quarta-feira, 7 de junho de 2017

Pensei que era um post da Mafalda!

Na página das "leituras", ao ver uma tira de BD da Mafalda, pensei que era mais uma do blogue da minha irmã mais velha, a Mafalda. Por isso, fiquei confusa durante umas frações de segundo quando, por baixo da tira, li: "Sim, é verdade. Há sete anos que sou professora." A Mafalda NÃO é professora!


 


Quem é professora e decidiu há pouco assumir publicamente a sua profissão é a C.S.


 


2017-06-07.png


 

Não sou como...

... aquelas celebridades que têm (e mostram) a barriga lisa e os músculos abdominais bem definidos uma semana depois de darem à luz, mas...


 


... quatro semanas depois do parto (isto é, hoje) consegui vestir e apertar umas calças de ganga que usava antes da gravidez. Já me dou por contente!

Sou um oitavo da "cabra-leiteira" que já fui...

[Para começar, um esclarecimento: optei por não utilizar a expressão "vaca-leiteira" para me distanciar das (por mim invejadas) mães que, sem quaisquer dificuldades, amamentam os seus bebés em exclusivo até aos seis meses, conforme recomendação da OMS.]


 


Tendo como ideal amamentar em exclusivo durante seis meses, eis os tempos em que consegui manter a exclusividade:


Vassoura - três meses;


Varinha - um mês e dez dias;


Feitiço - dezanove dias;


Magia - dez dias!


 


Já agora, para ficar o registo completo, no que aos três primeiros diz respeito, indicarei também até quando mamaram:


Vassoura - oito meses (deixou de querer mamar quando engravidei da Varinha);


Varinha - oito meses (já só mamava uma vez ao dia e ficou em casa dos padrinhos para nós irmos a um retiro de fim de semana, deixando assim de mamar totalmente);


Feitiço - quase dezassete meses (deixou de querer mamar de um dia para o outro).

terça-feira, 6 de junho de 2017

Fiquei chocada!

Dizia eu no post sobre o batizado da Magia que fiquei chocada ao ver uma das leitoras no filme que o Tio Gato gravou, na câmara do Gato Rogério. 


 


Não estou a exagerar, fiquei chocada. Ainda estou chocada!


 


Começo por identificar as leitoras: eu li a primeira leitura e o salmo responsorial, e a Vassoura leu a segunda leitura (e, já agora, fica registado que o Rogério leu as orações dos fiéis).


 


Qual das leitoras me chocou, pela forma como leu? Eu, senhores. 


 


Durante anos fui leitora em determinado contexto, que incluía ler na Missa. Nunca me fizeram correções à forma como lia (demasiado depressa ou devagar, etc.), mas a avaliação que eu fazia da minha própria capacidade não dependia disso. Eu sei ler respeitando a pontuação, se há palavras mais difíceis (e na Bíblia há várias) eu não costumo atrapalhar-me, a velocidade tem-me parecido adequada (exceto no domingo anterior ao do Pentecostes, em que, segundo o Rogério, eu li tão depressa que parecia que queria era despachar a leitura), enfim... até acho que leio bastante bem! Além disso, para me assegurar que faço uma leitura em condições (quer na Missa, quer a ler uma história aos alunos), preparo-a com antecedência.


 


Então, por que razão fiquei chocada? 


 


Não foi pela dicção, pela velocidade ou pelo volume da voz. As palavras soavam-me bem. O problema estava na minha expressão facial enquanto lia. Parecia que estava a fazer teatro*! Menos, Mimi, muito menos!


 


*Eu tenho uma veia artística que puxa para o teatro, mas nunca foi minha intenção pô-la a funcionar enquanto leitora na Missa.

(Ainda) estou de coração cheio!

Como anunciei no sábado, a Magia foi batizada no domingo. E foi tudo tão, tão bom!


 


Conseguimos chegar à hora combinada (uns minutos antes do início da Missa, para a parte das perguntas iniciais), o que desde logo acabou com um dos meus receios: que as mamadas ou fraldas impróprias para consumo atrasassem a saída de casa. Aproveito para ressalvar que a Vassoura, a Varinha e o Feitiço estavam prontíssimos com muita antecedência, quartos incluídos (o do Feitiço teria beneficiado da minha intervenção na arrumação da véspera, mas não tive oportunidade - no entanto, a cama foi impecavelmente feita de lavado, nessa manhã... por mim).


 


A cerimónia decorreu lindamente. A Magia teve um comportamento 15  (não é engano, foi mesmo quinze estrelas), mágico, poderia dizer: dormiu na maior parte do tempo e não chorou no momento em que lhe caiu água na cabeça (nem em nenhum outro).Os cânticos, que foram escolhidos por mim e pelas jovens responsáveis do coro da Missa das 10 horas, foram bem cantados e ajudaram a viver o Pentecostes e toda a celebração. As leituras ouviram-se bem (sobre uma das leitoras falarei noutro post, pois fiquei em choque quando vi o vídeo da celebração). As crianças mais próximas (as nossas, as filhas da Margarida e quatro dos doze filhos dos padrinhos da Magia) portaram-se bem q.b. (tenho que admitir que houve um bocadinho de conversa e que tive de lhes chamar a atenção). O nosso pároco mostrou-se bem-disposto, como é habitual nele, e acrescentou um pormenor no fim do rito do Batismo (esclarecendo que não fazia parte): um beijinho no cimo da cabeça da Magia. 


 


A festa continuou em nossa casa. Se não me falha a memória, éramos 36 pessoas, num T3 sem quintal... Assim que entrei em casa e vi a mesa que a Nina organizou, desapareceu outro receio: que não houvesse comida suficiente para tanta gente. Na verdade, havia de facto mais comida do que a prevista, pois, para além do que tínhamos combinado, apareceram umas deliciosas empadas de carne (levadas pelos meus padrinhos, apesar de eu ter dito que não era necessário levarem nada), um pudim de coco* (feito pela minha irmã Margarida, por sugestão da minha mãe) e uns bolinhos de amêndoa (levados pela minha mãe porque sabia que eu gostava muito - como gosto, aliás das outras duas variedades de bolinhos de amêndoa que já havia! ).


 


Pouco depois de chegarmos a casa, retirei-me para o quarto com a Magia, para lhe dar de mamar num sítio sossegado. Obviamente que não era suposto os convidados ficarem à minha espera para começarem a comer. Para mamar do meu leite e beber o biberão, a Magia levou o seu tempo. Resultado: quando finalmente fui para a sala, descobri que a salada de frutas tinha acabado. Foi a única coisa que acabou antes de eu aparecer e ainda agora tenho pena, porque não como salada de frutas há mais tempo do que o que gostaria - é que eu adoro salada de frutas! 


 


O convívio com família e amigos foi top. O ambiente só teve os seus momentos menos pacíficos na zona de guerra: os quartos dos miúdos. Não é costume o Feitiço ter rapazes para brincar cá em casa, e tinha dois. As irmãs, pelo contrário, têm as primas (mais) adoradas algumas vezes ao ano, mas desta vez, além delas, tinham as três filhas mais novas dos padrinhos da Magia e uma prima delas, que é irmã dos dois rapazes. A vantagem numérica estava toda no lado feminino, mas o ímpeto guerreiro abundava no líder masculino (o anfitrião Feitiço, apesar de mais novo do que os seus parceiros). Enquanto dava de mamar no meu quarto ouvi os ataques e gritos de guerra, assim como as vozes apaziguadoras de alguns adultos (sobretudo mães). Quando saí do quarto, pus fim a uma batalha e consegui alcançar alguma paz duradoira graças a ter autorizado, sob condição que a paz se mantivesse, a continuação do piquenique em cima da cama do Feitiço. 


 


Ao longo das horas, a Magia andou de colo em colo e não refilou; foi um encanto para todos. A certa altura veio para o meu colo e adormeceu, e eu deixei-a lá ficar (ao contrário do que costumo fazer), enquanto conversava.


 


*Sem adjetivo porque ainda não provei - acabou por ser uma das pièces de résistance, não sucumbindo às investidas dos presentes.


 


 

segunda-feira, 5 de junho de 2017

E isto também saberás, Mafalda?

Quem comeu as amêndoas da parte de cima de muitos bolinhos, ontem? 


 


A Vassoura "não é de intrigas" , mas contou-me que ouviu o Avô Bruxo a dizer qualquer coisa como: "Deixa ver se a Mafalda não comeu estas amêndoas"... 

A Mafalda é que sabe!

Se ela o diz, quem sou eu para discordar? 

sábado, 3 de junho de 2017

Amanhã será um dia especial

A Magia vai ser batizada. 


 


(Hoje é a parte que dói: arrumar a casa - cá em casa há sempre coisas para arrumar! - e preparar muita coisa.)

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Alegria blogosférica

A minha amiga* Escondida é um ás a jogar às escondidas. Esteve seis meses ausente do blogue! Mas agora voltou e eu estou muito contente. É que, ao voltar ao seu blogue, também aparece mais por aqui, sendo uma das leitoras que mais comenta. E eu, como já assumi múltiplas vezes, gosto que comentem! 


 


Bem-vinda de volta à blogosfera, Escondida!


 


*Não nos conhecemos pessoalmente, mas já há muito tempo que fazemos companhia virtual uma à outra, e isso criou uma amizade virtual, mas real. Eu tive mesmo saudades!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Se tiverem grandes problemas...

... arranjem grandes soluços e vão encontrar solução!

How I met your father - Episode 5

Episode 4


 Kids,


 


Ainda se lembram onde íamos?


 


Eu estava com a minha melhor amiga na casa de uma "tia emprestada" dela e, de lá, telefonei, corajosamente, para o rapaz de quem (ainda) gostava, perguntando-lhe se poderia passar em casa dele naquele que era o último dia do ano (ou penúltimo, esse pormenor já não sei). Ele disse que sim.


 


Os pais da minha amiga deixaram-me à frente da casa do rapaz. Toquei à campainha. Não sei quem me abriu a porta de casa dele (bem, primeiro tiveram que abrir o portão, já que a casa era uma vivenda com quintal), mas rapidamente ele apareceu e indicou-me o caminho para o seu quarto, onde pudemos conversar à vontade.


 


Resumindo a conversa (que não foi de certeza muito curta, porque eu devo ter contado tudo com muitos pormenores, à boa maneira da Mimi), eu contei ao rapaz que tinha começado a gostar dele pouco depois de o conhecer e durante os dois anos em que frequentámos a mesma escola, que ainda pensava muito nele, e que, estando um ano novo prestes a começar, queria saber se valia a pena continuar a investir emocionalmente no sentimento que nutria por ele ou se era preferível esquecê-lo. Ele foi muito correto na forma como reagiu: disse que admirava a minha coragem ao expôr-me daquela maneira, mas que, da sua parte, só havia amizade por mim, nada mais. Eu agradeci a sua sinceridade. Ele acompanhou-me à porta. Despedimo-nos e eu saí.


 


Para mim, não se tratou de coragem. Eu precisava daquela resposta para seguir em frente! E posso dizer-vos que preferi mil vezes estar na pele de quem gosta e não é retribuído, do que na pele de quem é objeto de amor que não retribui. Mas sobre isso falarei mais tarde...


 


Episode 6

Ambições do Feitiço para o Dia da Criança

Há uns dias, o Feitiço virou-se para mim e perguntou:


 


- O que é que vocês nos vão dar no Dia da Criança?


Eu: Nada! [Tal como nos outros anos.]


O Feitiço não disse mais nada, nesta altura.


 


Anteontem, virou-se para mim e tentou mais uma vez que o Dia da Criança tivesse algo de diferente:


- No Dia da Criança podemos não tomar banho?

Espetacular!

Achei esta miúda simplesmente genial, para além de adorável! Vejam e digam lá se não concordam!


 



 

Bruxos, Gatos & C.ª

Cá em casa somos cinco seis. Num dos primeiros posts expliquei porque não iria utilizar os nossos nomes verdadeiros.

Para não estar sempre a remeter para o referido post, resolvi apresentar-nos num separador à parte, simplificando a vida (salvo seja, quem me dera ter esse poder) a quem nos visite pela primeira vez ou simplesmente tenha mais que fazer do que recordar quem é a Varinha, ou qualquer dos outros intervenientes.

Os nossos alter-egos saíram dos livros da Bruxa Mimi.


Capa do primeiro livro da coleção

 

Várias vezes, após ouvirem uma das histórias da Bruxa Mimi, as minhas filhas estabeleceram uma analogia entre nós e os elementos (personagens e objetos) do livro. Assim, apresento-vos a nossa família:

 

Mãe: Bruxa Mimi, ou só Mimi, 47 anos (ano de nascimento: 1973);

Pai: Gato Rogério, ou só Rogério, 52 anos (ano de nascimento: 1968);

Vassoura Voadora, ou só Vassoura, 13 anos (ano de nascimento: 2006);

Varinha Mágica, ou só Varinha, 12 anos (ano de nascimento: 2008);

Livro dos Feitiços, ou só Feitiço, 10 anos (ano de nascimento: 2010);

Palavra Mágica, ou só Magia, 3 anos (ano de nascimento: 2017).

 

********

 

Este texto foi escrito nos primeiros tempos do blogue, numa altura em que o cabeçalho não incluía os nomes e idades das crianças. No blogspot, primeira localização do "Alheia...", era uma das páginas secundárias. Agora não é propriamente necessário, mas achei por bem incluí-lo no menu. Fica sempre bem apresentarmo-nos a quem chega de novo! 

 

Aproveito e apresento os familiares mais próximos, tal como são referidos ao longo do blogue.

 

Os meus pais são os Avós Bruxos; os pais do Rogério são os Avós Gatos.

 

O Rogério só tem um irmão, que é o Tio Gato. Como eu tenho quatro irmãs e dois irmãos, tive de puxar mais pela cabeça para lhes arranjar nomes. Três das irmãs têm os nomes das irmãs da Bruxa Mimi dos livros (Mafalda, Magda e Matilde). Para a outra irmã e para os irmãos escolhi nomes que também começam por "M". Eis o "quem é quem", por ordem de nascimento:

 

Mafalda (inspirei-me na Mafalda, a contestatária, do Quino) - podem encontrá-la aqui;
Margarida (inspirei-me na flor simples e despretensiosa);
Mário (inspirei-me no jogo do Super Mário, que nunca está quieto);
Magda (inspirei-me na elegante Mag(d)a P., inimiga do tio Patinhas);
Manuel (inspirei-me no facto de ser um nome pacífico);
Mimi (esta sou eu);
Matilde (inspirei-me na Matilde dos livros infantis, já que é a mais nova dos sete).

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 31

"SINAL DE SALVAÇÃO"


 


 A verdadeira e sincera devoção a Nossa Senhora é garantia de salvação: afirmam-no os santos. Ouçamo-los:


«É impossível que um servo de Maria se condene» (S. Afonso Maria de Ligório).


«Se amar Nossa Senhora, tenho segura a minha salvação» (S. João Berchmans).


«Um filho de Maria nunca se condenará» (S. Bernardo).


Estas afirmações encontram-se confirmadas pelos factos.


Foi uma pessoa verdadeiramente endemoninhada apresentada ao Santo Cura d'Ars para que a livrasse da possessão diabólica. O demónio bradou então por entre frémitos de cólera: - «Quantas vezes vim para tomar conta de ti e para te fazer cair! Mas aquela (e apontava com desespero para uma estátua de Nossa Senhora), aquela ali, sempre te defende! Se não fosse ela socorrer-te, já estarias comigo».


O grande, o único problema importante (Lc 10, 41) é a nossa eterna salvação, «pois - disse Jesus - que aproveita a um homem ganhar todo o mundo se vier a perder a sua alma?» (Mt 16, 26). A verdadeira e sólida devoção a Nossa Senhora é meio seguro de encontrar a solução de tal problema.


Seja pois a conclusão final deste saudoso Mês de Maria: ter firme e sólida devoção à Imaculada Mãe de Deus, isto é:


Honrar Maria como Mãe de Deus, sempre Virgem, Imaculada na sua Conceição e elevada ao céi em corpo e alma. Para Ela, o primeiro lugar, logo depois de Deus.


Conhecê-La, lendo e meditando o Evangelho e a história das suas principais aparições.


Confiar na sua proteção, pois «nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à sua proteção fosse por Ela desamparado».


Imitar as suas virtudes, sobretudo a sua pureza e o seu ardente amor a Jesus.


As principais práticas da devoção a Nossa Senhora são: 1) O terço. A Virgem Maria disse ao Beato Alano de la Rocha: «Todos aqueles que se me recomendarem por meio do meu terço não se condenarão». 2) Três Ave-Marias, cada dia. 3) O escapulário do Carmo trazido sempre devotamente.

terça-feira, 30 de maio de 2017

O dia mundial do... e o Feitiço

Parece que hoje é o Dia Mundial do Chichi na Cama. Não saberia disto, se a Olívia não me tivesse avisado acerca deste post.


Vá-se lá saber por que razão a Olívia se lembrou de mim ao lê-lo! Até parece que tenho um filho que faz chichi na cama todas as noites! não tenho, como os mais fiéis seguidores deste blogue bem sabem... 

Post alheio recomenda-se!

No blogue "Entre biberons e batons" há uma rubrica chamada "Consultório", em que uma psicóloga (nem sempre a mesma, parece-me) dá dicas e conselhos sobre algum aspeto relacionado com a educação de crianças. Na maior parte das vezes não encontro grande novidade, embora seja bom lembrar algumas coisas que podem ter caído no esquecimento.


 


O último post no "consultório" foi este. Tem a ver com gerir a raiva no nosso relacionamento com as crianças. Infelizmente, não posso dizer que tenha sido mais um post a repetir o que já sabia... Ajo (ou melhor, reajo) várias vezes a quente, com raiva. Não é bonito de se ver. Também não gosto de assistir quando é outra pessoa (outro adulto com papel educativo) a agir assim. 


 


Se também sentem que há raiva a mais na vossa relação com as crianças que vos dizem respeito (filhos, alunos, ...), leiam este post. Sem medo e sem raiva

Mês de Maria - Dia 30

"PARIS NÃO FOI ARRASADA"


 


Em maio de 1944, Paris vivia momentos angustiantes de fome, de pavor, de apreensão quanto ao futuro.


Os exércitos aliados tinham invadido a França pelo Norte, marchavam sobre a grande cidade, abrindo caminho a poder de bombardeamentos implacáveis. Que fariam eles à capital, onde os alemães estavam poderosamente entrincheirados?


Em agosto, Hitler, ao reconhecer a cidade perdida, na loucura da sua cólera, dá esta ordem terminante ao general Von Cholitz, comandante dos exércitos alemães: «Transforme Paris em escombros e sepulte-se nas ruínas».


Este general, apesar de ser de obediência absoluta, não cumpriu, pela primeira e única vez, a ordem recebida.


Nem a cidade foi destruída pelos alemães que a ocupavam, nem bombardeada pelos exércitos aliados que a libertaram. Onde a razão deste prodígio que os historiadores atuais qualificam de inexplicável? Está em Nossa Senhora Medianeira.


Perante o perigo iminente de destruição total, o Cardeal Suhard, Arcebispo de Paris, faz em 21 de maio e renova a 15 de agosto, festa da Assunção de Maria, este duplo voto:


«Nossa Senhora, Nossa Padroeira, permiti ao Arcebispo de Paris e ao seu povo, em testemunho da sua confiança ilimitada, fazer-vos hoje uma dupla promessa:


Prometemo-Vos celebrar doravante, cada ano, a festa da vossa Mediação Universal.


Prometemo-Vos, também, oferecer-Vos uma nova igreja paroquial com o título de «Nossa Senhora Medianeira de todas as graças».


A Santa Mãe de Deus quis mostrar ao mundo inteiro que é a Medianeira de todas as graças e salvou Paris. A cidade agradecida cumpriu a dupla promessa, celebrando cada ano a festa de Maria Medianeira de todas as graças e mandando construir uma igreja monumental em sua honra.


Este prodígio aumenta a nossa confiança em Maria Medianeira e estimula-nos a acreditar piedosamente nesta gloriosa prerrogativa da Mãe de Deus e Mãe nossa.


Escreveu o Papa Leão XIII: «Podemos afirmar com toda a verdade e propriedade que, do imenso tesouro de graças, trazido ao mundo pelo Salvador, nada absolutamente nos é concedido senão por Maria, segundo a vontade expressa de Deus» (Encl. Octobri mense).

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 29

"LÁGRIMAS DE MÃE"


 


A 19 de setembro de 1846, apareceu a Santíssima Virgem nos montes de La Salette, na França, a dois pastores. Chamavam-se Maximino, de 11 anos, e Melânia, de 15. A Bela Senhora, vestida de branco, tinha uma linda coroa de rosas na cabeça e um crucifixo pendente do pescoço e começou a dizer enquanto as lágrimas lhe corriam dos olhos:


«Se o me povo não quiser submeter-se, serei obrigada a deixar cair a mão de meu Filho. Ela é tão pesada que não a posso suster. Para que o meu Filho não vos abandone, estou a suplicar continuamente por vós, mas não fazeis caso...


Ai dos padres e das pessoas consagradas a Deus, que por suas infidelidades e má crucificam de novo o meu Filho! Fazem falta almas generosas. Os chefes e os guias do povo de Deus descuidaram a oração e a penitência, e o demónio escureceu-lhes a inteligência. A sociedade está à beira dos mais terríveis castigos. Os maus livros encherão a terra e os espíritos das trevas espalharão por toda a parte a relaxação universal em tudo o que se refere ao serviço de Deus. O Santo Padre sofrerá muito, mas Eu estarei com el até ao fim para receber o seu sacrifício. Os governantes das nações terão todos o mesmo propósito: apagar e fazer desaparecer toda a ideia de religião para que reine o materialismo, o ateísmo, o espiritismo e todos os vícios».


Realizaram-se plenamente as profecias e castigos anunciados por Nossa Senhora, particularmente os referentes ao Santo Padre.


«A Bela Senhora - escreveu Melânia - quando me falava, chorava quase sempre. As lágrimas corriam uma a uma lentamente».


Não só em La Salette chorou Nossa Senhora. Tem chorado muitas vezes nos últimos tempos. Chorou a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, nos Estados Unidos, várias vezes em 1972; chorou sobretudo o Imaculado Coração de Maria durante quatro dias (29, 30, 31 de agosto e 1 de setembro de 1953) em Siracusa, Sicília, Itália, - facto este aprovado e confirmado pela Autoridade Eclesiástica.


A própria Virgem explicou as suas lágrimas:


«O motivo do meu pranto, do meu pranto de Mãe, são os meus filhos que, em tão grande número, vivem esquecidos de Deus, atascados na lama dos prazeres carnais, correndo irremediavelmente para a sua perdição. Para muitos deles, as minhas lágrimas caíram em vão e entre a sua indiferença. São, sobretudo, causa do meu pranto os Sacerdotes, os meus filhos prediletos, a pupila dos meus olhos, todos eles meus filhos consagrados» (Nossa Senhora aos seus Sacerdotes, págs.11 e 12).

domingo, 28 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 28

"PORQUE ESCAPAMOS À GUERRA"


 


A 13 de maio de 1931, o Episcopado Português reuniu-se pela primeira vez em Fátima depois da aprovação eclesiástica dessas aparições (13-10-1930), e consagrou Portugal ao Coração de Maria. Renovou essa consagração na Peregrinação de 13 de maio de 1938, em ação de graças por termos escapado à revolução marxista que abrasou a Espanha. Foi esse ato de feito e renovado em Fátima, que nos alcançou a graça de escaparmos à Segunda Guerra Mundial. Revelou-o o Senhor Dom Manuel Gonçalves Cerejeira, Cardeal Patriarca de Lisboa, na soleníssima inauguração do Monumento a Cristo-Rei, em Almada, no dia 17 de maio de 1959:


«Em 2 de dezembro do mesmo ano (1940) a vidente e confidente da Virgem escrevia ao Papa Pio XII, o Papa de santa e altíssima memória, o Papa que poderemos chamar de Fátima, em carta com seu assentimento certamente divulgada...


- SS.mo Padre, se é que na união da minha alma com Deus não sou enganada, Nosso Senhor promete, em atenção à Consagração que os Ex.mos Prelados Portugueses fizeram da Nação ao Imaculado Coração de Maria, uma proteção especial à nossa Pátria durante esta guerra e que esta proteção será a prova das graças que concederia às outras nações se, como ela, lhe tivessem sido consagradas».


A França entrou em guerra, mas as raras povoações que se consagraram ao Coração de Maria tiveram a mesma sorte que Portugal; nada sofreram. Assim o testemunharam vários sacerdotes escrevendo para o Santuário de Fátima.


O Pároco de Charbonnières conta que a freguesia não sofreu nenhum estrago importante, que não morreu nenhum soldado na guerra e que todos os prisioneiros regressaram sãos e salvos. O de Saussey que, apesar da freguesia ficar no local de combate perto da zona de desembarque das tropas americanas, contudo os acontecimentos decorreram «sem que uma só casa tivesse sido beliscada, sem que um único habitante tivesse sido ferido». O de Martres: «Como na região ficavam várias rampas de lançamento de bombas V1, os bombardeamentos eram incessantes sobre a nossa freguesia. Pois não houve vítimas.


Estes prodigiosos efeitos da consagração ao Imaculado Coração de Maria estimulem todas as pessoas, freguesias e coletividades a consagrar-se a esse Imaculado Coração.