terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Assumir a injustiça cometida

Detesto injustiças.


 


Detesto ser vítima de injustiça, mas detesto igualmente ser injusta para com as outras pessoas. Por vezes acontece. Às vezes, é a cabeça quente que leva a precipitar-me e a ser injusta em algumas palavras. Mas, outras vezes, cometo injustiças inadvertidamente, pois estou plenamente convencida que o que digo é justo... Sóquenão.


 


Hoje fui à arrecadação guardar umas coisas e procurar outras (que não encontrei, por acaso). Acabei a "investigar" um grande saco de brinquedos de bebé, para ver quais deveria lavar e pôr a uso da Magia. Não trouxe todos os que ela já poderia usar, porque achei que seriam demais. Trouxe os que me pareceram mais adequados (claro!).


 


No meio desse saco, encontrei quatro pequenos objetos, cuja fotografia apresento (organizados dois a dois):


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Ora, perguntam vocês, que injustiça é que pode haver em duas argolas com uma lua e uma estrela, que, informo eu,  pertencem a uns arcos que fazem conjunto com um tapete de atividades da Chicco?


 


Em 2016, no verão, emprestei o conjunto à minha irmã Matilde, que estava cá de férias, para o seu baby, que na altura tinha meio ano. Ele por acaso nem gostou muito de estar no tapete, o que é irrelevante, por isso, adiante. Quando a Matilde regressou ao país onde vive, o tapete foi-me devolvido, dentro da embalagem original, e lá ficou, guardado na arrecadação, até eu o ir buscar para limpar e pôr a uso, com a Magia.


 


Quando montei o tapete, vi que faltavam as argolas, a lua e a estrela. Sinceramente, então a Matilde devolveu-me o tapete sem as coisas de pendurar? Toca a chatear a Matilde. Lembras-te do tapete? Falta tal e tal... Sinceramente, não me lembro. Tinha ideia de ter guardado tudo na embalagem. Pois, mas falta isto, olha, vou tirar uma fotografia à imagem do cartão da embalagem, para veres o que é. Terás guardado nalgum sítio? Não sei, mas podes pedir à mamã que procure na minha casa [a casa portuguesa da Matilde é por cima da casa dos nossos pais]. Pedi. Não encontrou nada, claro, porque os objetos perdidos estavam junto com outros brinquedos, na arrecadação da minha casa...


 


Desculpa, Matilde! 


 


O que mais me faz confusão é: Por que foi que eu não guardei tudo junto, quando o Feitiço deixou de usar o tapete? Devo ter continuado a usar argolas, pendurando a lua e a estrela noutro sítio - não encontro outra explicação plausível.


 


Mas o que me causa comichão, mesmo, é: Como foi que eu não tentei encontrar o que faltava, no verão de 2016, quando emprestei o tapete? Fui eu que montei o tapete na sala da Matilde, ainda por cima, pelo que supostamente terei dado pela falta dos "penduricalhos". Deveria tê-los procurado e certamente tê-los-ia encontrado, no saco dos brinquedos onde hoje os encontrei!


 


Cabecinha de alho chocho...  

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

"Love and Freindship and Other Youthful Writings", de Jane Austen

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 Antes de ler este livro, já tinha lido, da Jane Austen (JA):


 


Em inglês e em português:



  • "Sense and Sensibility" / "Sensibilidade e Bom-senso"


Apenas em inglês:



  • "Emma" 

  • "Pride and Prejudice"

  • "Persuasion"


Nunca li:



  • "Northanger Abbey"

  • "Mansfield Park"


 


É devido às seis obras referidas que JA é por muitos considerada a maior autora inglesa de novelas ("greatest of English women novelists"). Ora, como se pode verificar, o livro que eu terminei de ler na semana passada não faz parte da lista... 


 


Este livro não tem uma só história, como o título indica. Tem vários textos (alguns de uma página!) e apenas duas histórias um bocadinho mais desenvolvidas, sendo a última a maior (de longe) e a única que realmente me despertou interesse. 


 


Ora, então, o que é que eu achei deste livro? Tirando a última história ("Lady Susan"), uma seca - algo que nunca me passara pela cabeça enquanto lia as quatro obras mencionadas acima. Mas porquê?


 


Porque pegaram em (todos os) textos que Jane escreveu na juventude, alguns ridículos de tão maus (em conteúdo) e fizeram um livro com eles. Acrescentaram uma introdução gigantesca, muitas páginas de explicação de significados e contexto histórico e cultural, a biografia da autora e... pimbas!, colocaram à venda. Isto, obviamente, é a minha versão do que fizeram, tendo em conta o pouco prazer que tive durante a leitura. 


 


Na realidade, o livro é resultado de investigação e muito trabalho. O único problema, do meu ponto de vista, é que este tipo de compilação só deve interessar a estudiosos de Jane Austen. Não foi feito para simples leitores como eu. Quase que assassinava em mim a imagem da JA! Depois recordava-me que ela tinha escrito estes textos quando era muito nova, e dava-lhe um desconto. Mas não conseguia deixar de concordar com os familiares de JA, que, quando ela morreu, acharam que aqueles escritos não mereciam ser publicados, por serem de qualidade muito inferior à das seis novelas.


 


Acrescento que a própria JA compilou os textos, "passando-os a limpo" em três volumes. E escreveu dedicatórias em todos os textos (para o pai, para a irmã, para um ou outro irmão, para a sobrinha, a cunhada, enfim...) Mas não sei porque se deu ao trabalho... 


 


Neste momento estou a restaurar o meu prazer em ler JA através da releitura de "Persuasion". Tão bom!

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Já alguma vez...

... entraram num centro comercial quando só o hipermercado está aberto? E entraram nesse hipermercado?


 


Eu tive esta experiência há umas semanas. Foi muito engraçado estar no supermercado à hora de abertura. As prateleiras estavam todas cheias até à "berma". Tudo estava impecavelmente arrumado e limpo. Os clientes presentes contavam-se pelos dedos de uma mão.


 


Parecia uma manhã de Natal. A prenda era o próprio supermercado!

sábado, 24 de fevereiro de 2018

5 Coisas Boas Por Semana | 19-2 a 23-2-2018

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19 de fevereiro (2.ª feira)



  • Filhote Pato veio cá a casa.


 


20 de fevereiro (3.ª feira)



  • A Nina regressou, após três semanas em que estivemos sem empregada.  


 


21 de fevereiro (4.ª feira)



 


22 de fevereiro (5.ª feira)



  • Fiz lasanha e todos gostaram. A Varinha até repetiu (coisa raríssima)!


 


23 de fevereiro (6.ª feira)



  • Consegui tomar banho e vestir-me antes da Magia acordar.


 


Nota: Esta semana não fui registando as coisas boas. Pensei nelas, em cada dia, mas não as escrevi. Resultado: foi muito difícil lembrar-me da coisa boa de quarta-feira. Tão difícil que estou a escrever esta nota sem ainda me ter lembrado...

Uma amizade improvável - Dustin e Dust in

Descobri recentemente este vídeo no YouTube. Gostei, por isso partilho.


 


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

O meu Patronus

... é uma égua branca. 


 


Expecto Patronum!


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Era para ser, mas não foi

Hoje as colegas da escola onde trabalhei durante mais tempo foram almoçar juntas, como fazem habitualmente na última sexta-feira de cada mês. E como habitualmente, propuseram-me almoçar com elas. Eu disse que não iria comer com elas, por estarmos na Quaresma*, mas que iria ter ao restaurante - se a logística mágica  permitisse.


 


A primeira refeição da Magia, hoje, foi às 9:15 h. Pensei que lhe dava o almoço às 12:15 h e depois ia ter com as minhas colegas, mas a Magia tinha outros planos: adormecer pouco antes da hora de comer e só acordar quando já fosse tarde demais para lhe dar o almoço e ir ter ao restaurante (optar pela segunda atividade diria muito sobre a minha forma de encarar as responsabilidades maternais - e não seria pelas melhores razões!).


 


*Não quer dizer que não almoce, apenas que evito almoçar fora.

Desafio das 52 semanas - semana 8

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Semana 8: Os melhores filmes infantis a que já assisti foram...


... Frozen;


... Os Incríveis;


... Toy Story;


... Cantar;


... A Estrela de Natal;


... muitos outros que não tiveram a "sorte" de me vir agora à cabeça!


 


Nesta TAG proposta pela Happy, participam, além da própria e da minha pessoa, a 3ª face, a Ana, a Catarina, o Carlos, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Fátima, a Gorduchita, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Marquesa de Marvila, a Paula, o P.P, a Sweetener, a Sofia  e o Triptofano (isto por ordem alfabética para ninguém se sentir melindrad@). Espreitem o que cada um de nós vai respondendo ao longo do ano. Também podem espreitar pela tag  52 semanas.

Follow Friday # 6 - Mafaldinha

A autora do Mafaldinha é minha conhecida desde sempre. Literalmente. Trata-se da minha irmã mais velha, que, se lhe perguntarem, dirá que não é blogger, aliás. Foi por minha causa que criou a conta no SAPO e a seguir o blogue, mas ainda bem que o fez, porque gosto de passar por lá e ler as tiras de BD (e não só) que ela seleciona para partilhar.


 


No Mafaldinha nunca encontramos textos grandes - o máximo que até agora se pode lá encontrar é uma frase a comentar a imagem apresentada. Não cansa, não demora a ver... Querem espreitar?


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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

How I met your father - Episode 15 - The question, at last!

Season 2, episode 2 (ep. 14)


Kids,


 


Na minha vida, que eu tenha conhecimento, só houve dois rapazes que gostaram de mim (de uma maneira especial), sem contar com o Rogério. [Se isto fosse tão bom como a série "How I met your mother", nunca diria, à partida, que não ia falar do father.]


 


Nos episódios anteriores, falei de um. Hoje vou "despachar" o assunto e falar do outro. Ou talvez não "despache" o assunto, mas pelo menos vou iniciá-lo. [FYI: só vou iniciar, mesmo.]


 


Conheci este rapaz (B) através de uma amiga (A), quando tinha 25 ou 26 anos. A A namorava com o C e pensou que eu e o B poderíamos vir a gostar um do outro. Fomos uma vez os quatro ao cinema. Talvez tenhamos ido mais do que uma vez os quatro, para ser honesta, mas só tenho certeza que fomos uma vez. Combinámos uma outra ida ao cinema os quatro (Ou ao teatro? Não me lembro.), mas à última hora a A telefonou-me e disse-me que ela e o C não poderiam comparecer, mas que mais valia o B e eu irmos os dois ao que estava combinado. Hoje "vejo" tudo isto como um "truque" dela para nos deixar sozinhos. Naquela altura não "vi" nada. E lá fomos. 


 


A partir daquele dia, eu e o B saímos juntos algumas vezes, independentes da A e do C, sobretudo para irmos ao cinema. Não sei quantas vezes saímos, mas numa das vezes, depois do filme (ou antes? Tenho uma memória menos nítida da história que envolveu o B do que da que envolveu os colegas da escola primária - acham normal?), ficámos como de costume a conversar, enquanto comíamos qualquer coisa. A certa altura, tivemos um diálogo que vou tentar reproduzir tão fielmente quanto a minha não-tão-boa memória me permitir.


 


B: Posso-te fazer duas perguntas pessoais? Se não quiseres, não respondes.


Eu: Podes.


B: Já tiveste algum namorado?


Eu: Não.


B: Por que é que nunca tiveste um namorado? 


Eu: Isso tens de perguntar aos rapazes de quem eu gostei e que não corresponderam!


B: Posso-te fazer outra pergunta?


Eu [a calcular qual seria a pergunta]: Sim.


B: Queres namorar comigo?


 


Season 2, episode 4 (ep. 16)

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Terminei - finalmente! - o primeiro livro do ano

Terminei, "agora" mesmo (há aproximadamente meia hora) o primeiro livro do ano (livros infantis excluídos). Não é cedo, bem sei, mas estava difícil...


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Nunca um livro da Jane Austen me levou tanto tempo a ler. O problema não estava na falta de tempo, estava no livro, mesmo! Hei de escrever e partilhar a minha opinião, tão brevemente quanto possível.


 

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Uma receção especial

Filhote Pato veio cá ontem (e hoje). 


 


Pus todos os meus dotes artísticos ao piano, para fazer uma boa receção:


 


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Acham que consegui? 


 


[Hoje a Nina voltou, depois de três semanas de ausência. Apesar de parecer que não, pela eloquente mensagem fotográfica, nós limpámos a casa algumas vezes, durante o tempo em que estivemos sem empregada!]

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Corny post

Enquanto dava de mamar à Magia, e ela estava sossegada a mamar (o que nem sempre acontece - às vezes é um pega-larga constante), dei por mim a olhar deleitada para ela e a pensar: "Consegues sentir o amor [a fluir com o leite]?". Mas não pensei a falar, pensei a cantar! A cantar assim: 


 


domingo, 18 de fevereiro de 2018

Sabem aqueles técnicos de informática

... muita bons? Eu tenho um desses em casa - e até está disponível para ajudar a curar PCs de amig@s e tudo!


 


Rogério, el especialista en ordinatores!


(nem sei se escrevi corretamente, mas é espanhol, e eu nunca tive aulas de espanhol, por isso, paciência!)

sábado, 17 de fevereiro de 2018

5 Coisas Boas Por Semana | 12-2 a 16-2-2018

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A Fátima muda a cor da imagem e eu vou atrás! ;-)


 


12 de fevereiro (2.ª feira)



  • O Rogério foi às compras quando chegou do trabalho. Por isso, comemos pizza ao jantar (é uma maravilha quando o jantar ou almoço é pizza, porque nenhum deles se faz esquisito e todos se despacham a comer).


 


13 de fevereiro (3.ª feira)



  • A minha irmã Margarida, o marido e as filhas vieram almoçar cá a casa e correu tudo muito bem!  


 


14 de fevereiro (4.ª feira)



  • Era Quarta-feira de Cinzas e conseguimos ir todos à Missa.


 


15 de fevereiro (5.ª feira)



  • A Varinha colocou o aparelho nos dentes. Na verdade, nem é bem um aparelho, é uma barra lingual (se não me falha a memória em relação ao que disse a dentista, não é um aparelho porque não exerce força, apenas mantém os molares do fundo no sítio, não deixando que se perca espaço - que é algo que não abunda na boca da Varinha, à semelhança do que acontece na boca da sua mãezinha, isto é, na minha boca).


 


16 de fevereiro (6.ª feira)



  • A Vassoura ajudou-me, dando a sopa e a fruta à Magia. Já o tinha feito noutros dias desta semana.  

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Desafio das 52 semanas - semana 7

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Semana 7: Eu sempre…


... lavo os dentes antes de ir para a cama (em miúda não, infelizmente);


... gostei e gosto de receber massagens (também gosto de fazer, mas têm de ser relativamente de curta duração);


... tive cabelos finos e escassos (exceto nas gravidezes);


... detestei o fumo e o cheiro do tabaco (não há exceções).


 


Nesta TAG proposta pela Happy, participam, além da própria e da minha pessoa, a 3ª face, a Ana, a Catarina, o Carlos, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Fátima, a Gorduchita, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Marquesa de Marvila, a Paula, o P.P, a Sweetener, a Sofia  e o Triptofano (isto por ordem alfabética para ninguém se sentir melindrad@). Espreitem o que cada um de nós vai respondendo ao longo do ano. Também podem espreitar pela tag  52 semanas.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Perguntas à moda do Trip (2.º conjunto)

1. Não. 


 


2. A "Minha Casinha", dos Xutos & Pontapés, no refrão. Foi preciso ter um blogue para saber como é que era, através de um comentário... Ou melhor, o comentário serviu para eu me lembrar que digo mal, mas nunca me lembro da maneira certa. Tive de procurar o post e o comentário para saber que é "modesto primeiro andar" e não, como sempre me "sai", "rés do primeiro andar"!  


 


3. Não há nada. Mas lembro-me de ter ficado magoada quando, na 4.ª classe, uma colega, que copiou o desenho que eu tinha feito e estava a pintar com tanto cuidado que acabei depois de ela terminar o dela, teve Muito Bom no desenho e eu, a "artista" original, tive Bom +. Palavra de honra que senti aquilo como injusto. Mas mantive-me caladinha, que os tempos eram outros...


 


4. Não. Ou tenho, ou não tenho. É o que é.


 


5. Por nada, parece-me.


 


6. Ainda namoro.


 


7. Propriamente dita, não.


 


8. Não tenho qualquer interesse em tatuagens.


 


9. Não. Nem num segundo, terceiro, quarto... e não sei até que número de encontros antes de casar.


 


10. Não tenho memória específica de um alimento. Lembro-me das papas ao pequeno-almoço - a minha mãe era uma "máquina" a preparar pratos de Nestum, da sopa dos almoços, da fruta... Alimento isolado, o primeiro que me lembro foi um gelado Fizz, quando tinha anginas. Tinha que ser um gelado, claro!!! 

How I met your father - Episode 14 - The almost stalker

Season 2, episode 1 ( ep.13)


Kids,


 


Na semana passada falei-vos de um rapaz que eu achava que gostava de mim de uma maneira "especial". E contei-vos que uma rapariga me disse, à frente de outras pessoas, que os sentimentos do rapaz por mim "saltavam à vista". 


 


A partir daquela altura, todas as aproximações do rapaz, apesar de exatamente nos mesmos moldes que anteriormente, passaram a deixar-me desconfortável. Comecei a sentir-me "perseguida". Claro que tudo se passava na minha cabeça, não tenho memória de o rapaz ter agido incorretamente. Mas parecia que ele "forçava" a aproximação, de cada vez que havia o Abraço da Paz - nem que estivesse na outra ponta da igreja e já toda a gente se estivesse a sentar. À sexta-feira eu esperava ansiosamente que não nos cruzássemos e era um alívio quando o meu desejo se concretizava.


 


Não sei dizer quanto tempo é que esta situação se arrastou, mas sei de que forma terminou. Numa Eucaristia, as leituras falavam de dizer a verdade. Foi um sinal. No fim dessa Eucaristia, disse ao rapaz que precisava de falar com ele. Os olhos dele traduziam expectativa e esperança...  Eu referi as leituras e de como percebera que tinha de falar com ele, dizer-lhe a verdade. Expliquei-lhe a sensação de perseguida e como isso me incomodava. Não sei que palavras usei, mas recordo que a reação ao que eu disse não foi a melhor.


 


Daquele dia em diante, se, no Abraço da Paz, o rapaz calhasse passar por mim, eu cumprimentava-o. Ou tê-lo-ia cumprimentado, se ele não se desviasse para não me cumprimentar...


 


But better ignored than stalked.


 


Season 2, episode 3 (ep. 15)

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Hoje é Quarta-feira de Cinzas...

começou hoje a Quaresma ... e a isso não estou alheia. 

Alheia ao Dia dos Namorados

Varinha: Mamã, o que é que deste ao papá por ser Dia dos Namorados?


Eu: Nada.


Varinha [olhar surpreendido]: ...


 


Fui ter com o Gato e contei-lhe a mini-conversa com a Varinha. E acrescentei:


- Espero que também não tenhas nada para mim!


Rogério: Realmente não tenho...


 


Ufa!


 


 *


 


*Toma lá estas flores, Rogério!