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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 31

"SINAL DE SALVAÇÃO"


 


 A verdadeira e sincera devoção a Nossa Senhora é garantia de salvação: afirmam-no os santos. Ouçamo-los:


«É impossível que um servo de Maria se condene» (S. Afonso Maria de Ligório).


«Se amar Nossa Senhora, tenho segura a minha salvação» (S. João Berchmans).


«Um filho de Maria nunca se condenará» (S. Bernardo).


Estas afirmações encontram-se confirmadas pelos factos.


Foi uma pessoa verdadeiramente endemoninhada apresentada ao Santo Cura d'Ars para que a livrasse da possessão diabólica. O demónio bradou então por entre frémitos de cólera: - «Quantas vezes vim para tomar conta de ti e para te fazer cair! Mas aquela (e apontava com desespero para uma estátua de Nossa Senhora), aquela ali, sempre te defende! Se não fosse ela socorrer-te, já estarias comigo».


O grande, o único problema importante (Lc 10, 41) é a nossa eterna salvação, «pois - disse Jesus - que aproveita a um homem ganhar todo o mundo se vier a perder a sua alma?» (Mt 16, 26). A verdadeira e sólida devoção a Nossa Senhora é meio seguro de encontrar a solução de tal problema.


Seja pois a conclusão final deste saudoso Mês de Maria: ter firme e sólida devoção à Imaculada Mãe de Deus, isto é:


Honrar Maria como Mãe de Deus, sempre Virgem, Imaculada na sua Conceição e elevada ao céi em corpo e alma. Para Ela, o primeiro lugar, logo depois de Deus.


Conhecê-La, lendo e meditando o Evangelho e a história das suas principais aparições.


Confiar na sua proteção, pois «nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à sua proteção fosse por Ela desamparado».


Imitar as suas virtudes, sobretudo a sua pureza e o seu ardente amor a Jesus.


As principais práticas da devoção a Nossa Senhora são: 1) O terço. A Virgem Maria disse ao Beato Alano de la Rocha: «Todos aqueles que se me recomendarem por meio do meu terço não se condenarão». 2) Três Ave-Marias, cada dia. 3) O escapulário do Carmo trazido sempre devotamente.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 30

"PARIS NÃO FOI ARRASADA"


 


Em maio de 1944, Paris vivia momentos angustiantes de fome, de pavor, de apreensão quanto ao futuro.


Os exércitos aliados tinham invadido a França pelo Norte, marchavam sobre a grande cidade, abrindo caminho a poder de bombardeamentos implacáveis. Que fariam eles à capital, onde os alemães estavam poderosamente entrincheirados?


Em agosto, Hitler, ao reconhecer a cidade perdida, na loucura da sua cólera, dá esta ordem terminante ao general Von Cholitz, comandante dos exércitos alemães: «Transforme Paris em escombros e sepulte-se nas ruínas».


Este general, apesar de ser de obediência absoluta, não cumpriu, pela primeira e única vez, a ordem recebida.


Nem a cidade foi destruída pelos alemães que a ocupavam, nem bombardeada pelos exércitos aliados que a libertaram. Onde a razão deste prodígio que os historiadores atuais qualificam de inexplicável? Está em Nossa Senhora Medianeira.


Perante o perigo iminente de destruição total, o Cardeal Suhard, Arcebispo de Paris, faz em 21 de maio e renova a 15 de agosto, festa da Assunção de Maria, este duplo voto:


«Nossa Senhora, Nossa Padroeira, permiti ao Arcebispo de Paris e ao seu povo, em testemunho da sua confiança ilimitada, fazer-vos hoje uma dupla promessa:


Prometemo-Vos celebrar doravante, cada ano, a festa da vossa Mediação Universal.


Prometemo-Vos, também, oferecer-Vos uma nova igreja paroquial com o título de «Nossa Senhora Medianeira de todas as graças».


A Santa Mãe de Deus quis mostrar ao mundo inteiro que é a Medianeira de todas as graças e salvou Paris. A cidade agradecida cumpriu a dupla promessa, celebrando cada ano a festa de Maria Medianeira de todas as graças e mandando construir uma igreja monumental em sua honra.


Este prodígio aumenta a nossa confiança em Maria Medianeira e estimula-nos a acreditar piedosamente nesta gloriosa prerrogativa da Mãe de Deus e Mãe nossa.


Escreveu o Papa Leão XIII: «Podemos afirmar com toda a verdade e propriedade que, do imenso tesouro de graças, trazido ao mundo pelo Salvador, nada absolutamente nos é concedido senão por Maria, segundo a vontade expressa de Deus» (Encl. Octobri mense).

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 29

"LÁGRIMAS DE MÃE"


 


A 19 de setembro de 1846, apareceu a Santíssima Virgem nos montes de La Salette, na França, a dois pastores. Chamavam-se Maximino, de 11 anos, e Melânia, de 15. A Bela Senhora, vestida de branco, tinha uma linda coroa de rosas na cabeça e um crucifixo pendente do pescoço e começou a dizer enquanto as lágrimas lhe corriam dos olhos:


«Se o me povo não quiser submeter-se, serei obrigada a deixar cair a mão de meu Filho. Ela é tão pesada que não a posso suster. Para que o meu Filho não vos abandone, estou a suplicar continuamente por vós, mas não fazeis caso...


Ai dos padres e das pessoas consagradas a Deus, que por suas infidelidades e má crucificam de novo o meu Filho! Fazem falta almas generosas. Os chefes e os guias do povo de Deus descuidaram a oração e a penitência, e o demónio escureceu-lhes a inteligência. A sociedade está à beira dos mais terríveis castigos. Os maus livros encherão a terra e os espíritos das trevas espalharão por toda a parte a relaxação universal em tudo o que se refere ao serviço de Deus. O Santo Padre sofrerá muito, mas Eu estarei com el até ao fim para receber o seu sacrifício. Os governantes das nações terão todos o mesmo propósito: apagar e fazer desaparecer toda a ideia de religião para que reine o materialismo, o ateísmo, o espiritismo e todos os vícios».


Realizaram-se plenamente as profecias e castigos anunciados por Nossa Senhora, particularmente os referentes ao Santo Padre.


«A Bela Senhora - escreveu Melânia - quando me falava, chorava quase sempre. As lágrimas corriam uma a uma lentamente».


Não só em La Salette chorou Nossa Senhora. Tem chorado muitas vezes nos últimos tempos. Chorou a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, nos Estados Unidos, várias vezes em 1972; chorou sobretudo o Imaculado Coração de Maria durante quatro dias (29, 30, 31 de agosto e 1 de setembro de 1953) em Siracusa, Sicília, Itália, - facto este aprovado e confirmado pela Autoridade Eclesiástica.


A própria Virgem explicou as suas lágrimas:


«O motivo do meu pranto, do meu pranto de Mãe, são os meus filhos que, em tão grande número, vivem esquecidos de Deus, atascados na lama dos prazeres carnais, correndo irremediavelmente para a sua perdição. Para muitos deles, as minhas lágrimas caíram em vão e entre a sua indiferença. São, sobretudo, causa do meu pranto os Sacerdotes, os meus filhos prediletos, a pupila dos meus olhos, todos eles meus filhos consagrados» (Nossa Senhora aos seus Sacerdotes, págs.11 e 12).

domingo, 28 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 28

"PORQUE ESCAPAMOS À GUERRA"


 


A 13 de maio de 1931, o Episcopado Português reuniu-se pela primeira vez em Fátima depois da aprovação eclesiástica dessas aparições (13-10-1930), e consagrou Portugal ao Coração de Maria. Renovou essa consagração na Peregrinação de 13 de maio de 1938, em ação de graças por termos escapado à revolução marxista que abrasou a Espanha. Foi esse ato de feito e renovado em Fátima, que nos alcançou a graça de escaparmos à Segunda Guerra Mundial. Revelou-o o Senhor Dom Manuel Gonçalves Cerejeira, Cardeal Patriarca de Lisboa, na soleníssima inauguração do Monumento a Cristo-Rei, em Almada, no dia 17 de maio de 1959:


«Em 2 de dezembro do mesmo ano (1940) a vidente e confidente da Virgem escrevia ao Papa Pio XII, o Papa de santa e altíssima memória, o Papa que poderemos chamar de Fátima, em carta com seu assentimento certamente divulgada...


- SS.mo Padre, se é que na união da minha alma com Deus não sou enganada, Nosso Senhor promete, em atenção à Consagração que os Ex.mos Prelados Portugueses fizeram da Nação ao Imaculado Coração de Maria, uma proteção especial à nossa Pátria durante esta guerra e que esta proteção será a prova das graças que concederia às outras nações se, como ela, lhe tivessem sido consagradas».


A França entrou em guerra, mas as raras povoações que se consagraram ao Coração de Maria tiveram a mesma sorte que Portugal; nada sofreram. Assim o testemunharam vários sacerdotes escrevendo para o Santuário de Fátima.


O Pároco de Charbonnières conta que a freguesia não sofreu nenhum estrago importante, que não morreu nenhum soldado na guerra e que todos os prisioneiros regressaram sãos e salvos. O de Saussey que, apesar da freguesia ficar no local de combate perto da zona de desembarque das tropas americanas, contudo os acontecimentos decorreram «sem que uma só casa tivesse sido beliscada, sem que um único habitante tivesse sido ferido». O de Martres: «Como na região ficavam várias rampas de lançamento de bombas V1, os bombardeamentos eram incessantes sobre a nossa freguesia. Pois não houve vítimas.


Estes prodigiosos efeitos da consagração ao Imaculado Coração de Maria estimulem todas as pessoas, freguesias e coletividades a consagrar-se a esse Imaculado Coração.

sábado, 27 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 27

"TEM PENA DO CORAÇÃO DE TUA MÃE SANTÍSSIMA"


 


No dia 10 de dezembro de 1925 (oito anos depois das aparições de Fátima) estando a vidente Lúcia no seu quarto em Pontevedra, Espanha, apareceu-lhe Nossa Senhora tendo numa das mãos o seu Coração cercado de espinhos. Falou então assim:


«- Olha, minha filha, o meu Coração cercado de espinhos, que os homens a todos os momentos lhe cravam, com blasfémias e ingratidões. Tu, ao menos, procura consolar-me, e diz que todos aqueles que durante cinco meses, no primeiro sábado, se confessarem, receberem a Sagrada Comunhão, rezarem o terço e me fizerem quinze minutos de companhia, meditando nos quinze mistérios* do Rosário com o fim de me desagravar, Eu prometo assistir-lhes na hora da morte, com todas as graças necessárias para a salvação».


Havia nessa cidade um pequenito a quem a Irmã Lúcia recomendou que fosse todos os dias à Igreja de Santa Maria e rezasse assim:


- Ó minha Mãe do Céu, dai-me o vosso Menino Jesus.


No dia 15 de fevereiro de 1926 a Irmã foi despejar fora do quintal do convento um apanhador de lixo. Encontrou ali uma criança que supôs ser o menino a quem tinha ensinado aquela pequenina oração. «E - escreve ela - perguntei-lhe:


-  Tens pedido o Menino Jesus à Mãe do Céu?


A Criança volta-se para mim e diz:


- E tu tens espalhado pelo mundo aquilo que a Mãe do Céu te pediu?


E, nisto,  transforma-se num Menino resplandecente». Era Jesus a pedir que se divulgasse este piedoso exercício.


Finalmente, dois anos depois da primeira aparição, isto é, a 17 de dezembro de 1927, agora em Tuy, Espanha, Jesus Sacramentado esclarece algumas dúvidas e insiste mais uma vez para que se propague esta devoção. É ela tão importante que a vidente Lúcia pode escrever: «Da prática da devoção dos primeiros sábados, unida à consagração ao Imaculado Coração de Maria, depende a guerra ou a paz do mundo».


Tomemos a resolução de cumprir a devoção reparadora dos cinco primeiros sábados com as práticas de piedade que lhe são próprias: confissão antes ou depois desse dia, terço, comunhão e um quarto de hora de meditação sobre um mais mistérios do Rosário. As devoções próprias do primeiro sábado também se podem cumprir no domingo seguinte se, havendo justos motivos, os sacerdotes assim o concederem.


 


*[agora são vinte mistérios: 5 gozosos, 5 dolorosos, 5 gloriosos e 5 luminosos]


 

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 26

"GOSTO TANTO DO CORAÇÃO IMACULADO DE MARIA"


 


 Conta Lúcia que a Jacinta repetia muitas vezes, com aquela simplicidade que lhe era natural:


«Gosto tanto do Coração Imaculado de Maria! É tão bom! É o Coração de Nossa Mãezinha do Céu! Tu não gostas tanto de dizer muitas vezes: Doce Coração de Maria, Imaculado Coração de Maria? Eu gosto tanto, tanto!»


Nossa Senhora pediu que consolássemos o seu Imaculado Coração, cercado com os espinhos dos nossos pecados. A Jacinta, a quem não deixavam receber Jesus, exclamava tristemente: - «Tenho tanta pena de não poder comungar em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria!»


E tu, para desagravares o Imaculado Coração de Maria, não quererás comungar, sobretudo no primeiro sábado de cada mês?


Nossa Senhora prometeu até a salvação a quem no primeiro sábado de cinco meses seguidos rezar o terço, comungar, fizer 15 minutos de meditação sobre os mistérios do rosário e se confessar (antes ou mesmo depois), tendo em tudo a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria.


Fazia também a Jacinta muitos sacrifícios para desagravar o Imaculado Coração da sua Mãe do Céu. Levantava as mãozinhas e repetia a oração ensinada por Nossa Senhora:


- Ó Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria.


Na doença, segredava à Lúcia: - «Cada vez me custa mais tomar o leite e os caldos, mas não digo nada. Tomo tudo por amor de Nosso Senhor e do Imaculado Coração de Maria, nossa Mãezinha do Céu».


Lúcia vai visitá-la ao hospital de Vila Nova de Ourém e pergunta-lhe se sofre muito.


- «Sofro, sim, mas ofereço tudo pela conversão dos pecadores e para reparar o Imaculado Coração de Maria».


Ama também tu o Coração Imaculado de Maria e espera na sua proteção. Para o consolar e desagravar, oferece-lhe as tuas comunhões, orações e sacrifícios.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 25

"NAS ASAS DO DEMÓNIO"


 


Em Itália ficou célebre, no século XIX, o terrível revolucionário e mação Hércules António Calascibetta. Chegou a fazer guerra contra o Papa, e nas revoluções gritava masi alto do que ninguém:


- Morra a Igreja! Morram os padres e os frades!


Subiu a tal ponto a sua maldade e o seu ódio a Cristo, que se consagrou de alma e corpo ao demónio. No cartão de visitas lia-se o seu nome entre as asas abertas dum demónio vermelho. Queria isto dizer que pertencia a Satanás. Que horrível maldade!


Mas Deus, que quer a conversão de todos, mesmo dos pecadores mais empedernidos, deu-lhe uma esposa que era um anjo de doçura e de piedade.


Dizia ela muitas vezes ao marido com lágrimas nos olhos:


- Tu escreveste o teu nome nas asas do demónio, mas eu escrevi-o no Coração Imaculado de Maria. Vamos ver quem vence!


Voltando-se para Nossa Senhora, costumava dizer-lhe: «Ó Coração Imaculado de Maria, Vós que sois o refúgio dos pecadores, convertei o meu marido. Eu tenho confiança em Vós!».


Um dia, Hércules António caiu doente. Foi então que pode apreciar todo o carinho e bondade da esposa. Compreendeu que tanto amor e sacrifício só podiam vir da religião católica*.


O seu coração rendeu-se. Pediu perdão à mulher dos desgostos causados, fez retratação pública dos seus erros e confessou-se com grande arrependimento. No tempo de vida que ainda lhe restou, mostrou-se sempre católico fervoroso.


Preocupa-te a tua eterna salvação? Entrega-a ao Coração Imaculado de Maria. Nossa Senhora disse em Fátima: «A quem abraçar esta devoção, prometo a salvação e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por mim a adornar o seu trono».


Queres alcançar a conversão de algum pecador? Confia-o ao Coração Imaculado de Maria. «Para salvar as almas - disse a Virgem Santíssima - Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração».


Declarou o Cardeal Cerejeira: A mensagem de Fátima é «a manifestação do Coração Imaculado de Maria ao mundo atual para o salvar».


 


*[Não concordo com este "só", confesso.]

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 24

"MATOU A ESPOSA"


 


Frei Clemente de Palência, sacerdote capuchinho, pregava uma missão aos presos duma cadeia de Espanha, entre os quais se encontrava um advogado. Num ímpeto de raiva tinha matado a própria esposa e pretendera fazer o mesmo aos filhos.


Durante as práticas mostrou-se sempre mais duro do que uma pedra. Ia acabar a missão sem que o desgraçado assassino apresentasse qualquer sinal de arrependimento. Quando o pregador se dirigia para a conclusão das pregações, saiu-lhe ao encontro uma pessoa, que lhe entregou uma Medalha Milagrosa destinada ao infeliz advogado.


Na cadeia, o sacerdote pediu que lho trouxessem. Apresentou-se o criminoso com desconfiança. Depois de algumas palavras amáveis, o sacerdote, num gesto de bondade e simpatia, ofereceu-lhe a medalha milagrosa e pediu-lhe com insistência que a pusesse ao peito.


Pegou nela o preso, depois de alguma hesitação.


No dia seguinte, este caso perdido para os homens, era um caso ganho para Deus. O advogado, tocado pela graça e profundamente impressionado, confessou com sentida contrição as suas culpas, recebendo pouco depois a Sagrada Comunhão.


A Virgem Santíssima, por meio da medalha milagrosa, trouxe ao bom caminho o desgraçado que há tantos anos andava longe de Deus.


O jornal O Cavaleiro da Imaculada, de 15 de março de 1973, publicou esta carta assinada por Agostinho Rosa, do Sabugal:


«Estando eu no fundo dum poço, aí com quatro metros de fundura, a explorar minério, senti uma voz que me disse: "Foge, depressa!". Eu trepei logo pela escada que tinha no poço e ainda não tinha chegado ao cimo da escada quando caiu um grande lanço de terra que, mesmo nas escadas, me tapou os pés.


Fiquei pensativo e convencido que Nossa Senhora me avisou, pois eu trazia comigo a medalha milagrosa.


Agora, em ação de graças a Nossa Senhora, quero distribuir as medalhas que puder, a fim de que toda a gente seja livre dos perigos e amem muito a Nossa Senhora».


É tão fácil e útil para as almas oferecer a medalha milagrosa às crianças, aos doentes, ou por ocasião de um batizado, de uma doença, de uma graça a alcançar!

terça-feira, 23 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 23

"A MEDALHA MILAGROSA"


 


A 27 de novembro de 1830, apareceu em Paris Nossa Senhora a Santa Catarina Labouré.


A Virgem Imaculada, vestida de branco com um manto azul, abriu e estendeu os braços. Os seus dedos cobriram-se de anéis de brilhantes pedras preciosas, das quais partiam raios de luz para o mundo, que estava a seus pés. Disse então a celeste aparição:


«Este globo que vês a meus pés representa o mundo inteiro e cada pessoa em particular. Estes raios são o símbolo das graças que eu derramo sobre os que mas pedem».


De repente, formou-se por cima da Virgem Santíssima um círculo luminoso com estas palavras escritas em letras de oiro:


Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.


«Nisto - conta a santa - voltou-se o quadro e vi no reverso a letra M encimada por uma cruz; por baixo dois Corações: o de Jesus cercado de espinhos e a arder em chamas e o de Maria também em chamas, atravessado por uma espada e rodeado de 12 estrelas. Ao mesmo tempo ouvi distintamente a voz de Nossa Senhora que me dizia:


- Manda fazer uma medalha por este modelo. Todas as pessoas que a trouxerem com devoção hão de receber graças abundantes e gozarão da minha especial proteção».


Eram as duas faces da medalha que os fiéis começaram a chamar milagrosa, devido às inúmeras graças por ela alcançadas.


Não desprezes as graças que Nossa Senhora te quer conceder por este meio tão simples. Traz com devoção esta medalha. Beija-a respeitosamente de manhã e à noite, dizendo a invocação: Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.


Usar a medalha milagrosa é colocar-se debaixo da proteção de Maria Imaculada, na vida e na morte.


Há mais de um século que a devoção à Medalha Milagrosa opera maravilhas de graças, através do mundo e em todas as classes da Sociedade. Se o povo cristão a aceitar e levar com fé operar-se-á grande mudança nas almas.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 22

"ESTUDANTE MODELO"


 


O Padre Leblanc, jesuíta, visitava uma noite o dormitório dos alunos dum Colégio de Tolosa, França. Com surpresa vê um rapaz de joelhos junto da cama.


- Por que não estás deitado?


- Entreguei o meu escapulário ao porteiro para mo consertar e ainda não mo veio trazer. Não me atrevo a deitar-me com medo de morrer esta noite, sem o meu escapulário.


- Não tenhas medo, deita-te. Amanhã terás o teu escapulário. Agora dorme, descansado.


- Meu Padre, não me posso deitar. Bem pode ser que morra esta noite. - E pronunciando estas palavras, chorava com não sei que pressentimento.


O bom sacerdote, impressionado com tão piedosas disposições, desceu à portaria, tomou o escapulário e levou-o ao estudante que o beijou devotamente e o pôs ao pescoço. Deitou-se logo, invocando o nome de Maria.


No dia seguinte o Padre Leblanc faz a costumada visita para averiguar se todos os rapazes estavam levantados. Vê ainda deitado aquele aluno. Aproxima-se da cama, abana-a. O estudante não responde, estava morto, apertando entre as mãos o seu escapulário.


Feliz dele por ter expirado com esse sinal de predestinação!


A 16 de julho de 1251, aparecendo a São Simão Stock, prometeu Nossa Senhora a salvação a quem trouxer piedosamente durante a vida e morrer com o escapulário do Carmo. Por decreto de 16 de dezembro de 1910 o Papa São Pio X concedeu que o escapulário do Carmo pudesse ser substituído por uma medalha benzida, contanto que que tenha dum lado o Coração de Jesus e do outro lado Nossa Senhora em qualquer das suas invocações (Carmo, Fátima, Lourdes, etc.) As graças e privilégios são os mesmos.


Procura, pois, trazer sempre piedosamente ao peito e morrer com este sinal de salvação, o escapulário.


Nossa Senhora, na última aparição tanto de Lourdes como de Fátima, mostrou-se em figura de Nossa Senhora do Carmo.


O santo Padre Cruz tinha uma confiança ilimitada no escapulário de Nossa Senhora do Carmo. Ele próprio o usava e distribuiu milhares com intenção de afervorar a confiança em Maria e ajudar os outros a viver bem e alcançar a morte na graça de Deus.

domingo, 21 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 21

"O EXEMPLO DO GENERAL"


 


O General Filipe Leclerc foi um dos mais heróicos militares da França nos últimos tempos. Oiçamos o que sobre ele escreveu a sua viúva:


«A primeira Comunhão fê-la a 2 de fevereiro de 1911. O Padre du Lac deu-lhe então uma pequena imagem de Nossa Senhora de Lourdes que o acompanhou a vida inteira, para toda a parte.


No Colégio de Amiens, a pequena estátua tinha um lugar especial na sua carteira. Olhava-a e invocava com frequência...


Em outubro de 1922 Filipe começou a sua vida na Escola de Exército. Eram 30 rapazes a viver em comum. Chegada a hora de deitar, Filipe fez apelo a toda a sua força para vencer o respeito humano. Ajoelhou-se; imediatamente, chovem sobre ele sapatos e outros objetos acompanhados de palavrões: Beato! Padreca!, etc.!


No dia seguinte, outro companheiro rezava também de joelhos as orações da noite. Quando chegaram ao fim do ano, toda a camarata os imitava...


Da Indochina escrevia ele estas palavras, em 1945: «Se o mau exemplo é contagioso, o bom não o é menos».


O general dirigia-se a Nossa Senhora com uma confiança de criança. Quer a vida lhe corresse bem, quer não, todas as noites lhe fazia um ato de abandono e consagração. Nunca começava uma empresa sem, primeiro, lha confiar. E se havia qualquer dificuldade especial a vencer, prometia à Mãe de Deus, antes de mais, uma missa de ação de graças... Após a libertação de França pagou as suas dívidas: 13 missas de ação de graças à Santíssima Virgem.


Era fiel à reza do terço e, no deserto, debaixo da tenda de campanha ou, ao lado da sua pele de carneiro, lá tinha sempre o terço para a oração da noite».


Em Julho de 1947 a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima entrou na igreja da sua freguesia. Um sacerdote explicou os pedidos de Nossa Senhora. O General escreveu num cartão estas palavras, que colocou aos pés da Virgem Maria: «O General Leclerc compromete-se a cumprir a mensagem de Nossa Senhora».


Cumpre-a também tu. Como este herói, traz contigo uma imagem, estampa ou medalha da Virgem Santíssima, reza-lhe sempre o terço e as orações da noite. A devoção a Nossa Senhora é timbre dos heróis e dos bons católicos.

sábado, 20 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 20

"AS AVE-MARIAS"


 


Canta o hino «Ave de Fátima»:



Foi na Cova da Iria,


quando o terço te rezavam,


quando os sinos convidavam


a orar era mei'dia.



E o hino de Lourdes:



Era de harmonia,


Hora singular;


As Ave-Marias


Os sinos a dar.



Foi realmente quando os sinos tocavam às «Ave-Marias» ao meio-dia, que Nossa Senhora apareceu, tanto em Fátima como em Lourdes, prova de quanto a Virgem Santíssima ama e estima esta devoção! Ela fá-la olhar com carinho a terra e descer benigna até nós com as suas graças e até com a sua presença!


O toque dos sinos pela manhã marcava antigamente a hora do levantar; o do meio-dia, a hora da refeição; o da noite, a hora do regresso a casa. E os trabalhos interrompiam-se, os homens descobriam-se [tiravam os chapéus da cabeça] e todos rezavam para recordarem essa sublime hora em que a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade se fez homem e em que uma humilde donzela de Nazaré «chamada Maria» foi feita Mãe de Deus (Lc 1, 26-38).


É preciso não perder tão bela tradição. Tomemos hoje a firme resolução de, ao ouvir o toque dos sinos [ou do telemóvel, se pusermos um alarme para esse fim], nos recolhermos e rezarmos três Ave-Marias, acompanhadas, sendo possível, com as orações apropriadas.


Escutemos o Santo Padre Paulo VI: «As nossas palavras acerca das "Ave-Marias" pretendem ser simples mas fervorosa exortação a que se mantenha a sua costumada recitação... Tal exercício de piedade não tem necessidade de ser reformado: a estrutura simples, o carácter bíblico, a origem histórica que o liga à oração pela conservação da paz, o ritmo quase litúrgico que o liga a momentos diferentes do dia fazem que ele conserve inalterável o seu valor e intacta a sua frescura. Permanece inalterável o valor da contemplação do mistério da Encarnação do Verbo, da saudação à Virgem Santíssima e do recurso à sua misericórdiosa intercessão. Permanecem também invariáveis para a maior parte dos homens aqueles momentos característicos do dia - manhã, meio-dia e tarde - que assinalam os tempos da sua atividade e constituem convite a uma pausa de oração» (Marialis Cultus, n. 41).

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 19

"ANTES DE DORMIR"


 


Num hospital de Espanha está estendida na mesa de operações uma pequenita.


Um dos médicos vai-lhe dar uma injeção para lhe tirar os sentidos. Para que a menina não veja a agulha, diz-lhe em tom carinhoso:


- Olha, minha menina, agora vais fechar os olhinhos para dormir, sim?


- Eu não durmo de dia - responde a doentinha.


- Mas hoje tens de dormir para sarares. Vá, fecha os olhos!


A pequenina tinha prometido à mãe que rezaria sempre três Ave-Marias antes de dormir. Volta-se, pois, para os médicos e suplica:


- Eu, quando vou dormir, rezo sempre três Ave-Marias. Deixam-mas rezar também agora?


- Sim, reza-as à vontade - disse um dos operadores.


Aquele pequenino anjo levantou-se, ajoelhou-se em cima da mesa das operações, pôs as mãos e rezou três vezes a Ave-Maria. Depois tornou-se a deitar e fechou os seus olhinhos pequenos e inocentes.


Os médicos e enfermeiras olhavam-se, comovidíssimos. Mais que todos estava impressionado um dos médicos. Voltando-se para os colegas diz:


- Acabem vocês a operação! Eu vou-me embora; já não sou cá preciso.


Meteu-se no consultório, fechou-se à chave, caiu de joelhos e começou a chorar: - «Neste mundo ainda há anjos de inocência. E eu?... Mas não posso continuar nesta triste vida» - exclama. Quando abriu a porta, foi para procurar um sacerdote a fim de confessar os seus pecados.


A piedade da menina, que não queria dormir sem rezar as três Ave-Marias, tinha-o convertido.


Este exemplo é para imitar. Que nenhum de nós se deite na cama à noite, sem antes rezar três Ave-Marias a Nossa Senhora.


São Leonardo de Porto Maurício pregou por toda a parte, com grande fervor, a devoção das três Ave-Marias, dizendo: «Oh! Que santa prática de piedade! É meio "eficaz" para assegurar a vossa salvação».

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 18

"AS TRÊS AVE-MARIAS"


 


Santa Matilde, religiosa beneditina do século XIII, conta que pediu a Nossa Senhora lhe valesse na hora da morte. A Virgem Santíssima respondeu:


«Sim, farei seguramente o que me pedes, minha filha. Peço-te, porém, que todos os dias rezes três Ave-Marias em minha honra... Na hora da morte, eu assistir-te-ei com o meu conforto e afastarei de ti qualquer força diabólica».


Não foi portanto por vontade e obra humana que esta devoção surgiu, mas por expressa revelação de Maria, com promessas consoladoras.


Tais promessas parecem encontrar confirmação em numerosos casos, particularmente neste, sucedido em 1604 na cidade de Bruxelas, capital da Bélgica.


Certa noite, dois libertinos pecaram gravemente. Um demorou-se um pouco mais no sítio da culpa; o outro retirou-se.


Este último, ao entrar em casa, lembra-se que não tinha rezado, como de costume, as três Ave-Marias. Morto de fadiga, faz esforços consigo próprio e reza-as bastante mal. De repente, aparece-lhe o seu companheiro, desfigurado, horrendo.


- Quem és?


- Ai! Tem pena de mim, que estou condenado! Ao sair daquela casa, morri. O meu corpo ainda está na rua. Fica sabendo que o mesmo castigo te esperava a ti. Foi a Santíssima Virgem que dele te livrou, por causa das três Ave-Marias que costumas rezar em sua honra.


E desapareceu. O estudante cai de joelhos para agradecer a Maria, derrama abundantes lágrimas de arrependimento e vai fazer penitência num convento.


O Beato Ricardo de Humme-sur-Heure foi testemunha ocular da morte deste desgraçado, morte que o decidiu a entrar também no convento. Partiu como missionário para o Japão, onde morreu mártir. O Papa Pio IX elevou-o às honras dos altares no ano de 1887.


Movido por tantos factos verdadeiros Santo Afonso Maria de Ligório escreveu: «Para os pecadores é a devoção clássica, aprovada pela Igreja, especialmente para eles. Se a emenda completa não chega rapidamente, haverá, pelo menos, grande melhoria, e perseverando com fidelidade nesta prática, mais cedo ou mais tarde, Nossa Senhora alcançará a cura total».

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 17

"NO COMBOIO"


 


Branca Maria, rapariga italiana, escreveu:


«Visto que o meu dia é muito ocupado e eu nem sempre estou certa de poder oferecer, em casa, o terço, à Mãe de Deus, procuro o melhor meio de arranjar tempo.


Devido ao meu emprego, tenho de deslocar-me todos os dias da aldeia até à cidade, percorrendo de manhã e de tarde uns 20 quilómetros. Neste caminho multiplico os meus terços para honrar a Mãe do Céu...


Se o meu terço pudesse falar, saberia dizer tantas coisas belas, tantas coisas feias, cheias de experiências vividas. Teve tantos encontros no comboio!


Os melhores encontros foram aqueles que suscitaram algum interesse. Uma senhora de idade: "Que belo ver ainda a nossa juventude com o terço na mão"! Um menino: "Olha, mamã, aquela senhora está a rezar". Um senhor maduro e bom: "É confortante, menina, ver em nossos dias um espírito assim indiferente aos respeitos humanos". Uma rapariga sem fé: "Que ridicularias se veem ainda em nossos dias"! Um basfemo cala, olha, cala..., torna a olhar, depois um suspiro, depois em tom de escárnio... "Menina, uma Ave-Maria também por mim". - Sim, por si e por quantos precisam.


E assim centenas e centenas de outros encontros.


Ó meus queridos terços nos comboios, dizei à Rainha e Mãe do Céu, à qual jamais recorri em vão, que suplico a sua materna bênção para todos os futuros encontros com os corações longínquos e duros.»


O terço pode-se rezar na igreja ou em casa, nas viagens de comboio, de automóvel ou a pé, na cama de doente e mesmo durante o trabalho. Nossa Senhora ouve-nos em toda a parte.


A Santa Igreja até declarou que podem os fiéis rezar o terço enquanto se ocupam em pequenos trabalhos manuais, que não impeçam o recolhimento interior. O Santo Padre João XXIII contou que em sua casa se rezava o terço, enquanto a mãe preparava as refeições que «por sinal eram bem pobrezinhas» - acrescentou o mesmo Papa.


O Santo Padre Cruz nas suas viagens, quer a pé, quer de carro ou comboio, rezava constantemente o terço. Imita estes belos exemplos, aproveita o tempo oferecendo à Mãe as flores das tuas Ave-Marias.


 

terça-feira, 16 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 16

"TREMOR DE TERRA"


 


D. Ezequiel Gutiérrez foi Presidente da República da Costa Rica, pequena nação da América.


Certa noite, encontrava-se numa cidade desse país chamada Cartago a rezar o terço com a esposa e os filhos. De repente, sentem-se ruídos espantosos e as paredes da casa a tremer. Os pequenos, assustados, querem ver o que tinha acontecido, mas aquele cristianíssimo chefe levanta-se e diz: «Enquanto não acabarmos o terço, ninguém sai daqui».


Quando acabaram, viram o que tinha acontecido: um espantoso tremor de terra que destruiu inteiramente a cidade.


No meio das ruínas, só ficou em pé, sem um vidro estalado ou uma telha partida, a casa em que se estava a rezar o terço. Ainda lá está hoje [1979, não sei se ainda está em 2017], como um santuário, a mostrar ao mundo as graças que Nossa Senhora concede às famílias que rezam em coro todos os dias o terço.


Jesus prometeu: «Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou no meio deles» (Mt 18, 20). Quando a família está reunida a rezar o terço, Nosso Senhor está no meio das pessoas da casa, a abençoá-las, a uni-las, a ajudá-las. Ele nunca falta às suas promessas!


O grande apóstolo do Rosário Padre Patrício Peyton tem percorrido o mundo a pregar esta verdade: «Uma família que rezar unida o terço é uma família que vive unida».


Disse o Papa Pio XII: «Para levar a cabo empresa tão difícil como é reconduzir a família à lei do Evangelho, um dos meios mais eficazes é a reza do terço em família».


E o Papa João XXIII escreveu: «Como é belo o Rosário da criancinha e do doente; do homem e da mulher, pai e mãe de família, nutridos pelo alto sentido das nobres e cristãs responsabilidades; das famílias modestas, fiéis à antiga tradição do lar!» (29-9-1961).


Para que Jesus e Nossa Senhora abençoem a tua família, procura que nela se reze em coro o terço todos os dias.


Que nem as ocupações, divertimentos ou televisão a levem a faltar a esta piedosa devoção.


A Santa Igreja concede indulgência plenária - a maior graça que nos pode dar - a todo o terço rezado em família.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 15

"PROMESSA ACEITE"


 


Conta Lúcia de Fátima: «Minha mãe cai gravemente enferma e a tal ponto que um dia a julgávamos agonizante. Foram então todos os seus filhos junto da sua cama para receber a última bênção e beijar-lhe a mão moribunda. Por ser a mais nova, fui a última. Minha pobre mãe, ao ver-me, reanimou-se um pouco, lançou-me os braços ao pescoço e suspirando exclamou:


- Minha pobre filha, que será de ti sem mãe! Morro contigo atravessada no coração.


E prorrompendo em amargos soluços, apertava-me cada vez mais. Minha irmã mais velha arrancou-me dos seus braços à força e, levando-me à cozinha, proibiu-me de voltar ao quarto da doente».


A pequenita parte então para a Cova da Iria. «Para não ser vista, fui por uns atalhos que havia entre campos, rezando até lá o Rosário. Fiz à Santíssima Virgem o meu pedido, desafoguei a minha dor, derramando copiosas lágrimas e voltei para casa confortada com a esperança de que a minha querida Mãe do Céu me daria a saúde da da terra. Ao entrar em casa, minha mãe já sentia algumas melhoras e, passados três dias, podia já desempenhar os seus trabalhos domésticos.


Eu tinha prometido à Santíssima Virgem, se Ela me concedesse o que eu lhe pedia, ir à Cova da Iria durante nove dias seguidos rezar o Rosário e ir de joelhos desde o cimo da estrada até ao pé da carrasqueira e no último dia levar nove crianças pobres e dar-lhes no fim um jantar. Fomos pois cumprir a promessa acompanhadas de minha mãe...».


Que lindas foram as promessas de Lúcia! Prometeu rezar com a mãe e irmãs o Rosário completo (três terços) durante nove dias e ir, de joelhos, desde a estrada até à azinheira das aparições, como fazem agora tantos peregrinos. Rezar o terço ou até o Rosário é uma promessa muito agradável a Nossa Senhora e que certamente há de levar o seu bondoso Coração a conceder-nos aquilo que lhe pedimos.


Quando na aparição de julho os Pastorinhos pediram a cura de vários doentes, Nossa Senhora disse que curaria alguns mas que tinham de rezar o terço durante o ano. Por isso os videntes recomendavam a todos os enfermos que rezassem sempre o terço para alcançarem a graça de se curarem.

domingo, 14 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 14

"A VONTADE DE NOSSA SENHORA"


 


Disse Jesus que é seu amigo quem faz a sua vontade (João 15, 14). O mesmo nos repete sua Mãe Imaculada. Ora a sua vontade disse-a Ela em Fátima:


No dia 13 de maio: «Rezem o terço todos os dias para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra». No dia 13 de junho: «Quero que rezeis o terço todos os dias». No dia 13 de julho: «Quero que continuem a rezar o terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer». No dia 19 de agosto: «Quero que continueis a rezar o terço todos os dias». No dia 13 de setembro: «Continuem a rezar o terço para alcançarem o fim da guerra». No dia 13 de outubro: «Sou a Senhora do Rosário. Quero que continuem sempre a rezar o terço todos os dias».


No dia 13 de julho recomendou: «Quando rezais o terço, dizei depois de cada mistério: Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem».


Pelo terço alcançaremos:



  1. A graça da salvação. No terço dizemos: «Rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte». Nossa Senhora é tão boa que não pode deixar de ouvir quem 50 vezes por dia durante toda a vida lhe pede uma boa morte. E com a boa morte temos a salvação. Nossa Senhora disse que o Francisco tinha de rezar muitos terços para ir para o Céu. Talvez te repita o mesmo a ti.

  2. Graças temporais. Na terceira aparição em Fátima, Lúcia pediu para curar alguns doentes. Nossa Senhora respondeu que os curaria, se rezassem o terço durante o ano. Queremos alcançar graças do Céu e até a saúde? Rezemos o terço.

  3. Paz do mundo. Disse Nossa Senhora: « Rezem o terço todos os dias para alcançarem a paz para o mundo» (13 de maio e 13 de julho).


Toma, pois, hoje, a resolução de rezares o terço todos os dias, durante a vida inteira.


O terço - como dizia o Santo Padre Pio - é a doce cadeia que nos prende a Maria e nos leva ao Céu.

sábado, 13 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 13

"UMA SENHORA MAIS BRILHANTE QUE O SOL"


 


No dia 13 de maio de 1917, que era um domingo, três pastorinhos da freguesia de Fátima, Lúcia, de 10 anos, e seus primos Francisco, de 9 e Jacinta, de 7, brincavam no alto de uma colina, chamada Cova da Iria. De repente, viram um relâmpago. Temendo que viesse trovoada, desceram pela encosta e contemplaram sobre uma azinheira «uma senhora vestida toda de branco, mais brilhante que o sol».


«Então - escreve Lúcia - Nossa Senhora disse-nos: - Não tenhais medo. Eu não vos faço mal.


- Donde é Vossemecê? - perguntei-lhe.


- Sou do Céu.


- E que é que Vossemecê me quer?


- Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13, a esta mesma hora. Depois direi quem sou e o que quero.


- E eu também vou para o Céu?


- Sim, vais.


- E a Jacinta?


- Também.


- E o Francisco?


- Também irá, mas tem que rezar muitos terços. Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?


- Sim, queremos.


- Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto...


Por um impulso íntimo também comunicado, caímos de joelhos e repetimos intimamente: - Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento.


Nossa Senhora acrescentou: - Rezem o terço todos os dias para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra.


Em seguida, começou a elevar-se serenamente, subindo em direção ao nascente».


Os pastorinhos responderam sim aos pedidos de Nossa Senhora, fazendo muitos sacrifícios e rezando o terço todos os dias. E tu, que respondes?

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 12

"CEGUINHA"


 


Nos últimos meses do ano de 1947 a imagem de Nossa Senhora de Fátima da Capelinha das Aparições andou em peregrinação pelo sul do Tejo. O Padre Frei Fidélis Barbosa conta:


«Foi em Martinlongo, freguesia de Alcoutim, na diocese do Algarve... Chega a suspirada imagem. No mesmo dia uma jovem cega, Maria Manuela de Brito Vargas, educada no Instituto dos Cegos do Porto, preparada pelo missionário, vai ao microfone e lê pelo método dos cegos uma oração que termina assim:


«E eu, em particular, Senhora, eu que também venero a tua imagem, eu que contudo não a vejo, porque os meus olhos estão apagados, quero implorar-te nesta súplica cheia de fé, com todo o meu coração: - Senhora, faz que eu veja! Tu que me compreendes e sabes o meu desgosto, a minha dor, protege-me, salva-me desta escuridão, dá luz a estes meus olhos... Mas se não me achares digna dessa suprema graça, Senhora, aumenta a minha fé e alumia a minha alma para que ela possa, um dia, ver-te e amar-te no Céu.»


Palavras não eram ditas, eis que se deu o milagre. A miraculada, após agradecer à Virgem, vai beijar as mãos do Senhor Bispo Dom Marcelino Maria Franco. Este não se contém e cai de joelhos... Ajoelham os sacerdotes... A multidão chora.»


Nossa Senhora, como Mãe de Deus, pode conceder-nos todas as graças. Como esta menina e, à imitação dos cegos do Evangelho (Lc 18, 41), diz-lhe:


- Senhora, fazei que eu veja! Que veja com os olhos do corpo! Mas, sobretudo, que eu veja com os olhos da alma! Dai-me luz para ver o caminho que me conduz ao Céu. Luz para ver o bem e segui-lo! Luz para ver o mal e evitá-lo!


Maria é a «estrela da manhã» para nos alumiar, é a «Senhora da estrada» para nos conduzir ao Céu.


Antes de qualquer ação pede a Nossa Senhora que te guie e te ampare.


A 8 de dezembro de 1939, dizia de si próprio, o Papa Pio XII:


«Recorremos sempre a esta dulcíssima mãe nos perigos e angústias em que tantas vezes nos encontrámos. Colocando nela toda a nossa esperança, jamais fomos abandonados, mas sempre alcancámos luz, auxílio e consolação».