
Semana 41: As coisas mais difíceis num relacionamento amoroso são...
... aceitar o outro como ele é;
... encontrar o meio termo entre o que um quer e o que o outro quer, quando ambas as posições são válidas (e quando não são, também!);
...
Blogue da Bruxa Mimi. Filhos: "Vassoura", "Varinha", "Feitiço" e "Magia" (10, 9 e 7 anos e "quase a chegar"). Marido: "Gato Rogério".

Semana 41: As coisas mais difíceis num relacionamento amoroso são...
... aceitar o outro como ele é;
... encontrar o meio termo entre o que um quer e o que o outro quer, quando ambas as posições são válidas (e quando não são, também!);
...
Ia eu partilhar o último post da menina-Mulher, quando vejo que é dia de Follow Friday. Pensei logo: junta-se o útil ao agradável, pois, com o destaque que o post terá, vai certamente chegar a mais pessoas do que os meus posts habitualmente chegam.
A menina-Mulher é uma pessoa real, que escreve de uma forma verdadeira. E real e verdadeira é a situação de doença que a sua irmã está a passar. O pior é que a doença não passa - sem um transplante de medula óssea. Sugiro-vos que leiam "Os contos da menina-Mulher", em particular este último post, e que ajam conforme a vossa consciência vos guiar...

Contei no post anterior que, na quarta-feira de manhã, fiquei de telefonar para o Centro de Saúde para marcar a consulta para a Magia, para aquele dia (por, como expliquei, ter telefonado para o SNS 24 e ter sido essa a recomendação).
Assim que desliguei o telefone, liguei para o Centro de Saúde da minha área (cujo número a enfermeira do SNS 24 me facultou - apesar de eu o ter, não o tinha ali à mão, e ela fez-me o favor de o pesquisar e mo ditar).
Deixei o telefone tocar. Ouvi a gravação com as várias opções. Cliquei na opção certa. Ouvi o telefone a chamar durante um bocado até, de repente, passar a "impedido".
Uns minutos depois, repeti o passo anterior, com o mesmo resultado.
Uns minutos depois, repeti o passo anterior... e fui atendida. Expliquei a situação e perguntei para quando podia ser a consulta. Responderam-me que, a partir do momento em que do SNS 24 me disseram para lá ir, podia lá ir. Agradeci e disse que iria naquela altura (claro!).
Avisei a minha mãe da situação. Disse-lhe para não se esquecer da chave da minha casa, pois poderia chegar e eu ainda não ter regressado do Centro de Saúde.
Meia hora depois, mais coisa, menos coisa, eu e a Magia chegámos ao nosso destino. Tirei uma senha para fazer "marcação de consulta" e uma senha relativa a "outros assuntos" (na dúvida de qual seria realmente a adequada) e fui para a sala de espera.
Cinco minutos depois, chamaram a minha senha para o "balcão 2". Contei porque estava ali. A funcionária perguntou quem era a minha médica de família. Eu respondi (Dr.ªa Ana C.). Ela fez uma cara que me deu a entender que a médica não estava lá naquele dia, ou que, por alguma outra razão, não estava disponível. Perguntou a uma colega em que gabinete estava a médica X. Ligou para esse gabinete (11). Perguntou se poderia ver uma bebé da Dr.ª Ana C.). Não ouvi a resposta, mas deduzo que tenha sido afirmativa, pois, a seguir, devolveu-me a senha e disse-me para aguardar na sala de espera.
Com a Magia ao colo e a outra mão a empurrar o carrinho de bebé, dirigi-me à sala de espera e sentei-me. Não cheguei a aquecer a cadeira, pois fui logo chamada para o gabinete 11. Nem queria acreditar...
A médica fez a observação e disse que a Magia estava com uma otite, sim - que provavelmente evoluíra durante a noite [eu não duvidei, atendendo à noite que tinha passado]. Receitou antibiótico e recomendou que desse Brufen ou paracetamol não só se a Magia voltasse a ter febre, mas também se estivesse muito chorosa, porque provavelmente teria dores.
Assim termino este relato sobre uma pequena experiência positiva no SNS (excluindo as primeiras tentativas telefónicas para o Centro de Saúde).
[O facto de a Magia ainda estar com febre, depois de dois dias a tomar antibiótico, não é da responsabilidade do SNS!..]

Apesar de eu não estar doente, a expressão
deste emoji aplica-se bem à minha pessoa...