Há mais de um mês tirei esta fotografia a um prato de sobremesa:

Vocês veem o prato e pensam: «É um prato sujo. O que é que tem de mais?»
«Nada.», digo eu. «O único problema é que não é um prato sujo. Ou melhor, é um prato sujo, mas não deveria ser, porque [quando o fotografei] tinha acabado de sair da máquina de lavar loiça, após um programa completo de lavagem.»
Observem agora o fundo desta caixa de plástico, após lavagem na máquina. Não é fácil para o olho destreinado detetar o brilho especial ...

... da gordura, que não saiu com a lavagem.
Acabei por lavar a caixa à mão (algo não raro, nos últimos largos meses). Ficou a pingar ...

... apenas água, comme il faut!
Estes são dois singelos exemplos do belo serviço que a nossa máquina da loiça nos tem prestado, nos últimos tempos. Na verdade, o belo serviço começou há anos e tem vindo a deteriorar-se. O Rogério (abençoado Rogério!) tem tratado da máquina ao longo dos anos, ora pessoalmente, ora recorrendo aos serviços de quem percebe [mais] do assunto. Mas chegámos a um ponto em que percebemos que a máquina está moribunda e a precisar de ser substituída.
Antes do último suspiro, já a nova máquina está encomendada. Porque, na verdade, esta máquina já morreu. Só que, tal como o professor de História da Magia em Hogwarts, Professor Binns (um professor fantasma), não sabe que morreu, porque nunca ninguém lhe disse, e continua a fazer os programas (ele continua a dar aulas) como sempre... só que mal feitos (e as aulas dele são uma seca - bem, não sei como eram as aulas de História da Magia quando o professor estava vivo - talvez tenham sido sempre uma seca!*)
*[Ou não tivesse História sido a disciplina com que mais embirrei durante o meu percurso escolar...
]

















