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domingo, 10 de junho de 2018

O desmame natural da Magia

O desmame natural dá-se quando é o bebé a decidir que já não quer mamar. Foi assim com a Vassoura, quase* assim com a Varinha, assim com o Feitiço e assim com a Magia.


 


A última vez que a Magia mamou foi no dia 29 de maio de 2018.


 


Mas quase poderia dizer que o desmame não foi natural, porque, pela Magia, já tinha sido há muito mais tempo. Eu é que andei a insistir. Ela fazia umas birras terríveis porque não queria o meu (parco) leite, só queria o do biberão (que eu lhe dava sempre a seguir a mamar do peito)! 


 


A minha insistência tinha a ver com as defesas que lhe podia passar no leite, mesmo não sendo muito. Eu bem sabia que era o leite artificial que lhe enchia a barriga (já há bastante tempo). (Estou a falar apenas das refeições de leite - ela já fazia refeições de sopa, fruta, etc.)


 


Mas chegou o dia em que decidi que, se ela não quisesse, eu não insistiria. Ofereci. Não quis. Dei-lhe o biberão. Na mamada seguinte, voltei a oferecer. Não quis. Dei-lhe o biberão. A cena repetiu-se já não sei em quantas vezes seguidas. Até ao dia em que deixei de oferecer (e ela agradeceu).


 


A certeza que o leite que eu tinha era muito residual tornou-se evidente na ausência de desconforto nas minhas mamas, ao longo deste processo. Ficaram na boa. Antes assim!


 


*Já só mamava uma vez por dia (mas bebendo sempre o biberão a seguir) e eu e o Rogério passámos um fim de semana fora, num retiro. Ela ficou com os padrinhos, que lhe deram o biberão tanto na mamada que já só era biberão, como naquela em que, habitualmente, seria mama + biberão. Correu lindamente.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Corny post

Enquanto dava de mamar à Magia, e ela estava sossegada a mamar (o que nem sempre acontece - às vezes é um pega-larga constante), dei por mim a olhar deleitada para ela e a pensar: "Consegues sentir o amor [a fluir com o leite]?". Mas não pensei a falar, pensei a cantar! A cantar assim: 


 


domingo, 11 de fevereiro de 2018

Sobre o parto e os primeiros dias da Magia

[Nota prévia e importante: este texto estava nos rascunhos desde que a Magia fez uma semana. Reconheço a força das hormonas de quando o escrevi. Reconheço o sofrimento por que passei. Gostava de ter escrito outras coisas. Gostava de ter tido outras coisas para escrever. Passou-me pela cabeça apagá-lo, atendendo a que a Magia fez ontem nove meses e isto "cheira" a passado, e a um passado não muito feliz. Mas decidi publicá-lo sem fazer alterações, nem acrescentos, excluindo esta nota prévia.]


 


Há uma semana por esta hora (e várias horas antes desta e muitas horas depois!) eu estava no hospital. Eu e o Rogério tínhamos pensado que ao fim da manhã ela [a Magia] já deveria ter nascido... Como nos enganámos! A  Magia nasceu depois das dez e meia da noite.


 


O parto da Magia fez-me lembrar o da Vassoura, pois passei por momentos de dor e frustração que não consegui aguentar. A certa altura, só conseguia murmurar (praticamente sem som - o Rogério não me ouvia) várias frases curtas, do género: "Faça-se a tua vontade e não a minha.", "Tu queres, Jesus? Então eu também quero.", "Nós, Jesus,...". Podem parecer patetices a alguns leitores mais extraterrestres (vocês sabem quem são), mas murmurar estas frases em modo non-stop ajudou-me. Não me tirou dores, mas ajudou-me a dar-lhes um sentido. Bem, na altura não lhes dei nenhum sentido especial, limitei-me a juntar a minha dor à de Jesus.


 


Ao longo desta semana tenho vindo a apaixonar-me cada vez mais pela Magia.


 


O que ainda não é nada mágico é a amamentação. A Magia já consegue fazer uma boa pega, apesar das dificuldades específicas que os meus mamilos causam, mas há uma enorme diferença entre conseguir e fazer sempre. Todos os dias faz várias pegas mal feitas e quem paga são os meus mamilos. Não há maneira de cicatrizarem. Para quem não é mãe e me lê, sim, se não se for abençoada com um processo fácil (caso, entre outros, da minha irmã Margarida, que por três vezes passou pela experiência de dar de mamar como se de nada se tratasse), pode-se sofrer bastante com o processo de amamentação e ter feridas nos mamilos é apenas um dos problemas.


 


Apesar destas dificuldades, às quais se acrescenta uma perda de peso da Magia para além do desejável, eu quero e vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que o leite materno seja o alimento exclusivo da Magia durante os primeiros seis meses, tal como recomenda a OMS, e tal como eu sempre quis (e não consegui com nenhum dos mais velhos).


 


Acho que a maior parte das pessoas é obcecada com o peso dos bebés, se eles não aumentarem muito de semana para semana. Parece que ter um percentil baixo é crime! Essas pessoas (maioritariamente médicos, mas não só) são as mesmas que falam contra a obesidade infantil. Do oito para o oitenta.


 


Eu não quero que nenhum filho meu passe fome, nem em bebé, nem em altura nenhuma. Mas irrita-me profundamente que, depois de avaliar o bebé e dizer que está a desenvolver-se muito bem, está muito desperto, faz tudo o que é suposto fazer para a idade, se esqueça tudo isso e se tome o número da balança como o único indicador se as coisas estão a correr bem ou mal - sendo que mal é não estar a aumentar de peso como eles querem.


 


Uma amiga que tem dois filhos crescidos, adultos, ainda se lembra muito bem dos primeiros tempos. Também os filhos dela estavam sempre no nível baixo do percentil. Não tiveram suplemento e sempre foram saudáveis e desportistas.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Sou um oitavo da "cabra-leiteira" que já fui...

[Para começar, um esclarecimento: optei por não utilizar a expressão "vaca-leiteira" para me distanciar das (por mim invejadas) mães que, sem quaisquer dificuldades, amamentam os seus bebés em exclusivo até aos seis meses, conforme recomendação da OMS.]


 


Tendo como ideal amamentar em exclusivo durante seis meses, eis os tempos em que consegui manter a exclusividade:


Vassoura - três meses;


Varinha - um mês e dez dias;


Feitiço - dezanove dias;


Magia - dez dias!


 


Já agora, para ficar o registo completo, no que aos três primeiros diz respeito, indicarei também até quando mamaram:


Vassoura - oito meses (deixou de querer mamar quando engravidei da Varinha);


Varinha - oito meses (já só mamava uma vez ao dia e ficou em casa dos padrinhos para nós irmos a um retiro de fim de semana, deixando assim de mamar totalmente);


Feitiço - quase dezassete meses (deixou de querer mamar de um dia para o outro).

sábado, 13 de maio de 2017

Amamentação

Para mim, uma das coisas mais maravilhosas da maternidade:



  • a intimidade

  • o calor do(a) bebé

  • a mãozinha a descansar sobre o peito

  • a respiração dele(a)

  • o movimento ritmado da sucção

  • o saber que naquele momento, ele(a) tem tudo o que quer e somos nós que lho estamos a dar.


 


Para mim, uma das coisas mais difíceis da fase pós-parto:



  • a dificuldade em pôr a criança a mamar

  • os mamilos gordos e a boca pequenina não fazem um bom par

  • a má "pega" como consequência

  • os mamilos gretados, feridos

  • a subida de leite e o peito inchado, duro, hiper-sensível

  • o fracasso das tentativas de resolver o problema

  • o desespero do(a) bebé a querer comer e a não conseguir

  • o nosso desespero por toda a situação


 


Tudo passa, mas até passar, custa(-me)!