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domingo, 14 de janeiro de 2024

A minha profissão é das melhores do mundo #4

Não ligo muito aos "Dias de...", mas, na escola, há quem ligue e os vá referindo, em conversa, ou quem faça até qualquer coisa com os alunos.


Bem, ao que parece no dia 11 de janeiro comemorou-se o "Dia Internacional do Obrigado" (aqui por casa, sem darmos conta do dia comemorativo, agradecemos o Dom da Vida concedido ao Feitiço, que fez 14 anos, e ao priminho mais novo, filho do meu irmão Mário, que fez 6 anos).


No dia 12, ao entrar na sala de aula de uma turma de 4.º ano, um aluno diz-me, no meio de um sorriso rasgado:


- Mrs Apelido, tenho uma coisa para lhe dar!


- [a sorrir] É um teste todo certo? [iam fazer teste naquela aula]


- [ainda sorrindo] Também, mas é outra coisa.


E deu-me isto:


Dia_da_Gratidao.jpg  


[Apaguei os nossos nomes.]


Gostei tanto, tanto deste presente, que vocês não podem imaginar. A mensagem é fofinha, mas o facto de ele me ter escolhido como destinatária da lembrança que certamente fizeram em contexto de sala de aula (não tenho evidências, mas muitos colegas terão escolhido dar a lembrança aos pais, à própria professora titular...) sensibilizou-me muito.


Antes de estar nesta escola, para onde foi ao repetir o 3.º ano de escolaridade, esta criança foi minha aluna noutra escola do agrupamento. Tem vindo a "desabrochar". 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Ex-alunas precisam-se! ;-)

Ontem, o Tio Gato contou que uma funcionária lá do trabalho lhe perguntou se era o marido da "Professora Mimi". Ele respondeu que era cunhado (há muita gente que confunde os dois irmãos, não fiquei surpreendida). Ela disse como se chamava e mandou cumprimentos.


 


Pelo nome, aliado à breve descrição, imediatamente identifiquei a pessoa, a escola que frequentou e os anos em que partilhámos a sala de aula das nove às quinze e trinta. Deu-me trabalho, a malandra, enquanto foi minha aluna (do 2.º ao 4.º ano de escolaridade), mas, desde que nos "reencontrámos" no Facebook (e é por esta e por outras que não deixo o FB de vez), é uma das minhas antigas alunas que mais próxima se tem mantido. Ok, sem nos termos realmente encontrado fisicamente... mas, ainda assim, tem estado mais próxima do que a maioria d@s colegas!


 


Pois bem, eu tinha o número de telemóvel dela já há uns anos, tendo em tempos trocado umas mensagens com ela. Resolvi escrever-lhe, esta manhã. Não deixei de incluir, na minha mensagem, que a turma dela foi a minha preferida [verdade, verdadinha!] e que gostava de os rever a todos. À tarde, recebi a resposta:


 



Boa tarde, minha querida professora, e predileta. É verdade, trabalho numa universidade onde vejo constantemente o seu cunhado, que pensei que fosse o seu esposo. Irei tentar fazer um grupo no Whatsapp com todos, para combinarmos nos vermos. Espero que esteja tudo bem, beijinhos e abraços... 



 


E esta mensagem soube-me tão, mas tão bem... Obrigada, minha querida!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Até breve!

Estou assoberbada profissionalmente. Não sei para que lado me virar.


 


Detesto burocracias! 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Outro pulinho para vos dizer...

... Obrigada pelas mensagens de apoio que aqui têm deixado! 


... Os testes estão "despachados" desde sexta-feira passada, de manhã. 


... Agora estou em altura de avaliações e outras burocracias que "adoro"... 


... Já deixei "passar" tantos posts que na minha cabeça escrevi!... 


 


Eu volto! E tentarei recuperar algum post que ainda tenha vestígios no meu disco rígido (vulgo cérebro)!...


 

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Um pulinho para vos dizer

9 turmas + testes para corrigir + preparação de aulas + ensaios de coro de Natal (de "trazer por casa") = tempo reduzido para vir aqui ou visitar-vos!


 


Claro que, às vezes, em vez de fazer o que devo, faço o que não devo, por isso, peço-vos: se lerem comentários meus por aí, mandem-me trabalhar!

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Best of #14: Brincar com coisas sérias

[Publicado inicialmente em 17-03-2016.]


 


Para um evento que vai haver no meu agrupamento de escolas, pediram-me que fizesse umas quadras com pistas. Depois de fazer as primeiras, ontem ainda me encomendaram mais três, que já despachei. Aliás, despachei-as tão depressa que comecei seriamente* a pensar que deveria fazer as avaliações dos meus alunos em quadras... talvez se tornassem mais fáceis! Querem ver-me experimentar?

(Quadras inspiradas em várias crianças reais)

A sua criança é mal-educada,
Não há muita volta a dar.
Não sabe que educar é em casa
E que a mim compete ensinar?

De matemática não percebe,
Da gramática está a leste;
Nos trabalhos que apresenta,
Há muito pouco que preste!

É uma criança agitada
E gosta de armar confusão.
Quando expõe uma dúvida,
Ouve o que eu explico? Não!

Tem facilidade em aprender,
A fazer silêncio, dificuldade.
Infelizmente não posso dizer
Que melhorou com a idade!

Mas também teria quadras simpáticas para escrever:

É um doce de criança
e muito bem-educada.
Sempre atenta nas aulas
E a horas na entrada.

Entrega os trabalhos
Com boa apresentação.
Imediatamente melhora
Se chamada à atenção!

Gosta muito de ajudar,
Ser prestável é seu lema.
Tem dificuldades, mas quer saber
O que é preciso em cada tema.

*(not really!)

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Um breve encontro

Na quarta-feira fui às compras, levando a Magia no carrinho. No regresso a casa, vi numa paragem de autocarro um rapaz que identifiquei como meu antigo aluno, com o nome e tudo: Francisco V.


 


O rapaz ia a passar por mim e eu, que tinha hesitado em dizer alguma coisa, imediatamente me saí com:


 


- Francisco V.!


 


Ele olhou para mim, surpreendido por eu saber o seu nome.


 


Eu: Não sabes quem eu sou?


Ele: Não.


Eu [um bocadinho desiludida, confesso]: Fui tua professora no primeiro e no segundo ano.


Ele, sorrindo: Professora Mimi?


Eu [mais contentinha]: Sim!


Eu: Tu estás igual. Mais crescido, mas com a mesma cara. Eu mudei muito?


Ele: Um bocado.


Eu, meio a rir: Desde que seja para melhor...


Ele riu-se.


Eu: Os teus pais estão bons?


Ele: Sim.


Depois, sem se despedir, o Francisco acelerou o passo e afastou-se, deixando-me com as minhas memórias dos anos em que fui sua professora.


 


Não foi um aluno fácil. O que num dia funcionava com ele, parecia completamente inadequado e ineficaz no dia seguinte. E fez com cada asneira, ui!... Mas era um miúdo bastante engraçado, por outro lado, e sempre imaginei que devia ser um vizinho encantador e prestável. A grande dificuldade dele era fazer coisas porque tinha de ser... 

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Feitiço, o consolador...

Numa aula de estudo, o A., colega do Feitiço, estava a conversar tanto que a professora o mandou sentar-se numa mesa ao fundo da sala. Ao sentar-se, o A. deu um grande suspiro. 


 


Feitiço: Ó A., não te preocupes, dás um pum e logo ficas feliz!


 


Todos os alunos se riram. A professora avisou o Feitiço para não fazer outra "gracinha". Ele, felizmente, não fez, por isso só semanas mais tarde soube do sucedido, pelo próprio Feitiço.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Uma experiência na sala de aula - simples, mas genial

Infelizmente, não fui eu que a realizei.


 


Trata-se de uma experiência para mostrar aos alunos a importância de lavar as mãos.


 


Se eu ainda fosse professora titular de uma turma no 1.º ciclo, ou se fosse professora de Ciências ou Saúde, acho que não deixaria de fazer esta experiência. Encontram-na aqui: 


 


http://lifestyle.sapo.pt/familia/noticias-familia/artigos/professora-arranjou-uma-forma-de-por-os-alunos-a-lavar-as-maos


 


Mas, ocorreu-me agora, posso realizar esta experiência com os meus filhos!

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Ufa! Modo paparazzo OFF!

Ontem, muito à noite (tanto que, em rigor, já era "hoje") finalmente concluí a tarefa relacionada com as fotografias.


Custou, mas foi!

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Em modo paparazzo ao retardador

Fui professora de uma turma durante três anos (do 1.º ao 3.º anos de escolaridade). Pediram-me que enviasse fotografias desses três anos para uma montagem qualquer que estão a fazer, agora que essa turma é finalista.


 


Até é engraçado ver as carinhas dos miúdos e perceber como cresceram, etc. e tal, mas em termos de tempo gasto, é uma seca!


 


Primeiro tenho de encontrar as fotografias no meio das imagens que tenho no computador (porque ter as fotografias impecavelmente organizadas em pastas é para algumas pessoas, mas não para mim, apesar de várias tentativas nesse sentido). Depois, há que deitar fora algumas fotografias que não interessam a ninguém (nem a mim, que as tirei!). A seguir, coloco as que não vão fora numa pasta que criei de propósito no ambiente de trabalho. Por fim, escrevo um email, anexo algumas fotografias e envio, sendo que elas demoram anos a carregar! Acabou? Não! Repito o processo uma e outra vez, porque me fartei de tirar fotografias ao longo dos anos (daí o título do post)!

quarta-feira, 15 de março de 2017

Oh, não! Sou daquelas mães!

Descobri que sou daquelas mães que dizem: "Não percebo esta nota do meu filho. Lá em casa ele consegue fazer tudo!".

O que acabei de escrever é falso. Não sou dessas mães, especialmente na parte de dizer. Nunca chateei os professores com esse tipo de conversa (também, até este ano, nunca faria sentido, pois a Vassoura e a Varinha não têm tido dificuldades de maior).

Mas, concretamente no caso do Feitiço e da leitura, ao ouvi-lo ler um livro inteiro, ao ouvi-lo ler mais ou menos tudo o que lhe aparece à frente, com bastante desenvoltura, muito embora ocasionalmente ainda lhe dê para inventar (adivinhando) o que está escrito, custa-me que ele tenha mantido nota negativa a Português, nesta avaliação intercalar. 

O que eu sei é que nem sempre os alunos demonstram as mesmas aptidões na escola e em casa (e nem sempre é em casa que demonstram mais), por isso vou continuar a insistir com o Feitiço para dar o seu melhor na escola - no comportamento, na atenção e na realização dos trabalhos. Não tenho muitas alternativas!

Oh, não! Sou daquelas mães!

Descobri que sou daquelas mães que dizem: "Não percebo esta nota do meu filho. Lá em casa ele consegue fazer tudo!".

O que acabei de escrever é falso. Não sou dessas mães, especialmente na parte de dizer. Nunca chateei os professores com esse tipo de conversa (também, até este ano, nunca faria sentido, pois a Vassoura e a Varinha não têm tido dificuldades de maior).

Mas, concretamente no caso do Feitiço e da leitura, ao ouvi-lo ler um livro inteiro, ao ouvi-lo ler mais ou menos tudo o que lhe aparece à frente, com bastante desenvoltura, muito embora ocasionalmente ainda lhe dê para inventar (adivinhando) o que está escrito, custa-me que ele tenha mantido nota negativa a Português, nesta avaliação intercalar. 

O que eu sei é que nem sempre os alunos demonstram as mesmas aptidões na escola e em casa (e nem sempre é em casa que demonstram mais), por isso vou continuar a insistir com o Feitiço para dar o seu melhor na escola - no comportamento, na atenção e na realização dos trabalhos. Não tenho muitas alternativas!

sábado, 11 de março de 2017

Será desta?

Estive a consultar a página do agrupamento de escolas a que pertenço e vi uma lista de ordenação de candidatos ao lugar que deixei vago. Espero que o candidato selecionado aceite a colocação, goste das turmas e das escolas, faça um ótimo trabalho e recupere os alunos deste tempo demasiado largo em que estiveram sem aulas.

Ironia: o terceiro e quarto nomes da lista de candidatos já tinham concorrido a esta mesma vaga e recusaram-na. Agora, mesmo que não houvesse mais ninguém, estão excluídos. 

Por que é que as pessoas não pensam antes de recusar um lugar? Não sabem das penalidades a que se sujeitam?

Será desta?

Estive a consultar a página do agrupamento de escolas a que pertenço e vi uma lista de ordenação de candidatos ao lugar que deixei vago. Espero que o candidato selecionado aceite a colocação, goste das turmas e das escolas, faça um ótimo trabalho e recupere os alunos deste tempo demasiado largo em que estiveram sem aulas.

Ironia: o terceiro e quarto nomes da lista de candidatos já tinham concorrido a esta mesma vaga e recusaram-na. Agora, mesmo que não houvesse mais ninguém, estão excluídos. 

Por que é que as pessoas não pensam antes de recusar um lugar? Não sabem das penalidades a que se sujeitam?

terça-feira, 7 de março de 2017

Querer e precisar

Há uma enorme diferença entre querer e precisar.

Às vezes quero coisas (mais ou menos úteis), pensando que preciso delas, e custa-me não as ter ou não as pôr em prática (especialmente se não sou eu que me decido pela não aquisição/aprovação).

Por vezes, passam-se os anos e torna-se evidente que o que eu queria era mesmo desnecessário, ou inadequado. Não me custa reconhecer isso.

Mas outras vezes, anos após a primeira vez que pensei e apresentei uma proposta, que não foi para a frente por falta de consenso (e isto tanto acontece em casa como na escola), continuo a achar que teria sido e continuaria a ser uma boa ideia. Gostava de esquecer, porque a lembrança não é agradável, mas como a proposta continua a parecer-me boa, frequentemente me vem à cabeça!

Atualmente estou na fase de querer, achando que é preciso [não é relevante o quê]. Mas aceito que passe o tempo e a necessidade se torne evidente... ou não.

Querer e precisar

Há uma enorme diferença entre querer e precisar.

Às vezes quero coisas (mais ou menos úteis), pensando que preciso delas, e custa-me não as ter ou não as pôr em prática (especialmente se não sou eu que me decido pela não aquisição/aprovação).

Por vezes, passam-se os anos e torna-se evidente que o que eu queria era mesmo desnecessário, ou inadequado. Não me custa reconhecer isso.

Mas outras vezes, anos após a primeira vez que pensei e apresentei uma proposta, que não foi para a frente por falta de consenso (e isto tanto acontece em casa como na escola), continuo a achar que teria sido e continuaria a ser uma boa ideia. Gostava de esquecer, porque a lembrança não é agradável, mas como a proposta continua a parecer-me boa, frequentemente me vem à cabeça!

Atualmente estou na fase de querer, achando que é preciso [não é relevante o quê]. Mas aceito que passe o tempo e a necessidade se torne evidente... ou não.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Estou em casa

... e por cá vou andar nos próximos meses. Já não estava a aguentar o ritmo das andanças e - sobretudo - dos (muito) maus comportamentos de algumas crianças. Querer dar resposta e não conseguir é muito desgastante! Rezo agora para ser rapidamente substituída, para que os efeitos negativos da minha ausência sejam reduzidos ao mínimo, tanto no transtorno para a organização das escolas, como para a aprendizagem das turmas.

P.S. - Hoje fiz um ecocardiograma pré-natal (se não lhe troquei o nome!) e parece que está tudo bem. Ficou marcada uma reavaliação para dia 22 de fevereiro.