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quinta-feira, 15 de março de 2018

Comprar português é bom?

À partida, a resposta é afirmativa. Comprar produtos portugueses ajuda a economia, etc. e tal. Acho que nunca ninguém me ouviu dizer algo contra os benefícios de comprar produtos portugueses. E também não é agora que vão ler algo nesse sentido.


 


Mas, certamente, ao escrever "À partida, a resposta é afirmativa.", devo ter criado expectativas nos caros leitores. Que iria eu dizer contra este "à partida"?


 


A resposta é: nada. Mas...


 


Ao pesquisar sobre máquinas de lavar loiça, o Rogério encontrou um fabricante português. Nem ele nem eu conhecíamos a marca em questão, mas acabámos por decidir encomendar uma máquina. Entre encomendar/pagar (online/multibanco) e receber a máquina em casa, passou menos de uma semana. Excelente serviço neste campo. O tio Gato, irmão do Rogério, substituíu a sua máquina de lavar loiça há uns meses e o processo de entrega/instalação foi tão ineficiente que passou mais de um mês, depois de pagar a máquina (comprou-a na Worten), a lavar a loiça à mão (a máquina dele, igual à nossa antiga, deixou de funcionar, não se limitava a lavar mal).


 


A máquina é gira e fica bem na nossa cozinha, tal como esperávamos, quando a escolhemos. Pode ser uma preocupação fútil, não é o aspeto que mais importa numa máquina de lavar, como é óbvio, mas não nos era indiferente se ficava bem ou mal. Tudo bem também neste campo.


 


«Ah, Mimi, passa logo ao campo que não está bem!» Espertalhões, já passo. É que é (mesmo) já a seguir.


 


O tabuleiro de baixo da máquina não desliza bem, mas arranjámos (e por «arranjámos», quero dizer que o Rogério arranjou) um truque para conseguir resolver o problema enquanto não temos feedback/solução da parte do serviço pós-venda. 


 


«Só isso, Mimi? Estive a ler isto tudo para saber que o tabuleiro não desliza bem?» Não, não!  Não.


 


Esta máquina tem um tabuleiro só para os talheres, uma das coisas que mais me atraía: os talheres ficarem deitados, separados uns dos outros por umas divisórias pequeninas. Uma maravilha, como na máquina (de marca estrangeira e de certeza absoluta muito mais cara do que a que comprámos) da minha irmã Mafalda. No entanto, após a primeira lavagem, fiquei desiludida e fotografei alguns talheres:


WP_20180315_08_19_53_Pro.jpg


Não sei até que ponto se percebe, na fotografia, quão mal lavados ficaram estes talheres. Parecia que estava a tirar talheres da máquina anterior... 


 


Pode ter havido alguma incompetência da nossa parte na distribuição dos talheres... Espero que tenha sido isso. Mas que senti um balde de água fria relativamente à escolha que fizemos, senti.


 


Quando, há uns anos, substituímos a máquina de lavar roupa, não encontrámos nenhuma máquina de fabrico português. Comprámos uma AEG. Hoje só me apetece dizer: «Ainda bem...»


 

terça-feira, 13 de março de 2018

A fantástica lavagem da loiça, numa máquina perto de si

Há mais de um mês tirei esta fotografia a um prato de sobremesa: 


WP_20180205_16_33_01_Pro.jpg


 Vocês veem o prato e pensam: «É um prato sujo. O que é que tem de mais?»


 


«Nada.», digo eu. «O único problema é que não é um prato sujo. Ou melhor, é um prato sujo, mas não deveria ser, porque [quando o fotografei] tinha acabado de sair da máquina de lavar loiça, após um programa completo de lavagem.»


 


Observem agora o fundo desta caixa de plástico, após lavagem na máquina. Não é fácil para o olho destreinado detetar o brilho especial ...


WP_20180303_23_37_06_Pro.jpg


... da gordura, que não saiu com a lavagem.


 


Acabei por lavar a caixa à mão (algo não raro, nos últimos largos meses). Ficou a pingar ...


WP_20180303_23_55_53_Pro.jpg


... apenas água, comme il faut!


 


Estes são dois singelos exemplos do belo serviço que a nossa máquina da loiça nos tem prestado, nos últimos tempos. Na verdade, o belo serviço começou há anos e tem vindo a deteriorar-se. O Rogério (abençoado Rogério!) tem tratado da máquina ao longo dos anos, ora pessoalmente, ora recorrendo aos serviços de quem percebe [mais] do assunto. Mas chegámos a um ponto em que percebemos que a máquina está moribunda e a precisar de ser substituída. 


 


Antes do último suspiro, já a nova máquina está encomendada. Porque, na verdade, esta máquina já morreu. Só que, tal como o professor de História da Magia em Hogwarts, Professor Binns (um professor fantasma), não sabe que morreu, porque nunca ninguém lhe disse, e continua a fazer os programas (ele continua a dar aulas) como sempre... só que mal feitos (e as aulas dele são uma seca - bem, não sei como eram as aulas de História da Magia quando o professor estava vivo - talvez tenham sido sempre uma seca!*)


 


*[Ou não tivesse História sido a disciplina com que mais embirrei durante o meu percurso escolar... ]