quinta-feira, 18 de abril de 2013

A minha mãe (passado e presente)

... é a BBC familiar. Quando queremos saber como está alguém da família, podemos telefonar-lhe, que ela diz-nos logo como estão todos. Também podemos falar diretamente com os familiares em questão, mas às vezes é difícil conseguir "apanhá-los" - ela consegue e passa a mensagem.

... preparava papas em pé, várias de seguida, mexendo muito depressa o garfo e rodando o prato com muita eficiência. Lembro-me sempre desta imagem quando preparo, em pé, papas Cerelac ou Nestum para a Varinha e para o Feitiço (ou, ocasionalmente, uma papa Pensal para a Vassoura). Não tenho a mesma eficiência.

... é linda.

... entalava-nos (pelo menos a mim e à minha irmã mais nova) os lençóis e os cobertores e, por cima deles, friccionava-nos o corpo, de modo a ficarmos mais quentinhas nas noites frias. Agora sou eu que faço isso.

... dava-nos sempre um beijo de boa-noite, ou só "as boas-noites" no quarto, mesmo que já estivéssemos a dormir. Pelo menos era o que respondia de manhã, quando às vezes dizíamos que não tinha lá ido. Nas poucas vezes em que EU não pude acompanhar a Vassoura até à cama e disse que ia ao quarto depois, mesmo que ela já dormisse, fui. De manhã tinha a consciência tranquila ao responder afirmativamente. [por favor, se no teu caso não era verdade, não me contes, mamã].

... fazia sempre um bolo ao domingo, e chá a acompanhar, e torradas, e tudo desaparecia num ápice. E não tenho ideia que fossem os meus avós, que lá iam a casa nesse dia, os responsáveis pela rapidez com que a mesa ficava vazia...

... passeia de mão-dada com o meu pai, desde sempre e ainda, após 50 anos de casamento, 7 filhos e 11 netos.

... é uma sogra-mãe, desde que os genros e as noras queiram ser (e sejam) genros-filhos e noras-filhas.

... dava material para um post gigantesco, ainda maior do que este já está, mas por hoje fico por aqui...

A minha mãe (passado e presente)

... é a BBC familiar. Quando queremos saber como está alguém da família, podemos telefonar-lhe, que ela diz-nos logo como estão todos. Também podemos falar diretamente com os familiares em questão, mas às vezes é difícil conseguir "apanhá-los" - ela consegue e passa a mensagem.

... preparava papas em pé, várias de seguida, mexendo muito depressa o garfo e rodando o prato com muita eficiência. Lembro-me sempre desta imagem quando preparo, em pé, papas Cerelac ou Nestum para a Varinha e para o Feitiço (ou, ocasionalmente, uma papa Pensal para a Vassoura). Não tenho a mesma eficiência.

... é linda.

... entalava-nos (pelo menos a mim e à minha irmã mais nova) os lençóis e os cobertores e, por cima deles, friccionava-nos o corpo, de modo a ficarmos mais quentinhas nas noites frias. Agora sou eu que faço isso.

... dava-nos sempre um beijo de boa-noite, ou só "as boas-noites" no quarto, mesmo que já estivéssemos a dormir. Pelo menos era o que respondia de manhã, quando às vezes dizíamos que não tinha lá ido. Nas poucas vezes em que EU não pude acompanhar a Vassoura até à cama e disse que ia ao quarto depois, mesmo que ela já dormisse, fui. De manhã tinha a consciência tranquila ao responder afirmativamente. [por favor, se no teu caso não era verdade, não me contes, mamã].

... fazia sempre um bolo ao domingo, e chá a acompanhar, e torradas, e tudo desaparecia num ápice. E não tenho ideia que fossem os meus avós, que lá iam a casa nesse dia, os responsáveis pela rapidez com que a mesa ficava vazia...

... passeia de mão-dada com o meu pai, desde sempre e ainda, após 50 anos de casamento, 7 filhos e 11 netos.

... é uma sogra-mãe, desde que os genros e as noras queiram ser (e sejam) genros-filhos e noras-filhas.

... dava material para um post gigantesco, ainda maior do que este já está, mas por hoje fico por aqui...

Não tenho resposta

... quando a Varinha me pergunta:

- Mamã, por que foi que comeste os ovos de chocolate com Smarties?

E acrescenta, num tom zangado:

- És muito gulosa!

Não tenho resposta

... quando a Varinha me pergunta:

- Mamã, por que foi que comeste os ovos de chocolate com Smarties?

E acrescenta, num tom zangado:

- És muito gulosa!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A força de um nome

... quando esse nome é Hannibal (Lecter).

Believe it or not, nunca vi o "Silêncio dos Inocentes" (I ou II). Talvez tenha visto uma cena ou outra, de passagem, numa das vezes que tenham dado na televisão. Mas do princípio ao fim, não. Não é de todo o meu género de filmes.

Mas conheço a história. O suficiente para, ao ver, num cartaz, uma cara masculina que desconheço, a limpar a boca com um guardanapo, sem vestígios do que andou a comer, me arrepiar um bocado, apenas porque, acima, está uma palavra com peso: HANNIBAL.

Pronto, está bem, chamem-me mariquinhas...

A força de um nome

... quando esse nome é Hannibal (Lecter).

Believe it or not, nunca vi o "Silêncio dos Inocentes" (I ou II). Talvez tenha visto uma cena ou outra, de passagem, numa das vezes que tenham dado na televisão. Mas do princípio ao fim, não. Não é de todo o meu género de filmes.

Mas conheço a história. O suficiente para, ao ver, num cartaz, uma cara masculina que desconheço, a limpar a boca com um guardanapo, sem vestígios do que andou a comer, me arrepiar um bocado, apenas porque, acima, está uma palavra com peso: HANNIBAL.

Pronto, está bem, chamem-me mariquinhas...

terça-feira, 16 de abril de 2013

Feitiço a ler

Quando preparo a papa para o Feitiço, ele costuma pedir-me a caixa da papa, para, segundo ele, "ler e contar as palavras". Isto já acontece há meses.

Ultimamente, ocupa-se mais a "ler" e menos a "contar".

(lateral da caixa)
O que ele lê: "o leite", "a taça", "a colher", "mexer", "já está". Normalmente acaba a leitura no momento em que a papa fica pronta... coincidências! :-)

Feitiço a ler

Quando preparo a papa para o Feitiço, ele costuma pedir-me a caixa da papa, para, segundo ele, "ler e contar as palavras". Isto já acontece há meses.

Ultimamente, ocupa-se mais a "ler" e menos a "contar".

(lateral da caixa)
O que ele lê: "o leite", "a taça", "a colher", "mexer", "já está". Normalmente acaba a leitura no momento em que a papa fica pronta... coincidências! :-)

"deiteicunatina"

Não sei se sou a única mãe a fazer o que vou dizer (espero não ser para não parecer demasiado doida), mas com alguma frequência falo nonsense com os meus filhos (uma sequência de sílabas pegadas sem nexo nenhum, mas ditas como se tivessem sentido).

Por isso, quando ouvi o Feitiço a dizer "deiteicunatina" várias vezes, pensei para os meus botões ou para a minha gola alta, dependendo do que tinha vestido: "se calhar devia deixar de falar à pateta; o Feitiço está a imitar-me e a combinação que ele diz não fica lá muito bonita!" [se lerem mesmo a sequência, perceberão o que quero dizer]

Ontem, no entanto, finalmente entendi o que ele realmente estava a tentar dizer. Mas para vos explicar tenho de vos contar uma anedota!

"Era uma vez um menino muito distraído chamado Luís. Um dia em que iam ter uma festa, a mãe reparou que faltava o sumo de maracujá. O Luís disse:
- Ó mãe, não te preocupes, eu vou à mercearia comprar o sumo!
- Ó filho, mas tu esqueces-te sempre dos recados!
- Desta vez não me esqueço: vou o caminho todo a dizer "sumo de maracujá, sumo de maracujá"!
A mãe deu o dinheiro ao Luís e ele lá foi, pelo passeio, a dizer "sumo de maracujá, sumo de maracujá"; virou à direita e começou a dizer "sumo de marajá, sumo de marajá".
Ao chegar à mercearia, pediu: "Um sumo de marajá, se faz favor".
Merceeiro: Sumo de marajá?!? Não será antes "sumo de maracujá"?
Luís: Ah, pois é! [bate com a mão na testa] Deixei o 'cu' na esquina!"

O pormenor do bater com a mão na testa é que me fez perceber que "deiteicunatina" era, na realidade, o desfecho da anedota, "deixei o 'cu' na esquina"!

P.S. - Esta anedota foi-me contada por um ex-aluno que na altura tinha nove ou dez anos. Tenho muito boas recordações deste aluno e da maneira incrivelmente engraçada como contou a anedota, por isso o  nome do protagonista é em sua homenagem...

"deiteicunatina"

Não sei se sou a única mãe a fazer o que vou dizer (espero não ser para não parecer demasiado doida), mas com alguma frequência falo nonsense com os meus filhos (uma sequência de sílabas pegadas sem nexo nenhum, mas ditas como se tivessem sentido).

Por isso, quando ouvi o Feitiço a dizer "deiteicunatina" várias vezes, pensei para os meus botões ou para a minha gola alta, dependendo do que tinha vestido: "se calhar devia deixar de falar à pateta; o Feitiço está a imitar-me e a combinação que ele diz não fica lá muito bonita!" [se lerem mesmo a sequência, perceberão o que quero dizer]

Ontem, no entanto, finalmente entendi o que ele realmente estava a tentar dizer. Mas para vos explicar tenho de vos contar uma anedota!

"Era uma vez um menino muito distraído chamado Luís. Um dia em que iam ter uma festa, a mãe reparou que faltava o sumo de maracujá. O Luís disse:
- Ó mãe, não te preocupes, eu vou à mercearia comprar o sumo!
- Ó filho, mas tu esqueces-te sempre dos recados!
- Desta vez não me esqueço: vou o caminho todo a dizer "sumo de maracujá, sumo de maracujá"!
A mãe deu o dinheiro ao Luís e ele lá foi, pelo passeio, a dizer "sumo de maracujá, sumo de maracujá"; virou à direita e começou a dizer "sumo de marajá, sumo de marajá".
Ao chegar à mercearia, pediu: "Um sumo de marajá, se faz favor".
Merceeiro: Sumo de marajá?!? Não será antes "sumo de maracujá"?
Luís: Ah, pois é! [bate com a mão na testa] Deixei o 'cu' na esquina!"

O pormenor do bater com a mão na testa é que me fez perceber que "deiteicunatina" era, na realidade, o desfecho da anedota, "deixei o 'cu' na esquina"!

P.S. - Esta anedota foi-me contada por um ex-aluno que na altura tinha nove ou dez anos. Tenho muito boas recordações deste aluno e da maneira incrivelmente engraçada como contou a anedota, por isso o  nome do protagonista é em sua homenagem...

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Fiquei parva com as estatísticas!...

... do blogue. Já houve pessoas a ver este meu humilde blogue em Portugal (duuh), Estados Unidos, Alemanha, Brasil, França, Reino Unido e Rússia! A ideia de pessoas em locais distantes lerem o que escrevi parece-me amazing! Independentemente da nacionalidade que tenham. Dá assim um ar internacional à minha escrita tu-cá-tu-lá!

Fiquei parva com as estatísticas!...

... do blogue. Já houve pessoas a ver este meu humilde blogue em Portugal (duuh), Estados Unidos, Alemanha, Brasil, França, Reino Unido e Rússia! A ideia de pessoas em locais distantes lerem o que escrevi parece-me amazing! Independentemente da nacionalidade que tenham. Dá assim um ar internacional à minha escrita tu-cá-tu-lá!

Ajuda técnica não-paga

Desde ontem à noite, quem quiser comentar algum post deste blogue já não tem de provar que "não é um robô". Era assim que eu queria desde o início, mas como não encontrava maneira de alterar, pensava inclusive que não era possível, no blogger. A minha irmã mais velha bem dizia "Olha que deves poder configurar isso..." e eu "Não, não, todos os blogues que eu sigo pertencentes a este tipo (blogspot.pt) têm isso!" Wrooong!

Ontem, reparei - finalmente - que nem todos os blogues "deste tipo" pedem para se provar que não se é um robô. Foi então que, nesse blogue em que se fez luz, pedi ajuda e obtive uma esclarecedora resposta.

Esta experiência de ajuda fez-me perceber que ser "caloira" no mundo da blogosfera não tem de ser uma coisa má. Dá para ver que há por aqui muita gente boa, que não se importa de perder um tempinho a ajudar os novatos. Talvez daqui a uns tempos (largos) eu passe para o outro grupo... e espero estar também disponível para ajudar!

Ajuda técnica não-paga

Desde ontem à noite, quem quiser comentar algum post deste blogue já não tem de provar que "não é um robô". Era assim que eu queria desde o início, mas como não encontrava maneira de alterar, pensava inclusive que não era possível, no blogger. A minha irmã mais velha bem dizia "Olha que deves poder configurar isso..." e eu "Não, não, todos os blogues que eu sigo pertencentes a este tipo (blogspot.pt) têm isso!" Wrooong!

Ontem, reparei - finalmente - que nem todos os blogues "deste tipo" pedem para se provar que não se é um robô. Foi então que, nesse blogue em que se fez luz, pedi ajuda e obtive uma esclarecedora resposta.

Esta experiência de ajuda fez-me perceber que ser "caloira" no mundo da blogosfera não tem de ser uma coisa má. Dá para ver que há por aqui muita gente boa, que não se importa de perder um tempinho a ajudar os novatos. Talvez daqui a uns tempos (largos) eu passe para o outro grupo... e espero estar também disponível para ajudar!

domingo, 14 de abril de 2013

Uma ferida enfeitada

A Vassoura, parece que acidentalmente, arranhou a Varinha. A Varinha ficou com uma ferida. Agora mesmo veio ao pé de mim e pediu-me para "desenfeitar" a ferida...

Uma ferida enfeitada

A Vassoura, parece que acidentalmente, arranhou a Varinha. A Varinha ficou com uma ferida. Agora mesmo veio ao pé de mim e pediu-me para "desenfeitar" a ferida...

Brincar às mães e aos pais

Vassoura: Mamã, vamos brincar às mães e aos pais?! Eu sou a mãe, o Feitiço é o meu filho, a Varinha é a tia, e tu és a avó. Está bem?
Eu: Está bem. Eu sou a tua mãe, não é? Então vai-te vestir...

Feitiço: Eu sou o MEU PAI e este [o boneco com que dorme] é o meu filho.
Eu: Este [apontando para o boneco] é teu filho? Então tens dois filhos?
Feitiço: Sim, este [boneco] e este [aponta para si próprio]...

:-)

Brincar às mães e aos pais

Vassoura: Mamã, vamos brincar às mães e aos pais?! Eu sou a mãe, o Feitiço é o meu filho, a Varinha é a tia, e tu és a avó. Está bem?
Eu: Está bem. Eu sou a tua mãe, não é? Então vai-te vestir...

Feitiço: Eu sou o MEU PAI e este [o boneco com que dorme] é o meu filho.
Eu: Este [apontando para o boneco] é teu filho? Então tens dois filhos?
Feitiço: Sim, este [boneco] e este [aponta para si próprio]...

:-)

sábado, 13 de abril de 2013

Cabelos, cabelos

Não sei se já conhecem este fantástico vídeo incluído no "Sónia e as profissões"... A verdade é que, querendo ou não (não!), após ver uma única vez, fiquei com o "cabelos, cabelos..." na cabeça. Como já vi para aí umas quatro vezes, já quase posso substituir a Sónia no palco, lol!


Bem, na verdade, o vídeo é só para animar este post, já que resolvi desabafar sobre o meu cabelo. Não sei por onde começar, por isso, como sempre ouvi que deveria fazer, vou "começar pelo princípio"!

Quando eu era miúda, tinha cabelo encaracolado, em muito pouca quantidade (não é que tivesse pouco cabelo encaracolado e muito cabelo liso; tinha pouco cabelo no total), castanho claro (tão claro que, se a minha mãe tivesse dinheiro e inclinação para parvoíces, seria tentador tornar loiro) e fraquinho, fraquinho. Já agora, tinha tão poucas pestanas que o meu avô paterno chamava-me o seu "amor sem pestanas".

Quando tinha uns quatro ou cinco anos, com o cabelo tal como o descrevi, tive direito a um "penteado de princesa" feito pela minha irmã do meio (mais velha do que eu 2 anos e alguns meses). Tanto eu como ela nos lembramos deste penteado como estando espetacular, maravilhoso... mas era impossível que assim fosse (exceto na nossa imaginação de crianças, claro!). Adiante.

Por causa de ser fraco, o meu cabelo estava constantemente a ser cortado, por alguém da família. Também me lembro de aplicar uma loção "fortificante" diariamente (era um frasco transparente com uma espécie de raminhos de flores brancas e a loção cheirava bem).  Mais tarde também experimentei lavar a cabeça com gema de ovo batida (ou seria o ovo inteiro? Era a minha mãe que preparava o "champô", ela que diga, se se lembrar)...  O objetivo de todas estas intervenções, "tornar o cabelo mais forte", nunca foi atingido. Pobre cabelo!

A certa altura, deixei crescer o cabelo, já que tê-lo curto de nada servia. Como todos os cabelos, tinha dias melhores e dias piores. Nos dias bons, os remoinhos (um de cada lado) ficavam mais disfarçados pela ondulação dos cabelos. Nos dias maus, a solução era não pensar muito neles!

O mais irritante? Ver que os caracóis lindos, em canudo, que o meu cabelo faz (quando tem comprimento para isso), ficam escondidos junto ao pescoço, por baixo do resto do cabelo, que esvoaça, sem rei nem roque, à mais leve brisa.

A melhor fase do meu cabelo - melhor mesmo, de longe - foi durante cada uma das três gravidezes, às quais se seguiu a pior fase de todas!

E pronto, assim termina o desabafo sobre o meu cabelo. Não ficou tudo dito, mas não penso maçar-vos mais com esta temática.

Cabelos, cabelos

Não sei se já conhecem este fantástico vídeo incluído no "Sónia e as profissões"... A verdade é que, querendo ou não (não!), após ver uma única vez, fiquei com o "cabelos, cabelos..." na cabeça. Como já vi para aí umas quatro vezes, já quase posso substituir a Sónia no palco, lol!


Bem, na verdade, o vídeo é só para animar este post, já que resolvi desabafar sobre o meu cabelo. Não sei por onde começar, por isso, como sempre ouvi que deveria fazer, vou "começar pelo princípio"!

Quando eu era miúda, tinha cabelo encaracolado, em muito pouca quantidade (não é que tivesse pouco cabelo encaracolado e muito cabelo liso; tinha pouco cabelo no total), castanho claro (tão claro que, se a minha mãe tivesse dinheiro e inclinação para parvoíces, seria tentador tornar loiro) e fraquinho, fraquinho. Já agora, tinha tão poucas pestanas que o meu avô paterno chamava-me o seu "amor sem pestanas".

Quando tinha uns quatro ou cinco anos, com o cabelo tal como o descrevi, tive direito a um "penteado de princesa" feito pela minha irmã do meio (mais velha do que eu 2 anos e alguns meses). Tanto eu como ela nos lembramos deste penteado como estando espetacular, maravilhoso... mas era impossível que assim fosse (exceto na nossa imaginação de crianças, claro!). Adiante.

Por causa de ser fraco, o meu cabelo estava constantemente a ser cortado, por alguém da família. Também me lembro de aplicar uma loção "fortificante" diariamente (era um frasco transparente com uma espécie de raminhos de flores brancas e a loção cheirava bem).  Mais tarde também experimentei lavar a cabeça com gema de ovo batida (ou seria o ovo inteiro? Era a minha mãe que preparava o "champô", ela que diga, se se lembrar)...  O objetivo de todas estas intervenções, "tornar o cabelo mais forte", nunca foi atingido. Pobre cabelo!

A certa altura, deixei crescer o cabelo, já que tê-lo curto de nada servia. Como todos os cabelos, tinha dias melhores e dias piores. Nos dias bons, os remoinhos (um de cada lado) ficavam mais disfarçados pela ondulação dos cabelos. Nos dias maus, a solução era não pensar muito neles!

O mais irritante? Ver que os caracóis lindos, em canudo, que o meu cabelo faz (quando tem comprimento para isso), ficam escondidos junto ao pescoço, por baixo do resto do cabelo, que esvoaça, sem rei nem roque, à mais leve brisa.

A melhor fase do meu cabelo - melhor mesmo, de longe - foi durante cada uma das três gravidezes, às quais se seguiu a pior fase de todas!

E pronto, assim termina o desabafo sobre o meu cabelo. Não ficou tudo dito, mas não penso maçar-vos mais com esta temática.