quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Fazer batota é permitido?

Seja ou não, vou escrever uns posts como se pudesse viajar no tempo e escrevê-los no dia certo. Está visto que são posts de parabéns...

As torradas da minha infância

Quando penso nas torradas da minha infância/adolescência (o que acontece sempre que faço torradas cá em casa), não é só o sabor que me vem à memória. Com ele vêm:



  • o cheiro que enchia e aquecia toda a casa



  • o ruído característico de quem*, com uma faca, raspava as pontas carbonizadas das torradas



  • a voz de quem** dizia: "Está alguma coisa a queimar!"



  • a visão da manteiga a derreter assim que tocava na superfície da torrada



  • os pedidos repetidos de mais torradas



  • o bolo que não falhava as tardes de domingo



  • o chá que acompanhava o bolo e as torradas, servido muito quente em chávenas bonitas



  • os meus avós paternos que nos visitavam nessa altura (e sem a visita dos quais se calhar não haveria chá nem bolo...)



  • a série das 19 horas (MacGyver, O Justiceiro, ...)


 


Por tudo isto, comer uma torrada nunca é comer uma torrada (até porque eu sou incapaz de comer só uma torrada, havendo mais do que uma à disposição)...


 


*a minha incansável mãe  **o meu inigualável pai


 


Resultado de imagem para torradas com manteiga


(imagem da net)