Mostrar mensagens com a etiqueta jane austen. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta jane austen. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 23 de março de 2018

Persuasion, de Jane Austen

Quando terminei de ler o livro (no dia 1 deste mês) fiquei de escrever sobre ele e depois esqueci-me de o fazer. Mas mais vale tarde do que nunca, não é o que se diz?


 


A protagonista chama-se Anne Elliot, tem 27 anos e é encantadora, gentil, prática, ativa, prestável. A irmã mais velha, Elizabeth, é mimada, fútil e bastante inútil. Anne sai à mãe, falecida quando ela tinha uns 14 anos (o livro diz a idade, eu é que já não sei qual era). Elizabeth sai ao pai, vivo e insuportavelmente fútil e centrado no seu umbigo.


 


Anne é desvalorizada pelo pai e pela irmã. Ignoram as suas necessidades e tratam-na como inferior, quando, na verdade, ela vale muito mais do que eles.


 


Há outra irmã, a mais nova das três, que casou com um ex-pretendente de Anne. Anne recusara o seu pedido de casamento por estar irremediavelmente apaixonada pelo seu primeiro pretendente, Frederick Wentworth, com quem rompera o noivado no dia seguinte a ter respondido afirmativamente, aos dezanove anos. A sua mudança de resposta deveu-se à influência negativa mas bem intencionada de uma amiga mais velha (a melhor amiga da falecida mãe), que o achou inadequado para Anne. 


 


Na "atualidade", por circunstâncias que não me apetece contar, Anne e Frederick vão estar novamente em contacto. E o reencontro não vai ser fácil, nem para um, nem para o outro...


 


Gostei imenso de reler esta história! 


CCF23032018_00000.jpg

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

"Love and Freindship and Other Youthful Writings", de Jane Austen

livro_JA.jpg


 Antes de ler este livro, já tinha lido, da Jane Austen (JA):


 


Em inglês e em português:



  • "Sense and Sensibility" / "Sensibilidade e Bom-senso"


Apenas em inglês:



  • "Emma" 

  • "Pride and Prejudice"

  • "Persuasion"


Nunca li:



  • "Northanger Abbey"

  • "Mansfield Park"


 


É devido às seis obras referidas que JA é por muitos considerada a maior autora inglesa de novelas ("greatest of English women novelists"). Ora, como se pode verificar, o livro que eu terminei de ler na semana passada não faz parte da lista... 


 


Este livro não tem uma só história, como o título indica. Tem vários textos (alguns de uma página!) e apenas duas histórias um bocadinho mais desenvolvidas, sendo a última a maior (de longe) e a única que realmente me despertou interesse. 


 


Ora, então, o que é que eu achei deste livro? Tirando a última história ("Lady Susan"), uma seca - algo que nunca me passara pela cabeça enquanto lia as quatro obras mencionadas acima. Mas porquê?


 


Porque pegaram em (todos os) textos que Jane escreveu na juventude, alguns ridículos de tão maus (em conteúdo) e fizeram um livro com eles. Acrescentaram uma introdução gigantesca, muitas páginas de explicação de significados e contexto histórico e cultural, a biografia da autora e... pimbas!, colocaram à venda. Isto, obviamente, é a minha versão do que fizeram, tendo em conta o pouco prazer que tive durante a leitura. 


 


Na realidade, o livro é resultado de investigação e muito trabalho. O único problema, do meu ponto de vista, é que este tipo de compilação só deve interessar a estudiosos de Jane Austen. Não foi feito para simples leitores como eu. Quase que assassinava em mim a imagem da JA! Depois recordava-me que ela tinha escrito estes textos quando era muito nova, e dava-lhe um desconto. Mas não conseguia deixar de concordar com os familiares de JA, que, quando ela morreu, acharam que aqueles escritos não mereciam ser publicados, por serem de qualidade muito inferior à das seis novelas.


 


Acrescento que a própria JA compilou os textos, "passando-os a limpo" em três volumes. E escreveu dedicatórias em todos os textos (para o pai, para a irmã, para um ou outro irmão, para a sobrinha, a cunhada, enfim...) Mas não sei porque se deu ao trabalho... 


 


Neste momento estou a restaurar o meu prazer em ler JA através da releitura de "Persuasion". Tão bom!