sexta-feira, 12 de maio de 2017

Magia

A seu tempo vos contarei um bocadinho de como foi que a coisa se passou, mas, por agora, e é o mais cedo que consigo, atendendo a que chegámos a casa, vindas do hospital, depois das 18:30 horas, venho apenas informar os meus queridos leitores, o bairro dos blogues do Sapo e a blogosfera em geral que:


 


NASCEU A MAGIA!


Estamos felizes.

Mês de Maria - Dia 12

"CEGUINHA"


 


Nos últimos meses do ano de 1947 a imagem de Nossa Senhora de Fátima da Capelinha das Aparições andou em peregrinação pelo sul do Tejo. O Padre Frei Fidélis Barbosa conta:


«Foi em Martinlongo, freguesia de Alcoutim, na diocese do Algarve... Chega a suspirada imagem. No mesmo dia uma jovem cega, Maria Manuela de Brito Vargas, educada no Instituto dos Cegos do Porto, preparada pelo missionário, vai ao microfone e lê pelo método dos cegos uma oração que termina assim:


«E eu, em particular, Senhora, eu que também venero a tua imagem, eu que contudo não a vejo, porque os meus olhos estão apagados, quero implorar-te nesta súplica cheia de fé, com todo o meu coração: - Senhora, faz que eu veja! Tu que me compreendes e sabes o meu desgosto, a minha dor, protege-me, salva-me desta escuridão, dá luz a estes meus olhos... Mas se não me achares digna dessa suprema graça, Senhora, aumenta a minha fé e alumia a minha alma para que ela possa, um dia, ver-te e amar-te no Céu.»


Palavras não eram ditas, eis que se deu o milagre. A miraculada, após agradecer à Virgem, vai beijar as mãos do Senhor Bispo Dom Marcelino Maria Franco. Este não se contém e cai de joelhos... Ajoelham os sacerdotes... A multidão chora.»


Nossa Senhora, como Mãe de Deus, pode conceder-nos todas as graças. Como esta menina e, à imitação dos cegos do Evangelho (Lc 18, 41), diz-lhe:


- Senhora, fazei que eu veja! Que veja com os olhos do corpo! Mas, sobretudo, que eu veja com os olhos da alma! Dai-me luz para ver o caminho que me conduz ao Céu. Luz para ver o bem e segui-lo! Luz para ver o mal e evitá-lo!


Maria é a «estrela da manhã» para nos alumiar, é a «Senhora da estrada» para nos conduzir ao Céu.


Antes de qualquer ação pede a Nossa Senhora que te guie e te ampare.


A 8 de dezembro de 1939, dizia de si próprio, o Papa Pio XII:


«Recorremos sempre a esta dulcíssima mãe nos perigos e angústias em que tantas vezes nos encontrámos. Colocando nela toda a nossa esperança, jamais fomos abandonados, mas sempre alcancámos luz, auxílio e consolação».

quinta-feira, 11 de maio de 2017

How I met your father - Episode 3

Episode 2


Kids,


 


Retomando então a história do meu primeiro amor "a sério", ele foi um dos quatro elementos masculinos da minha turma de 11.º ano.


 


O lugar dele era na fila ao lado da minha. O que me cativou nele foram os grandes olhos azuis, o sorriso simpático e o facto de não ser "armado em bom", apesar de muito bom aluno. Não tinha um porte atlético (antes pelo contrário), mas eu não dava (nem dou) muita importância a isso.


 


Rapidamente fiquei "apanhada", mas mantive a minha natural timidez e não tentei nenhuma aproximação. Se ele me pedisse uma borracha emprestada, era um acontecimento! Qualquer razão para tocar na mão ou trocar umas brevíssimas palavras made my day! (Eu sei, eu era - passado? - mesmo totó.) 


 


Nesta história tive uma aliada de peso: a Filhote Pato, que só conheci neste ano letivo, mas que se tornou minha confidente a este respeito e que rapidamente se tornou parte da família de bruxos a que pertenço, de tal modo passava tempo em minha casa.


 


A Filhote Pato encorajava-me, animava-me e chegou a dizer-me que achava que faríamos um bom par. Coisas de amiga, não necessariamente certeiras!


 


Esta "paixão" durou dois anos e picos, com períodos de maior e de menor intensidade. No segundo ano letivo, nem éramos da mesma turma, mas continuei a gostar dele. Houve algumas vezes em que a Filhote Pato e eu fomos, no intervalo, até ao corredor onde a turma dele tinha aulas, só para eu o ver. Enfim!...


 


Durante este ano, eu tive explicações de História para ver se finalmente passaria no exame da disciplina. (No ano anterior fiz o exame sem ter estudado. Ainda fui à oral, mas a falta de conhecimento tornou-se evidente). Ele também teve explicações de História, por coincidência com a mesma professora, mas apenas para ter a nota mais alta possível no exame de acesso à Universidade! Motivações bem diferentes... Ele, um intelectual, eu, uma balda! Mais uma vez, se calhasse ter explicação imediatamente antes ou depois dele, tendo que me "cruzar" com ele, isso era um "acontecimento"!


 


Quando fiz 18 anos, fiz uma festa e convidei alguns amigos. Arranjei coragem (a Filhote Pato deve ter-me dado alguma) e convidei-o. Para minha surpresa, ele aceitou o convite e deu-me uma prenda que ainda hoje considero muito bem escolhida: o livro "História de Portugal em disparates", no qual escreveu uma dedicatória simpática (nada romântica, mas au point).


 


Ao fim do segundo ano, ele entrou para a Universidade e eu fiz o 12.º ano noutro curso (tinha feito o 3.º curso, com Filosofia, História e Inglês I e fiz o 4.º curso, com Literatura Portuguesa, Inglês II e Francês II). Tive de fazer o 4.º curso porque com o 3.º não podia entrar para a Escola Superior de Educação, para o curso que queria. É que eu, ao contrário de muitos colegas ajuizados, não fiz qualquer investigação sobre o que precisava para entrar para o curso. Como queria ser professora primária, simplesmente assumi que bastava ter o 12.º ano, de qualquer curso. E era assim, até um ou dois anos antes. Mas houve mudanças, e o curso (bacharelato) para professora primária (1.º ciclo do EB) passou a estar incorporado num curso (licenciatura) para professora do ciclo preparatório (2.º ciclo do EB), em várias variantes (Matemática/Ciências, Educação Musical, Português/Inglês e Português/Francês, entre outras). A parte das variantes levava a que o 3.º curso do 12.º ano, que eu completara, não servisse como base de acesso.


 


Há males que vêm por bem. Aos 18 anos eu não me imaginava a ir para a Universidade (quer dizer, eu imaginava-me a ir, mas sentia que ainda não estava preparada para ir). Um ano depois, estava "no ponto" de maturidade necessária. Entrei para o curso que queria (fui obrigada a escolher uma variante, embora quisesse apenas ser professora primária) e completei a licenciatura sem problemas de maior.


 


Acabei de me aperceber que nestes últimos parágrafos fugi ao tema, mas a consequência foi enriquecer a história. Quem viu a série "How I met your mother" há de concordar que o Ted também andou de trás para a frente com muitas histórias paralelas, certo?


 


Episode 4

Mês de Maria - Dia 11

"REMÉDIO SEGURO"


 


Certo rapaz, que, em pequeno, recebeu educação profundamente cristã, ao atingir a juventude, arrastado por más companhias, caiu no vício da impureza.


De pecado em pecado entrou nele o aborrecimento, a tristeza, o desespero. A um sacerdote amigo declarou:


- Padre, estou perdido. Para mim já não há remédio. O meu lugar é o inferno.


- O teu lugar é o Céu. Mas a porta do Céu é a Virgem Maria. Vai à Igreja, ajoelha-te diante do seu altar e pede-lhe que te acuda.


O rapaz cumpriu este conselho. Ajoelhado aos pés de Nossa Senhora, sentiu-se verdadeiramente tocado pela graça. Trespassado de arrependimento confessou os seus pecados e começou vida sinceramente cristã, que levou até à morte.


Escreveu o Papa Pio XII: «Para conservar e fomentar a castidade perfeita existe um meio que a experiência dos séculos mostra repetidamente ter valor extraordinário: é a sólida e fervorosa devoção a Nossa Senhora».


Quantos ataques contra a pureza venceu a doentinha de Balasar, a serva de Deus Alexandrina Maria da Costa*! Certa vez, aos 18 anos, tendo ido fazer um recado, apresentou-se certo homem a querer abraçá-la e levá-la para o mal.


«Com os meus 18 anos - conta ela - vi-me num perigo muito grande, inesperadamente. Lembro-me que levava o meu tercinho na mão e que apertei uma medalha de Nossa Senhora das Graças e, de repente, livrei-me do perigo. Foi sem dúvida a Mãezinha do Céu que me valeu.


Isto aconteceu várias vezes, mas tive sempre, sempre, a Mãe a valer-me. Oh! Como lhe estou agradecida!»


Imita este exemplo. Nas tentações contra a pureza, recorre à Mãe Castíssima, à Rainha das Virgens. Quem assim fizer - garante Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja - não sucumbirá.


 


*Lembro que o livrinho de onde estou a copiar os textos do Mês de Maria foi publicado em 1979. Desde essa altura, Alexandrina foi declarada Venerável, em 1996, e beatificada, em 2004. Cf. a página oficial do Santuário Alexandrina de Balasar.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 10

"RAINHA DA VITÓRIA"


 


O piedoso Padre Zucchi procurava, em Roma, trazer ao bom caminhoa um pobre rapaz de boa vontade, mas escravizado pelo pecado. Recebia-o com bondade, confessava-o, mas o jovem  não conseguia emendar-se. Certo dia, disse-lhe:


- Para a salvação da tua alma quero dar-te a Virgem Santíssima como Mãe. Peço-te só isto: Pela manhã, ao levantar, reza três Ave-Marias em honra da Virgindade de Nossa Senhora com a oração:


Ó Senhora minha, ó minha Mãe, eu me ofereço todo a Vós, e em prova da minha devoção para convosco, vos consagro neste dia os meus olhos, os meus ouvidos, a minha boca, o meu coração e inteiramente todo o meu ser. E porque assim sou vosso, ó incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade vossa».


À noite, ao deitar, faz exatamente o mesmo.


Se durante o dia o demónio te quiser levar para o mal, diz logo:


«Lembrai-vos que vos pertenço, terna Mãe, Senhora nossa. Ah! Guardai-me e defendei-me como coisa própria vossa!».


O rapaz prometeu tudo quanto o Padre lhe pedia. Logo nessa noite cumpriu a palavra dada.


Alguns dias depois, teve de sair de Roma. Antes de partir, veio despedir-se do confessor e renovar a promessa.


Voltou passados quatro anos. Foi confessar-se, de novo, ao Padre Zucchi, que contava:


- Parecia-me estar a ouvir a confissão de um santo. Admirado com mudança tão maravilhos, perguntei-lhe como se tinha dado aquele prodígio.


- Senhor Padre, - respondeu - devo a minha conversão à oração que me ensinou. Nunca deixei de rezar de manhã e à noite. Quando vinha uma tentação, chamava por Nossa Senhora, como me aconselhou. Assim nunca caí.


Queres guardar a tua pureza? Imita este rapaz. Pela manhã, ao acordar, e à noite, ao deitar, reza a oração: Ó Senhora minha, com três Ave-Marias.


Quando vier a tentação, volta-te para esta Mãe bondosa e repete-lhe: «Lembrai-vos que vos pertenço...», ou somente: «Minha Mãe do Céu, valei-me». Se assim o fizeres, podes estar certo que não cairás.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Amanhã será um grande dia


Pelo menos, conto que seja, em alegria!

Feitiço 5 - 2 xixi

Pelo terceiro dia consecutivo, o Feitiço acordou seco. 


 


Um feito! Merece algum comentário, caros leitores?


 


Provavelmente só os leitores antigos atingem o alcance deste feito "histórico"... 


 


E eu não sei onde andam os leitores antigos, mas se andam por aqui, andam "calados" demais para o meu gosto!

Mês de Maria - Dia 9

"DAR TODO O CORAÇÃO"


 


O sol, já a declinar para o ocaso, doirava com seus raios a cabecita loira de um anjo de criança, reclinada docemente no colo materno.


- Amanhã, minha filha, é o primeiro dia do mês de maio. Já pensaste na prenda que vais dar à nossa boa Mãe do Céu?


- Que é que lhe hei de oferecer? - pergunta a pequena. - Eu só tenho aquelas rosas que perfumam a janela do meu quarto.


- Que presente tão lindo! Mas, minha filha, Nossa Senhora quer coisa melhor.


- Então dou-lhe o meu canário. Ele canta tão bem na gaiola verde. Custa-me tanto ficar sem ele! Mas faço o sacrifício pela nossa querida Mãe do Céu.


- Para Mãe tão bela, tão boa, tão querida, é ainda pouco. Não te parece?


- Então dou-lhe o meu vestido novo. - Aqui a pequena deixou escapar um suspiro, sinal de quanto lhe custava aquela separação.


- Não, não, meu amor. Nossa Senhora não quer coisas dessas. Ela quer o teu coração, todo o teu coração para dá-lo a Jesus.


- O meu coração?... Mas então eu hei de morrer? Tenho de deixá-la sozinha, mãe? E a mãezinha também deu o seu coração a Nossa Senhora?


- Sim, menina. O meu coração é todo da nossa Mãe do Céu. Nunca mais lho quero tirar.


- E como pode a mãe viver sem coração?


- Não se trata de viver sem coração, mas de conservá-lo puro. Quando um coração é puro, pertence todo a Nossa Senhora - responde a piedosa mãe, apertando ao colo o seu anjo.


O coração puro é todo de Jesus e de Maria! Que bem descreveu o Santo Cura de Ars a felicidade dos corações puros! Oiçamo-lo:


«Não há nada tão belo como uma alma pura!... Se isto fosse compreendido, quem perderia a pureza?


As almas puras formarão uma roda em volta de Nosso Senhor. Quando mais puras na terra, mais perto de Jesus no Céu.


Meus filhos, não se pode compreender o poder que uma alma pura tem sobre Deus. D'Ele obtém tudo quanto quer».

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Feitiço 4 - 2 Xixi

Hoje o Feitiço voltou a acordar seco. Há claramente uma mudança positiva nesta "missão sequinho 2017", depois do fracasso da missão em 2016.


 


Os pontos começaram a ser contados no dia 3 de maio, primeiro dia em que o Feitiço acordou seco desde a véspera de Natal (não sei se vos cheguei a contar essa boa surpresa na altura). 


 


Hoje foi a primeira vez que acordou seco após ter acordado seco na véspera, ou seja, acordou seco em dois dias consecutivos. Quando conseguir sete dias seguidos, vai receber qualquer coisa, já prometida há anos! Até me custa admitir que lhe vamos dar uma prenda por conseguir o que a grande, enorme, maioria das crianças da sua idade consegue há muito tempo, mas a verdade é que o fizemos na altura da Vassoura (verão dos 5 anos) e na da Varinha (verão dos 5 anos também) e também com ele combinámos no verão dos 5 anos que "quando conseguisse...". O rapaz bem gostava de já ter conseguido, mas estava mesmo longe de atingir o objetivo. Agora, sim, o objetivo parece atingível!

Mês de Maria - Dia 8

"O LADRÃO DAS MAÇÃS"


 


Um missionário velhinho do Norte do Canadá mostrava-se, em pequeno, muito travesso. Em lugar de se dirigir para a escola, ia para os quintais dos vizinhos roubar maçãs. Seu pai, que era polícia, encontrou-o certa vez a cometer tão feia ação.


«Quando me avistou ao longe - conta ele - gritou com voz forte e terrível: - Alto!


Os meus companheiros deitaram a correr desaparecendo, como por encanto. Eu fiquei só, como pregado na terra, sem poder dar um passo.


O meu pai aproximou-se de mim, não me ralhou, nem me deu uma bofetada. A única coisa que fez foi pegar-me por um braço, e voltar comigo para a aldeia sem dizer uma única palavra.


Antes de entrar em casa, levou-me à Igreja e foi direito comigo ao altar de Nossa Senhora, onde se ajoelhou. Eu, quase sem dar conta do que fazia, ajoelhei-me também a seu lado.


Então o meu pai, com grande devoção e de olhos voltados para a Virgem Santíssima, falou assim:


- Ai, minha Mãe, Virgem Santa! Vós bem sabeis o que faço para educar este filho... Mas agora não sei mais que fazer... A Vós o entrego.


O meu pai tinha a Fé do Centurião, e a sua oração salvou-me. Aquela "minha Mãe,Virgem Santa" parece que desde então me tomou pela mão. E o que tinha sido um "demónio de rapaz" começou a mudar tão radicalmente, que agora sou um missionário de 70 anos, nestas regiões onde se encontram também muitos filhos de Deus».


Sentem os pais dificuldade na educação dos filhos? Os professores na dos seus alunos? As catequistas na das crianças? Consagrem-nas à Virgem Santíssima.


Quando São João Bosco entrou para o Seminário, disse-lhe sua mãe: «Quando nasceste, consagrei-te a Nossa Senhora; quando começaste os estudos, recomendei-te, mais que qualquer outra coisa, a devoção à Santíssima Virgem; pois agora recomendo-te que sejas todo d'Ela».


Com tão boa proteção aquele menino veio a ser um dos grandes santos da Igreja. «A consagração a Nossa Senhora é uma entrega total de si mesmo para a vida e para a eternidade» (Pio XII).

domingo, 7 de maio de 2017

Prenda do Dia da Mãe

O Feitiço acordou seco. Iupiii! 

Desde que mudei para o bairro dos blogues do Sapo

descobri novos blogues


perdi alguns dos visitantes anteriores


ganhei alguns (embora poucos) visitantes novos


há coisas no blogue que não consigo fazer (e antes eram fáceis)


 


Não tenciono voltar atrás, mas isto não está a correr tão bem quanto desejaria!


 

Mês de Maria - Dia 7

"SEMINARISTA LADRÃO"


 


Dom José Masera, bispo de Biella, em Itália, foi visitar o seminário de Javeno e contou o seguinte:


 «Certo dia faltou neste Seminário um bocado de chocolate. Foi acusado determinado seminarista, a quem o Reitor, Senhor Cónego Aniceto, chamou a contas.


- Estou inocente - afirmou e tornou a afirmar o pequeno - mas não o acreditaram.


O Reitor declarou-lhe:


- Vais expulso do Seminário, porque, além de ladrão, és mentiroso.


O pequenito, desfeito em lágrimas, continuava a declarar a sua inocência, mas de nada lhe valeu. Na sua aflição corre para a capela, ajoelha-se diante do altar de Nossa Senhora e suplica-lhe com todo o fervor do seu coração:


- Ó minha boa Mãe, vós bem sabeis que estou inocente. Não permitais que me mandem embora. Se um dia chegar a ser sacerdote, hei de pregar a todos o vosso amor.


O Reitor, tendo conhecimento desta devoção do rapazito, decidiu deixá-lo à prova mais algum tempo. Dentro em pouco descobriu-se a inocência do tal seminarista. Pôde continuar os estudos, foi ordenado sacerdote e agora é bispo. Sou eu que vos estou a falar. E aqui me encontro para vos recomendar o amor a Nossa Senhora».


Que mostra este lindo caso? Que Nossa Senhora é tão boa Mãe que nunca se recorre a Ela em vão.


No tempo das Aparições, veio a Fátima um soldado que chorava como uma criança. «Tinha recebido ordem - conta Lúcia - de partir para a guerra e deixava a sua mulher na cama doente e três filhinhos. Ele pedia a cura da mulher ou a revogação da ordem. A Jacinta convidou-o a rezar com ela o terço. Depois disse-lhe: - Não chore! Nossa Senhora é tão boa que com certeza faz-lhe a graça que lhe pede.


E não esqueceu mais o seu soldado. No fim do terço rezava sempre uma Ave-Maria pelo soldado».


Nossa Senhora é realmente tão boa que concedeu as duas graças: o soldado não foi para a guerra e a sua esposa curou-se.


Pede com toda a confiança as graças a Nossa Senhora porque nunca se ouviu dizer que alguém tenha recorrido a Ela em vão.

sábado, 6 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 6

"VOU DIZER À TUA MÃE"


 


Um pequenino enfermo, chamado João, chegou ao Santuário de Nossa Senhora de Lurdes. Está nas últimas. A morte aproxima-se. Recebe os sacramentos, antes de ser conduzido à esplanada.


 Começa a procissão do Santíssimo Sacramento. Um Cardeal, trazendo nas mãos a Sagrada Custódia, vai dando a bênção a cada um dos doentes. Chegada a sua vez, Joãozinho murmura muito docemente:


 - Jesus, Filho de Maria, curai-me!


 Jesus passa e o milagre esperado não se realiza. O pequeno, fazendo um último esforço, levanta-se a custo na maca e grita:


 - Jesus, Filho de Maria, não me curaste! Vou dizê-lo à tua Mãe!


 O Cardeal, que ouviu estas palavras, volta, comovido, para trás e dá-lhe de novo a bênção.


 Passa-se naquele momento qualquer coisa de extraordinário. João sente-se repentinamente curado. Com um gesto rápido levanta-se cheio de vida. Com alegria exclama voltado para a Sagrada Custódia:


 - Jesus, Filho de Maria, curaste-me. Muito obrigado! Vou dizer à tua Mãe que me ajude a agradecer-Te.


 O Cardeal e os peregrinos, que presenciaram o milagre, não conseguem conter as lágrimas. O pai de João, que era incrédulo, sacudido por tão grande maravilha, cai de joelhos e começa a chorar. Estava convertido e a sua alma curada.


 O doentinho alcançou a sua cura porque a pediu, cheio de fé, a Jesus por meio de sua Mãe Maria Santíssima.


 Assim aconteceu também em Caná de Galileia (João 2, 1-11). Nosso Senhor fez o milagre de mudar a água em vinho porque a Virgem Maria lho pediu.


 Peçamos as graças por meio de Nossa Senhora; intrometamos a sua intercessão. Jesus é tão bom que nada há de negar de quanto a sua Mãe lhe pedir.


 Escreveu o Papa Pio XI: «A vontade de Deus é esta, para usar as palavras de São Bernardo: que tudo recebamos por meio de Maria» (Enc. Ingravescentibus malis). E a pequenina Jacinta recomendava ao despedir-se de Lúcia: «Diz a toda a gente que Deus nos concede as graças por meio do Coração Imaculado de Maria, que lhas peçam a Ela...».

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Poder de observação... ou não!

Ontem passei por uma das escolas onde dei aulas de inglês este ano e que foi a escola onde dei aulas como professora de uma turma durante três anos.


 


Uma das minhas ex-alunas, que me viu ao longo do ano até eu ficar de baixa, e algumas vezes depois, quando eu fui fazer uma visita (e que sempre me vinha cumprimentar e abraçar), e que já tem dez anos, perguntou-me:


 


- A professora está grávida?


 


Eu não queria acreditar que ela me estava a perguntar aquilo. 


 


- Olha, se me perguntares daqui a uns dias já não estou!


 


Ela, sorridente: Então, parabéns!


 


Eu: Obrigada!

Há luz ao fundo do túnel

O Feitiço hoje acordou novamente seco, depois de há dois dias termos lançado foguetes por essa mesma razão. 

Mês de Maria - Dia 5


"SEDE A MINHA MÃE"



 


Era o mês de novembro. Secas e amarelas caíam as folhas das árvores, como caem secas e murchas as ilusões da vida. Numa casa nobre de Ávila, em Espanha, está em agonia uma distinta senhora chamada D. Beatriz. De repente, a moribunda abre os olhos, que dirige para um lado e outro, e com voz sumida e apagada suspira: 


- Teresa! Tragam-me Teresa!


E a menina, de extraordinária formosura, aproximou-se da cabeceira da mãe moribunda. Olhou para ela a enferma e, como se nesse instante o Senhor lhe tivesse revelado o futuro daquela pequena, exclamou: 


- Bendita! Bendita! 


E expirou. Levantou-se a menina desfeita em pranto e beijou aquelas mãos frias pela morte. Correu para o altar de Nossa Senhora da Caridade na capela de São Lázaro. Ali deixou correr livremente o rio das suas lágrimas. Levantou os olhos. Com sentida ternura e imensa confiança, pronunciou com toda a verdade da sua alma estas palavras: 


- Senhora, já que não tenho mãe, sede vós daqui para diante a minha mãe! 


Levantou-se e foi para casa com a certeza de ter sido ouvida. Esta menina veio a ser a grande Santa Teresa de Jesus. Tantas graças lhe vieram por ter escolhido, desde os primeiros dias da sua vida, a Virgem Santíssima para sua Mãe! 


Imita-a também tu. Diante da imagem de Nossa Senhora diz-lhe com todo o amor do teu coração: 


- Senhora, sede a minha mãe! Sou vosso filho; abençoai-me, protegei-me, defendei-me dos perigos e, depois da minha morte, levai-me para junto de Vós, no Céu. 


No Calvário está Jesus pregado na cruz, ensaguentado, entre o céu e a terra. Maria está ali de pé com São João e as piedosas mulheres. «Vendo Jesus sua mãe e, ao pé dela, o discípulo amado, disse-lhe: Senhora, eis aí o teu filho. Em seguida disse ao discípulo: Eis aí a tua mãe» (Jo 19, 26-27). 


Quem é João? Não é João sozinho, mas ele e cada um de nós porque nos representa a todos. Foi na cruz que Cristo nos deu Maria como mãe. Aceita este precioso legado e ama a tua Mãe celeste, com o santo Apóstolo, do qual diz o Evangelho: «E a partir daquele momento, o discípulo recebeu-a em sua casa» (Jo 19, 27).

quinta-feira, 4 de maio de 2017

How I met your father - Episode 2

Episode 1


Kids,


 


Disse-vos que antes do primeiro amor tive uma experiência sui generis


 


A minha melhor amiga apresentou-me um rapaz, seu vizinho às vezes (os pais dele estavam separados e só a mãe, ou só o pai, já não sei, morava no prédio ao lado do dela). Ele andava num colégio só para rapazes, eu (ainda, por alguns meses) num colégio só para raparigas... e isso era basicamente o nosso elo "comum". 


 


Simpatizei com ele. Não fiquei apaixonada, mas talvez tenha tido um fraquinho por ele. A oferta de rapazes de que dispunha era pouca! Trocámos moradas e estabelecemos correspondência durante alguns meses. Era giro receber cartas de um rapaz! Ao meu jeito muito sincero e frontal (e ingénuo!), numa carta disse-lhe que nunca tinha tido um namorado, e que nunca tinha sequer beijado um rapaz. Na resposta que recebi, vinha uma proposta: ele não se importaria de me beijar, só para eu ver como era, para ter a experiência... 


 


Fiquei ofendidíssima, e respondi, indignada, que não estava desesperada a ponto de beijar um rapaz só por beijar! Ele respondeu-me a pedir desculpa, mas, se não me engano, a nossa correspondência ficou por ali, pois não voltei a escrever-lhe. Tenho ideia de ele ainda me ter escrito mais uma vez, mas isto, admito, pode ser a minha memória a afagar o meu ego.


 


Nunca o beijei e nunca mais o vi.


 


Episode 3

Mês de Maria - Dia 4


"O SACRIFÍCIO DO FOGO"



 


Entre muitas outras meninas, encontra-se no Asilo de Vilar, no Porto, Lúcia, a Pastorinha de Fátima. É o dia do grande arraial do São João no Palácio de Cristal, ali ao pé. 


Vai começar o fogo de artifício. As alunas subiram, contentíssimas, para a varanda alta do Asilo, donde poderão apreciar a festa. Lúcia sabe que na vizinhança está a morrer um farmacêutico, que não se quer confessar. O seu delicado coração tem pena daquele infeliz, à beira do inferno, onde será um desgraçado para sempre. Vai oferecer a Nossa Senhora o sacrifício de não ver o fogo pela conversão do pobre pecador. Não contente com isto, dirige-se às companheiras: 


- Ó meninas, se nós fizéssemos o sacrifício de não ver o fogo para que aquele pecador se converta? Achais bem? 


- Sim, sim, está muito bem! 


- Então quem é que quer fazer o sacrifício? 


- Eu... eu, também eu! - respondem as pequenas. 


Umas atrás das outras, vão descendo as escadas da varanda. Não ficou lá ninguém para assistir ao espectáculo. 


Nossa Senhora aceitou tão lindo sacrifício. O pecador confessou-se, recebeu os sacramentos e morreu na paz de Deus. 


Lúcia cumpria assim o que Nossa Senhora e o Anjo lhe tinham pedido a ela e aos outros dois videntes: que oferecessem muitos sacrifícios «em actos de reparação pelos pecados com que Deus é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores». Os pequeninos responderam com generosidade heróica a estes apelos. Não comiam a merenda, que era a sua refeição do meio-dia, para a distribuírem, primeiro pelas ovelhas, e depois pelos pobrezinhos. Deixavam os figos e as uvas apetitosas. «Tínhamos por costume, de vez em quando, oferecer a Deus o sacrifício de passar uma novena ou mês sem  beber. Fizemos este sacrifício no mês de agosto, em que o calor era sufocante». Traziam atada à cinta uma corda e batiam com urtigas nas pernas. Deixaram os divertimentos mundanos, tais como os bailes. Passavam horas seguidas com a cabeça no chão repetindo as orações do Anjo. 


Foi o sacrifício de Jesus que nos salvou; agora são os nossos sacrifícios unidos ao Seu, que salvam as almas. 


E tu que sacrifícios vais fazer para que Nosso Senhor perdoe os teus pecados e converta os pecadores?

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Hospital e cinema

Hoje fui ao hospital, tal como tinha dito ontem que iria.


 


 


O CTG mostrou que a Magia estava muito reativa, o que é bom, e durante a meia hora que durou o exame tive apenas uma contração. Depois a minha médica andou a  "investigar" e disse que o colo do útero já está mais fino (efeito das caminhadas), mas que a bebé ainda anda a passear muito "para cima". Segundo a opinião da médica, isto ainda "aguenta" mais uma semana, pelo que, se a Magia não decidir nascer até lá, voltarei ao hospital para novo CTG e nova "investigação" daqui a uma semana.


 


Quando saí do hospital eram horas de almoço, pelo que alimentei duas pessoas pelo preço de uma num restaurante ali perto. Paguei 6,50€ por uma "refeição completa" (coloquei as aspas porque ou comia sopa, ou sobremesa, pelo que, na minha opinião, a refeição era incompleta). Portei-me bem e escolhi sopa. A verdade é que não fiquei com fome e achei que tudo estava muito saboroso. Menos o café (que estava incluído e que só bebi porque me sentia um bocado a precisar de "arrebitar"), que, na minha opinião muito pouco experiente, não era grande coisa.


 


Durante o regresso a casa, decidi ir ao cinema. Ficava em caminho, pelo que saí do transporte em que ia na penúltima paragem, tendo tomado a decisão de, depois do filme, fazer a pé o percurso que faltava.


 


Dos filmes em exibição, selecionei dois e decidi que iria ver o que começasse primeiro. Como um deles só seria exibido à noite e o outro começava às 15:20h, a escolha foi facílima. "Ganhou" o filme "Jacinta". Lá arranjei maneira de passar o tempo (ainda eram 14:40h, mais ou menos) e, dez minutos antes da hora marcada, entrei na sala.


 


Durante alguns minutos pensei que iria ser a única pessoa a ver o filme. Isto, se decidissem projetar alguma coisa (o écran estava em branco). Já me estava a imaginar a receber o dinheiro de volta e tudo! Mas não. Às 15:18h (ou 15:19h, ou 15:20!) apareceram as primeiras pessoas e o senhor responsável pela projeção ligou o écran para que pudéssemos apreciar uns bons quinze minutos de publicidade pura e promoção de outros filmes. 


 


Eu gostei bastante do filme, mas vou resumir a minha experiência (sem fazer crítica ao filme) com uma fórmula:


 


Tendência natural para a lágrima fácil + hormonas da gravidez = choro quase ininterrupto durante todo o filme


 


Comecei a chorar no genérico de abertura e praticamente só parei nos créditos finais. Ah, também fiz uma breve paragem durante o intervalo, por pura vergonha. Senti um bocadinho menos de vergonha quando, no fim do filme, uma senhora perguntou a outra: "Houve lágrimas por aqui, ou fui só eu?". Eu não disse nada, claro, que a pergunta não me era dirigida, mas tive vontade de dizer que, se só tinha tido lágrimas nos olhos, isso não tinha sido nada, comparado com a torneira que eu tinha sido (e nem sempre silenciosa).


 


Recomendo o filme, mas não sei se o que escrevi o recomenda...