quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Last teacher standing

Numa das escolas onde trabalho, há 6 turmas do 1.º Ciclo.


Neste momento, só uma turma é que está a ter aulas presenciais, o que significa que eu, professora de inglês, não estando em isolamento profilático, estou à mesma a dar aulas à distância às minhas turmas dessa escola. 


Enfim...

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

A queimadura do Feitiço

Ontem, às 6 da manhã,mais ou menos, fui ao quarto do Feitiço porque ele estava a fazer barulho.


Uma das coisas que me disse foi:


- Tenho uma queimadura horrível na mão.


Eu [que não sabia de nenhuma queimadura]: Queimadura? Como é que te queimaste?


Feitiço:Ah, queimadura, não... cãibra.


Peguei na mão do Feitiço, fiz-lhe uma pequena massagem e a cãibra passou.


 


Nota:
"cãibra" é uma palavra espetacular, na medida em que tem um "a" com "til" seguido de um "i". Agora digam lá se "mãe" não podia escrever-se "mãi"... As crianças do 1.º ano é que sabem!!!

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Ajuda para ficar sem ranho

A Magia está com ranho. Eu queria pôr-lhe soro no nariz, mas ela disse que a melhor ajuda era a "Mónica dos Apoios".


["Eu não sei quem é a Mónica dos Apoios, mas deve ser uma auxiliar", pensei eu, quando a Magia me disse o nome.]


Eu: Ah, a Mónica ajuda? E como é que ela faz?


A Magia colocou dois dedos perto do meu nariz, mas sem lhe tocar. Eu reproduzi o gesto, e perguntei:


- Assim?


Magia: Sim.


Eu: Não percebo como é que assim ajuda a tirar o ranho, mas está bem...


 


Alguns minutos mais tarde, ainda a conversar com a Magia, percebi quem era a Mónica dos Apoios: a máquina dos vapores!


De facto, a extremidade do tubo não toca no nariz da Magia, só fica perto...

sábado, 17 de outubro de 2020

StayAway Covid

O Rogério instalou a aplicação logo que foi lançada. Eu instalei-a há uns dias.


Este post não é sobre a desejada (pelo Governo) obrigatoriedade de instalação.


 


Sabiam que a aplicação não transmite informação sobre o local onde a pessoa (quer dizer, o telemóvel da pessoa!) está? Eu li todo o texto sobre a parte legal da aplicação. Ao contrário de tantas outras informações legais com as quais concordamos sem ler/perceber, para usarmos alguma aplicação, esta tem um texto compreensível sobre o seu funcionamento. Dois dias depois de ter lido, não sou capaz de explicar pormenorizadamente o processo, nem sei usar os termos corretos. Mas ainda me lembro do essencial.


A StayAway Covid guarda apenas o registo (criado na altura em que dois telemóveis que tenham a aplicação a instalada e a funcionar - se o telefone estiver em "modo avião", por exemplo, não está a funcionar! -estão próximos um do outro durante, pelo menos, 15 minutos - e não dez, como se diz por aí), durante 14 dias. No caso de um dos dois telemóveis vir a receber um código devido a um teste positivo, o outro será notificado sobre o risco de ter sido contagiado no dia tal, à hora tal (mas não diz o local onde isso aconteceu). Ao fim de 14 dias, o tal registo é automaticamente apagado.


 


Sabiam que, quando um médico gera um código na aplicação devido a um teste positivo e o partilha com a pessoa diagnosticada, a pessoa tem apenas 24 horas para colocar o código na aplicação? Ou seja, a pessoa pode ter instalado a aplicação e pretender usá-la, mas não pode demorar um dia inteiro a digerir a notícia de que é portadora do vírus, sob pena de a aplicação não servir de nada para as pessoas que estiveram em contacto com ela nos tais 15 minutos ou mais, pois não serão notificadas.


 

Definição de Indústria

Vassoura: Mamã, o que é a "Indústria"?


Eu: Não sei dizer, mas tu sabes, de certeza...


Vassoura: "Indústria é atividade através da qual se transforma matéria-prima num produto acabado ou semi-acabado, com consumo de energia e dispêndio de trabalho. ". Se quiser saber mais, vá a www.materiadegeografia.seca.pt


 


(Este diálogo passou-se dois dias antes de a Vassoura ter um teste de Geografia.)

A Bruxa Mimi esteve em casa alheia...

Ontem tive um dia tão cheio, tão cheio, que até me esqueci de vos dizer que me podiam encontrar na Avenida da Liberdade, 42, quer dizer, no blogue "Liberdade aos 42", onde escrevi, precisamente, sobre Liberdade. 


Comecei assim: 



Liberdade, liberdade…


Comprometi-me a escrever sobre liberdade, e agora, pergunto-me se terei liberdade para não escrever nada, liberdade para mandar o compromisso às urtigas!


Tenho. Claro que, se estão a ler este texto, isso significa que não usei essa liberdade que tinha. Mas acredito mesmo que tinha. E se decidisse usar essa liberdade, teria usado também de uma coisa chamada educação e ...



O resto está em https://liberdadeaos42.blogs.sapo.pt/a-liberdade-de-bruxa-mimi-173403

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

A propósito do aniversário do meu afilhado...

O meu afilhado fez 19 anos*. E isso fez-me recordar o meu décimo oitavo aniversário (e o anterior, por acaso). E a seguir fez-me refletir.


Eu fiz dezoito anos num sábado, véspera do Domingo de Páscoa. Uns dias depois tive uma festa para a qual convidei vários amigos, incluindo, pela primeiríssima vez, amigos rapazes (um dos quais foi personagem central em mais do que um episódio da série "How I met your father", por ter sido o primeiro rapaz de quem gostei "a sério"). Tenho fotos que o provam! 


O meu aniversário anterior, o décimo sétimo, teve uma particularidade: foi um almoço com os meus pais e algumas amigas (só raparigas, pois claro) num restaurante perto da praia, que, uns anos mais tarde, foi transformado num McDonald's e que ainda o é. Não tenho fotos que o provem - mas podem acreditar no que vos escrevo! 


Às vezes, as pessoas adultas desvalorizam os acontecimentos que sucedem na vida das crianças e jovens. Ou não dão importância à importância que as crianças dão aos seus amigos**. Eu tento não fazer nenhuma das coisas (embora o mais provável seja fazê-lo também) porque, tal como me lembro de episódios da minha infância e juventude que me marcaram, pela positiva ou pela negativa, recordo também momentos simples e aparentemente insignificantes. Penso, por isso, que, não podendo controlar as memórias das crianças e dos jovens de hoje, não posso assumir que algo que eu diga - agradável ou desagradável - vai ser automaticamente esquecido, sem consequências em quem o ouvir.


 


*Post escrito perto do aniversário do meu afilhado (15 de agosto) e guardado nos rascunhos não sei porquê (quando o li hoje pareceu-me pronto, daí a surpresa). No post estava escrito "18 anos", mas não acredito que tivesse o post guardado desde 2019, por isso desconfio que quando escrevi me enganei na idade dele. Mas o que pensei e escrevi mantém-se atual, tenham passado dois meses ou catorze meses.


**A minha melhor amiga é-o desde que eu tinha sete/oito anos. E por acaso (#só que não) é ela a mãe do afilhado a que me refiro (o único afilhadO que tenho, "contra" três afilhadas). Não desvalorizemos as amizades das crianças - podem ser passageiras, mas também podem ser para a vida!

terça-feira, 13 de outubro de 2020

A Covid chegou à minha escola...

Numa das escolas, quem testou positivo foi um aluno do 3.º ciclo. Na outra escola, foi uma assistente operacional (vulgo "auxiliar"), que por acaso é mãe do aluno da primeira escola.


Agora é que vamos avaliar a eficácia das medidas que estão a ser tomadas - isto é, vamos avaliar a eficácia da maneira como as medidas estão a ser postas em prática, porque uma coisa é a teoria, outra coisa é a realidade.


 

Diálogo

Ela: Não gostei da maneira como falaste comigo hoje.


Ele: Hoje? Não foi ontem?


Ela: Foi hoje, mas o que é que te pesa na consciência em relação a ontem?


😄

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Um elogio agradável,

Feitiço: A professora de português disse que eu sou brioso.


Eu: Ela conhece-te?!?


Feitiço: Pois... Isso já é outra conversa!


😁


 


[Posso garantir-vos que o Feitiço é muitíssimo brioso nas suas construções de Lego. Agora a Português...]

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Luísa Ducla Soares,

Recebo frequentemente emails das várias editoras de manuais escolares que têm os meus contactos (quase todas!).


A propósito do Dia do Professor, recebi um email com um vale de oferta, que não sei se vou usar ou não, mas o dito email continha também três quadras da autoria de Luísa Ducla Soares, de que gostei e que aqui vou transcrever:


A minha escola tem rodas,
Tem asas e tem motor,
Um motor de carne e osso
Que se chama professor.


Não há melhor GPS
Para livros, computador.
As rotas certas da vida
Descobre-as o professor.


Ele abre as portas do mundo
Num sonho libertador,
E faz de nós andorinhas.
É isso ser professor.


Gostei muito de ler as quadras, senti-me apreciada enquanto professora e por isso quis partilhar as quadras e o meu agradecimento (que dificilmente chegará à escritora, mas nunca se sabe!).

sábado, 3 de outubro de 2020

Oiço,

Rugidos.


Gargalhadas.


Rugidos.


Gargalhadas.


Sorrio.


E fico um pouco mais leve.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Sete palavras

Ora aqui está um desafio que se faz depressa. A Abelha desafiou quem quisesse a escrever sete palavras, uma por dia ou sete de uma vez. Eu optei pela segunda hipótese, já que era provável que não viesse ao blogue todos os dias...


 


Amor
Amizade
Humor
Família
Descanso
Brincadeira
Deus


 


(Podia ter escrito outras, ou mudado a ordem para parecer melhor, mas assim veio, assim ficou.)


(Tenho pensado em posts, como de costume, mas não me tenho sentado a escrevê-los...)


 


 

sábado, 12 de setembro de 2020

30 Dias de Gratidão - 12


Dia 12
Um livro que adorei ler


Tantos... Mas se é mesmo preciso escolher, vou selecionar um que só li porque a Matilde insistiu e garantiu que eu iria gostar, apesar de eu, à partida, estar convencida que não gostaria, devido "ao tema".


O tema era bruxos e feitiçarias, genericamente falando. Acabei de escrever isto e pensei que quem me lê deve pensar que eu não sou muito coerente, já que assino "Bruxa Mimi"... Acontece que eu li o livro em 2003, e comecei o blogue em 2013. Além de os eventos não estarem relacionados, o meu pseudónimo deve-se a uma bruxa de livros para crianças mais novas (como expliquei aqui).


Voltando ao post da gratidão, estou verdadeiramente grata à Matilde por ter insistido que eu lesse o primeiro livro da coleção HP: "Harry Potter and the Philosopher's Stone" ("Harry Potter e a Pedra Filosofal" - escrevi em inglês porque foi na língua original que li todos os HP). Ela sabia que eu, após ter lido o primeiro (aliás, após ter lido apenas algumas páginas do primeiro...)  não precisaria de encorajamento para ler os restantes livros. Estávamos, como escrevi anteriormente, em 2003, e a dias de sair o quinto livro. Ora, sempre que estava prestes a sair um novo HP, a Matilde relia os anteriores, por ordem. Eu, que estava a estrear-me no mundo HP, devorei o primeiro, o segundo, o terceiro, o quarto e depois tive de esperar que a Matilde terminasse o quinto, para o poder ler. Ainda me lembro da Matilde me dizer: "Então, não ias gostar, não era?", com ar de gozo... Bem, relativamente ao sexto e ao sétimo, comprei-os quando saíram, não fiquei à espera que mos emprestassem...


Quando reli a coleção, mais uma vez pedi emprestados os cinco primeiros livros, desta vez à Mafalda. Um dia ainda vou corrigir esta falha, porque acredito sinceramente que vou reler toda a coleção mais umas tantas vezes ao longo da vida. In English. Já li bocadinhos em português (a Vassoura tem a coleção traduzida) e há algo que se perde sempre na tradução, mesmo que esta esteja bem feita. Quando se pode dispensar a tradução, há que aproveitar!

Uma quadra por dia, não sabe o bem que lhe fazia!

Não tenho tido cabeça
Para escrever a rimar:
Ando sempre numa pressa
E só penso em trabalhar.


Que mui penso no trabalho
Corresponde à verdade;
Que já tenha tudo pronto
É que não é realidade!


Voltei a rimar, Ana! 🙂

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

30 Dias de Gratidão - Dia 11


Dia 11
Um feito de que estou orgulhosa


Não é um feito só meu, se calhar não é sequer um feito maioritariamente meu, mas é um feito que sinto muito como meu. Por isso, cá vai:


Sinto orgulho na forma como os meus filhos todos se adaptaram à creche e, mais tarde, ao Jardim de Infância. Como continuaram na mesma escola, a passagem para o 1.º Ciclo e para os Ciclos seguintes (a Vassoura, que é a mais velha, está no 9.º ano) não "conta", digamos assim, neste feito, pois há um grande papel da Escola nas várias passagens (do 2.º para o 3.º Ciclo nem há qualquer necessidade de passagem especial, só mudam algumas disciplinas!).


Como professora, já testemunhei comportamentos de mães/pais/E.E. que em nada ajudaram a adaptação dos filhos ao 1.º Ciclo (que é o nível de ensino onde trabalho há mais de 20 anos).


Também testemunhei em colegas professores (vou assumir: em colegas professoras apenas), que ao longo dos anos foram tendo filhos que entraram para a escola (creche e/ou J.I.), comportamentos que - na minha opinião, claro - tinham efeito negativo na adaptação das crianças.


Um desses comportamentos (se calhar o que mais vezes testemunhei) era o de não levarem as crianças todos os dias à escola. Como tinham alguém (normalmente uma avó, ou uma empregada) disponível para ficar com a(s) criança(s - tive várias colegas com gémeos) e, quando a criança ia à escola, ficava a chorar, optavam por deixar a criança em casa. Helloooo! Quanto mais vezes fizerem isso, mais vezes a criança vai chorar, para mais vezes ficar em casa! As crianças raramente deixam passar uma oportunidade de "controlar" o que lhes acontece...


Outro comportamento (de que só me lembro uma colega ter tido, sou honesta) tinha a ver com a comida. A criança, de três anos, recusava comer na escola (J.I.). O que é que a mãe fazia? Saía da escola do 1.º ciclo, onde trabalhava, ia a correr buscar a criança, levava-a a casa, dava-lhe almoço (e almoçava também, claro) e, no caminho de regresso à nossa escola, para as aulas da tarde, deixava a filha na escola dela. Esta colega queixava-se da canseira que era aquela correria à hora de almoço. Já não me lembro bem quanto tempo durou a canseira, mas não foi uma coisa de dias, foi de semanas ou meses! Nós (o "nós" era constituído por professoras com filhos crescidos, uma professora com filhos pequenos e uma professora sem filhos, mas com vários sobrinhos e longa experiência como babysitter - eu) dizíamos-lhe para explicar à filha que não poderia continuar a ir buscá-la. Ela respondia que não podia deixar a filha sem comer. Nós retorquíamos que a filha não iria ficar sem comer, primeiro, porque havia refeições que comia em casa, e, segundo, porque a filha não era parva e, se percebesse que não adiantava não comer (isto é, que não conseguiria que a mãe fizesse o que ela queria através da fita na escola), ela passaria a comer na escola. Quando a mãe finalmente se convenceu que era o melhor que tinha a fazer (porque aquela correria estava a deixá-la exausta e stressadíssima), a questão ficou resolvida em dois ou três dias. 


Este tipo de comportamento parental, em que deixamos que a criança decida (porque é disso que se trata!) o que não lhe compete a ela decidir, só vai dificultar a vida aos envolvidos: criança, pais e educadores/professores.


Atenção que todo este discurso se aplica a contextos em que não há problema do lado da escola, isto é, em que a criança é bem tratada, apenas está a ter alguma dificuldade em aceitar a nova realidade. Conheço um caso, de há uns anos, em que era suposto a criança, no fim da licença parental inicial da mãe, ir para uma ama, que morava perto da casa dos pais, já não me lembro se por recomendação de algum conhecido. Se não me falha a memória, no primeiro dia em que a mãe levou a criança, para lá ficar um bocadinho, foi incapaz, pelo que viu, de deixar lá o filho. Reparem que não apareceu sem avisar: apesar disso, a casa estava visivelmente suja e com poucas condições. Contou-me a mãe, a propósito do que viu, que tinha decidido, ali, na hora, que preferiria mandar o filho para longe, para casa da mãe dela (noutro país!) do que ter de o deixar naquela casa, com aquela ama. A situação acabou por terminar bem, porque a criança foi para uma creche (com J.I.) e passou lá os anos todos até entrar para o 1.º ano de escolaridade. E não era esquisitice da mãe, pois deixou sem problemas o filho na creche, desde o início, e ele teve uma ótima (e rápida) adaptação.


Para terminar, uma nota: há crianças que só choram porque os pais (sobretudo as mães) precisam que eles chorem. Por ridículo que possa parecer, é verdade. As mães ficam à espera e não se vão logo embora, na expectativa de confirmar que o/a filho/a gosta muito dela, e por isso é que chora. Uma curiosidade a propósito disto: dizem as educadoras e auxiliares da escola da Magia que nunca houve tão pouco choro nos grupos dos 3 anos... Pudera, os pais são obrigados a entregar as crianças à porta do corredor e a irem-se logo embora!!! Sem público, os miúdos vão chorar para quê?

30 Dias de Gratidão - Dias 9 e 10


Dias 9 e 10 (junto-os porque sim, porque eu é que decido!)
A minha parte preferida na minha casa
Algo em que encontro conforto


A parte de casa de que mais gosto é onde encontro mais conforto: a minha cama. Só de pensar nisso, ai, que tentação - a minha cama está mesmo atrás de mim...


Resiste, Mimi, resiste, que tens muito que fazer e já andaste a perder muito tempo, em especial noutros dias... (jogos de cartas no computador, uns atrás dos outros, leitura prolongada de posts meus, antigos, enfim... - eu sou especialista em perder tempo!)


I ❤ 🛏 


 

A Magia voltou à escola

A Magia passou bem a noite, acordou bem-disposta, com apetite, sem febre (longe disso, até!) e, em casa, dizia animada, a cantarolar: "Eu vou à escola!".


Contou-me o Gato Rogério, que é quem os leva, que, desta vez, ao aproximar-se a auxiliar do acolhimento, a Magia se virou para ele, disse:


- Limpa-me os olhos!


... Mas não chegou a chorar!


Acho que se esqueceu da deixa, da sua própria encenação...


😂😂

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Com pandemia ou sem ela,

A Magia ontem teve febre, e hoje ficou em casa. Não voltou a ter temperatura que "qualifique" como febril, mas esteve mais "quentinha" do que o habitual. Veremos como passa a noite e como acorda... 


Ela está constipada e penso que seja daí que vem a subida de temperatura: há lutas internas!

A Magia

A Magia tem uma bexiga resistente (já falei aqui da sua super-bexiga), mas de manhã tem de fazer o "xixi grande da noite" - tem de ser!


Hoje, esteve imenso tempo sentada no bacio e não fez nada. Quando a levantámos, para poderem sair de casa e os irmãos não chegarem atrasados às aulas, chorou, dizendo que precisava de fazer. Voltei a sentá-la. não fez. Tirei-a do bacio, e ela foi com o Rogério para ao pé da entrada. Enquanto os irmãos se calçavam (temos os sapatos de lado de fora de casa), a Magia voltou a dizer que queria fazer. Levei-a para a casa de banho e sentei-a. Não fez nada. Tive de a levantar e levar a chorar para a entrada.


Aguentou a viagem de carro até à escola. O Rogério avisou a auxiliar que ela não tinha feito xixi desde que se levantara, mas ela (a Magia) não pediu para ir à casa de banho. Acredito que tenha pedido passado um pouco...


 


Conclusão a que cheguei: o raciocínio da Magia deve ter sido algo do género "Se não fizer xixi, não posso sair de casa (desde que usa cuecas, acabou sempre por fazer antes de sair); se não sair de casa, não vou para a escola!"


Esta ideia de a Magia não querer ir para a escola não é preocupante, é normal. Não é aversão à escola, nem infelicidade ao estar lá, é simplesmente querer ficar em casa! Quem nunca...?