sexta-feira, 11 de maio de 2018

Um breve encontro

Na quarta-feira fui às compras, levando a Magia no carrinho. No regresso a casa, vi numa paragem de autocarro um rapaz que identifiquei como meu antigo aluno, com o nome e tudo: Francisco V.


 


O rapaz ia a passar por mim e eu, que tinha hesitado em dizer alguma coisa, imediatamente me saí com:


 


- Francisco V.!


 


Ele olhou para mim, surpreendido por eu saber o seu nome.


 


Eu: Não sabes quem eu sou?


Ele: Não.


Eu [um bocadinho desiludida, confesso]: Fui tua professora no primeiro e no segundo ano.


Ele, sorrindo: Professora Mimi?


Eu [mais contentinha]: Sim!


Eu: Tu estás igual. Mais crescido, mas com a mesma cara. Eu mudei muito?


Ele: Um bocado.


Eu, meio a rir: Desde que seja para melhor...


Ele riu-se.


Eu: Os teus pais estão bons?


Ele: Sim.


Depois, sem se despedir, o Francisco acelerou o passo e afastou-se, deixando-me com as minhas memórias dos anos em que fui sua professora.


 


Não foi um aluno fácil. O que num dia funcionava com ele, parecia completamente inadequado e ineficaz no dia seguinte. E fez com cada asneira, ui!... Mas era um miúdo bastante engraçado, por outro lado, e sempre imaginei que devia ser um vizinho encantador e prestável. A grande dificuldade dele era fazer coisas porque tinha de ser... 

4 comentários:

  1. trabalhei 10 anos com miúdos e os que me marcaram e recordo nunca foram os mais fáceis ;)

    ResponderEliminar
  2. Eu recordo os mais difíceis, mas também os brilhantes e fáceis de lidar. Os que não se destacavam para nenhum dos lados é que são mais difíceis de recordar!

    ResponderEliminar
  3. Sim os bonzinhos tb estão registados 😉

    ResponderEliminar

- Posso fazer o meu comentário?
- Claro que sim, mas tendo cuidado com a linguagem.
Obrigada!

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.