sexta-feira, 3 de março de 2017

Quaresma

Estamos na Quaresma desde dia 1, eu sei. Já sabem que não podem contar comigo, aqui no blogue, para vos ajudar a caminhar na Fé... Muitas vezes passam as ocasiões e por aqui é como se não se passasse nada...

Mas o facto de não escrever sobre isso não significa necessariamente que eu esteja alheia ao que se passa, ou que não dê importância.

Relativamente à Quaresma, vou ser muito sincera: durante muitos anos, quando começava este tempo litúrgico, eu só pensava que era um tempo chato, ou, pelo menos, difícil. Eu até sabia que era o tempo de preparação para a Páscoa, mas para mim era longo demais. A Páscoa nunca mais chegava! Eu olhava para este tempo como o tempo em que não podia ou não devia comer ou fazer isto ou aquilo. Sempre do ponto de vista de quem está a perder alguma coisa boa. Na prática, viver a Quaresma era uma grande chatice.

Agora (um "agora" que já tem uns bons anos, mas que se tem vindo - talvez - a aprofundar), sendo verdade que neste tempo continuo a privar-me de algumas coisas, faço-o com alegria. Fico mesmo contente pelas pequeninas coisas (renúncias ou sacrifícios) que vou oferecendo. São coisas pequeninas, mesmo pequeninas, muitas das quais passam totalmente despercebidas a quem está perto de mim, mas eu sei que foram renúncias ou sacrifícios porque fui eu que os vivi. E não fico a olhar para a "perda", mas para a "oferta" que fiz.

Não sei se a maneira como me estou a expressar dá a entender que eu agora [acho que] sou muito boa, ou muito santa. Espero que não, porque isso dificilmente estaria mais longe da verdade. Não, eu sou a mesma, mas encarar a Quaresma com uma perspetiva diferente tem sido uma bênção.

Palavras que me têm ajudado nos últimos tempos, e que talvez vos possam ajudar também, encontram-se no site das Famílias de Caná. Boas leituras e boa caminhada quaresmal!

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