domingo, 7 de maio de 2017

Prenda do Dia da Mãe

O Feitiço acordou seco. Iupiii! 

Desde que mudei para o bairro dos blogues do Sapo

descobri novos blogues


perdi alguns dos visitantes anteriores


ganhei alguns (embora poucos) visitantes novos


há coisas no blogue que não consigo fazer (e antes eram fáceis)


 


Não tenciono voltar atrás, mas isto não está a correr tão bem quanto desejaria!


 

Mês de Maria - Dia 7

"SEMINARISTA LADRÃO"


 


Dom José Masera, bispo de Biella, em Itália, foi visitar o seminário de Javeno e contou o seguinte:


 «Certo dia faltou neste Seminário um bocado de chocolate. Foi acusado determinado seminarista, a quem o Reitor, Senhor Cónego Aniceto, chamou a contas.


- Estou inocente - afirmou e tornou a afirmar o pequeno - mas não o acreditaram.


O Reitor declarou-lhe:


- Vais expulso do Seminário, porque, além de ladrão, és mentiroso.


O pequenito, desfeito em lágrimas, continuava a declarar a sua inocência, mas de nada lhe valeu. Na sua aflição corre para a capela, ajoelha-se diante do altar de Nossa Senhora e suplica-lhe com todo o fervor do seu coração:


- Ó minha boa Mãe, vós bem sabeis que estou inocente. Não permitais que me mandem embora. Se um dia chegar a ser sacerdote, hei de pregar a todos o vosso amor.


O Reitor, tendo conhecimento desta devoção do rapazito, decidiu deixá-lo à prova mais algum tempo. Dentro em pouco descobriu-se a inocência do tal seminarista. Pôde continuar os estudos, foi ordenado sacerdote e agora é bispo. Sou eu que vos estou a falar. E aqui me encontro para vos recomendar o amor a Nossa Senhora».


Que mostra este lindo caso? Que Nossa Senhora é tão boa Mãe que nunca se recorre a Ela em vão.


No tempo das Aparições, veio a Fátima um soldado que chorava como uma criança. «Tinha recebido ordem - conta Lúcia - de partir para a guerra e deixava a sua mulher na cama doente e três filhinhos. Ele pedia a cura da mulher ou a revogação da ordem. A Jacinta convidou-o a rezar com ela o terço. Depois disse-lhe: - Não chore! Nossa Senhora é tão boa que com certeza faz-lhe a graça que lhe pede.


E não esqueceu mais o seu soldado. No fim do terço rezava sempre uma Ave-Maria pelo soldado».


Nossa Senhora é realmente tão boa que concedeu as duas graças: o soldado não foi para a guerra e a sua esposa curou-se.


Pede com toda a confiança as graças a Nossa Senhora porque nunca se ouviu dizer que alguém tenha recorrido a Ela em vão.

sábado, 6 de maio de 2017

Mês de Maria - Dia 6

"VOU DIZER À TUA MÃE"


 


Um pequenino enfermo, chamado João, chegou ao Santuário de Nossa Senhora de Lurdes. Está nas últimas. A morte aproxima-se. Recebe os sacramentos, antes de ser conduzido à esplanada.


 Começa a procissão do Santíssimo Sacramento. Um Cardeal, trazendo nas mãos a Sagrada Custódia, vai dando a bênção a cada um dos doentes. Chegada a sua vez, Joãozinho murmura muito docemente:


 - Jesus, Filho de Maria, curai-me!


 Jesus passa e o milagre esperado não se realiza. O pequeno, fazendo um último esforço, levanta-se a custo na maca e grita:


 - Jesus, Filho de Maria, não me curaste! Vou dizê-lo à tua Mãe!


 O Cardeal, que ouviu estas palavras, volta, comovido, para trás e dá-lhe de novo a bênção.


 Passa-se naquele momento qualquer coisa de extraordinário. João sente-se repentinamente curado. Com um gesto rápido levanta-se cheio de vida. Com alegria exclama voltado para a Sagrada Custódia:


 - Jesus, Filho de Maria, curaste-me. Muito obrigado! Vou dizer à tua Mãe que me ajude a agradecer-Te.


 O Cardeal e os peregrinos, que presenciaram o milagre, não conseguem conter as lágrimas. O pai de João, que era incrédulo, sacudido por tão grande maravilha, cai de joelhos e começa a chorar. Estava convertido e a sua alma curada.


 O doentinho alcançou a sua cura porque a pediu, cheio de fé, a Jesus por meio de sua Mãe Maria Santíssima.


 Assim aconteceu também em Caná de Galileia (João 2, 1-11). Nosso Senhor fez o milagre de mudar a água em vinho porque a Virgem Maria lho pediu.


 Peçamos as graças por meio de Nossa Senhora; intrometamos a sua intercessão. Jesus é tão bom que nada há de negar de quanto a sua Mãe lhe pedir.


 Escreveu o Papa Pio XI: «A vontade de Deus é esta, para usar as palavras de São Bernardo: que tudo recebamos por meio de Maria» (Enc. Ingravescentibus malis). E a pequenina Jacinta recomendava ao despedir-se de Lúcia: «Diz a toda a gente que Deus nos concede as graças por meio do Coração Imaculado de Maria, que lhas peçam a Ela...».

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Poder de observação... ou não!

Ontem passei por uma das escolas onde dei aulas de inglês este ano e que foi a escola onde dei aulas como professora de uma turma durante três anos.


 


Uma das minhas ex-alunas, que me viu ao longo do ano até eu ficar de baixa, e algumas vezes depois, quando eu fui fazer uma visita (e que sempre me vinha cumprimentar e abraçar), e que já tem dez anos, perguntou-me:


 


- A professora está grávida?


 


Eu não queria acreditar que ela me estava a perguntar aquilo. 


 


- Olha, se me perguntares daqui a uns dias já não estou!


 


Ela, sorridente: Então, parabéns!


 


Eu: Obrigada!

Há luz ao fundo do túnel

O Feitiço hoje acordou novamente seco, depois de há dois dias termos lançado foguetes por essa mesma razão. 

Mês de Maria - Dia 5


"SEDE A MINHA MÃE"



 


Era o mês de novembro. Secas e amarelas caíam as folhas das árvores, como caem secas e murchas as ilusões da vida. Numa casa nobre de Ávila, em Espanha, está em agonia uma distinta senhora chamada D. Beatriz. De repente, a moribunda abre os olhos, que dirige para um lado e outro, e com voz sumida e apagada suspira: 


- Teresa! Tragam-me Teresa!


E a menina, de extraordinária formosura, aproximou-se da cabeceira da mãe moribunda. Olhou para ela a enferma e, como se nesse instante o Senhor lhe tivesse revelado o futuro daquela pequena, exclamou: 


- Bendita! Bendita! 


E expirou. Levantou-se a menina desfeita em pranto e beijou aquelas mãos frias pela morte. Correu para o altar de Nossa Senhora da Caridade na capela de São Lázaro. Ali deixou correr livremente o rio das suas lágrimas. Levantou os olhos. Com sentida ternura e imensa confiança, pronunciou com toda a verdade da sua alma estas palavras: 


- Senhora, já que não tenho mãe, sede vós daqui para diante a minha mãe! 


Levantou-se e foi para casa com a certeza de ter sido ouvida. Esta menina veio a ser a grande Santa Teresa de Jesus. Tantas graças lhe vieram por ter escolhido, desde os primeiros dias da sua vida, a Virgem Santíssima para sua Mãe! 


Imita-a também tu. Diante da imagem de Nossa Senhora diz-lhe com todo o amor do teu coração: 


- Senhora, sede a minha mãe! Sou vosso filho; abençoai-me, protegei-me, defendei-me dos perigos e, depois da minha morte, levai-me para junto de Vós, no Céu. 


No Calvário está Jesus pregado na cruz, ensaguentado, entre o céu e a terra. Maria está ali de pé com São João e as piedosas mulheres. «Vendo Jesus sua mãe e, ao pé dela, o discípulo amado, disse-lhe: Senhora, eis aí o teu filho. Em seguida disse ao discípulo: Eis aí a tua mãe» (Jo 19, 26-27). 


Quem é João? Não é João sozinho, mas ele e cada um de nós porque nos representa a todos. Foi na cruz que Cristo nos deu Maria como mãe. Aceita este precioso legado e ama a tua Mãe celeste, com o santo Apóstolo, do qual diz o Evangelho: «E a partir daquele momento, o discípulo recebeu-a em sua casa» (Jo 19, 27).

quinta-feira, 4 de maio de 2017

How I met your father - Episode 2

Episode 1


Kids,


 


Disse-vos que antes do primeiro amor tive uma experiência sui generis


 


A minha melhor amiga apresentou-me um rapaz, seu vizinho às vezes (os pais dele estavam separados e só a mãe, ou só o pai, já não sei, morava no prédio ao lado do dela). Ele andava num colégio só para rapazes, eu (ainda, por alguns meses) num colégio só para raparigas... e isso era basicamente o nosso elo "comum". 


 


Simpatizei com ele. Não fiquei apaixonada, mas talvez tenha tido um fraquinho por ele. A oferta de rapazes de que dispunha era pouca! Trocámos moradas e estabelecemos correspondência durante alguns meses. Era giro receber cartas de um rapaz! Ao meu jeito muito sincero e frontal (e ingénuo!), numa carta disse-lhe que nunca tinha tido um namorado, e que nunca tinha sequer beijado um rapaz. Na resposta que recebi, vinha uma proposta: ele não se importaria de me beijar, só para eu ver como era, para ter a experiência... 


 


Fiquei ofendidíssima, e respondi, indignada, que não estava desesperada a ponto de beijar um rapaz só por beijar! Ele respondeu-me a pedir desculpa, mas, se não me engano, a nossa correspondência ficou por ali, pois não voltei a escrever-lhe. Tenho ideia de ele ainda me ter escrito mais uma vez, mas isto, admito, pode ser a minha memória a afagar o meu ego.


 


Nunca o beijei e nunca mais o vi.


 


Episode 3

Mês de Maria - Dia 4


"O SACRIFÍCIO DO FOGO"



 


Entre muitas outras meninas, encontra-se no Asilo de Vilar, no Porto, Lúcia, a Pastorinha de Fátima. É o dia do grande arraial do São João no Palácio de Cristal, ali ao pé. 


Vai começar o fogo de artifício. As alunas subiram, contentíssimas, para a varanda alta do Asilo, donde poderão apreciar a festa. Lúcia sabe que na vizinhança está a morrer um farmacêutico, que não se quer confessar. O seu delicado coração tem pena daquele infeliz, à beira do inferno, onde será um desgraçado para sempre. Vai oferecer a Nossa Senhora o sacrifício de não ver o fogo pela conversão do pobre pecador. Não contente com isto, dirige-se às companheiras: 


- Ó meninas, se nós fizéssemos o sacrifício de não ver o fogo para que aquele pecador se converta? Achais bem? 


- Sim, sim, está muito bem! 


- Então quem é que quer fazer o sacrifício? 


- Eu... eu, também eu! - respondem as pequenas. 


Umas atrás das outras, vão descendo as escadas da varanda. Não ficou lá ninguém para assistir ao espectáculo. 


Nossa Senhora aceitou tão lindo sacrifício. O pecador confessou-se, recebeu os sacramentos e morreu na paz de Deus. 


Lúcia cumpria assim o que Nossa Senhora e o Anjo lhe tinham pedido a ela e aos outros dois videntes: que oferecessem muitos sacrifícios «em actos de reparação pelos pecados com que Deus é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores». Os pequeninos responderam com generosidade heróica a estes apelos. Não comiam a merenda, que era a sua refeição do meio-dia, para a distribuírem, primeiro pelas ovelhas, e depois pelos pobrezinhos. Deixavam os figos e as uvas apetitosas. «Tínhamos por costume, de vez em quando, oferecer a Deus o sacrifício de passar uma novena ou mês sem  beber. Fizemos este sacrifício no mês de agosto, em que o calor era sufocante». Traziam atada à cinta uma corda e batiam com urtigas nas pernas. Deixaram os divertimentos mundanos, tais como os bailes. Passavam horas seguidas com a cabeça no chão repetindo as orações do Anjo. 


Foi o sacrifício de Jesus que nos salvou; agora são os nossos sacrifícios unidos ao Seu, que salvam as almas. 


E tu que sacrifícios vais fazer para que Nosso Senhor perdoe os teus pecados e converta os pecadores?

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Hospital e cinema

Hoje fui ao hospital, tal como tinha dito ontem que iria.


 


 


O CTG mostrou que a Magia estava muito reativa, o que é bom, e durante a meia hora que durou o exame tive apenas uma contração. Depois a minha médica andou a  "investigar" e disse que o colo do útero já está mais fino (efeito das caminhadas), mas que a bebé ainda anda a passear muito "para cima". Segundo a opinião da médica, isto ainda "aguenta" mais uma semana, pelo que, se a Magia não decidir nascer até lá, voltarei ao hospital para novo CTG e nova "investigação" daqui a uma semana.


 


Quando saí do hospital eram horas de almoço, pelo que alimentei duas pessoas pelo preço de uma num restaurante ali perto. Paguei 6,50€ por uma "refeição completa" (coloquei as aspas porque ou comia sopa, ou sobremesa, pelo que, na minha opinião, a refeição era incompleta). Portei-me bem e escolhi sopa. A verdade é que não fiquei com fome e achei que tudo estava muito saboroso. Menos o café (que estava incluído e que só bebi porque me sentia um bocado a precisar de "arrebitar"), que, na minha opinião muito pouco experiente, não era grande coisa.


 


Durante o regresso a casa, decidi ir ao cinema. Ficava em caminho, pelo que saí do transporte em que ia na penúltima paragem, tendo tomado a decisão de, depois do filme, fazer a pé o percurso que faltava.


 


Dos filmes em exibição, selecionei dois e decidi que iria ver o que começasse primeiro. Como um deles só seria exibido à noite e o outro começava às 15:20h, a escolha foi facílima. "Ganhou" o filme "Jacinta". Lá arranjei maneira de passar o tempo (ainda eram 14:40h, mais ou menos) e, dez minutos antes da hora marcada, entrei na sala.


 


Durante alguns minutos pensei que iria ser a única pessoa a ver o filme. Isto, se decidissem projetar alguma coisa (o écran estava em branco). Já me estava a imaginar a receber o dinheiro de volta e tudo! Mas não. Às 15:18h (ou 15:19h, ou 15:20!) apareceram as primeiras pessoas e o senhor responsável pela projeção ligou o écran para que pudéssemos apreciar uns bons quinze minutos de publicidade pura e promoção de outros filmes. 


 


Eu gostei bastante do filme, mas vou resumir a minha experiência (sem fazer crítica ao filme) com uma fórmula:


 


Tendência natural para a lágrima fácil + hormonas da gravidez = choro quase ininterrupto durante todo o filme


 


Comecei a chorar no genérico de abertura e praticamente só parei nos créditos finais. Ah, também fiz uma breve paragem durante o intervalo, por pura vergonha. Senti um bocadinho menos de vergonha quando, no fim do filme, uma senhora perguntou a outra: "Houve lágrimas por aqui, ou fui só eu?". Eu não disse nada, claro, que a pergunta não me era dirigida, mas tive vontade de dizer que, se só tinha tido lágrimas nos olhos, isso não tinha sido nada, comparado com a torneira que eu tinha sido (e nem sempre silenciosa).


 


Recomendo o filme, mas não sei se o que escrevi o recomenda...

Lancem os foguetes!

Não estava nos meus planos escrever no blogue esta manhã (o post das 7 horas foi agendado, como sabem), mas estou aqui por uma boa razão.


 


Lancem os foguetes!


 


Porquê?


 


Porque o rei faz anos?


 


Não. Mas aconteceu algo quase tão raro como o rei fazer anos.


 


O Feitiço acordou seco!


 


 

Mês de Maria - Dia 3


"REZAI MUITO E FAZEI SACRIFÍCIOS"



 


A branca Senhora mais brilhante que o sol, quando apareceu em Fátima, mostrou o inferno aos Pastorinhos. Era um mar de fogo, onde estavam mergulhados os demónios e as almas como se fossem brasas transparentes, soltando gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizavam e faziam estremecer de pavor. 


E Nossa Senhora, com o rosto magoado de tristeza, disse: 


- Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas. 


A Jacinta, muito impressionada com esta pavorosa visão e com as impressionantes palavras da Virgem Santíssima, exclamava com amargura: 


- O inferno! O inferno! Que pena eu tenho das almas que vão para o inferno! E as pessoas lá vivas a arder como lenha no fogo! É preciso rezar muito para livrar as almas do inferno. Vão para lá tantas! 


E, meia trémula, ajoelhava, de mãos postas, a rezar a oração ensinada pela celeste Aparição: - Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu, principalmente as que mais precisarem. 


E permanecia assim por grandes espaços de tempo, de joelhos, repetindo a mesma oração. 


Se rezarmos e fizermos sacrifícios, os pecadores convertem-se. Foi o que prometeu Nossa Senhora e o que mostra este caso contado por Lúcia. 


«Havia no nosso lugar, uma mulher que nos insultava sempre que nos encontrava. Encontrámo-la um dia quando saía da taberna, e a pobre, como não estava em si, não se contentou desta vez só com insultar-nos. Quando acabou o seu trabalho (de bater), a Jacinta diz-me: - Temos que pedir a Nosso Senhor e oferecer-Lhe sacrifícios pela conversão desta mulher». 


Os Pastorinhos rezam e sacrificam-se e pouco depois a pobre pecadora converteu-se inteiramente. «Não só não nos insultava, mas pedia-nos continuamente para pedirmos por ela a Nossa Senhora que lhe perdoasse os seus pecados». 


Não queres também durante este mês de maio alcançar com tuas orações e sacrifícios a conversão de algum pecador?

terça-feira, 2 de maio de 2017

Amanhã

... vou ao hospital fazer o CTG da praxe. Depois a minha médica há de ver-me.


 


Espero que se confirme que a Magia não desfez o pino, isto é, espero que ela continue de cabeça para baixo, e de preferência que esteja mais para baixo. Eu tenho andado, como a médica me mandou (pronto, não tem sido todos os dias, mas quase)!

Ave agoirenta

Já por várias vezes me queixei aqui de estar com azia. Não gosto mesmo nada da experiência!


 


Ontem falei com a Matilde pelo Skype, umas três horas depois de ter jantado. Coloquei a mão à frente da boca algumas vezes, o que, penso eu, levou a Matilde a perguntar-me:


 


- Estás com azia?


Eu: Não, já não tenho há uns dias.


Matilde: Então estás a arrotar?


Eu: Sim, apesar de ter terminado de jantar há três horas.


 


A conversa continuou por outros caminhos.


 


Esta manhã acordei com... azia. Pois. 


Matilde, a ave de mau agoiro.

Mês de Maria - Dia 2


"CAUTELA AO SÁBADO!"



 


No dia 14 de agosto de 1863 foi um rapaz confessar-se ao Santuário de Nossa Senhora de Vals, em França. Depois de ter dito as ligeiras faltas cometidas desde a última confissão, acrescentou também os grandes pecados da vida passada, declarando: 


- Senhor Padre, converti-me há três meses e nunca mais tornei a cair nestes pecados, mas quis confessá-los de novo para Nosso Senhor mos tornar a perdoar.


- Como é que tu foste capaz de te corrigir? - perguntou-lhe o sacerdote. 


- Num dia do mês de maio senti grande pesar da minha vida desgraçada e fui-me confessar. Daí para diante nunca mais tornei a ofender gravemente a Deus. 


- Como é que mudaste de vida? Tinhas devoção a Nossa Senhora? 


- Tive em tempos, mas desde que me meti naquela triste vida, nunca mais rezei nada. Só tinha muito cuidado de não cometer nenhum pecado ao sábado por ser dia consagrado à Virgem Santíssima. Fiz esta promessa em pequeno e guardei-a até hoje. 


- Foi essa delicadeza para com a Mãe de Deus que te obteve a conversão - declarou o sacerdote. 


Começou o mês de maio. Por ser o mês de Maria, hás de fazer um grande esforço por passá-lo sem cometer nenhum pecado que desgoste a Virgem Imaculada e o seu Divino Filho Jesus.


Pensa bem no defeito que te propões corrigir, na falta ou pecado que vais evitar. Pede à Senhora, Medianeira de todas as graças, te alcance força e graça para cumprir até ao fim do mês tão santa resolução, que será para ti fonte de abundantes bençãos celestes. 


Nossa Senhora, com o rosto muito triste, disse na última aparição de Fátima: 


- Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido. 


Isto mesmo te pede a ti. Procura, com a ajuda da graça, passar todo o mês de maio sem cometer nenhum pecado que ofenda Jesus, ou o Coração Imaculado da tua Mãe do Céu.


 


 


*[Confesso que isto não me parece muito correto, pois pecado perdoado por Deus é pecado que Ele esqueceu, segundo aprendi!]

segunda-feira, 1 de maio de 2017

De maio não passa!

Chegados a maio, chegámos ao mês de Maria, tal como chegámos ao mês da Magia, aqui no blogue. Até ontem, a Magia poderia querer nascer em abril - a partir de hoje, não tem outra hipótese senão nascer em maio.


 


Os partos dos três irmãos foram induzidos num dia em que a minha médica estava de serviço. O parto da Magia também já tem data para ser induzido, se a rapariga não for mais decidida do que os irmãos e não quiser nascer antes desse dia. Desculpem, mas não vou partilhar convosco (pelo menos, não agora) a data prevista para a indução. Mas quando a Magia nascer, não demorarei muito (espero) a contar a novidade.


 


Uma nota a concluir este pequeno post: não ando a dormir nada bem. Sinto-me quase sempre cansada e até tenho "medo" do pós-parto, que é sempre cansativo, quando já levo um avanço tão grande em termos de cansaço.


 


 

Mês de Maria - Dia 1


"O HOMEM QUE SE MATOU"



 


Uma senhora francesa sentia-se muito preocupada. O seu marido, que tinha levado vida pecaminosa, acabou de uma maneira tristíssima. Num acto de desespero, atirou-se de uma ponte abaixo e morreu afogado no rio. 


A pobre viúva pensava: - O meu marido está certamente no inferno, pois morreu no pecado e sem receber os sacramentos. 


Dirigiu-se à freguesia de Ars, no Sul de França, onde vivia um sacerdote santo que consolava todos os infelizes. 


Como a igreja paroquial estava cheia, a senhora e muitos peregrinos ficaram fora, no adro. O santo Pároco, chamado Padre João Baptista Vianey, passa. De repente os seus olhos fixam-se na senhora vestida de luto, que cai de joelhos, como todos os outros. O Santo recolhe-se uns momentos, parecendo escutar a voz de Deus. Depois inclina-se para a aflita peregrina e diz-lhe em voz baixa: - Salvou-se! 


A viúva, sobressaltada, parece não acreditar. O Santo repete: Salvou-se! 


Com um gesto de incredulidade a senhora pergunta: - Mas quem? 


O Santo, repisando bem bem cada uma das palavras, insiste: - Afirmo-lhe que o seu marido salvou-se: Está no Purgatório e é preciso rezar por ele. 


- Mas como, Senhor Padre? 


- Entre o parapeito da ponte e a água do rio, em que se afogou, fez um Acto de Contrição. Não se lembra do mês de Maria feito em sua casa? Não é verdade que o seu marido trazia todos os dias dos campos um ramo de flores para a senhora colocar no altar da Mãe de Deus? Foi este obséquio que lhe alcançou de Deus a graça do arrependimento, no último instante.


 


Este homem por trazer todos os dias do mês de maio um ramo de flores para o altar de Nossa Senhora obteve a salvação. Também nós esperamos receber essa graça, que é a maior de todas, se cada dia deste abençoado mês colocarmos no altar da Mãe de Deus as três flores que Ela mais aprecia: 1.º - o terço; 2.º - ao menos um sacrifício ou acto de vencimento próprio; 3.º - a participação na devoção do Mês de Maria na igreja ou em casa. Pensa bem nestas três resoluções e procura cumpri-las fielmente.

domingo, 30 de abril de 2017

Mês de Maria

O Rogério tem, há muito tempo, um livrinho intitulado "Mês de Maria". Todos os meses de maio nós lemos diariamente um dos 31 textos deste livro (se falharmos um dia, lemos dois textos no dia seguinte). O livro (na sua 3.ª edição) foi publicado em 1979, em Braga. É possível que exista uma versão (ou muitas!) mais atualizada, que facilmente se consiga encontrar. Não sei. O que eu sei é que este livro é para mim de uma grande riqueza e que me proponho partilhá-lo convosco, um texto por dia. Não tenho qualquer intenção de piratear o livro, que, de qualquer maneira, tal como está, já não deve existir à venda! Hão de reparar no estilo de linguagem e concordar comigo! :-)



Hoje, véspera de começar o mês de maio, mês de Maria, transcrevo o conteúdo da parte de dentro da capa.


 



MÊS DE MARIA




NO PRINCÍPIO




Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. 




Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam. [Convém começar pela reza do Terço]. 




Ó Maria, ao vosso Coração de Mãe, venho buscar força, luz, pureza, amor e paz! Entrego-me ao vosso poder, confio na vossa sabedoria, abandono-me à vossa misericórdia. Mãe de Deus, podeis socorrer-me. Vós sabeis quanto preciso de vós. Descanso na bondade do vosso Doloroso e Imaculado Coração. Ajudai-me a assistir com devoção ao Mês de Maria para tirar fruto para a minha alma. Santa Maria, Virgem Mãe de Deus, intercedei por mim. Amém.



 



NO FIM




Ó Senhora minha, ó minha Mãe, eu me ofereço todo a Vós e, em prova da minha devoção para convosco, vos consagro os meus olhos, os meus ouvidos, a minha boca, o meu coração e inteiramente todo o meu ser. E, porque assim sou vosso, ó incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade vossa. 




Lembrai-vos que vos pertenço, terna Mãe, Senhora nossa. Ah, guardai-me e defendei-me como coisa própria vossa! 




Ave-Maria... Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós. 




Ave-Maria... Imaculada Rainha da Paz, rogai por nós.Ave-Maria... Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós. 




Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre louvado e Sua Mãe Maria Santíssima.



 


Nota: Ao longo do livro, há muito vocabulário que certamente (como a mim) vos parecerá estranho, por não ser comum escutá-lo nos dias de hoje. Eu não vou alterar esse vocabulário. Estou a pensar apenas alterar a grafia de algumas palavras, se me parecer que ajudará na leitura e compreensão.


 


Nota: Estes posts sobre o Mês de Maria foram escritos com antecedência (bem, os primeiros foram de certeza, porque já estão prontos, sobre os outros não me posso ainda pronunciar) e agendados para os dias a que "pertencem", sempre às 07:00 horas.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Promessas, promessas...

Filhote Pato,


Matilde,


Olívia,


 


... onde estão os prometidos comentários?


 


 


(Não é muito justo pôr a Olívia no mesmo saco que a Filhote Pato e a Matilde, uma vez que ainda hoje li que está numa fase em que o tempo escasseia e vai espaçar a escrita no seu blogue.


Desculpa, Olívia! Só não retiro o teu nome porque me lembro do que escreveste a propósito da minha mudança para o bairro dos blogues do Sapo.)

quinta-feira, 27 de abril de 2017

How I met your father - Episode 1

Kids,


 


No, I'm not going to tell this story in English! I just felt like beginning it in English. Posto isto, vamos lá!


 


A história começa muito antes de eu conhecer o vosso pai (aka Gato Rogério).


 


Desde pequena que soube que queria casar e ter filhos. Também queria ser professora primária (como se chamava na altura às professoras do atual 1.º Ciclo do Ensino Básico) e/ou bailarina, mas esposa e mãe... era uma certeza.


 


Eu fui crescendo e mantendo a minha timidez (na verdade, ainda sou tímida, em determinadas circunstâncias), especialmente junto a rapazes. Ter andado numa escola só para raparigas, do 5.º ao 10.º ano, não ajudou (ou ajudou, depende do ponto de vista)! 


 


Os poucos rapazes com que contactei durante o tempo em que só tinha colegas (e amigas) raparigas eram amigos dos meus irmãos, mas eu mais fugia deles quando muito ocasionalmente iam lá a casa do que tentava conhecê-los. Nem cheguei a ter "um fraquinho" por nenhum deles!


 


Aos dezasseis anos mudei de escola e fui para o liceu (escola secundária) ao pé de casa. Tive colegas rapazes, mas numa proporção pouco intimidante: havia apenas quatro rapazes, numa turma de aproximadamente trinta alunos. Um destes alunos pareceu-me familiar, pelo nome e pelo aspeto: vim a confirmar que tinha sido meu colega na escola primária, mas não fiquei mais próxima dele por causa disso.


 


O meu primeiro amor "a sério", de gostar mesmo muito e de sonhar acordada com um futuro a dois, surgiu nesta altura. Mas antes, tive uma experiência sui generis, que convém contar... noutro episódio.


 


Episode 2