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segunda-feira, 28 de maio de 2018

O meu destino ficou traçado aos sete anos

Gostaram do título? Ficaram curiosos acerca do seu significado?


 


Pois... compete-me informar que o título não deve ser interpretado literalmente! (Como é óbvio!)


 


Mas não deixa de ter a sua lógica, que passo a tentar explicar, depois de vos mandar viajar no tempo até 1980...


 


Eu andava na 2.ª classe (2.º ano de escolaridade) e passei as férias de Natal em Ponta Delgada, S. Miguel, Açores. Tínhamos um apartamento em Ponta Delgada porque o meu pai estava a trabalhar a partir de lá (era piloto).


 


A minha querida professora, a D. Helena, tinha mandado fazer, nas férias, a numeração romana, com a correspondente árabe, de 1 em 1 até 200 (de I em I até CC).


 


Aqui a je fez o trabalho? Claro que sim!  ...


 


Durante a viagem de regresso ao Continente, no avião, na véspera do regresso às aulas! 


 


Regressemos agora a 2018, sabendo que hoje era o prazo de entrega do relatório que mencionei na parte da sexta-feira, deste post...


 


Aqui a je entregou o relatório? Claro que sim!  ...


 


Uns quinze minutos antes dos serviços administrativos fecharem (pelo menos oficialmente)! 

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Matilde, a contrabandista ou ladra de brinquedos (podes escolher)

(Escrevo este post com o aval da Matilde.)


 


Quando éramos miúdas, eu e a Matilde brincávamos com as crianças da vizinhança que, diga-se de passagem, eram poucas!


 


Havia duas irmãs (M1&M2) que nem sempre víamos, porque só eram nossas vizinhas quando estavam em casa da avó, do outro lado da rua.


 


Havia (durante algum tempo) duas irmãs (uma delas uma conhecida atriz da atualidade) que tinham uma irmã mais velha que não nos ligava peva (1.ª vez que escrevo «peva»!). (MJ&P)


 


Havia uma irmã e um irmão, que depois tiveram outro irmão. (M3&A)


 


Do grupo, eu era a mais velha e o A era o mais novo. A ordem etária era, penso: Mimi, MJ, M1, Matilde, P, M2, M3, A. 


 


Bem, houve uma vez em que a Matilde fez uma troca de brinquedos com (se não me engano), a M3 e o A. Chegou a casa muito contente com a nova aquisição (não faço a mínima ideia do que se tratava). Quando indaguei sobre o que tinha dado em troca, fiquei a saber (ou então já tinha descoberto, esses pormenores não recordo) que o que ela tinha levado era um telefone com rodas, que se puxava por um fio e que era muito engraçado. Era algo deste género (mas, segundo a minha memória, mais giro):


telefone_brincar.jpg


O telefone tinha ainda outra particularidade: era meu! 


 


Fiquei mesmo zangada com a Matilde. Tenho ideia de ter tentado desfazer a troca, mas não correu bem, já não sei porquê.


 


A Matilde diz, hoje, que o que fez lhe pesa um bocado na consciência. Mas não foi com essa intenção que eu ofereci ao Matildezinho, no Natal passado, um telefone-carro, OK? 

domingo, 13 de maio de 2018

Ainda se lembram?

Há um ano, o dia 13 de maio foi GRANDE! É bom recordar...


 



  • O Papa Francisco veio a Portugal e canonizou dois pastorinhos de Fátima, S. Francisco Marto e Santa Jacinta Marto.


 



  • Portugal, através dos irmãos Salvador e Luísa Sobral, ganhou o Festival da Eurovisão.


 



  • Na penúltima jornada da Liga I, o Benfica sagrou-se tetracampeão nacional. Infelizmente este ano não se tornou pentacampeão...


 


[Tirando a referência a este ano, este post foi escrito há mais de 360 dias, ou seja, com alguma antecedência...]

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Um breve encontro

Na quarta-feira fui às compras, levando a Magia no carrinho. No regresso a casa, vi numa paragem de autocarro um rapaz que identifiquei como meu antigo aluno, com o nome e tudo: Francisco V.


 


O rapaz ia a passar por mim e eu, que tinha hesitado em dizer alguma coisa, imediatamente me saí com:


 


- Francisco V.!


 


Ele olhou para mim, surpreendido por eu saber o seu nome.


 


Eu: Não sabes quem eu sou?


Ele: Não.


Eu [um bocadinho desiludida, confesso]: Fui tua professora no primeiro e no segundo ano.


Ele, sorrindo: Professora Mimi?


Eu [mais contentinha]: Sim!


Eu: Tu estás igual. Mais crescido, mas com a mesma cara. Eu mudei muito?


Ele: Um bocado.


Eu, meio a rir: Desde que seja para melhor...


Ele riu-se.


Eu: Os teus pais estão bons?


Ele: Sim.


Depois, sem se despedir, o Francisco acelerou o passo e afastou-se, deixando-me com as minhas memórias dos anos em que fui sua professora.


 


Não foi um aluno fácil. O que num dia funcionava com ele, parecia completamente inadequado e ineficaz no dia seguinte. E fez com cada asneira, ui!... Mas era um miúdo bastante engraçado, por outro lado, e sempre imaginei que devia ser um vizinho encantador e prestável. A grande dificuldade dele era fazer coisas porque tinha de ser... 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

As torradas da minha infância

Quando penso nas torradas da minha infância/adolescência (o que acontece sempre que faço torradas cá em casa), não é só o sabor que me vem à memória. Com ele vêm:



  • o cheiro que enchia e aquecia toda a casa



  • o ruído característico de quem*, com uma faca, raspava as pontas carbonizadas das torradas



  • a voz de quem** dizia: "Está alguma coisa a queimar!"



  • a visão da manteiga a derreter assim que tocava na superfície da torrada



  • os pedidos repetidos de mais torradas



  • o bolo que não falhava as tardes de domingo



  • o chá que acompanhava o bolo e as torradas, servido muito quente em chávenas bonitas



  • os meus avós paternos que nos visitavam nessa altura (e sem a visita dos quais se calhar não haveria chá nem bolo...)



  • a série das 19 horas (MacGyver, O Justiceiro, ...)


 


Por tudo isto, comer uma torrada nunca é só comer uma torrada (até porque eu sou incapaz de comer só uma torrada, havendo mais do que uma à disposição)...


 


*a minha incansável mãe  **o meu inigualável pai


 


Resultado de imagem para torradas com manteiga


(imagem da net)

terça-feira, 14 de março de 2017

No copo de água...

... do meu casamento, a comida estava boa. Eu não me lembro particularmente (acho que nunca comi tão pouco num casamento como no meu), mas recordo-me muito bem da minha irmã Margarida, que estava grávida na altura, me dizer uns dias depois que a comida estava muito boa e lhe tinha caído muito bem, pois não tinha ficado com azia.

E por que é que me lembrei disto?

Exato - a azia voltou a atacar[-me]! 🔥

No copo de água...

... do meu casamento, a comida estava boa. Eu não me lembro particularmente (acho que nunca comi tão pouco num casamento como no meu), mas recordo-me muito bem da minha irmã Margarida, que estava grávida na altura, me dizer uns dias depois que a comida estava muito boa e lhe tinha caído muito bem, pois não tinha ficado com azia.

E por que é que me lembrei disto?

Exato - a azia voltou a atacar[-me]! 🔥

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Parabéns, Deedee!

O nome Deedee é aldrabado, mas se a aniversariante aparecesse por aqui hoje saberia que os parabéns eram para si, tenho certeza! Especialmente porque vou acrescentar uma frase que a poucos fará "ring a bell":

- Oh, pá, olha a Graça!

😁

Parabéns, Deedee!

O nome Deedee é aldrabado, mas se a aniversariante aparecesse por aqui hoje saberia que os parabéns eram para si, tenho certeza! Especialmente porque vou acrescentar uma frase que a poucos fará "ring a bell":

- Oh, pá, olha a Graça!

😁

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Já agora...

... conto mais esta, brevíssima!

Só uma vez fiz gelado na Bimby. Tinha os ingredientes certos e a Bimby a funcionar normalmente. 

A receita consistia em três (3) passos.

Eu consegui saltar do número 1 para o número 3, alterando fatalmente a consistência do gelado.

Comeu-se? Sim. Mas que desilusão...

Isto foi no verão de 2011. Tal foi o trauma que não voltei a tentar...

Já agora...

... conto mais esta, brevíssima!

Só uma vez fiz gelado na Bimby. Tinha os ingredientes certos e a Bimby a funcionar normalmente. 

A receita consistia em três (3) passos.

Eu consegui saltar do número 1 para o número 3, alterando fatalmente a consistência do gelado.

Comeu-se? Sim. Mas que desilusão...

Isto foi no verão de 2011. Tal foi o trauma que não voltei a tentar...

domingo, 11 de setembro de 2016

Há 15 anos...

... eu estava em Oxford, Inglaterra, e não acreditei quando uma outra portuguesa me disse:

- Um avião acertou numa das Torres Gémeas em Nova Iorque!

Ligámos a televisão e vimos o segundo avião a acertar na outra Torre. Qualquer dúvida sobre a intencionalidade do embate desapareceu naquele momento. 

Foi horrível. Mas não há tantos outros acontecimentos horríveis nos dias que correm? A diferença é que alguns nos passam ao lado. Aquele, que ninguém esquece (uns por uma razão, outros por outra), foi mesmo diferente? Ou o horror tomou outras proporções porque se passou numa grande cidade ocidental, de um país "grande"?

Há 15 anos...

... eu estava em Oxford, Inglaterra, e não acreditei quando uma outra portuguesa me disse:

- Um avião acertou numa das Torres Gémeas em Nova Iorque!

Ligámos a televisão e vimos o segundo avião a acertar na outra Torre. Qualquer dúvida sobre a intencionalidade do embate desapareceu naquele momento. 

Foi horrível. Mas não há tantos outros acontecimentos horríveis nos dias que correm? A diferença é que alguns nos passam ao lado. Aquele, que ninguém esquece (uns por uma razão, outros por outra), foi mesmo diferente? Ou o horror tomou outras proporções porque se passou numa grande cidade ocidental, de um país "grande"?

domingo, 17 de abril de 2016

Prima pequenina, ou mais ou menos

São 35 anos, mas será sempre pequenina para mim. Lembro-me da mãe barriguda a virar a esquina da casa onde morávamos, no meu 8º aniversário, e lembro-me da prenda que me deram os tios, seus pais, na ocasião: um conjunto saia+parte de cima xadrez, em cores claras. A parte de cima tinha uns botões (só em cima, não eram de cima a baixo) e a ponta das mangas (curtas) era branca. Eu adorei aquela roupa e tive muita pena quando deixou de me servir. E, tal como gostei muito da roupa, gostava muito dos tios (de quem tenho saudades) e gosto muito desta minha prima (só falo desta porque é dela o aniversário). Já disse que ela é pequenina?


P A R A B É N S ! ! !

Prima pequenina, ou mais ou menos

São 35 anos, mas será sempre pequenina para mim. Lembro-me da mãe barriguda a virar a esquina da casa onde morávamos, no meu 8º aniversário, e lembro-me da prenda que me deram os tios, seus pais, na ocasião: um conjunto saia+parte de cima xadrez, em cores claras. A parte de cima tinha uns botões (só em cima, não eram de cima a baixo) e a ponta das mangas (curtas) era branca. Eu adorei aquela roupa e tive muita pena quando deixou de me servir. E, tal como gostei muito da roupa, gostava muito dos tios (de quem tenho saudades) e gosto muito desta minha prima (só falo desta porque é dela o aniversário). Já disse que ela é pequenina?


P A R A B É N S ! ! !

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Há quase 10 anos... (ou "como elas são diferentes deles"!)

... engravidei da Vassoura. Hoje lembrei-me de um episódio que se passou na escola quando já estava grávida e sabia que estava grávida, mas ainda não tinha dito aos meus alunos (na altura, tinha uma turma de 4º ano de escolaridade).

Um certo dia, percebo que há uma certa agitação, não muito ruidosa, mas ainda assim agitação, um burburinho (note to self: check spelling*). Perguntei o que é que se passava.

Aluna: Professora, podemos fazer uma pergunta pessoal?
Eu: Podem. Eu até sei o que me querem perguntar...
Aluna: Sabe?
Eu: Sei. Tem a ver com uma palavra que começa por ... [escrevi a letra no quadro] "G". A resposta é sim.

Reações:

Raparigas, todas, em explosão de alegria, risos e "Viva"s.

Rapazes, a leste: O quê? O que é que foi? O que é que aconteceu?

Raparigas: A professora está grávida! [Duh!]

*Só agora - 24/2/2016 - verifiquei a ortografia e estava mal, mesmo! Agora está corrigido. :-)

Há quase 10 anos... (ou "como elas são diferentes deles"!)

... engravidei da Vassoura. Hoje lembrei-me de um episódio que se passou na escola quando já estava grávida e sabia que estava grávida, mas ainda não tinha dito aos meus alunos (na altura, tinha uma turma de 4º ano de escolaridade).

Um certo dia, percebo que há uma certa agitação, não muito ruidosa, mas ainda assim agitação, um burburinho (note to self: check spelling*). Perguntei o que é que se passava.

Aluna: Professora, podemos fazer uma pergunta pessoal?
Eu: Podem. Eu até sei o que me querem perguntar...
Aluna: Sabe?
Eu: Sei. Tem a ver com uma palavra que começa por ... [escrevi a letra no quadro] "G". A resposta é sim.

Reações:

Raparigas, todas, em explosão de alegria, risos e "Viva"s.

Rapazes, a leste: O quê? O que é que foi? O que é que aconteceu?

Raparigas: A professora está grávida! [Duh!]

*Só agora - 24/2/2016 - verifiquei a ortografia e estava mal, mesmo! Agora está corrigido. :-)

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Há quase 30 anos... #3

... fiquei em 1º lugar num concurso de dança, na colónia de férias onde estava. 

Há uns tempos, quando reli os primeiros livros da coleção "Uma Aventura", encontrei o diploma num dos livros. Digitalizei-o, tapei o nome e ... ei-lo:

Pois que pensava que tinha encontrado, sim, senhores, mas não encontrei. Só encontrei os "diplomas" de participação nos concursos de escrita e de desenho (eu nem me lembrava de ter participado num concurso de desenho, por isso pensava que o segundo diploma era do concurso de dança, só que quando olhei melhor... não era).

E fui perder logo o do 1º lugar? Sniff, sniff... :-)

Há quase 30 anos... #3

... fiquei em 1º lugar num concurso de dança, na colónia de férias onde estava. 

Há uns tempos, quando reli os primeiros livros da coleção "Uma Aventura", encontrei o diploma num dos livros. Digitalizei-o, tapei o nome e ... ei-lo:

Pois que pensava que tinha encontrado, sim, senhores, mas não encontrei. Só encontrei os "diplomas" de participação nos concursos de escrita e de desenho (eu nem me lembrava de ter participado num concurso de desenho, por isso pensava que o segundo diploma era do concurso de dança, só que quando olhei melhor... não era).

E fui perder logo o do 1º lugar? Sniff, sniff... :-)

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Há quase 30 anos... #2

... fiquei em não sei que lugar num concurso de desenho, na colónia de férias onde estava. 

Há uns tempos, quando reli os primeiros livros da coleção "Uma Aventura", encontrei o "diploma" num dos livros. Foi uma emoção! :-) Digitalizei o diploma, tapei o nome e ... ei-lo:



Qualquer semelhança com um post anteriormente publicado é pura realidade!