quarta-feira, 5 de julho de 2017

O blogue tem página no Facebook!

Já várias vezes tinha tentado criar uma página de Facebook para o blogue, mas, nas opções, não encontrava "Personal blog" (eu tenho o FB em inglês - em português seria "Blogue pessoal") e por isso acabava sempre por desistir. Ontem usei a massa cinzenta que se encontra entre as minhas orelhas e pesquisei na ajuda do FB... e rapidamente encontrei a minha questão e a respetiva resposta. 


 


Não encontrava "Personal blog" porque ao início não aparece essa opção. Só depois de se criar a página (com uma das opções disponíveis) é que se pode editar e escolher a opção que realmente se quer. Na minha opinião, é muito um bocado estúpido, da parte do FB, não dar logo a hipótese de se escolher com precisão. 


 


https://www.facebook.com/BruxaMimi.alheia/


 


Se têm facebook (sei que alguns não têm), aguardo a vossa visita!

terça-feira, 4 de julho de 2017

A razão do preço da maçã reineta

Eu gosto muito de maçã reineta, mas por vezes estou meses sem comer nenhuma. Ultimamente tenho comprado duas ou três de cada vez. Nas primeiras vezes, confesso que não olhei para o preço, pois pensei: "É maçã, não há de ser muito cara"!


 


Enganei-me. Na mercearia ao pé da minha casa, pelo menos, as maçãs reinetas são substancialmente mais caras do que as outras maçãs.


 


Em conversa com a Vassoura sobre esta questão do preço, descobrimos a razão:


 


A maçã reineta é, do rei, neta, ou seja, é neta do rei.


Sendo da realeza, não é de admirar que seja cara! 


 


[P.S. - Eu tenho plena noção de que se trata de uma piada seca. Mas só podia, pois uma piada molhada poderia estragar-me o computador. Sim, acabei de escrever outra. Eu sou assim.]

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Guilty pleasure #1

Esta nova tag vai servir para contar aqueles pequenos gestos ou hábitos que só realizo se estiver sozinha ou, quanto muito, em casa (ou noutro local onde esteja muito à vontade, pela companhia). Uns destes guilty pleasures são mais aceitáveis do que outros, mas acho que a opinião acerca da gravidade de cada um varia muito de pessoa para pessoa.


 


O número um desta tag vai para:


 



  • ao almoço ou ao jantar, pegar no pão* com a mão (há quem use o garfo) e usá-lo para aproveitar o molho delicioso que ficou no prato (e que seria um desperdício deitar fora). 


*Em casa, uso tostas em substituição do pão, porque congelamos o pão quando o compramos.


 


Alguém partilha deste guilty pleasure?

domingo, 2 de julho de 2017

Experiência de babywearing - marsúpio, sling, pano

Quando a Vassoura nasceu, comprámos um marsúpio da Chicco para eu utilizar quando fosse com ela de transportes públicos (eu não conduzo). Utilizei-o sem dificuldade, mas... ficava sempre com dores nas costas. Só anos mais tarde percebi porquê (explico depois). 


Resultado de imagem para marsúpio chicco 


[Retirei esta imagem da net, em vez de fotografar


o meu marsúpio. Foi mais rápido assim.]


 


Quando a Varinha nasceu, voltei a utilizar o marsúpio para ir com ela às vacinas, por exemplo, se fosse sozinha de transportes. As dores nas costas continuavam, mas era mais fácil do que carregar o carrinho de bebé escadas acima e escadas abaixo no metro!


 


Entretanto fui ouvindo falar de slings e panos, mas pareciam difíceis de utilizar.


 


Após o nascimento do Feitiço, quando iniciei as aulas de recuperação pós-parto, no mesmo sítio onde agora as faço, comecei a perceber o funcionamento dos slings e ponderei comprar um, sabendo que me ajudariam a usá-lo, ao início. Mas lembrei-me do marsúpio que já tinha e comentei aquilo das dores nas costas. Disseram-me que não era suposto ficar com dores e propuseram-me que levasse o marsúpio para ver qual seria o problema (se, por exemplo, era eu que não o estava a colocar da melhor maneira).


 


Levei o marsúpio e coloquei o Feitiço nele, tal como sabia. A instrutora identificou o problema: o marsúpio era para pessoas maiores do que eu, pois, mesmo na posição mais apertada, que era a que eu estava a usar, o rabinho do bebé ficava abaixo da linha do umbigo, provocando um esforço demasiado grande nas costas. Regra a não esquecer, para quem quer transportar o bebé à frente, ficando com as mãos livres: o rabo do bebé não deve ficar abaixo da linha do umbigo (mas pode ficar acima dessa linha, em especial quando o bebé ainda é muito pequeno).


 


Decidi então comprar um sling, tendo sido ajudada na escolha do que se adaptava ao meu tamanho. No entanto, não dei muito uso ao sling, pois o Feitiço não se mostrou muito fã. Acho que a minha falta de jeito ou confiança não ajudou.


 Resultado de imagem para sling bebe como fazer


[Também retirei da net. Esta elegante mãe não sou eu


e @ bebé não é tão linda como a Magia!]


 


Na gravidez da Magia, recordando-me que o marsúpio não era para o meu tamanho (e tendo também aprendido que ficar apoiado nos genitais, com as pernas completamente penduradas, não era a melhor opção para a postura do bebé) e que não me dera muito bem com o sling, comecei a namorar a ideia de arranjar um pano, sabendo que tinha quem soubesse ensinar-me a usá-lo.


 


Ora, não há coincidências... A madrinha da Varinha, que é a minha melhor amiga, como já aqui disse várias vezes, manda-me um dia uma mensagem a dizer "Estava a pensar oferecer-te um pano para transportares a Magia quando nascer. O que achas?". Escusado será dizer que a minha resposta foi um "Acho uma ótima ideia!" entusiasmado. 


 


Recebi o pano doze dias depois de a Magia ter nascido, numa segunda-feira.


 


Na terça-feira, uma amiga que é especialista em "babywearing" (como mãe e por formação) ensinou-me as voltas necessárias, e os truques para ver se a bebé estava bem colocada: para além de o rabinho da Magia (no meu caso) ter de ficar acima da linha do meu umbigo, as pernas dela têm de formar um M (sendo as extremidades superiores do M formadas pelos joelhos e o centro inferior do M formado pelo rabinho) e o topo da cabeça dela tem de estar à distância de um beijinho meu, sem me esforçar para o dar. Adoro o pormenor do beijinho. É tão bom dar beijinhos à Magia, que é uma dica muito fácil de lembrar!


 


Na quarta-feira, levei a Magia no pano ao hospital, para fazer o rastreio auditivo (para quem não sabe, é um exame muito simples que todos os bebés devem fazer e que, quando não é realizado antes da alta hospitalar, fica logo marcado). Nem precisei de tirar a Magia do pano para lhe fazerem o rastreio, o que foi ótimo, porque ela tinha adormecido instantes depois de a colocar no pano e ainda estava a dormir.


 


Quando cheguei a casa, sem problemas, constatei que já não conseguia dar o beijinho sem esforço. Não se assustem! A bebé não esteve em perigo de cair! Deu foi para perceber que devia apertar mais o pano, antes de colocar a bebé, uma vez que ele tem elasticidade. 


 


Na segunda vez que usei o pano, também para levar a Magia ao hospital (desta vez para fazer um ecocardiograma por causa da questão detetada durante a gravidez), a minha técnica já estava melhor e tem vindo a melhorar de cada vez - já há várias utilizações que o beijinho é sempre sem esforço! 


baby_no_pano.jpg


[Esta não retirei da net, por isso as caras estão tapadas...


Tinha acabado de chegar da ginástica de recuperação pós-parto.]


 

Lavar e esterilizar biberões...

... alguém quer? 


 


Não?!? Está bem...


 


Biberões (todos=12), aí vou eu!

sábado, 1 de julho de 2017

"Missão Sequinho 2017"

Já há algum tempo que não vos atualizo sobre o Feitiço e a missão deste ano. Tenho boas notícias:


 


Hoje foi o nono dia consecutivo em que o Feitiço acordou seco! 

quinta-feira, 29 de junho de 2017

How I met your father - Episode 8

Episode 7


Kids,


 


Quando entrei na universidade, a minha turma, para não variar, era constituída por raparigas, raparigas, raparigas, e... quatro rapazes. Ora o que foi que aconteceu, o que foi? 


 


Exatamente. Um desses rapazes teve algum impacto em mim. Posso dizer com franqueza que não senti com a mesma intensidade que senti a afeição por aquele a que chamei "primeiro amor" (eu sei que o português desta frase está com qualidade duvidosa, mas a pressa em escrever o episódio - bastante atrasado em relação à hora de ir "para o ar" - não me permite fazer melhor, agora).


 


Vou desviar o tema por breves instantes, para falar dos outros três rapazes. Um era quase dez anos mais velho do que a maioria dos elementos da turma. Já tinha andado noutra universidade, mas não tinha concluído o curso. Dava-se ares de grande maturidade e sabedoria, mas a sabedoria de vida que ele apregoava, eu dispensava. Não vou entrar em pormenores. Ele abandonou o curso perto do fim do segundo ano, para se dedicar às artes dramáticas. Desconheço o seu paradeiro.


 


Outro rapaz tinha dezoito anos e parecia estar ali para ver passar navios. Era um dos maiores baldas da turma, mas, embora não fosse do meu grupo mais próximo, eu simpatizava com ele. Éramos muito diferentes (uma das grandes diferenças era que ele fumava e eu manifestava-me constantemente contra o fumo do tabaco), mas eu sempre senti que ele me respeitava, e eu também o respeitava. Ele concluíu o curso e, ao que sei, é um ótimo professor, que de balda não tem nada (todos nós crescemos, não é?)!


 


O terceiro rapaz era bastante bem-disposto, não mais do que o anterior, e também me entendia bem com ele, embora não fôssemos muito próximos (eles eram do mesmo grupo, diferente do meu). Também era fumador e também é professor desde que acabou o curso, ao fim dos quatro anos.


 


Chegámos assim àquele que me despertou interesse. Começo por dizer que não era fumador, o que, à partida, permitiu uma aproximação maior do que qualquer dos outros (o primeiro também era fumador, mas, ao contrário dos outros dois fumadores, gozava com o facto de eu ser anti-tabaco). 


 


Convém explicar que eu não conhecia ninguém na universidade, pelo que as amizades foram surgindo naturalmente a partir dos grupos de trabalho que se formaram. Ele e eu ficámos no mesmo grupo alargado (que correspondia a dois ou três grupos nos trabalhos das várias disciplinas, conforme o limite de elementos ditado pelos professores). Desse grupo alargado faziam parte algumas grandes amigas atuais (que não vejo tanto quanto gostaria) e outras que são apenas ex-colegas com quem partilho lembranças e com quem gosto de almoçar nos "almoços de turma" que se vão organizando mais ou menos uma vez por ano.


 


Perto do fim do primeiro ano, uma das raparigas do grupo e o rapaz começaram a namorar. Ao contrário do resto da turma, que dizia "Até que enfim!", eu fui apanhada de surpresa. O que foi que eu fiz? Terão de esperar pelo próximo episódio para saber!


 


Episode 9

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Desporto? Bah! Mas...

Eu não sou fã de praticar desporto, correr nem pensar (mesmo para apanhar um transporte público, é preciso a necessidade ser muito grande)... Estão a ver o estilo lento/parado (parado dentro do possível, com quatro filhos!)? É o meu.


 


Mas abro com gosto uma exceção para a ginástica pós-parto. É que esta ginástica, no sítio onde a faço, faz-me bem ao corpo e à alma. No horário das aulas de recuperação, não há outras aulas, por isso as "utentes" são todas mamãs com bebés de meses. Os bebés podem ficar ao pé de nós, mas normalmente ficam ao cuidado da rececionista/secretária num espaço muito acolhedor (ao lado do "ginásio"), onde, quando necessário, podemos dar de mamar ou dar um biberão. O ambiente de todo o centro é hiper-positivo, não nos "põem fora" quando a aula acaba, se quisermos conversar temos quem converse connosco, fica-se com a sensação de se estar em casa e entre amigos muito rapidamente (não vou dizer que aconteceu no primeiro dia em que fui, após o nascimento da Vassoura, mas pouco depois)...


 


Na segunda-feira da semana passada iniciei a ginástica. A Magia, claro, foi comigo, e a Vassoura também teve de ir, pois não havia outra hipótese (gratuita) onde a deixar. Aparentemente, apesar do esforço realizado, não me ficou nada a doer... até estender roupa na terça-feira de manhã! Mas, aí, só os braços se queixaram. Quando fiz a aula nesse dia, as pernas também reclamaram e no resto do dia precisei de um bocadinho de coragem para me baixar ou sentar. 


 


Não sendo desportista por natureza, nem por hábito, sei, no entanto, que quando os músculos se queixam por terem trabalhado (não por lesão), a "solução" é pô-los a trabalhar mais, por isso fui à aula na quarta-feira. Tive uma sorte especial, pois fui a única mãe a aparecer para a aula, o que levou a que a instrutora, durante uma hora, fosse como que minha PT (personal trainer e não Portugal Telecomunicações!)... um luxo de que nunca pensei usufruir!


 


Não houve mais aulas nessa semana, pelo que os músculos puderam descansar até à segunda-feira desta semana. Não tive dores durante o fim de semana.


 


Nesta segunda-feira voltei a ter PT e a Magia voltou a ser a única bebé presente, mas crianças, no total, eram quatro... as minhas quatro! Vassoura, Varinha, Feitiço (estes dois também já de férias) e, claro, a referida Magia. A aula foi dada por outra pessoa e não pareceu muito dura - pelo menos transpirei menos do que nas outras vezes e não me pareceu que ficasse dorida. 


 


Ontem, terça-feira, afinal, doíam-me os braços. Depois da aula de ontem (com a instrutora habitual, que me fez transpirar muito, novamente) e até ao momento presente, doem-me os braços e as pernas. Hoje não vou à aula, seguindo os conselhos da instrutora, que me recomendou que fosse amanhã (ela diz que é preferível fazer três aulas por semana, do que quatro, e com intervalo).

sábado, 24 de junho de 2017

Pneumonia

Segundo a Varinha, a mais recente definição de pneumonia é:


 


Doença em que se engole um pneu.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

How I met your father - Episode 7

Episode 6


 Kids,


 


No último dia contei um episódio engraçado (para mim) que envolvia o rapaz da minha comunidade de que eu gostava e o meu irmão Manuel, e fiquei de vos contar outro episódio que o envolvia e também a minha irmã Matilde.


 


Ele tocava guitarra (não sei porquê, habituei-me a chamar viola a esse instrumento, mas ao que consta o nome correto é guitarra). Um dia em que tínhamos tido uma reunião (como a do episódio que contei anteriormente) ou um convívio (estes eram aos domingos, de manhã até à hora do lanche, mais ou menos), não sei precisar, eu estava no passeio em frente ao prédio dos meus pais (quer dizer, o prédio não era nem é dos meus pais, mas era onde eles viviam com os filhos que ainda não tinham voado para fora do ninho e onde ainda vivem) e o rapaz também estava.


 


A certa altura, a Matilde aparece à janela da cozinha (ou da marquise) e dá-se uma conversa (entre os três?) que sou incapaz de reproduzir (ajuda-me, Matilde!), mas que tornou claro que nunca ninguém tinha feito uma serenata à Matilde. Quase imediatamente, o rapaz pega na viola (deixem-me ser incorreta, mas fiel à minha memória, já que era assim que eu identificava o instrumento musical em questão) e começa a tocar e a cantar "Menina, estás à janela!"


 


Durante alguns anos, esta serenata deu assunto para recordar/falar/rir entre mim e a Matilde, sempre com um: "Foi a minha [tua] primeira serenata!", ou com: "A mim já me fizeram uma serenata!". 


 


Episode 8

terça-feira, 20 de junho de 2017

Acabaram-se as fraldas

Literalmente. E não vão ser "repostas".


 


Obviamente que me estou a referir às fraldas do Feitiço.


 


A Magia tem direito a fralda por mais uns tempos... 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Uma semana só com a Vassoura e a Magia (durante o dia)

A Vassoura terminou as aulas na passada sexta-feira, por isso está em casa comigo e com a Magia, enquanto os irmãos estão na escola e o pai no trabalho.


 


Ainda só passou o dia de hoje, mas até agora está a ser uma boa experiência. É a Vassoura que dá o biberão à Magia, depois de ela mamar. E tem muito jeitinho!

domingo, 18 de junho de 2017

Até uma mãe experiente pode cometer um deslize básico...

... como não preparar (tirar do pacote e abrir) a fralda limpa antes de abrir e tirar a suja!


 


Os segundos que essa operação demora podem transformar-se em largos minutos a limpar e a mudar a roupa a uma bebé toda suja de xixi...

Não, não estou alheia

... ao que se passa atualmente no nosso país. Mas que posso eu dizer, ou de que servirá o que quer que seja que eu diga, sobre o horrível incêndio (há vários incêndios, mas o que está a causar mortes em crescendo é o de Pedrógão Grande)?


sábado, 17 de junho de 2017

Royal Flush 4

Minha querida sobrinha e afilhada mais velha sábia e experiente,


 


Parabéns!


 


Acho que sabes que gosto muito, muito, de ti e que te desejo tudo de bom, hoje e sempre!


 


Muitos beijinhos meus de todos cá de casa,


Bruxa Mimi e companhia: Gato Rogério, Vassoura Voadora, Varinha Mágica, Livro dos Feitiços e Palavra Mágica


 


(Não sei o que foi que me deu para escrever os "nomes completos", mas, fosse o que fosse, vou deixar ficar assim.)

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Royal Flush 3

Dear Wendy*, my beloved sister,


 


Happy Birthday!


 


Many good wishes and plenty of kisses today!


 


Love,


Winnie


 


*In the original story, Winnie's three sisters are Wilma, Wanda and Wendy. I'm only guessing the youngest one is Wendy!

quinta-feira, 15 de junho de 2017

How I met your father - Episode 6

Episode 5


 Kids,


 


Depois da conversa com o meu ex-colega e ex-amor (see previous episode), durante esse ano não voltei a ter nenhum interesse amoroso em ambiente escolar. Tinha um interesse amoroso noutro ambiente! 


 


Sempre defendi a fidelidade numa relação, mesmo muito antes de ter um namorado. Para mim é o que sempre fez (e faz) sentido. Mas não posso dizer que, em matéria de gostar e não ser correspondida, tenha sido 100% "fiel"! Isto porque, ao mesmo tempo que gostava de um rapaz, havia por vezes outro que me despertava algum interesse... Passou-se isto com o outro interesse amoroso que referi.


 


Era um rapaz da comunidade neocatecumenal a que eu pertencia. Para quem não sabe, e explicando de uma forma muito superficial, uma comunidade neocatecumenal é um grupo de pessoas de diferentes idades (a partir dos 14 anos), estados civis, profissões, feitios, classes sociais,... Diferentes em tudo, mas caminhando em conjunto, em Igreja, dentro da Igreja Católica (nunca fora dela) na (re)descoberta do seu Batismo e da sua Fé. Eu caminhei naquela comunidade entre os dezasseis e os trinta e dois anos. 


 


O tal rapaz era dois anos mais novo do que eu, mas bastante maduro para a idade (pelo menos em alguns aspetos). Eu não olhava para ele como se fosse um miúdo e eu muito crescida, como poderia ter acontecido.


 


Bem, quando ficou esclarecido que o meu primeiro amor era para esquecer, aumentou o meu interesse por este rapaz. Não cheguei a ficar apaixonada como pelo outro, mas ele não me era nada indiferente. Lembro-me de dois fugazes episódios de certa maneira engraçados (para vocês talvez não) que se passaram com ele e com elementos da minha família.


 


Na comunidade, eram formados grupos para preparar temas bíblicos (simplificando). Os grupos eram sorteados e iam variando. Para preparar os temas ou para alguma celebração especial, reuníamo-nos em casa de algum elemento do grupo. Numa das vezes que o rapaz era do meu grupo, reunimos em minha casa, no único espaço que não perturbaria o resto da minha família: o meu quarto. Quando terminou a reunião, eu acompanhei o jovem até às escadas do meu prédio, fazendo-lhe companhia até a sua boleia (os pais, que também eram da comunidade e tinham estado noutra reunião semelhante) chegar. Sentámo-nos e conversámos.


 


Mais tarde, já eu estava em casa, o meu irmão Manuel (que chegara entretanto e não sabia o que acontecera anteriormente) quis provocar-me ou deixar-me atrapalhada, fazendo referência, em público, ao facto de eu ter estado com um rapaz à entrada do prédio (era sabido por toda a família que eu não era propriamente muito popular entre os rapazes, e que não tinha namorado). Reação de outros familiares: "E então? Ele esteve cá em casa!". Eu sorri, reparando no ar "não-estava-à-espera-dessa" do Manuel.


 


O outro episódio, que eu nem sei se não se terá passado nessa mesma noite, envolveu a Matilde. Mas esse contarei noutra oportunidade.


 


Episode 7

Royal Flush 2

 Parabéns, querida Alfazema


 


Desejo-te, querida sobrinha e afilhada, muitas felicidades, não só neste dia, como em toda a tua vida.


Beijinhos da tia,


Bruxa Mimi 


 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Royal Flush 1

Parabéns, querida Avó Gata!


 


 


(A Avó Gata não lê o blogue, mas a neta mais velha, sim, e é bom que saiba que a mãe Bruxa Mimi se lembra dos aniversários todos.)