terça-feira, 7 de julho de 2015

Cuidados especiais de lavagem

O Feitiço pôs-se a observar a etiqueta (dos cuidados de lavagem, etc.) do seu pijama novo. Perguntou-me o que queriam dizer alguns dos símbolos. Respondi o melhor que soube (para quem, como eu, não é especialista, deixo uma ajudinha).

Alvejar = branquear

Depois, o Feitiço apresentou a sua versão acerca deste símbolo:


pirubido (proibido) lavar bolas muito sujas."

Cuidados especiais de lavagem

O Feitiço pôs-se a observar a etiqueta (dos cuidados de lavagem, etc.) do seu pijama novo. Perguntou-me o que queriam dizer alguns dos símbolos. Respondi o melhor que soube (para quem, como eu, não é especialista, deixo uma ajudinha).

Alvejar = branquear

Depois, o Feitiço apresentou a sua versão acerca deste símbolo:


pirubido (proibido) lavar bolas muito sujas."

Ao telefone

Estou na escola quando o telemóvel toca. São 18:20 horas. No monitor vejo que é o Rogério.

Eu: 'Tou?
Rogério: Olá, tudo bem?
Eu (pensando nos miúdos, que costumam chegar da escola por volta das 18 horas): Depende. Onde é que estás?
Rogério: Em casa.
Eu: Então está tudo bem!
Rogério: Eles já chegaram. Mas se é para eu ir com elas comprar sandálias*, é melhor estares em casa.
Eu: Daqui a uns cinco minutos saio, ok?
Rogério: Está bem, pode ser.

*Há pouco mais de um mês, comprámos sandálias novas para a Vassoura e a Varinha, mas já estão com um aspeto miserável (e só não estão pior porque o Rogério já as coseu em vários sítios)!

Dá vontade de dizer a marca, para alertar para a má qualidade do produto ... mas não vou fazê-lo.

Ao telefone

Estou na escola quando o telemóvel toca. São 18:20 horas. No monitor vejo que é o Rogério.

Eu: 'Tou?
Rogério: Olá, tudo bem?
Eu (pensando nos miúdos, que costumam chegar da escola por volta das 18 horas): Depende. Onde é que estás?
Rogério: Em casa.
Eu: Então está tudo bem!
Rogério: Eles já chegaram. Mas se é para eu ir com elas comprar sandálias*, é melhor estares em casa.
Eu: Daqui a uns cinco minutos saio, ok?
Rogério: Está bem, pode ser.

*Há pouco mais de um mês, comprámos sandálias novas para a Vassoura e a Varinha, mas já estão com um aspeto miserável (e só não estão pior porque o Rogério já as coseu em vários sítios)!

Dá vontade de dizer a marca, para alertar para a má qualidade do produto ... mas não vou fazê-lo.

- Mamã, podemos fazer aguarelas?

- Podem.

E fizeram.

Pintura 1.
Pintura 2.
Pintura 3.
Adivinha:

- Quem pintou o quê?

- Mamã, podemos fazer aguarelas?

- Podem.

E fizeram.

Pintura 1.
Pintura 2.
Pintura 3.
Adivinha:

- Quem pintou o quê?

segunda-feira, 6 de julho de 2015

A minha mãe é a Cinderela

No sábado, em casa dos meus pais, a minha mãe disse, referindo-se ao saco com as roupas da Vassoura e da Varinha:

- A roupa que está no saco já está toda lavada e engomada, até os pijamas.
Eu: Os pijamas com que elas dormiram esta noite?
Avó Bruxa (visivelmente orgulhosa): Sim.
Eu: Mas nós não engomamos os pijamas!
Varinha: Mas é que a avó é perfeita, é como a Cinderela!

:-)

A minha mãe é a Cinderela

No sábado, em casa dos meus pais, a minha mãe disse, referindo-se ao saco com as roupas da Vassoura e da Varinha:

- A roupa que está no saco já está toda lavada e engomada, até os pijamas.
Eu: Os pijamas com que elas dormiram esta noite?
Avó Bruxa (visivelmente orgulhosa): Sim.
Eu: Mas nós não engomamos os pijamas!
Varinha: Mas é que a avó é perfeita, é como a Cinderela!

:-)

1111º post

Calhou reparar - tinha de destacar! :-)

1111º post

Calhou reparar - tinha de destacar! :-)

"Não como nada que seja dado por estranhos"

A Vassoura e a Varinha, como contei, estiveram em casa dos meus pais. Numa noite, foram com eles e com uma tia a uma iniciativa chamada "Cientistas ao luar". À entrada, deram os nomes, as idades e responderam a uma ou outra pergunta. A senhora, que tinha um fantoche na mão, perguntou à Varinha:

- Queres um rebuçado?
Varinha, muito séria: Não.
Senhora: Porquê, não gostas?
Varinha: Gosto.
Senhora: Então, queres?
Varinha: Não.
Senhora: Porquê?
Varinha: Não como nada que seja dado por estranhos.
Senhora: Ah, está bem, estás muito bem industriada!
Senhora, para a Vassoura: Queres um rebuçado?
Vassoura: Sim.
Senhora: Queres o da tua irmã?
Vassoura: Sim.

Ao que parece, o meu pai explicou à Varinha que naquela situação, com os adultos da família presentes e atentos, a verem o que se passava, poderia ter comido o rebuçado.

Na versão inicial contada pelos meus pais, a Vassoura comeu os dois rebuçados e a Varinha, depois de algumas atividades, não teve problemas em comer bolo de cenoura que lá havia. Mas essa versão estava enganada. A Vassoura deu à Varinha o rebuçado que "lhe pertencia" e ela comeu-o.

"Não como nada que seja dado por estranhos"

A Vassoura e a Varinha, como contei, estiveram em casa dos meus pais. Numa noite, foram com eles e com uma tia a uma iniciativa chamada "Cientistas ao luar". À entrada, deram os nomes, as idades e responderam a uma ou outra pergunta. A senhora, que tinha um fantoche na mão, perguntou à Varinha:

- Queres um rebuçado?
Varinha, muito séria: Não.
Senhora: Porquê, não gostas?
Varinha: Gosto.
Senhora: Então, queres?
Varinha: Não.
Senhora: Porquê?
Varinha: Não como nada que seja dado por estranhos.
Senhora: Ah, está bem, estás muito bem industriada!
Senhora, para a Vassoura: Queres um rebuçado?
Vassoura: Sim.
Senhora: Queres o da tua irmã?
Vassoura: Sim.

Ao que parece, o meu pai explicou à Varinha que naquela situação, com os adultos da família presentes e atentos, a verem o que se passava, poderia ter comido o rebuçado.

Na versão inicial contada pelos meus pais, a Vassoura comeu os dois rebuçados e a Varinha, depois de algumas atividades, não teve problemas em comer bolo de cenoura que lá havia. Mas essa versão estava enganada. A Vassoura deu à Varinha o rebuçado que "lhe pertencia" e ela comeu-o.

Confiança nos amigos

Na consulta do pós-operatório, perguntei à médica se o Feitiço podia ir à praia. A resposta:

- Sssim, mas... o pior são os outros miúdos [isto dito de forma muito discreta]...
Eu: Ó Feitiço, se algum menino gozar contigo...
Rogério, interrompendo: Não estejas a falar nisso!
Eu, para o Rogério: Se acontecer, prefiro que ele esteja preparado. 
Eu, para o Feitiço: Se algum menino for mau e disser que tu tens os olhos tortos...
Feitiço: Eles não vão dizer. Eles são meus amigos.
Eu: ...
Médica: Olha, Feitiço, se algum menino disser alguma coisa, tu respondes que os teus olhos estão tortos agora para depois ficarem no sítio, está bem?
Feitiço, descontraidamente: Eles não vão dizer!

********

Até agora, ninguém disse nada*. Confiança nos amigos justificada!

********

*Ao Feitiço. A mim já me disseram que "faz muita impressão". E eu concordo que não é fácil...

Confiança nos amigos

Na consulta do pós-operatório, perguntei à médica se o Feitiço podia ir à praia. A resposta:

- Sssim, mas... o pior são os outros miúdos [isto dito de forma muito discreta]...
Eu: Ó Feitiço, se algum menino gozar contigo...
Rogério, interrompendo: Não estejas a falar nisso!
Eu, para o Rogério: Se acontecer, prefiro que ele esteja preparado. 
Eu, para o Feitiço: Se algum menino for mau e disser que tu tens os olhos tortos...
Feitiço: Eles não vão dizer. Eles são meus amigos.
Eu: ...
Médica: Olha, Feitiço, se algum menino disser alguma coisa, tu respondes que os teus olhos estão tortos agora para depois ficarem no sítio, está bem?
Feitiço, descontraidamente: Eles não vão dizer!

********

Até agora, ninguém disse nada*. Confiança nos amigos justificada!

********

*Ao Feitiço. A mim já me disseram que "faz muita impressão". E eu concordo que não é fácil...

domingo, 5 de julho de 2015

"A barata diz que tem" - É uma falsa, é o que é!


Como se pode ver por esta canção, inspirada em factos verídicos, as baratas são bichos mentirosos. O que eu não sabia era que também eram atrizes...

Sem entrar em grandes detalhes*, conto-vos um episódio que se passou na minha escola durante a última semana.

Ao pegar numa caixa (que na véspera estava vazia), na sala de uma colega, vejo uma coisa escura a passar de um lado para o outro. Veio-me logo à cabeça "poderá ser uma barata?". 

Inspecionei.

Ao confirmar que era uma barata, tive uma reação muitíssimo digna: dei um grito estridente e larguei a caixa. De fora da sala, uma assistente operacional (aka "auxiliar") imediatamente perguntou: "É uma barata?". [Dá para perceber que raramente aparecem baratas na escola...]

Com a queda, a barata assustou-se, coitadinha (not) e saiu da caixa tombada, mesmo em direção aos meus pés, que imediatamente desviei. O bicho (que é para não repetir o nome) passou e foi esconder-se atrás de um mini-frigorífico.

De fora da sala, a assistente operacional veio em socorro da histérica professora (as outras professoras presentes não estavam histéricas, mas uma delas dizia: "É muito grande, sim [a barata]."). Trazia uma vassoura e foi até ao sítio onde estava a fugitiva. Nessa altura, disse:

- Deixe estar professora, já a matou.
Eu: Matei?! Não matei não, que eu nem lhe toquei!
Assistente: Então mas ela está aqui com as patinhas para cima!
Eu: É porque está a fazer teatro. Ela está viva, garanto-lhe!

A assistente deu umas vassouradas na barata, "assassinando-a". Vitória, vitória, acabou-se a história.

*Ao que parece, não entrar em detalhes não é a minha especialidade...

"A barata diz que tem" - É uma falsa, é o que é!


Como se pode ver por esta canção, inspirada em factos verídicos, as baratas são bichos mentirosos. O que eu não sabia era que também eram atrizes...

Sem entrar em grandes detalhes*, conto-vos um episódio que se passou na minha escola durante a última semana.

Ao pegar numa caixa (que na véspera estava vazia), na sala de uma colega, vejo uma coisa escura a passar de um lado para o outro. Veio-me logo à cabeça "poderá ser uma barata?". 

Inspecionei.

Ao confirmar que era uma barata, tive uma reação muitíssimo digna: dei um grito estridente e larguei a caixa. De fora da sala, uma assistente operacional (aka "auxiliar") imediatamente perguntou: "É uma barata?". [Dá para perceber que raramente aparecem baratas na escola...]

Com a queda, a barata assustou-se, coitadinha (not) e saiu da caixa tombada, mesmo em direção aos meus pés, que imediatamente desviei. O bicho (que é para não repetir o nome) passou e foi esconder-se atrás de um mini-frigorífico.

De fora da sala, a assistente operacional veio em socorro da histérica professora (as outras professoras presentes não estavam histéricas, mas uma delas dizia: "É muito grande, sim [a barata]."). Trazia uma vassoura e foi até ao sítio onde estava a fugitiva. Nessa altura, disse:

- Deixe estar professora, já a matou.
Eu: Matei?! Não matei não, que eu nem lhe toquei!
Assistente: Então mas ela está aqui com as patinhas para cima!
Eu: É porque está a fazer teatro. Ela está viva, garanto-lhe!

A assistente deu umas vassouradas na barata, "assassinando-a". Vitória, vitória, acabou-se a história.

*Ao que parece, não entrar em detalhes não é a minha especialidade...

É só um desenho do Feitiço

... mas eu gosto muito dele.
A legenda completa, segundo o autor, encontra-se
 em baixo.É mais uma história do que uma legenda...
"Tem uma princesa jeitosa do reino da família das princesas. E ela foi para o bosque e encontrou uma linda casinha dos anões. Encontrou um animal pobre e agarrou. E viu uma trela e agarrou também. Ela disse assim:

- Qual é este reino? É estranho, não conheço, parece dos anões.

Depois ela disse assim:

- Esta casa é muito linda, uma árvore e o céu e o sol, tão lindo!

A árvore é uma macieira."

É só um desenho do Feitiço

... mas eu gosto muito dele.
A legenda completa, segundo o autor, encontra-se
 em baixo.É mais uma história do que uma legenda...
"Tem uma princesa jeitosa do reino da família das princesas. E ela foi para o bosque e encontrou uma linda casinha dos anões. Encontrou um animal pobre e agarrou. E viu uma trela e agarrou também. Ela disse assim:

- Qual é este reino? É estranho, não conheço, parece dos anões.

Depois ela disse assim:

- Esta casa é muito linda, uma árvore e o céu e o sol, tão lindo!

A árvore é uma macieira."

sábado, 4 de julho de 2015