que nem sempre tenhamos de o lavar após uma noite não-seca - passa-se uma toalhita e deixa-se secar. Caso contrário, não há resguardos suficientes, em especial quando o tempo não está assim tão quente!


 


*"Nunca mais" é uma expressão vaga, intencionalmente, porque varia de mãe para mãe e de pai para pai. Se calhar para algumas mães o processo atual da Magia já vinha tarde... Eu compreendo que assim seja, pois tudo é relativo... Casos como os dos meus filhos não são anormais, mas também estão longe de serem a maioria. E é isso que nos atormenta. Por isso repito: não comparem as vossas crianças com as outras. Não vale a pena.


**No caso do Feitiço, mesmo acordado, a coisa foi mais complicada, e aí havia também a componente da maturidade psicológica (ou simplesmente feitio? Confesso que não tenho certeza de qual dos dois teve mais peso.)...


 


O post já vai longo, mas não quero deixar de dizer a todos os parents que têm descendentes que aos dois anos já nem sabiam o que eram fraldas: Boa! Parabéns! Mas não se gabem muito - foi mais sorte que arte...