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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Desafio das 52 semanas - semana 34

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Semana 34: Livros que eu acho que toda a gente deveria ler.


Por obrigação, nenhum.


 


Eu sei, eu sei... Há um Plano Nacional de Leitura com listas e listas de obras de leitura recomendada e outras obrigatórias em determinados anos de escolaridade e agora venho eu armada em esperta dizer o contrário?


 


Eu li livros por obrigação, na escola, e pouco prazer tive nisso, muito sinceramente. Mesmo sendo uma leitora bastante ávida (mas não muito intelectual, assumo sem pudor).


 


Como professora, sempre gostei de ler para os meus alunos e sempre achei fundamental fazê-lo, para reduzir, na medida do possível, a diferença entre os alunos com experiência familiar de leitura e contacto com livros e os que chegavam à escola com vivência nula nesse campo (a frequência do jardim de infância tem sido fundamental neste processo de enriquecimento cultural das crianças - sobretudo quando se valoriza mais o tempo das histórias do que o tempo das fichas de "preparação para o primeiro ano").


 


Encantam-me os bons livros para crianças. São tantos, felizmente!


Divirto-me com livros de aventuras (mas não de ficção científica - não tenho paciência para esses).


Gosto de conhecer as histórias que os vários livros da Bíblia contam e de retirar deles algum ensinamento para a vida (já fiz mais isto do que faço atualmente - exceto relativamente às leituras da missa dominical, que habitualmente  lemos e exploramos em família, na véspera).


 


Livros para crianças que recomendo, sem ir ver os que tenho, nem pesquisar, ou seja, simplesmente os que me vêm à cabeça:



  • todos os da Bruxa Mimi, com texto de Valerie Thomas e ilustrações de Korky Paul;

  • todos os da Princesa Poppy (não sei os autores);

  • «Histórias para meninos "Não quero"», de Vanda Gonçalves (não sei quem ilustrou - se calhar foi ela, mas acho que não);

  • BD: Lucky Luke, Astérix, Os Estrumpfes;

  • com segurança, posso recomendar, mesmo sem ter lido todos, todos, qualquer livro escrito por: 

    • Luísa Ducla Soares;

    • José Jorge Letria;

    • Alice Vieira



  • Colégio das Quatro Torres; Colégio de Santa Clara (as gémeas); muitos livros de aventuras escritos por: Enid Blyton.


 


Não recomendo: os livros do Ruca. Não fazem mal a ninguém (eu que o diga, que os meus filhos ouviram muitas histórias - inclusive lidas por mim múltiplas vezes - e sobreviveram), mas... há tantos livros melhores! E não ajuda recordar-me da voz irritante do Ruca e da voz delico-doce da mãe, nos desenhos animados (que os meus filhos também viram, sim!)...


 


O post já vai extremamente longo, para o que é habitual em mim neste desafio, pelo que só vou acrescentar, para crianças mais crescidas e jovens (e adultos comme moi):



  • a coleção da Anne of Green Gables (não sei se existem traduzidos em português, para além do primeiro) e, claro,...

  • a coleção do Harry Potter!


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segunda-feira, 11 de junho de 2018

O que ando a ler

(para além da Exortação Apostólica "Alegrai-vos e exultai", que está em standby):


 


"Um primeiro período especial em Santa Clara", o último livro da coleção das "Gémeas em Santa Clara". A Vassoura e a Varinha já me tinham falado dele, mas, quando noutra ocasião o tentei encontrar, não consegui. Hoje, por acaso, no Continente, lembrei-me, procurei-o, encontrei-o, comprei-o e... comecei a lê-lo. 


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Sou muito erudita. E não tenho vergonha!


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Prelúdio Azul, de Dulce de Souza Gonçalves

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Há uma semana fui ao lançamento do primeiro romance de uma amiga e ex-colega. O lançamento foi bastante interessante e ainda deu para umas boas gargalhadas. Havia um lanche com salgados e bolinhos ao fundo da sala. Portei-me bem - não petisquei, sequer. Ajudou o facto de ter jantado (sopa e fruta) antes de ir ao lançamento (que começou às 19 horas).


 


Depois do lançamento, fotografias e autógrafos incluídos, acompanhei outras ex-colegas no jantar (mais uma vez não comi nada - digam lá que não fui linda). Enquanto foram buscar o jantar, eu tomei conta das malas e li as primeiras páginas do romance. Obriguei-me a parar quando chegaram com os tabuleiros. Éramos quatro; conversámos e rimos e eu adiantei, às que não a conheciam, a história do "How I met your father". É assim a vida: nem leitoras eram do blogue e já sabem o desfecho da blogossérie. Cunhas, senhores, cunhas... é nisto que dá!


 


Voltando ao "Prelúdio Azul". Depois das primeiras páginas, lidas naquela noite, não retomei a leitura por conta do relatório que - finalmente! - concluí e entreguei na segunda-feira. Na terça, estive a ver os episódios das séries que também esperaram que a porcaria do relatório estivesse prontao. Na quarta, recomecei o livro. Só parei quando teve de ser. Ontem, feriado, não tive oportunidade de pegar no livro. Hoje terminei a leitura.


 


Gostei bastante. Achei que a história cativa, deixando-nos por vezes suspensos no que vai acontecer. Há episódios ou momentos que podem dar para umas furtivas lágrimas (a mim deram) e outros para umas gargalhadas (não muitos, no meu caso). Há uma personagem ab-so-lu-ta-men-te o-di-o-sa (e é-o mais e mais à medida que a história avança), que acaba por ter o que merece, felizmente. Há personagens de quem inevitavelmente se gosta, a começar pela protagonista e pela sua família. E mais não digo, exceto:


 


Quem não ler o "Prelúdio Azul" é um ovo podre! 


(regressei à infância/juventude ao ler o livro, que se passa nos anos 80...)

sexta-feira, 23 de março de 2018

Persuasion, de Jane Austen

Quando terminei de ler o livro (no dia 1 deste mês) fiquei de escrever sobre ele e depois esqueci-me de o fazer. Mas mais vale tarde do que nunca, não é o que se diz?


 


A protagonista chama-se Anne Elliot, tem 27 anos e é encantadora, gentil, prática, ativa, prestável. A irmã mais velha, Elizabeth, é mimada, fútil e bastante inútil. Anne sai à mãe, falecida quando ela tinha uns 14 anos (o livro diz a idade, eu é que já não sei qual era). Elizabeth sai ao pai, vivo e insuportavelmente fútil e centrado no seu umbigo.


 


Anne é desvalorizada pelo pai e pela irmã. Ignoram as suas necessidades e tratam-na como inferior, quando, na verdade, ela vale muito mais do que eles.


 


Há outra irmã, a mais nova das três, que casou com um ex-pretendente de Anne. Anne recusara o seu pedido de casamento por estar irremediavelmente apaixonada pelo seu primeiro pretendente, Frederick Wentworth, com quem rompera o noivado no dia seguinte a ter respondido afirmativamente, aos dezanove anos. A sua mudança de resposta deveu-se à influência negativa mas bem intencionada de uma amiga mais velha (a melhor amiga da falecida mãe), que o achou inadequado para Anne. 


 


Na "atualidade", por circunstâncias que não me apetece contar, Anne e Frederick vão estar novamente em contacto. E o reencontro não vai ser fácil, nem para um, nem para o outro...


 


Gostei imenso de reler esta história! 


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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

"Love and Freindship and Other Youthful Writings", de Jane Austen

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 Antes de ler este livro, já tinha lido, da Jane Austen (JA):


 


Em inglês e em português:



  • "Sense and Sensibility" / "Sensibilidade e Bom-senso"


Apenas em inglês:



  • "Emma" 

  • "Pride and Prejudice"

  • "Persuasion"


Nunca li:



  • "Northanger Abbey"

  • "Mansfield Park"


 


É devido às seis obras referidas que JA é por muitos considerada a maior autora inglesa de novelas ("greatest of English women novelists"). Ora, como se pode verificar, o livro que eu terminei de ler na semana passada não faz parte da lista... 


 


Este livro não tem uma só história, como o título indica. Tem vários textos (alguns de uma página!) e apenas duas histórias um bocadinho mais desenvolvidas, sendo a última a maior (de longe) e a única que realmente me despertou interesse. 


 


Ora, então, o que é que eu achei deste livro? Tirando a última história ("Lady Susan"), uma seca - algo que nunca me passara pela cabeça enquanto lia as quatro obras mencionadas acima. Mas porquê?


 


Porque pegaram em (todos os) textos que Jane escreveu na juventude, alguns ridículos de tão maus (em conteúdo) e fizeram um livro com eles. Acrescentaram uma introdução gigantesca, muitas páginas de explicação de significados e contexto histórico e cultural, a biografia da autora e... pimbas!, colocaram à venda. Isto, obviamente, é a minha versão do que fizeram, tendo em conta o pouco prazer que tive durante a leitura. 


 


Na realidade, o livro é resultado de investigação e muito trabalho. O único problema, do meu ponto de vista, é que este tipo de compilação só deve interessar a estudiosos de Jane Austen. Não foi feito para simples leitores como eu. Quase que assassinava em mim a imagem da JA! Depois recordava-me que ela tinha escrito estes textos quando era muito nova, e dava-lhe um desconto. Mas não conseguia deixar de concordar com os familiares de JA, que, quando ela morreu, acharam que aqueles escritos não mereciam ser publicados, por serem de qualidade muito inferior à das seis novelas.


 


Acrescento que a própria JA compilou os textos, "passando-os a limpo" em três volumes. E escreveu dedicatórias em todos os textos (para o pai, para a irmã, para um ou outro irmão, para a sobrinha, a cunhada, enfim...) Mas não sei porque se deu ao trabalho... 


 


Neste momento estou a restaurar o meu prazer em ler JA através da releitura de "Persuasion". Tão bom!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Terminei - finalmente! - o primeiro livro do ano

Terminei, "agora" mesmo (há aproximadamente meia hora) o primeiro livro do ano (livros infantis excluídos). Não é cedo, bem sei, mas estava difícil...


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Nunca um livro da Jane Austen me levou tanto tempo a ler. O problema não estava na falta de tempo, estava no livro, mesmo! Hei de escrever e partilhar a minha opinião, tão brevemente quanto possível.


 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

O novo livro do Feitiço

Os padrinhos do Feitiço são a minha irmã Margarida e o marido. Como não podem, devido à distância, estar presentes no seu aniversário, aproveitaram ter vindo a estas bandas na altura do Natal para deixarem a prenda com antecedência. Esta manhã, antes de ir para a escola, o Feitiço abriu a prenda dos padrinhos (e a nossa, mas essa não é para aqui chamada).


 


Era um livro e o Feitiço reagiu com entusiasmo. Leu o título em voz alta e exclamou:


 


- É um livro só meu!


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Neste livro, o lobo encontra três porquinhos, mas não os tenta apanhar, vai até à casa dos sete cabritinhos, mas também não lhes quer fazer mal, conhece o Capuchinho Vermelho mas não o tenta comer...


O nosso amigo lobo apenas precisa de ajuda para fazer um bolo de maçã para o Lanche da Primavera. Será que vai conseguir?



 


O Feitiço não teve tempo de ler o livro, mas eu tive e adorei. Curiosamente, só depois de ler a história, vendo a contracapa, é que me apercebi que já tinha lido pelo menos um livro (penso que dois) da coleção. Só que como não há nenhum cá em casa (não havia!), não me lembrava como estes livros são giros! 


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Outros títulos da coleção:


O lobo que queria mudar de cor


O lobo que queria ter uma namorada


O lobo que se achava o maior


O lobo que estava farto de andar


O lobo que queria uma festa de anos


O lobo que queria ser artista


O lobo que queria dar a volta ao mundo

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Hogwarts

Mesmo quem não leu nenhum livro, nem viu nenhum filme do Harry Potter, há de certamente reconhecer, no título do post, o nome da Escola de Magia e Feitiçaria que o mesmo frequentou, depois de ter recebido, aos 11 anos, uma carta a indicar que tinha sido admitido. Afinal, a única que se intitula "Alheia a tudo" sou eu, não é verdade? 


 


A Vassoura leu a coleção do Harry Potter durante o verão. Os sete livros foram-lhe emprestados pelas primas, filhas da minha irmã Margarida, e devolvidos antes das férias terminarem. Já depois das aulas começarem, a Vassoura apresentou o primeiro livro, nas aulas de Português (foi preciso arranjar um exemplar para ela ler um excerto na aula - obrigada, amiga S.) e leu o oitavo livro, emprestado, desta vez, por uma colega de turma.


 


A Vassoura leu o Harry Potter em português. Eu li em inglês, também emprestados e de seguida, do primeiro ao quinto, no verão em que este foi publicado (2003). Comprei o sexto e o sétimo porque, como entretanto já era fã, não quis esperar para ler. Quando a Vassoura leu a coleção em português, eu pedi emprestados os livros que não tinha à minha irmã Mafalda e reli os sete. O oitavo, de que falei aqui, tenho apenas há uns dias e li-o na noite em que o Rogério o trouxe para casa.


 


Bem, este post é sobre a Vassoura e o Harry Potter e eu estou a dispersar-me (embora tudo o que escrevi contextualize o que vem a seguir). O que quero partilhar é uma conversa que se passou quando a Vassoura não tinha ainda lido o oitavo livro e precisava do primeiro por causa da apresentação na aula de Português. Eu gravei no telemóvel a conversa, enquanto me lembrava dela ao pormenor. Encontrei a gravação e percebi que ainda não tinha escrito o post sobre isso... até agora!


 


Vassoura [em tom de lamento]: Ah, mamã, eu quero voltar a ler os livros do Harry Potter!


Eu: Ah, 'tá bem, mas nós não os temos; sabes que eu só tenho alguns em inglês, em português nós não temos.


Vassoura: Mas, mas é que eu já nem me lembro como é que é o feitiço de abrir a porta!


Eu: Alohomora.


Vassoura: Vês, mamã? Já nem me lembrava!


Eu: Então e por que é que precisas, por que é que havias de precisar de saber? Quer dizer, eu por acaso lembro-me, mas... qual é o problema de não te lembrares? Não... - achas por acaso que és uma feiticeira?


Vassoura: Eu ainda não fiz 11 anos, mamã, nunca se sabe - se calhar vou receber uma carta!


[Gargalhadas de ambas]


Eu: Olha, é difícil que recebas uma carta de Hogwarts quando Hogwarts não existe, não é?


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 Afinal existe, eheheh!