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quinta-feira, 7 de junho de 2018

How I met your father - Episode 21 - The internal conflict

Pilot (ep. 1)


Season 2, episode 8 (ep. 20)


Kids,


 


Desculpem a minha ausência (se por acaso deram por ela)...


 


Fiquei de vos falar sobre o meu discernimento vocacional. Não é fácil escrever sobre ele, acho eu, mas veremos.


 


«Desde pequena que soube que queria casar e ter filhos.» - contei isto no primeiro episódio. Ora, lendo isto, fica-se talvez com a ideia que o meu discernimento vocacional foi bastante claro, desde cedo. E foi, mas ao mesmo tempo não foi.


 


Se, aos vinte e quatro anos, por exemplo, eu tivesse encontrado o meu «príncipe encantado» (e ele, em mim, a sua «princesa»), mesmo sem ter namorado antes, não teria tido grandes dúvidas que era essa a minha vocação. Afinal de contas, sempre quisera casar e ter filhos, e ali estava a confirmação e concretização desse desejo interior.


 


Mas não foi assim que aconteceu. Como já vos contei, eu fui gostando e gostando sem nunca ser correspondida. A quem se interessou por mim, fui eu que não correspondi. À minha volta, as minhas amigas foram namorando e casando, e eu, nada.


 


No entanto, embora não visse acontecer na minha vida o que tanto desejava, eu não abria o coração a outra possibilidade. Deus podia ter pensado noutra forma de eu ser feliz, mas, durante anos, eu recusei determinantemente pôr sequer a hipótese de vir a ser freira. Não porque achasse que não se pudesse ser feliz assim, mas porque não queria prescindir daquilo que sempre desejara.


 


À minha volta, nem toda a gente namorava e se casava, na verdade... Quando eu tinha vinte anos, a minha irmã Margarida, que sempre teve uma relação de proximidade com Deus e nunca teve qualquer vontade de namorar ou casar, e que era professora, rescindiu o contrato com o Ministério da Educação e entrou para um convento de Clarissas. Esteve lá um ano e acabou por vir-se embora. Não era ali o seu lugar. Recomeçou a dar aulas (primeiro como contratada, mas não demorou muito a voltar a ficar efetiva). Alguns anos depois, foi com umas amigas (da sua comunidade neocatecumenal) a um retiro num mosteiro, durante o mês de agosto (é um mês evangélico). Veio de lá encantada e convencida que a sua vocação era consagrar-se a Deus, naquela ordem concreta (Família Monástica de Belém, da Assunção da Virgem e de São Bruno, conhecidas sinteticamente por Monjas (e Monges) de Belém). Não havia mosteiros daquela ordem em Portugal, naquela altura (existe um, na presente data). A minha irmã Margarida voltou a rescindir o contrato com o Ministério da Educação e foi para o mosteiro onde tinha feito o mês evangélico, nos Monts Voirons (França, perto da Suíça). Voltou após seis meses e, desta vez, com a certeza que a sua vocação não era a de uma vida consagrada. 


 


Eu testemunhei a vivência da minha irmã sem nunca me sentir chamada a fazer um retirinho que fosse. Havia, além dos retiros de agosto, uns retiros - na mesma família monástica - bem mais curtos e bem mais perto: num mosteiro em Sigena, Espanha. Várias raparigas das comunidades neocatecumenais fizeram esses retiros, inclusive uma da minha própria comunidade que também se questionava acerca da sua vocação (embora estivesse convencida, tal como eu, que casar e ser mãe é que era para si, como via o tempo passar sem que se concretizasse, abriu o coração a outra possibilidade e fez o retiro em Sigena, tendo vindo com a confirmação da sua vocação para o matrimónio).


 


Em 2003, com trinta anos, dei um passo importante. Poderão descobrir qual (ou confirmar as vossas suspeitas) no próximo episódio.


 


Season 2, episode 10 (ep. 22)

quinta-feira, 10 de maio de 2018

How I met your father - Episode 20 - The brother and the cousin

Pilot (ep. 1)


Season 2, episode 7 (ep. 19)


Kids,


 


Apesar de não terem feito nenhum comentário, de certeza que acertaram na adivinha com que terminou o último episódio. Lembram-se dela? [Eu sei que não se lembram. Já passou demasiado tempo.]


 


O rapaz de quem já aqui falei tinha um irmão mais velho e um primo mais novo que não me foram indiferentes. O irmão mais velho gostava de me provocar um bocadinho, mas não era nada que não fizesse a qualquer outra pessoa. Era o seu feitio. Embora não me tenha sido indiferente, o que senti por ele foi bastante superficial. Acho que não cheguei a conhecê-lo o suficiente para os sentimentos se aprofundassem (ou então o facto de ter gostado do irmão foi inibidor disso).


 


Já o primo mais novo foi outra história...


 


Este rapaz, de seu nome Rogério (e esta, hein?), era (é) de baixa estatura e, quando o conheci, tinha cabelo compridíssimo (mais comprido, mais forte e mais bonito do que o meu alguma vez foi). É engraçado que eu prefira os elementos do sexo oposto de cabelo curto, mas que sempre tenha achado que ele ficava muito bem com o cabelo comprido - no entanto, quando anos mais tarde o cortou, achei que ficava (ainda) melhor. Outra coisa que eu gostava neste rapaz era a voz, em especial quando cantava.


 


Numa peregrinação de jovens em que participei [aqui o conceito de jovem é bastante alargado] e ele também (e muitos outros jovens das comunidades neocatecumenais a que ambos pertencíamos, embora, na altura, fôssemos de comunidades diferentes), o rapaz foi um dos grandes animadores da viagem de autocarro, ao longo dos dias, através de canções. Esse tipo de animação, que não é o meu estilo, agrada-me, porque ajuda a criar bom ambiente entre pessoas que não se conhecem assim muito bem (ou não se conhecem de todo). Verdade seja dita que os principais animadores eram o irmão mais velho do Rogério e um outro rapaz de quem nunca gostei sem ser por amizade, ambos muito extrovertidos e bem-dispostos. Mas quando o que se fazia era cantar, o Rogério tinha quase sempre um papel de destaque.


 


Este Rogério foi o último rapaz de que gostei antes de conhecer o Gato Rogério, e ainda terei mais para vos contar sobre ele, mas antes tenho de vos falar de uma questão muito importante no meu percurso (e que até agora tem estado de parte): o meu discernimento vocacional.


 


Mas isso, claro, é assunto para um episódio exclusivo (ou mais do que um)...


 


Season 2, episode 9 (ep. 21)

quinta-feira, 19 de abril de 2018

How I met your father - Episode 19 - The family crush

Pilot (ep. 1)


Season 2, episode 6 (ep. 18)


Kids,


 


De certeza que ainda se lembram daquele rapaz da minha comunidade de quem gostei em regime on/off (conforme tinha ou não interesses amorosos noutras "frentes") e acerca de quem contei dois episódios envolvendo pessoas da minha família (o Manuel e a Matilde)... Se não se lembram, vejam os episódios em questão (just follow the links). 


 


Esse rapaz tinha (e tem) dois irmãos, sendo ele o do meio. O mais novo poucas vezes vi, mas o mais velho também era de uma comunidade (não da mesma que nós), por isso, a partir de certa altura via-o com regularidade, nas Eucaristias de sábado à noite. 


 


O pai destes rapazes tinha uma irmã com três filhos (uma rapariga e dois rapazes), que também fizeram parte de uma comunidade. Simpatizava muito com a irmã (a mais velha dos três, se não me engano), embora nunca tenhamos sido muito próximas uma da outra. Também simpatizava com o rapaz mais velho, que tinha namorada (com quem casou e continua casado, feliz, há mais de 20 anos).


 


Ao fim de muitos anos, o rapaz-base desta família (o que já tinha sido mencionado), casou e passou para a comunidade da mulher. Não muito tempo depois, houve uma junção de duas comunidades (algo que é normal acontecer, ao longo dos anos) e o seu primo mais novo passou a ser da mesma comunidade que eu (e assim continuou até eu casar e mudar de paróquia e de comunidade).


 


Não sei se conseguem imaginar, pelo título e pelo que já escrevi (nesta blogossérie e no blogue em geral), onde é que esta história vai parar... Querem tentar adivinhar?


 


Season 2, episode 8 (ep. 20)

quinta-feira, 22 de março de 2018

How I met your father - Episode 18 - a Summer crush

Pilot (ep. 1)


Season 2, episode 5 (ep. 17)


Kids,


 


No verão dos meus 24 anos fui à Escócia (não foi só nesse verão que lá fui, mas isso agora não interessa nada). Não fui sozinha, nem com familiares, mas sim com colegas e amigas e com pessoas desconhecidas que se inscreveram no mesmo curso de verão do que eu.


 


Uma dessas pessoas era um rapaz mais ou menos da minha idade, arquiteto ou a caminho disso. Sem fazer por isso, cativou-me. Mantendo-me discreta (que é o meu registo habitual), sempre que podia, estava onde ele estava. Mas não tinha jeito para meter conversa de chacha e não tinha assunto para uma conversa que não fosse de chacha e que lhe pudesse interessar (pelo menos na minha opinião).


 


Numa saída após o jantar, numa noite que não era véspera de aulas, os professores (pouco mais velhos do que nós) levaram os alunos que tinham idade para consumir alcool a um pub. Eu fui apenas por causa do rapaz, já que bares e pubs aren't my thing. Mais valia não ter ido, já que de nada me serviu. Mas que estou eu a dizer?? Serviu de muito! Se não tivesse ido, não poderia, na eventualidade de um dia me perguntarem: "Have you ever been to a pub?", responder: "Been there, done that." ou, mais formalmente: "Yes, I've been to a pub - once."


 


Terminado o curso de verão e regressados à lusa pátria, nunca mais vi o rapaz. Certo?


 


Errado! Vi-o pelo menos mais uma vez, num jantar em Lisboa, organizado primordialmente pela grande impulsionadora da ida de portugueses àqueles cursos de verão, uma minha ex-professora.


 


Éramos aproximadamente vinte pessoas, nesse jantar. Não fiquei sentada perto dele, ou, se fiquei, não me lembro (o que quer dizer que, para todos os efeitos, não tive nenhuma conversa memorável, ou lembrar-me-ia).


 


Nota-se muito, pela forma como contei esta paixoneta de verão, que não foi muito importante? É que praticamente só me lembro da cara dele (que não era feia e normalmente apresentava um sorriso aberto) devido às fotografias desse verão que fazem parte do meu álbum "Escócia". Foi mesmo uma coisa passageira...


 


Season 2, episode 7 (ep. 19)

quinta-feira, 15 de março de 2018

How I met your father - Episode 17 - the wrong time to ask

Pilot (ep.1)


Season 2, episode 4 (ep. 16)


Kids,


 


Depois de contar ao B a história verdadeira da M e do F, e de ele ter concordado em continuarmos a encontrarmo-nos, assim fizemos.


 


Saímos não sei quantas vezes mais, sobretudo para irmos ao cinema. Da minha parte não houve evolução de sentimentos, ao longo desse tempo. Sentia-me bem na companhia do B, mas as conversas que tínhamos não eram particularmente interessantes ou profundas, devo admitir.


 


Numa noite em que combinámos ir ao cinema ver "Pleasantville", com o Tobey Maguire e a Reese Witherspoon (escrevi de memória mas tenho tive de confirmar - precisei de corrigir o apelido dele.), eu estava com uma dor de cabeça fortíssima. Se fosse esperta, tinha cancelado a saída, mas não o fiz.


 


Assim que entrei no carro e o cumprimentei, avisei que me doía muito a cabeça, e expliquei que qualquer som ou movimento da cabeça mais repentino me causava um aumento grande na intensidade da dor, pelo que lhe pedia que não conversássemos [A sério, Mimi de 26 anos? Não era evidente para ti que devias ter cancelado a ida ao cinema???]. Ele compreendeu e cumpriu. A viagem foi feita em silêncio (o rádio estava desligado pelos mesmos motivos).


 


Gostei do filme, mas lembro-me que o volume do som me incomodou [Mega duh para a Mimi de 26 anos, essa pateta que eu não conheço de lado nenhum.] Durante o intervalo, não me mexi, nem quis conversar [nem conseguia, sem que a cabeça, que latejava muitíssimo, piorasse].


 


Quando o filme acabou, fizemos em silêncio a viagem de regresso até à minha rua. O B saiu do carro quando eu saí (acho que saía sempre) e acompanhou-me até à porta do prédio. Antes de dizer adeus, perguntou-me:


 


- Já pensaste naquilo que te perguntei?


 


Eu [com enxaqueca, da qual ele estava sobejamente informado - não sei exatamente o que terei dito]: Bem, não houve alterações em relação aos meus sentimentos...


 


Não me lembro como foi que o B reagiu, mas não foi bem, certamente, já que a seguir eu entrei no prédio e não nos voltámos a encontrar.


 


Sempre que recordo esta parte da minha história, penso que foi realmente difícil ser «eu» (não quer dizer que me pareça que ser «ele» tenha sido mais fácil). Para mim era tão mais fácil gostar sem ser correspondida!


 


Season 2, episode 6 (ep. 18)

quinta-feira, 1 de março de 2018

How I met your father - Episode 16 - The tale I told

Season 2, episode 3 (ep. 15)


Kids,


 


No episódio da semana passada, ouvi a pergunta que há tempo gostaria de ter ouvido:


 


- Queres namorar comigo?


 


O único problema é que eu simpatizava com o B (o autor da pergunta), mas não estava apaixonada. No entanto, não descartava a hipótese de me vir a apaixonar, com o tempo, à medida que o fosse conhecendo melhor, pelo que foi isso que respondi. Ilustrei o que queria dizer com a história de um casal muito meu amigo:


 


"A M e o F conheceram-se na universidade, numa iniciativa de voluntariado em que ambos participaram. Tornaram-se amigos. Agum tempo depois, a M começou a desconfiar que o F gostava dela de uma maneira especial, o que a deixou desconfortável, porque não correspondia, mas não queria perder a sua amizade. Um dia, o F quis falar com ela sobre sentimentos. A M pensou que ele se ia declarar, mas falhou a previsão. O que o F tinha para lhe dizer era que tinha a sensação que ela gostava dele de uma maneira especial, mas que ele só gostava dela como amigo. Aliviada, a M contou-lhe o que tinha pensado, e que também só gostava dele como amiga. Continuaram a encontrar-se. Mais tarde, o F disse à M que já gostava dela mais do que como amigo, mas ela respondeu que continuava a sentir apenas amizade. Continuaram a encontrar-se. Mais tarde ainda, os sentimentos da M aprofundaram-se e ela disse isso ao F. Começaram a namorar e entretanto casaram."


 


A história que contei era verdadeira, e eu acreditava realmente que poderia passar-se algo parecido entre mim e o B. Claro que não tinha certezas nem garantias que tal fosse acontecer, mas, se o B concordasse, poderíamos continuar a sair juntos e logo se veria...


 


Ele aceitou a minha resposta. 


 


Season 2, episode 5 (ep. 17)

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

How I met your father - Episode 15 - The question, at last!

Season 2, episode 2 (ep. 14)


Kids,


 


Na minha vida, que eu tenha conhecimento, só houve dois rapazes que gostaram de mim (de uma maneira especial), sem contar com o Rogério. [Se isto fosse tão bom como a série "How I met your mother", nunca diria, à partida, que não ia falar do father.]


 


Nos episódios anteriores, falei de um. Hoje vou "despachar" o assunto e falar do outro. Ou talvez não "despache" o assunto, mas pelo menos vou iniciá-lo. [FYI: só vou iniciar, mesmo.]


 


Conheci este rapaz (B) através de uma amiga (A), quando tinha 25 ou 26 anos. A A namorava com o C e pensou que eu e o B poderíamos vir a gostar um do outro. Fomos uma vez os quatro ao cinema. Talvez tenhamos ido mais do que uma vez os quatro, para ser honesta, mas só tenho certeza que fomos uma vez. Combinámos uma outra ida ao cinema os quatro (Ou ao teatro? Não me lembro.), mas à última hora a A telefonou-me e disse-me que ela e o C não poderiam comparecer, mas que mais valia o B e eu irmos os dois ao que estava combinado. Hoje "vejo" tudo isto como um "truque" dela para nos deixar sozinhos. Naquela altura não "vi" nada. E lá fomos. 


 


A partir daquele dia, eu e o B saímos juntos algumas vezes, independentes da A e do C, sobretudo para irmos ao cinema. Não sei quantas vezes saímos, mas numa das vezes, depois do filme (ou antes? Tenho uma memória menos nítida da história que envolveu o B do que da que envolveu os colegas da escola primária - acham normal?), ficámos como de costume a conversar, enquanto comíamos qualquer coisa. A certa altura, tivemos um diálogo que vou tentar reproduzir tão fielmente quanto a minha não-tão-boa memória me permitir.


 


B: Posso-te fazer duas perguntas pessoais? Se não quiseres, não respondes.


Eu: Podes.


B: Já tiveste algum namorado?


Eu: Não.


B: Por que é que nunca tiveste um namorado? 


Eu: Isso tens de perguntar aos rapazes de quem eu gostei e que não corresponderam!


B: Posso-te fazer outra pergunta?


Eu [a calcular qual seria a pergunta]: Sim.


B: Queres namorar comigo?


 


Season 2, episode 4 (ep. 16)

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

How I met your father - Episode 14 - The almost stalker

Season 2, episode 1 ( ep.13)


Kids,


 


Na semana passada falei-vos de um rapaz que eu achava que gostava de mim de uma maneira "especial". E contei-vos que uma rapariga me disse, à frente de outras pessoas, que os sentimentos do rapaz por mim "saltavam à vista". 


 


A partir daquela altura, todas as aproximações do rapaz, apesar de exatamente nos mesmos moldes que anteriormente, passaram a deixar-me desconfortável. Comecei a sentir-me "perseguida". Claro que tudo se passava na minha cabeça, não tenho memória de o rapaz ter agido incorretamente. Mas parecia que ele "forçava" a aproximação, de cada vez que havia o Abraço da Paz - nem que estivesse na outra ponta da igreja e já toda a gente se estivesse a sentar. À sexta-feira eu esperava ansiosamente que não nos cruzássemos e era um alívio quando o meu desejo se concretizava.


 


Não sei dizer quanto tempo é que esta situação se arrastou, mas sei de que forma terminou. Numa Eucaristia, as leituras falavam de dizer a verdade. Foi um sinal. No fim dessa Eucaristia, disse ao rapaz que precisava de falar com ele. Os olhos dele traduziam expectativa e esperança...  Eu referi as leituras e de como percebera que tinha de falar com ele, dizer-lhe a verdade. Expliquei-lhe a sensação de perseguida e como isso me incomodava. Não sei que palavras usei, mas recordo que a reação ao que eu disse não foi a melhor.


 


Daquele dia em diante, se, no Abraço da Paz, o rapaz calhasse passar por mim, eu cumprimentava-o. Ou tê-lo-ia cumprimentado, se ele não se desviasse para não me cumprimentar...


 


But better ignored than stalked.


 


Season 2, episode 3 (ep. 15)

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

How I met your father - Episode 13 - The he-likes-me guy

Season 1 (12 episodes) 


Kids,


 


Antes de vos contar sobre os meus amores primários, onde é que eu ia? A ver se me lembro sem ter de espreitar o episódio 11...


 


Ah, já sei! Contei-vos da X e do Y, e de como continuo amiga de ambos. Ora então, continuando a viajar pelas minhas memórias, vou contar-vos um dos episódios mais difíceis e desagradáveis deste meu percurso...


 


Havia, numa das Comunidades Neocatecumenais da Paróquia a que eu pertencia, um "rapaz" mais velho do que eu (atendendo a que eu já era uma jovem adulta, ele já não era propriamente um rapaz, mas é mais simples identificá-lo como tal) que eu conhecia de nome e de vista. Ao contrário dos outros rapazes que mencionei anteriormente, este não tinha nenhum traço que me atraísse (nem olhos, nem sorriso, nem voz, nem nada). Era-me indiferente, no sentido que não despertava nenhum sentimento, nem mau, nem bom.


 


Como a Eucaristia aos sábados à noite juntava todas as Comunidades da Paróquia, era nessas ocasiões que eu o encontrava. Se me cruzasse com ele na altura do Abraço da Paz (circulávamos livremente pela igreja, e não cumprimentávamos apenas quem estava sentado mais perto de nós), eu cumprimentava-o normalmente, como a qualquer outra pessoa presente.


 


Havia outra altura da semana em que eu por vezes me cruzava com o rapaz. À sexta-feira à tarde, quando eu estava a chegar à paróquia onde era catequista, estava ele a sair do autocarro, numa paragem que ficava perto da igreja. Sempre o cumprimentei cordialmente, nessas ocasiões.


 


Lembro-me que por vezes me passava pela cabeça que talvez o rapaz gostasse de mim de uma maneira "especial". Mas como era uma coisa apenas da minha cabeça, não me incomodava nem tirava o sono. O problema começou quando uma rapariga, no meio de uma conversa em que estavam presentes várias pessoas, disse que era óbvio que o tal rapaz gostava de mim, que "saltava à vista". Não sei como é que a conversa foi ali parar, mas não gostei!


 


O que foi que aconteceu depois? Isso é assunto para outro episódio...


 


Season 2, Episode 2 (Ep. 14)

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Fim da primeira temporada da série "How I met your father"

Meus caros "blogoespectadores" da série mencionada no título, esqueci-me de avisar na semana passada que se tratava do último episódio da temporada.


 


Na silly season os canais televisivos costumam passar repetições de temporadas antigas das várias séries que transmitem, mas como esta minha "blogo-série" ainda só teve uma temporada, não faz muito sentido repetir os doze episódios - além de que estão sempre acessíveis no menu da barra superior!...

quinta-feira, 27 de julho de 2017

How I met your father - Episode 12 (last episode of the season*)

Episode 11


Kids,


 


Comecei esta história de How I met your father a partir do meu primeiro amor quando estava no 11.º ano de escolaridade, mas, na verdade, o meu coração começou a bater por alguns rapazes bastante antes disso... 


 


Na minha turma dos quatro anos da Primária (atual 1.º Ciclo do Ensino Básico), havia três rapazes "especiais": os gémeos "Artur" e "Manuel", de cabelo loiro e olhos azuis, e o "Guilherme", de cabelo castanho e olhos castanhos cor de mel (ou era avelã?). Os nomes são fictícios. O "Artur" foi aquele que voltou a ser meu colega no 11.º ano, como contei no primeiro episódio da série.


 


Acho que todas as raparigas da turma "gostavam" destes três rapazes. Nunca lhes perguntei, mas sempre achei isso. Se eu achava que eles eram os mais giros, como é que elas poderiam achar outra coisa??? 


 


Quando estávamos na quarta classe (quarto ano, pela nomenclatura atual), houve umas raparigas da terceira classe que andaram a cirandar à volta dos nossos rapazes (meus e das minhas colegas de turma). Lembro-me de não gostar nada disso, e de achar que elas "não tinham nada que andar atrás deles". 


 


Perto do fim da quarta classe, um grupo de rapazes e raparigas, eu incluída, durante o único intervalo que existia (tínhamos o luxo de ter aulas só de manhã) e que durava meia hora foi "brincar" para a parte de trás do recreio, para uma zona menos vigiada. O objetivo: dar uns beijinhos na boca. Estamos a falar de beijinhos toca-e-foge, mas, mesmo assim, quando chegou a minha "vez", eu "passei". Não me sentia preparada para aquela intimidade!


 


Os meus dez anos feitos em março eram inocentes e ainda bem que o eram. Nunca me arrependi do que não fiz; não sei se não me teria arrependido se tivesse dado o tal beijo. Hoje em dia, enquanto professora, vejo que há crianças de dez anos que são inocentes, mas há outras que já perderam a inocência, que já sabem e já experimentaram (muito) mais do que aquilo que eu sabia e tinha experimentado aos dezasseis anos! Mas sobre os meus dezasseis anos já vos contei o que tinha para contar.


 


[*Adenda: Este é o último episódio da primeira temporada.]


 


Season 2

quinta-feira, 20 de julho de 2017

How I met your father - Episode 11

Episode 10


 


Kids,


 


Contei-vos que decidi falar com a X e o Y (ver episódio anterior) ao mesmo tempo e disse que contaria tudo hoje. Então cá vai...


 


Combinei com os dois conversarmos em privado. Num intervalo, sentámo-nos nos degraus das escadas mais perto da nossa sala-base (onde tínhamos a maior parte das aulas). De uma forma simples e direta, pu-los a par dos meus sentimentos iniciais, de um pouco do meu "percurso amoroso" [se é que se pode dar este nome ao que vos tenho contado!] mais recente, e de como, ao ser confrontada com o namoro deles, achara que faziam um bom par. Disse-lhes também a razão que me levara a estar a falar com os dois em simultâneo. 


 


A conversa decorreu tranquilamente. No fim, sentia-me aliviada e feliz por ter feito o que estava ao meu alcance para manter a amizade com os dois. Não me devo ter saído mal, pois ainda hoje, passados 24 anos, sou amiga de ambos!


 


Se calhar despertei-vos a curiosidade sobre o futuro daquele namoro. Mesmo que não tenha despertado, digo-vos o que aconteceu, sem pormenores (que esta rubrica não é sobre a vida dos outros): no fim do segundo ano do curso já não namoravam. Claro que o fim do namoro afetou um bocado (talvez muito, na altura, e só agora me pareça pouco) a organização dos grupos de trabalho a que me referi noutro episódio. Tanto quanto me recordo, trabalhei muito mais vezes com a X do que com o Y, mas continuei a dar-me bem com os dois (embora bastante mais próxima dela do que dele).


 


O Y terminou o curso de professor, mas nunca exerceu a profissão. Ainda durante o curso, regressou ao trabalho que tinha antes de entrar para a universidade, e é nele que ainda hoje trabalha. Curiosamente, deixou de ser meu colega para ser colega de profissão da minha irmã Magda, na mesma empresa que ela! Bem se diz que o mundo é pequeno...


 


Alguns anos mais tarde, a Magda disse-me que eu só não namorara com o Y porque não quisera, porque o tinha tido "nas palminhas das mãos", que ele me achava "muita piada". Não sei com que palavras lhe respondi, mas certamente mencionei que ele tinha sabido que eu gostara dele e que só não arriscara abordar o assunto comigo porque não quisera.


 


Não sei se a Magda está certa. O Y pode muito bem nunca ter posto sequer a hipótese de namorar comigo; é aliás o mais provável. Que ele me acha piada, sei-o bem, mas é mesmo isso, ainda hoje: ele acha piada ao meu humor (nem toda a gente "puxa" por esse meu lado). Quando falamos ao telefone, quase sempre há gargalhadas da parte dele, devido a coisas que eu digo. Mas não são gargalhadas de gozo, são gargalhadas de pura boa-disposição. Eu tenho esse efeito nele, há muito tempo, e gosto disso, porque as gargalhadas que ele dá contagiam-me, e também eu me rio.


 


Eu estive no primeiro casamento do Y e no casamento da X, mas, dos dois, só a X (com o marido e as filhas mais velhas) esteve no meu casamento com o vosso father. Isto aconteceu simplesmente porque durante alguns anos, e sem nenhuma razão especial, o contacto entre mim e o Y esmoreceu (por outras palavras, morreu). Desde que voltámos a falar, temos mantido um contacto não muito frequente, mas suficiente para que o contacto não volte a morrer!


 


Episode 12

quinta-feira, 13 de julho de 2017

How I met your father - Episode 10

Episode 9


Kids,


 


Deixei-vos quatro opções em aberto, quanto ao que fiz quando soube que o rapaz por quem sentia alguma coisa e uma colega de quem muito gostava [e gosto!] tinham começado a namorar, perto do fim do primeiro ano do curso. Caso não se lembrem, as opções eram:


 


1) Falar com ela - afinal de contas, era já uma grande amiga; 


2) Falar com ele - afinal de contas, era dele que tinha gostado ;


3) Falar com os dois;


4) Não falar com nenhum.


 


Pois bem, não falar com nenhum estava fora de questão. Eu precisava de falar, e sem demora, para evitar que alguma boca foleira criasse mau estar entre mim e aqueles dois amigos. Mas com quem?


 


Podia ser só com ela. Chegava ao pé dela e dizia-lhe: "Olha, X, eu estava interessada no Y, mas agora que vocês namoram e até acho que fazem um bom par, já não estou interessada e desejo-vos boa sorte." Humm, não me pareceu boa ideia. Iria ela contar-lhe, ou não? Eu não saberia como me comportar ao pé dele, a partir de então, se só falasse com ela.


 


Podia ser só com ele. Chegava ao pé dele e dizia-lhe: "Olha, Y, eu estava interessada em ti, nada de muito intenso, não te preocupes, mas agora tu namoras com a X. Vocês ficam bem juntos. Boa sorte." Humm, não me pareceu boa ideia. Iria ele contar-lhe, ou não? Eu não saberia como me comportar ao pé dela, a partir de então, se só falasse com ele. Ela poderia pensar que eu tinha uma intenção oculta qualquer, e por isso não falara com ela. Seria uma hipótese legítima, ainda que não correspondesse à realidade.


 


Não demorei muito a decidir que falaria com os dois ao mesmo tempo. E assim sucedeu. Como decorreu a conversa é assunto para o próximo episódio... 


 


Episode 11

quinta-feira, 6 de julho de 2017

How I met your father - Episode 9

Episode 8


Kids,


 


 Lembram-se onde ficámos no último dia? Aquele rapaz da minha turma na universidade e uma colega (uma das minhas melhores amigas) começaram a namorar e eu fui apanhada de surpresa. I didn't see that coming! 


 


Como disse, fiquei admirada, mas rapidamente me refiz da surpresa, penso eu que por duas razões. Primeira, eu não estava perdida de amores por ele, apenas sentia algum interesse. Segunda, eu achei sinceramente que eles faziam um bom par. Não tinha dado conta antes, mas, confrontada com a situação, pensei mesmo que eles ficavam bem juntos!


 


Estando bem com a situação do namoro deles, eu tinha contudo um problema, que podia não o ser, mas que não quis arriscar que o fosse. Eu explico (ou pelo menos tento).


 


Pus-me a pensar que eu não dera conta de nada entre eles, antes de namorarem, mas que as "antenas" dos outros colegas tinham captado esse clima. Interrogava-me, então, se as "antenas" dos outros teriam captado também alguma coisa da minha parte, algum olhar, algum comentário, algum sorriso "revelador"... Quis evitar que alguma boca maledicente criasse, mesmo sem grande fundamento, mau ambiente entre mim e aqueles meus dois amigos! O que fazer? Coloquei quatro hipóteses:


 


1) Falar com ela - afinal de contas, era já uma grande amiga; 


2) Falar com ele - afinal de contas, era dele que tinha gostado ;


3) Falar com os dois;


4) Não falar com nenhum.


  


Que opção acham escolhi? E, se tivessem estado no meu lugar, o que acham que teriam feito?


 


Episode 10

Pânico!

Ok, nem tanto assim...


 


É que lembrei-me de repente que hoje é dia de "How I met your father" e o episódio ainda não está pronto (nem sequer comecei a escevê-lo)!

quinta-feira, 29 de junho de 2017

How I met your father - Episode 8

Episode 7


Kids,


 


Quando entrei na universidade, a minha turma, para não variar, era constituída por raparigas, raparigas, raparigas, e... quatro rapazes. Ora o que foi que aconteceu, o que foi? 


 


Exatamente. Um desses rapazes teve algum impacto em mim. Posso dizer com franqueza que não senti com a mesma intensidade que senti a afeição por aquele a que chamei "primeiro amor" (eu sei que o português desta frase está com qualidade duvidosa, mas a pressa em escrever o episódio - bastante atrasado em relação à hora de ir "para o ar" - não me permite fazer melhor, agora).


 


Vou desviar o tema por breves instantes, para falar dos outros três rapazes. Um era quase dez anos mais velho do que a maioria dos elementos da turma. Já tinha andado noutra universidade, mas não tinha concluído o curso. Dava-se ares de grande maturidade e sabedoria, mas a sabedoria de vida que ele apregoava, eu dispensava. Não vou entrar em pormenores. Ele abandonou o curso perto do fim do segundo ano, para se dedicar às artes dramáticas. Desconheço o seu paradeiro.


 


Outro rapaz tinha dezoito anos e parecia estar ali para ver passar navios. Era um dos maiores baldas da turma, mas, embora não fosse do meu grupo mais próximo, eu simpatizava com ele. Éramos muito diferentes (uma das grandes diferenças era que ele fumava e eu manifestava-me constantemente contra o fumo do tabaco), mas eu sempre senti que ele me respeitava, e eu também o respeitava. Ele concluíu o curso e, ao que sei, é um ótimo professor, que de balda não tem nada (todos nós crescemos, não é?)!


 


O terceiro rapaz era bastante bem-disposto, não mais do que o anterior, e também me entendia bem com ele, embora não fôssemos muito próximos (eles eram do mesmo grupo, diferente do meu). Também era fumador e também é professor desde que acabou o curso, ao fim dos quatro anos.


 


Chegámos assim àquele que me despertou interesse. Começo por dizer que não era fumador, o que, à partida, permitiu uma aproximação maior do que qualquer dos outros (o primeiro também era fumador, mas, ao contrário dos outros dois fumadores, gozava com o facto de eu ser anti-tabaco). 


 


Convém explicar que eu não conhecia ninguém na universidade, pelo que as amizades foram surgindo naturalmente a partir dos grupos de trabalho que se formaram. Ele e eu ficámos no mesmo grupo alargado (que correspondia a dois ou três grupos nos trabalhos das várias disciplinas, conforme o limite de elementos ditado pelos professores). Desse grupo alargado faziam parte algumas grandes amigas atuais (que não vejo tanto quanto gostaria) e outras que são apenas ex-colegas com quem partilho lembranças e com quem gosto de almoçar nos "almoços de turma" que se vão organizando mais ou menos uma vez por ano.


 


Perto do fim do primeiro ano, uma das raparigas do grupo e o rapaz começaram a namorar. Ao contrário do resto da turma, que dizia "Até que enfim!", eu fui apanhada de surpresa. O que foi que eu fiz? Terão de esperar pelo próximo episódio para saber!


 


Episode 9

quinta-feira, 22 de junho de 2017

How I met your father - Episode 7

Episode 6


 Kids,


 


No último dia contei um episódio engraçado (para mim) que envolvia o rapaz da minha comunidade de que eu gostava e o meu irmão Manuel, e fiquei de vos contar outro episódio que o envolvia e também a minha irmã Matilde.


 


Ele tocava guitarra (não sei porquê, habituei-me a chamar viola a esse instrumento, mas ao que consta o nome correto é guitarra). Um dia em que tínhamos tido uma reunião (como a do episódio que contei anteriormente) ou um convívio (estes eram aos domingos, de manhã até à hora do lanche, mais ou menos), não sei precisar, eu estava no passeio em frente ao prédio dos meus pais (quer dizer, o prédio não era nem é dos meus pais, mas era onde eles viviam com os filhos que ainda não tinham voado para fora do ninho e onde ainda vivem) e o rapaz também estava.


 


A certa altura, a Matilde aparece à janela da cozinha (ou da marquise) e dá-se uma conversa (entre os três?) que sou incapaz de reproduzir (ajuda-me, Matilde!), mas que tornou claro que nunca ninguém tinha feito uma serenata à Matilde. Quase imediatamente, o rapaz pega na viola (deixem-me ser incorreta, mas fiel à minha memória, já que era assim que eu identificava o instrumento musical em questão) e começa a tocar e a cantar "Menina, estás à janela!"


 


Durante alguns anos, esta serenata deu assunto para recordar/falar/rir entre mim e a Matilde, sempre com um: "Foi a minha [tua] primeira serenata!", ou com: "A mim já me fizeram uma serenata!". 


 


Episode 8

quinta-feira, 15 de junho de 2017

How I met your father - Episode 6

Episode 5


 Kids,


 


Depois da conversa com o meu ex-colega e ex-amor (see previous episode), durante esse ano não voltei a ter nenhum interesse amoroso em ambiente escolar. Tinha um interesse amoroso noutro ambiente! 


 


Sempre defendi a fidelidade numa relação, mesmo muito antes de ter um namorado. Para mim é o que sempre fez (e faz) sentido. Mas não posso dizer que, em matéria de gostar e não ser correspondida, tenha sido 100% "fiel"! Isto porque, ao mesmo tempo que gostava de um rapaz, havia por vezes outro que me despertava algum interesse... Passou-se isto com o outro interesse amoroso que referi.


 


Era um rapaz da comunidade neocatecumenal a que eu pertencia. Para quem não sabe, e explicando de uma forma muito superficial, uma comunidade neocatecumenal é um grupo de pessoas de diferentes idades (a partir dos 14 anos), estados civis, profissões, feitios, classes sociais,... Diferentes em tudo, mas caminhando em conjunto, em Igreja, dentro da Igreja Católica (nunca fora dela) na (re)descoberta do seu Batismo e da sua Fé. Eu caminhei naquela comunidade entre os dezasseis e os trinta e dois anos. 


 


O tal rapaz era dois anos mais novo do que eu, mas bastante maduro para a idade (pelo menos em alguns aspetos). Eu não olhava para ele como se fosse um miúdo e eu muito crescida, como poderia ter acontecido.


 


Bem, quando ficou esclarecido que o meu primeiro amor era para esquecer, aumentou o meu interesse por este rapaz. Não cheguei a ficar apaixonada como pelo outro, mas ele não me era nada indiferente. Lembro-me de dois fugazes episódios de certa maneira engraçados (para vocês talvez não) que se passaram com ele e com elementos da minha família.


 


Na comunidade, eram formados grupos para preparar temas bíblicos (simplificando). Os grupos eram sorteados e iam variando. Para preparar os temas ou para alguma celebração especial, reuníamo-nos em casa de algum elemento do grupo. Numa das vezes que o rapaz era do meu grupo, reunimos em minha casa, no único espaço que não perturbaria o resto da minha família: o meu quarto. Quando terminou a reunião, eu acompanhei o jovem até às escadas do meu prédio, fazendo-lhe companhia até a sua boleia (os pais, que também eram da comunidade e tinham estado noutra reunião semelhante) chegar. Sentámo-nos e conversámos.


 


Mais tarde, já eu estava em casa, o meu irmão Manuel (que chegara entretanto e não sabia o que acontecera anteriormente) quis provocar-me ou deixar-me atrapalhada, fazendo referência, em público, ao facto de eu ter estado com um rapaz à entrada do prédio (era sabido por toda a família que eu não era propriamente muito popular entre os rapazes, e que não tinha namorado). Reação de outros familiares: "E então? Ele esteve cá em casa!". Eu sorri, reparando no ar "não-estava-à-espera-dessa" do Manuel.


 


O outro episódio, que eu nem sei se não se terá passado nessa mesma noite, envolveu a Matilde. Mas esse contarei noutra oportunidade.


 


Episode 7

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Hoje é dia de HIMYF...

... e o episódio não vai sair à hora (20:30h - se é que chega a sair), pois ainda não está escrito, e, nesta hora que falta, vou dar de mamar, jantar e ainda tenho as fotografias (ver post anterior) para continuar a encontrar, separar e enviar.


 


Por esta razão, as nossas minhas desculpas aos meus estimados leitores/seguidores da série "How I met your father".

quinta-feira, 1 de junho de 2017

How I met your father - Episode 5

Episode 4


 Kids,


 


Ainda se lembram onde íamos?


 


Eu estava com a minha melhor amiga na casa de uma "tia emprestada" dela e, de lá, telefonei, corajosamente, para o rapaz de quem (ainda) gostava, perguntando-lhe se poderia passar em casa dele naquele que era o último dia do ano (ou penúltimo, esse pormenor já não sei). Ele disse que sim.


 


Os pais da minha amiga deixaram-me à frente da casa do rapaz. Toquei à campainha. Não sei quem me abriu a porta de casa dele (bem, primeiro tiveram que abrir o portão, já que a casa era uma vivenda com quintal), mas rapidamente ele apareceu e indicou-me o caminho para o seu quarto, onde pudemos conversar à vontade.


 


Resumindo a conversa (que não foi de certeza muito curta, porque eu devo ter contado tudo com muitos pormenores, à boa maneira da Mimi), eu contei ao rapaz que tinha começado a gostar dele pouco depois de o conhecer e durante os dois anos em que frequentámos a mesma escola, que ainda pensava muito nele, e que, estando um ano novo prestes a começar, queria saber se valia a pena continuar a investir emocionalmente no sentimento que nutria por ele ou se era preferível esquecê-lo. Ele foi muito correto na forma como reagiu: disse que admirava a minha coragem ao expôr-me daquela maneira, mas que, da sua parte, só havia amizade por mim, nada mais. Eu agradeci a sua sinceridade. Ele acompanhou-me à porta. Despedimo-nos e eu saí.


 


Para mim, não se tratou de coragem. Eu precisava daquela resposta para seguir em frente! E posso dizer-vos que preferi mil vezes estar na pele de quem gosta e não é retribuído, do que na pele de quem é objeto de amor que não retribui. Mas sobre isso falarei mais tarde...


 


Episode 6