À partida, a resposta é afirmativa. Comprar produtos portugueses ajuda a economia, etc. e tal. Acho que nunca ninguém me ouviu dizer algo contra os benefícios de comprar produtos portugueses. E também não é agora que vão ler algo nesse sentido.
Mas, certamente, ao escrever "À partida, a resposta é afirmativa.", devo ter criado expectativas nos caros leitores. Que iria eu dizer contra este "à partida"?
A resposta é: nada. Mas...
Ao pesquisar sobre máquinas de lavar loiça, o Rogério encontrou um fabricante português. Nem ele nem eu conhecíamos a marca em questão, mas acabámos por decidir encomendar uma máquina. Entre encomendar/pagar (online/multibanco) e receber a máquina em casa, passou menos de uma semana. Excelente serviço neste campo. O tio Gato, irmão do Rogério, substituíu a sua máquina de lavar loiça há uns meses e o processo de entrega/instalação foi tão ineficiente que passou mais de um mês, depois de pagar a máquina (comprou-a na Worten), a lavar a loiça à mão (a máquina dele, igual à nossa antiga, deixou de funcionar, não se limitava a lavar mal).
A máquina é gira e fica bem na nossa cozinha, tal como esperávamos, quando a escolhemos. Pode ser uma preocupação fútil, não é o aspeto que mais importa numa máquina de lavar, como é óbvio, mas não nos era indiferente se ficava bem ou mal. Tudo bem também neste campo.
«Ah, Mimi, passa logo ao campo que não está bem!» Espertalhões, já passo. É que é (mesmo) já a seguir.
O tabuleiro de baixo da máquina não desliza bem, mas arranjámos (e por «arranjámos», quero dizer que o Rogério arranjou) um truque para conseguir resolver o problema enquanto não temos feedback/solução da parte do serviço pós-venda.
«Só isso, Mimi? Estive a ler isto tudo para saber que o tabuleiro não desliza bem?» Não, não! Não.
Esta máquina tem um tabuleiro só para os talheres, uma das coisas que mais me atraía: os talheres ficarem deitados, separados uns dos outros por umas divisórias pequeninas. Uma maravilha, como na máquina (de marca estrangeira e de certeza absoluta muito mais cara do que a que comprámos) da minha irmã Mafalda. No entanto, após a primeira lavagem, fiquei desiludida e fotografei alguns talheres:

Não sei até que ponto se percebe, na fotografia, quão mal lavados ficaram estes talheres. Parecia que estava a tirar talheres da máquina anterior... ![]()
Pode ter havido alguma incompetência da nossa parte na distribuição dos talheres... Espero que tenha sido isso. Mas que senti um balde de água fria relativamente à escolha que fizemos, senti.
Quando, há uns anos, substituímos a máquina de lavar roupa, não encontrámos nenhuma máquina de fabrico português. Comprámos uma AEG. Hoje só me apetece dizer: «Ainda bem...»


