quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Ligam-me, mas o número não existe?

Sou uma utilizadora frequente do telemóvel, mas não sou teledependente. Às vezes até me irrito com os barulhos que o telemóvel faz, pelo que muitas vezes ele está sem som. Como consequência, de vez em quando perco chamadas.


 


Ontem, numa das vezes que passei pelo telemóvel, vi que tinha uma chamada perdida de um número fixo: 210 XXX XXX. Retribuí a chamada, carregando no registo do número, e ouvi a seguinte gravação: "O número que pretende contactar não está atribuído."


 


Hoje, voltaram a ligar-me daquele número, duas vezes. Da última vez ainda tentei atender, porque dei conta da vibração, mas não fui a tempo. De ambas as vezes retribuí as chamadas, para novamente ouvir a tal gravação.


 


Como é que um número que me liga é um número não atribuído???


 


Cheira-me a esquema pouco legítimo...

Péssima mãe ou simplesmente humana? - a explicação pormenorizada

Já aqui contei que o Feitiço facilmente acha que "domina" uma situação quando claramente não a domina (é evidente para todos, menos para ele). 


 


Se calhar já estão a ver o que aconteceu... Sim, foi isso, o Feitiço fez xixi na cama. 


 


Mas o problema não é ele ter feito xixi na cama, por si só. Apesar de a missão sequinho estar a correr manifestamente bem (mais de dois meses seguidos de cama seca), a ideia de acidentes não me choca.


 


O que é chocante, irritante, enervante, desgastante (e outras coisas não positivas acabadas em -ante) é o Feitiço, se não estivermos "em cima" dele, super-controladores, não fazer xixi antes de ir para a cama. Só porque não lhe apetece. 


 


Na terça-feira da semana passada (31/10), como contei, os três "crescidos" levaram a vacina Bexsero (2.ª dose). É uma vacina chata, porque a dor no braço permanece vários dias, limitando movimentos e tudo. A Vassoura, apesar de sentir o braço magoado e quase não o conseguir mexer, é a que lida melhor com a dor. A Varinha é mais sensível (poderia dizer "fiteira", mas não seria simpático da minha parte). O Feitiço não se queixa, se estiver a fazer uma construção de Legos (só com uma mão). Se tiver de comer lulas, que não aprecia, queixa-se, e mal consegue pousar o braço sobre a mesa, tal é a dor... 


 


Mas eu sei que a dor é verdadeira, nos três, e que se vai atenuando com o passar do tempo. O primeiro dia e a primeira noite são os piores. Na noite de terça para quarta, portanto, houve "animação" durante horas seguidas, na qual a única participante em todos os momentos fui eu, e na qual o único que não participou foi o Rogério (embora tenha ouvido o Feitiço, a certa altura). Até a Magia, que não levou nenhuma vacina esta semana, se juntou à rebaldaria... (ela que já tantas vezes dormiu a noite toda, ultimamente anda mais agitada). 


 


Numa das ocasiões, o Feitiço gritou por mim, porque precisava de fazer xixi e não conseguia sair da cama devido à dor no braço. Nessa altura eu estava a dar de mamar à Magia, mas em poucos minutos ela adormeceu e eu pude atender o Feitiço. Ele tinha feito xixi na cama, não muito, mas disse-me logo que queria tomar banho. Eu tive vontade de arranjar uma solução mais rápida, que não envolvesse dar banho e fazer a cama de lavado às duas e tal da manhã, mas abstive-me de a mencionar, para não desencorajar os bons propósitos do Feitiço, em termos de higiene (quem tem/teve filhos pequenos e nunca ouviu um "Não quero tomar banho!" fale agora ou cale-se para sempre). Lá tratei de tudo, sem resmungar - e o Feitiço estava bastante cooperante.


 


Saltemos agora para a noite seguinte. A noite de 1 de novembro, aquela em que o Feitiço não esvaziou a bexiga antes de se deitar. Acordou no dia 2, dia de aulas, encharcado em xixi. Mas a parte pior ainda estava para vir. Tinha de se despachar, porque tinha aulas, não era? Era. Mas o Sr. Feitiço devia estar enfeitiçado por alguma magia negra (andei a ler Harry Potter há pouco tempo), pois não queria, por nada deste mundo, tomar banho.


 


Estão a ver por que razão perdi a paciência? O mesmo Feitiço que, por uma quantidade pequena de xixi, quis tomar banho a meio da noite, recusava tomar banho quando estava encharcado em xixi e tinha de se despachar por causa das aulas. Primeiro tentei fazê-lo compreender a situação, e a ilógica da sua posição, mas não consegui. E os minutos a passarem...  Depois ele dizia que só tomava banho se a seguir vestisse as mesmas cuecas. Sim, as que estavam molhadas de xixi!  É óbvio que eu nunca permitiria tal coisa... Basicamente, numa discussão, o Feitiço quer "ganhar", seja de que maneira for. E os minutos a passarem...  Eu ainda tentei usar algum humor, mas não funcionou. Acabei por ter de me zangar, muito, e o Feitiço também se exaltou. O banho foi à força e muito difícil, porque o Feitiço continuava a tentar impedir-me de o lavar. Ainda tenho duas nódoas negras num dos braços, em consequência dos movimentos descontrolados das suas mãos.


 


Depois de o banho terminar, deixei o Feitiço embrulhado na toalha e saí da casa de banho. Quando voltei, o Feitiço estava na mesma posição, amuado, mas eu já tinha acalmado. Disse-lhe que não estava feliz com o que se tinha passado e que ele também não estava feliz. Disse-lhe que estava a precisar de um abraço. Ele disse-me que me dava um abraço à hora de sair de casa. Colaborou no que faltava, vestiu-se e ainda teve tempo de tomar o pequeno-almoço e lavar os dentes. Já estava tão calmo que se esqueceu de se despachar a vestir o bibe porque estava na conversa com a Vassoura e a Varinha. Nesta altura o Rogério é que se começou a zangar com ele, mas eu intervim, para que não houvesse outra cena feia.


 


Resumindo, como contei aqui, a situação horrível já tinha passado, mas eu continuei desconfortável durante horas (para não dizer dias).