Blogue da Bruxa Mimi. Filhos: "Vassoura", "Varinha", "Feitiço" e "Magia" (10, 9 e 7 anos e "quase a chegar"). Marido: "Gato Rogério".
sexta-feira, 13 de março de 2015
Enquanto espero...
... que chegue a hora de dar o antibiótico ao Feitiço, estou a corrigir os testes de português e matemática que ainda não comecei a corrigir ler e reler, para tentar perceber, uma certa legislação nova que me interessa e que preciso de "dominar" para não fazer asneira nem me deixar enganar...
Enquanto espero...
... que chegue a hora de dar o antibiótico ao Feitiço, estou a corrigir os testes de português e matemática que ainda não comecei a corrigir ler e reler, para tentar perceber, uma certa legislação nova que me interessa e que preciso de "dominar" para não fazer asneira nem me deixar enganar...
3/4 não é mau, pois não?
Do programa apresentado, fiz 3/4. Alguém quer adivinhar qual dos 4 tópicos da lista ficou por cumprir?
Conhecendo-me (mesmo que só através do blogue), é fácil, fácil!
Conhecendo-me (mesmo que só através do blogue), é fácil, fácil!
3/4 não é mau, pois não?
Do programa apresentado, fiz 3/4. Alguém quer adivinhar qual dos 4 tópicos da lista ficou por cumprir?
Conhecendo-me (mesmo que só através do blogue), é fácil, fácil!
Conhecendo-me (mesmo que só através do blogue), é fácil, fácil!
Programa para hoje
Conhecendo-me, não devia apresentar programa nenhum (pois o mais certo é não cumprir), mas aqui fica, em traços largos:
- dar miminhos ao Feitiço, isto é, brincar com ele, ver televisão com ele e dar miminhos propriamente ditos (colo, beijinhos e abraços na medida das suas necessidades - que variam muito, posso assegurar);
- corrigir TODAS* as fichas de Português e Matemática que trouxe para casa;
Não ia acrescentar nada à lista, pois o segundo tópico ocupa-me todo o tempo que o primeiro me permitir, mas lembrei-me disto que li no post de hoje da Teresa e decidi acrescentar duas coisas:
- confessar-me e
- fazer adoração eucarística,
que obviamente não poderei deixar para depois do segundo tópico (sob pena de não realizar nenhuma delas).
No fim do dia - ou amanhã - farei o balanço...
*completamente utópico, atendendo às minhas características pessoais.
- dar miminhos ao Feitiço, isto é, brincar com ele, ver televisão com ele e dar miminhos propriamente ditos (colo, beijinhos e abraços na medida das suas necessidades - que variam muito, posso assegurar);
- corrigir TODAS* as fichas de Português e Matemática que trouxe para casa;
Não ia acrescentar nada à lista, pois o segundo tópico ocupa-me todo o tempo que o primeiro me permitir, mas lembrei-me disto que li no post de hoje da Teresa e decidi acrescentar duas coisas:
- confessar-me e
- fazer adoração eucarística,
que obviamente não poderei deixar para depois do segundo tópico (sob pena de não realizar nenhuma delas).
No fim do dia - ou amanhã - farei o balanço...
*completamente utópico, atendendo às minhas características pessoais.
Programa para hoje
Conhecendo-me, não devia apresentar programa nenhum (pois o mais certo é não cumprir), mas aqui fica, em traços largos:
- dar miminhos ao Feitiço, isto é, brincar com ele, ver televisão com ele e dar miminhos propriamente ditos (colo, beijinhos e abraços na medida das suas necessidades - que variam muito, posso assegurar);
- corrigir TODAS* as fichas de Português e Matemática que trouxe para casa;
Não ia acrescentar nada à lista, pois o segundo tópico ocupa-me todo o tempo que o primeiro me permitir, mas lembrei-me disto que li no post de hoje da Teresa e decidi acrescentar duas coisas:
- confessar-me e
- fazer adoração eucarística,
que obviamente não poderei deixar para depois do segundo tópico (sob pena de não realizar nenhuma delas).
No fim do dia - ou amanhã - farei o balanço...
*completamente utópico, atendendo às minhas características pessoais.
- dar miminhos ao Feitiço, isto é, brincar com ele, ver televisão com ele e dar miminhos propriamente ditos (colo, beijinhos e abraços na medida das suas necessidades - que variam muito, posso assegurar);
- corrigir TODAS* as fichas de Português e Matemática que trouxe para casa;
Não ia acrescentar nada à lista, pois o segundo tópico ocupa-me todo o tempo que o primeiro me permitir, mas lembrei-me disto que li no post de hoje da Teresa e decidi acrescentar duas coisas:
- confessar-me e
- fazer adoração eucarística,
que obviamente não poderei deixar para depois do segundo tópico (sob pena de não realizar nenhuma delas).
No fim do dia - ou amanhã - farei o balanço...
*completamente utópico, atendendo às minhas características pessoais.
A filha do meio
da minha melhor amiga faz anos hoje.
P - A - R - A - B - É - N - S ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !*
*Tantos ! quantos anos... :-)
A filha do meio
da minha melhor amiga faz anos hoje.
P - A - R - A - B - É - N - S ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !*
*Tantos ! quantos anos... :-)
quinta-feira, 12 de março de 2015
Feitiço fora-de-serviço
Quando ontem chegou da escola, o Feitiço disse que estava muito cansado e que queria dormir. Quando era hora de jantar, encontrei o "Belo Feitiço Adormecido":
37,6º C antes de ir para a cama. Ben-U-Ron. Acordou a meio da noite, três vezes. Da segunda vez, chamou o Rogério (que não acordou) e quando lá cheguei (eram umas quatro e tal da manhã), deu perfeita conta que eu não era quem ele tinha chamado:
- Eu chamei o papá.
Eu: Eu sei, mas eu é que acordei. Então, o que foi?
Feitiço: ...
Hoje o Feitiço ficou em casa (tinha 38º C de manhã). Primeiro foi o Gato que ficou com ele, depois o avô Gato (com a minha "visita" à hora do almoço) e novamente o Gato.
Quando cheguei a casa depois das aulas (com uma "bela" dor de cabeça), o Feitiço dormia em cima da cama.
Agora: Feitiço e Rogério no hospital, pois com dores de ouvido não brincamos (os três têm uma certa tendência para fazer otites...)
37,6º C antes de ir para a cama. Ben-U-Ron. Acordou a meio da noite, três vezes. Da segunda vez, chamou o Rogério (que não acordou) e quando lá cheguei (eram umas quatro e tal da manhã), deu perfeita conta que eu não era quem ele tinha chamado:
- Eu chamei o papá.
Eu: Eu sei, mas eu é que acordei. Então, o que foi?
Feitiço: ...
Hoje o Feitiço ficou em casa (tinha 38º C de manhã). Primeiro foi o Gato que ficou com ele, depois o avô Gato (com a minha "visita" à hora do almoço) e novamente o Gato.
Quando cheguei a casa depois das aulas (com uma "bela" dor de cabeça), o Feitiço dormia em cima da cama.
Agora: Feitiço e Rogério no hospital, pois com dores de ouvido não brincamos (os três têm uma certa tendência para fazer otites...)
Feitiço fora-de-serviço
Quando ontem chegou da escola, o Feitiço disse que estava muito cansado e que queria dormir. Quando era hora de jantar, encontrei o "Belo Feitiço Adormecido":
37,6º C antes de ir para a cama. Ben-U-Ron. Acordou a meio da noite, três vezes. Da segunda vez, chamou o Rogério (que não acordou) e quando lá cheguei (eram umas quatro e tal da manhã), deu perfeita conta que eu não era quem ele tinha chamado:
- Eu chamei o papá.
Eu: Eu sei, mas eu é que acordei. Então, o que foi?
Feitiço: ...
Hoje o Feitiço ficou em casa (tinha 38º C de manhã). Primeiro foi o Gato que ficou com ele, depois o avô Gato (com a minha "visita" à hora do almoço) e novamente o Gato.
Quando cheguei a casa depois das aulas (com uma "bela" dor de cabeça), o Feitiço dormia em cima da cama.
Agora: Feitiço e Rogério no hospital, pois com dores de ouvido não brincamos (os três têm uma certa tendência para fazer otites...)
37,6º C antes de ir para a cama. Ben-U-Ron. Acordou a meio da noite, três vezes. Da segunda vez, chamou o Rogério (que não acordou) e quando lá cheguei (eram umas quatro e tal da manhã), deu perfeita conta que eu não era quem ele tinha chamado:
- Eu chamei o papá.
Eu: Eu sei, mas eu é que acordei. Então, o que foi?
Feitiço: ...
Hoje o Feitiço ficou em casa (tinha 38º C de manhã). Primeiro foi o Gato que ficou com ele, depois o avô Gato (com a minha "visita" à hora do almoço) e novamente o Gato.
Quando cheguei a casa depois das aulas (com uma "bela" dor de cabeça), o Feitiço dormia em cima da cama.
Agora: Feitiço e Rogério no hospital, pois com dores de ouvido não brincamos (os três têm uma certa tendência para fazer otites...)
segunda-feira, 9 de março de 2015
"Eu não gostei...
... de ver a professora a ralhar tanto." - palavras de uma criança, minha aluna.
Respondi:
- Eu também não, mas não vou pedir desculpa, e sabes porquê?
Resposta dela e de outros (que se espalhou e passou a ser de todos): Porque nós é que nos portámos mal. Desculpe, professora [várias vozes em simultâneo].
Eu: Sabem como é que se percebe se o pedido de desculpas é verdadeiro? Se o X der um beliscão ao Y e lhe pedir desculpa, mas a seguir lhe der outro beliscão, vocês acham que o pedido de desculpa é sincero?
Todos: Nããão.
Eu: Então se vocês pedem desculpa pelo vosso comportamento, e a seguir o repetem, o pedido de desculpa é sincero?
Todos: Nãão.
Eu: Então vejam lá como se portam...
*********************************************************************************
Conclusão da história: o pedido de desculpa não foi sincero...
*********************************************************************************
Não posso deixar de me lembrar do sacramento da Confissão: quantas vezes (contas perdidas) confessei eu as mesmas coisas, estando bem arrependida delas, para voltar a cair nos mesmíssimos pecados? Quem sou eu, então, para dizer que o pedido de desculpa não foi sincero?
Respondi:
- Eu também não, mas não vou pedir desculpa, e sabes porquê?
Resposta dela e de outros (que se espalhou e passou a ser de todos): Porque nós é que nos portámos mal. Desculpe, professora [várias vozes em simultâneo].
Eu: Sabem como é que se percebe se o pedido de desculpas é verdadeiro? Se o X der um beliscão ao Y e lhe pedir desculpa, mas a seguir lhe der outro beliscão, vocês acham que o pedido de desculpa é sincero?
Todos: Nããão.
Eu: Então se vocês pedem desculpa pelo vosso comportamento, e a seguir o repetem, o pedido de desculpa é sincero?
Todos: Nãão.
Eu: Então vejam lá como se portam...
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Conclusão da história: o pedido de desculpa não foi sincero...
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Não posso deixar de me lembrar do sacramento da Confissão: quantas vezes (contas perdidas) confessei eu as mesmas coisas, estando bem arrependida delas, para voltar a cair nos mesmíssimos pecados? Quem sou eu, então, para dizer que o pedido de desculpa não foi sincero?
"Eu não gostei...
... de ver a professora a ralhar tanto." - palavras de uma criança, minha aluna.
Respondi:
- Eu também não, mas não vou pedir desculpa, e sabes porquê?
Resposta dela e de outros (que se espalhou e passou a ser de todos): Porque nós é que nos portámos mal. Desculpe, professora [várias vozes em simultâneo].
Eu: Sabem como é que se percebe se o pedido de desculpas é verdadeiro? Se o X der um beliscão ao Y e lhe pedir desculpa, mas a seguir lhe der outro beliscão, vocês acham que o pedido de desculpa é sincero?
Todos: Nããão.
Eu: Então se vocês pedem desculpa pelo vosso comportamento, e a seguir o repetem, o pedido de desculpa é sincero?
Todos: Nãão.
Eu: Então vejam lá como se portam...
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Conclusão da história: o pedido de desculpa não foi sincero...
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Não posso deixar de me lembrar do sacramento da Confissão: quantas vezes (contas perdidas) confessei eu as mesmas coisas, estando bem arrependida delas, para voltar a cair nos mesmíssimos pecados? Quem sou eu, então, para dizer que o pedido de desculpa não foi sincero?
Respondi:
- Eu também não, mas não vou pedir desculpa, e sabes porquê?
Resposta dela e de outros (que se espalhou e passou a ser de todos): Porque nós é que nos portámos mal. Desculpe, professora [várias vozes em simultâneo].
Eu: Sabem como é que se percebe se o pedido de desculpas é verdadeiro? Se o X der um beliscão ao Y e lhe pedir desculpa, mas a seguir lhe der outro beliscão, vocês acham que o pedido de desculpa é sincero?
Todos: Nããão.
Eu: Então se vocês pedem desculpa pelo vosso comportamento, e a seguir o repetem, o pedido de desculpa é sincero?
Todos: Nãão.
Eu: Então vejam lá como se portam...
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Conclusão da história: o pedido de desculpa não foi sincero...
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Não posso deixar de me lembrar do sacramento da Confissão: quantas vezes (contas perdidas) confessei eu as mesmas coisas, estando bem arrependida delas, para voltar a cair nos mesmíssimos pecados? Quem sou eu, então, para dizer que o pedido de desculpa não foi sincero?
Esta manhã
... apeteceu-me "rifar" o Feitiço. Ele consegue ser muito, muito cansativo. Num momento, está bem. De repente, "dá-lhe" uma "coisinha" e fica "possuído"! Nesses momentos, onde fica a [minha] paciência? Uuii! Vai pela janela fora!
Esta manhã
... apeteceu-me "rifar" o Feitiço. Ele consegue ser muito, muito cansativo. Num momento, está bem. De repente, "dá-lhe" uma "coisinha" e fica "possuído"! Nesses momentos, onde fica a [minha] paciência? Uuii! Vai pela janela fora!
"Eu adoro-te, Maria"
Ontem encontrei um postal muito bonito na escrivaninha da Vassoura. Não tenho autorização para o mostrar, mas não resisto a falar dele.
Na parte da frente, a mensagem que consta do título do post. Como nunca vi na Vassoura uma especial devoção mariana, calculei que a Maria do postal fosse uma menina de carne e osso. Por dentro, dizia: "Tenho imensas saudades tuas. Volta, por favor!"
Com esta manifestação de saudades e pedido de regresso, imaginei que se tratasse de uma amiga que tivesse saído da escola da Vassoura há algum tempo. Questionei a Vassoura a propósito da Maria do postal e levei uma justa reprimenda: "Não tinhas nada que ver isso!" Ups! (Ela tinha razão quanto ao interior do postal, mas em relação ao exterior, eu não tive hipótese de não ver, pois estava escarrapachado - ena, que palavra tão bonita! -, em pé, na escrivaninha aberta.)
Apesar da advertência, a Vassoura esclareceu-me: "Lembras-te de ontem?..."
"Ontem" tinha sido o dia do retiro das Famílias de Caná. A Vassoura e a Varinha fizeram amizade com duas irmãs (as mais velhas de quatro irmãos), de oito e seis anos, tal como elas. Desde então, estão ansiosas por tornar a vê-las. A Vassoura disse que o postal era para entregar à Maria quando a reencontrasse, e que depois desse reencontro faria outro para dar na vez seguinte. Segundo percebi, os postais são a manifestação da lembrança da pessoa ausente, neste caso, a Maria.
Se formos analisar a mensagem, percebemos que não há dúvida que foi escrita por uma criança. Só assim se compreende que peça a outra criança que regresse, como se o regresso fosse uma decisão dela e não tivesse que ser gerido pelos pais. Por outro lado, "regressa" para onde? Para o sítio do retiro? Não está propriamente ao virar da [nossa] esquina... Para a nossa localidade? Mas nunca estivemos juntos aqui...
Enfim, o desejo de querer que estejam novamente juntas é sincero e da parte da Varinha é igual (só que esta não tem a fluência da escrita da irmã mais velha).
Ah, é verdade, um aviso aos pais das manas em questão: o postal é para ser surpresa para a Maria, por isso não falem dele, OK?
Na parte da frente, a mensagem que consta do título do post. Como nunca vi na Vassoura uma especial devoção mariana, calculei que a Maria do postal fosse uma menina de carne e osso. Por dentro, dizia: "Tenho imensas saudades tuas. Volta, por favor!"
Com esta manifestação de saudades e pedido de regresso, imaginei que se tratasse de uma amiga que tivesse saído da escola da Vassoura há algum tempo. Questionei a Vassoura a propósito da Maria do postal e levei uma justa reprimenda: "Não tinhas nada que ver isso!" Ups! (Ela tinha razão quanto ao interior do postal, mas em relação ao exterior, eu não tive hipótese de não ver, pois estava escarrapachado - ena, que palavra tão bonita! -, em pé, na escrivaninha aberta.)
Apesar da advertência, a Vassoura esclareceu-me: "Lembras-te de ontem?..."
"Ontem" tinha sido o dia do retiro das Famílias de Caná. A Vassoura e a Varinha fizeram amizade com duas irmãs (as mais velhas de quatro irmãos), de oito e seis anos, tal como elas. Desde então, estão ansiosas por tornar a vê-las. A Vassoura disse que o postal era para entregar à Maria quando a reencontrasse, e que depois desse reencontro faria outro para dar na vez seguinte. Segundo percebi, os postais são a manifestação da lembrança da pessoa ausente, neste caso, a Maria.
Se formos analisar a mensagem, percebemos que não há dúvida que foi escrita por uma criança. Só assim se compreende que peça a outra criança que regresse, como se o regresso fosse uma decisão dela e não tivesse que ser gerido pelos pais. Por outro lado, "regressa" para onde? Para o sítio do retiro? Não está propriamente ao virar da [nossa] esquina... Para a nossa localidade? Mas nunca estivemos juntos aqui...
Enfim, o desejo de querer que estejam novamente juntas é sincero e da parte da Varinha é igual (só que esta não tem a fluência da escrita da irmã mais velha).
Ah, é verdade, um aviso aos pais das manas em questão: o postal é para ser surpresa para a Maria, por isso não falem dele, OK?
"Eu adoro-te, Maria"
Ontem encontrei um postal muito bonito na escrivaninha da Vassoura. Não tenho autorização para o mostrar, mas não resisto a falar dele.
Na parte da frente, a mensagem que consta do título do post. Como nunca vi na Vassoura uma especial devoção mariana, calculei que a Maria do postal fosse uma menina de carne e osso. Por dentro, dizia: "Tenho imensas saudades tuas. Volta, por favor!"
Com esta manifestação de saudades e pedido de regresso, imaginei que se tratasse de uma amiga que tivesse saído da escola da Vassoura há algum tempo. Questionei a Vassoura a propósito da Maria do postal e levei uma justa reprimenda: "Não tinhas nada que ver isso!" Ups! (Ela tinha razão quanto ao interior do postal, mas em relação ao exterior, eu não tive hipótese de não ver, pois estava escarrapachado - ena, que palavra tão bonita! -, em pé, na escrivaninha aberta.)
Apesar da advertência, a Vassoura esclareceu-me: "Lembras-te de ontem?..."
"Ontem" tinha sido o dia do retiro das Famílias de Caná. A Vassoura e a Varinha fizeram amizade com duas irmãs (as mais velhas de quatro irmãos), de oito e seis anos, tal como elas. Desde então, estão ansiosas por tornar a vê-las. A Vassoura disse que o postal era para entregar à Maria quando a reencontrasse, e que depois desse reencontro faria outro para dar na vez seguinte. Segundo percebi, os postais são a manifestação da lembrança da pessoa ausente, neste caso, a Maria.
Se formos analisar a mensagem, percebemos que não há dúvida que foi escrita por uma criança. Só assim se compreende que peça a outra criança que regresse, como se o regresso fosse uma decisão dela e não tivesse que ser gerido pelos pais. Por outro lado, "regressa" para onde? Para o sítio do retiro? Não está propriamente ao virar da [nossa] esquina... Para a nossa localidade? Mas nunca estivemos juntos aqui...
Enfim, o desejo de querer que estejam novamente juntas é sincero e da parte da Varinha é igual (só que esta não tem a fluência da escrita da irmã mais velha).
Ah, é verdade, um aviso aos pais das manas em questão: o postal é para ser surpresa para a Maria, por isso não falem dele, OK?
Na parte da frente, a mensagem que consta do título do post. Como nunca vi na Vassoura uma especial devoção mariana, calculei que a Maria do postal fosse uma menina de carne e osso. Por dentro, dizia: "Tenho imensas saudades tuas. Volta, por favor!"
Com esta manifestação de saudades e pedido de regresso, imaginei que se tratasse de uma amiga que tivesse saído da escola da Vassoura há algum tempo. Questionei a Vassoura a propósito da Maria do postal e levei uma justa reprimenda: "Não tinhas nada que ver isso!" Ups! (Ela tinha razão quanto ao interior do postal, mas em relação ao exterior, eu não tive hipótese de não ver, pois estava escarrapachado - ena, que palavra tão bonita! -, em pé, na escrivaninha aberta.)
Apesar da advertência, a Vassoura esclareceu-me: "Lembras-te de ontem?..."
"Ontem" tinha sido o dia do retiro das Famílias de Caná. A Vassoura e a Varinha fizeram amizade com duas irmãs (as mais velhas de quatro irmãos), de oito e seis anos, tal como elas. Desde então, estão ansiosas por tornar a vê-las. A Vassoura disse que o postal era para entregar à Maria quando a reencontrasse, e que depois desse reencontro faria outro para dar na vez seguinte. Segundo percebi, os postais são a manifestação da lembrança da pessoa ausente, neste caso, a Maria.
Se formos analisar a mensagem, percebemos que não há dúvida que foi escrita por uma criança. Só assim se compreende que peça a outra criança que regresse, como se o regresso fosse uma decisão dela e não tivesse que ser gerido pelos pais. Por outro lado, "regressa" para onde? Para o sítio do retiro? Não está propriamente ao virar da [nossa] esquina... Para a nossa localidade? Mas nunca estivemos juntos aqui...
Enfim, o desejo de querer que estejam novamente juntas é sincero e da parte da Varinha é igual (só que esta não tem a fluência da escrita da irmã mais velha).
Ah, é verdade, um aviso aos pais das manas em questão: o postal é para ser surpresa para a Maria, por isso não falem dele, OK?
sábado, 7 de março de 2015
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