terça-feira, 18 de junho de 2013

Usurpação de identidade

Há pouco o Feitiço chegou ao pé de mim, com uma mala da irmã mais velha ao ombro, e disse-me:

- Sou a Vassoura!

Usurpação de identidade

Há pouco o Feitiço chegou ao pé de mim, com uma mala da irmã mais velha ao ombro, e disse-me:

- Sou a Vassoura!

Definição simples e genial

Encontrei esta definição num blogue que descobri há bocadinho, aqui:

Ter motivação = ter um motivo na ação

Definição simples e genial

Encontrei esta definição num blogue que descobri há bocadinho, aqui:

Ter motivação = ter um motivo na ação

É bom saber!

Eu: Feitiço, o xixi é para fazer no ...
Feitiço: ... bacio.
Eu: Ou na ...
Feitiço (distraído): ...nas cuecas.
Eu: Nas cuecas?!?
Feitiço: Não!
Eu (insistindo na cantilena): O xixi é para fazer no ...
Feitiço: ... bacio.
Eu: Ou na ...
Feitiço: ... banheira.
Eu (culpada de lhe ter dito uma vez, durante o banho, que podia fazer xixi na banheira): Não, na sa...
Feitiço: ...sanita.
Eu: Sim. E o Feitiço é um menino ... [à espera de "crescido" ou algo do género como resposta]
Feitiço: Verdadeiro!

É bom saber!

Eu: Feitiço, o xixi é para fazer no ...
Feitiço: ... bacio.
Eu: Ou na ...
Feitiço (distraído): ...nas cuecas.
Eu: Nas cuecas?!?
Feitiço: Não!
Eu (insistindo na cantilena): O xixi é para fazer no ...
Feitiço: ... bacio.
Eu: Ou na ...
Feitiço: ... banheira.
Eu (culpada de lhe ter dito uma vez, durante o banho, que podia fazer xixi na banheira): Não, na sa...
Feitiço: ...sanita.
Eu: Sim. E o Feitiço é um menino ... [à espera de "crescido" ou algo do género como resposta]
Feitiço: Verdadeiro!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Palavras à moda deles #6

Formas verbais inteligentes by Feitiço:

Eu fazi (Eu fiz)
ponha (põe)
poste (puseste)
fazeu (fez)
dizeu (disse)
Eu aputo (Eu aperto)...
[... e quando quer que seja eu a apertar - o babete, por exemplo - ...]

Ap_ta, mamã!

Palavras à moda deles #6

Formas verbais inteligentes by Feitiço:

Eu fazi (Eu fiz)
ponha (põe)
poste (puseste)
fazeu (fez)
dizeu (disse)
Eu aputo (Eu aperto)...
[... e quando quer que seja eu a apertar - o babete, por exemplo - ...]

Ap_ta, mamã!

As parvoíces que uma mãe se põe a perguntar... Mereci a resposta!

Eu: Feitiço, queres fazer xixi no bacio, a ver o [canal] Panda?
Feitiço: Não.
Eu: Queres fazer xixi no bacio, sem ver nada?
Feitiço: Não.
Eu: Queres fazer xixi em cima da minha cabeça?
Feitiço: SIM!

As parvoíces que uma mãe se põe a perguntar... Mereci a resposta!

Eu: Feitiço, queres fazer xixi no bacio, a ver o [canal] Panda?
Feitiço: Não.
Eu: Queres fazer xixi no bacio, sem ver nada?
Feitiço: Não.
Eu: Queres fazer xixi em cima da minha cabeça?
Feitiço: SIM!

Parabéns!

Hoje uma das miúdas mais espetaculares que eu conheço (se não a mais espetacular), e que, por acaso (ou não), é minha sobrinha e afilhada, faz 21 anos. Muitos parabéns!

Só para dar uma ideia de como ela é brilhante desde sempre, sabem aquelas alunas que têm 5 a tudo, menos a Educação Física? Ela não era dessas. Ela tinha 5 a tudo... inclusive a Educação Física. Mas era a primeira a dizer que não merecia 5 a isto ou aquilo.

Tem jeito para tudo, a rapariga. Línguas, Ciências, Artes, Desporto... You name it! Tenho tanto orgulho nela!

Apesar de nos vermos tão pouco, nos últimos tempos, a aniversariante de hoje está sempre no meu coração... e de lá não sairá nunca!

Parabéns!

Hoje uma das miúdas mais espetaculares que eu conheço (se não a mais espetacular), e que, por acaso (ou não), é minha sobrinha e afilhada, faz 21 anos. Muitos parabéns!

Só para dar uma ideia de como ela é brilhante desde sempre, sabem aquelas alunas que têm 5 a tudo, menos a Educação Física? Ela não era dessas. Ela tinha 5 a tudo... inclusive a Educação Física. Mas era a primeira a dizer que não merecia 5 a isto ou aquilo.

Tem jeito para tudo, a rapariga. Línguas, Ciências, Artes, Desporto... You name it! Tenho tanto orgulho nela!

Apesar de nos vermos tão pouco, nos últimos tempos, a aniversariante de hoje está sempre no meu coração... e de lá não sairá nunca!

No mínimo!

Feitiço, depois de me ver pôr a loiça do pequeno-almoço na máquina e ligar a dita cuja:

- A nossa cozinha está toda fantástica e arrumada!

No mínimo!

Feitiço, depois de me ver pôr a loiça do pequeno-almoço na máquina e ligar a dita cuja:

- A nossa cozinha está toda fantástica e arrumada!

domingo, 16 de junho de 2013

Três crianças e uma marioneta

Já deitados, mas comigo ainda no quarto, a Vassoura, a Varinha e o Feitiço, cada um na sua vez (atropelando-se um pouco uns aos outros, para dizer a verdade), deram-me "ordens" variadas:

- Mamã, tu tens de...
Eu: Mas que maneira de falar é esta? O que é vocês pensam que eu sou???
Varinha: Uma marioneta!

------
Observação: Ultimamente a Varinha tem andado a ouvir a história do Pinóquio...

Três crianças e uma marioneta

Já deitados, mas comigo ainda no quarto, a Vassoura, a Varinha e o Feitiço, cada um na sua vez (atropelando-se um pouco uns aos outros, para dizer a verdade), deram-me "ordens" variadas:

- Mamã, tu tens de...
Eu: Mas que maneira de falar é esta? O que é vocês pensam que eu sou???
Varinha: Uma marioneta!

------
Observação: Ultimamente a Varinha tem andado a ouvir a história do Pinóquio...

sábado, 15 de junho de 2013

Isto não é normal! Ou é?

Acordei por volta das 05:40h, com o Feitiço a chamar-me, gritando, descontraidamente, como se estivesse em pleno dia.

Feitiço: Ma-mã! Ma-mã! Ma-mã!

Levantei-me e fui ter com ele, ao quarto que partilha com as irmãs.

Eu: Feitiço, não podes gritar.
Feitiço: Puquê?
Eu: Porque está toda a gente a dormir. Não podes fazer barulho.
Feitiço: Eu só quero fazer uma pergunta. Amanhã quero ir à casa dos avós.
Eu: Amanhã [hoje] vamos almoçar com os avós e com o tio. Agora dorme.

Isto não é normal! Ou é?

Acordei por volta das 05:40h, com o Feitiço a chamar-me, gritando, descontraidamente, como se estivesse em pleno dia.

Feitiço: Ma-mã! Ma-mã! Ma-mã!

Levantei-me e fui ter com ele, ao quarto que partilha com as irmãs.

Eu: Feitiço, não podes gritar.
Feitiço: Puquê?
Eu: Porque está toda a gente a dormir. Não podes fazer barulho.
Feitiço: Eu só quero fazer uma pergunta. Amanhã quero ir à casa dos avós.
Eu: Amanhã [hoje] vamos almoçar com os avós e com o tio. Agora dorme.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Roubei este texto a uma aluna do 12º ano

Não a conheço. Parece que se chama Inês Gonçalves. Partilhou no facebook uma nota. E essa nota merece  e deve ser divulgada.

"Estudo no 12º ano, tenho 18 anos. Sou uma entre os 75 mil que têm o seu futuro a ser discutido na praça pública.

Dizem que sou refém! Dizem que me estão a prejudicar a vida! Todos falam do meu futuro, preocupam-se com ele, dizem que interessa, que mo estão a prejudicar…

Ando há 12 anos na escola, na escola pública.
Durante estes 12 anos aprendi. Aprendi a ler e a escrever, aprendi as banalidades e necessidades que alguém que não conheci considerou que me seriam úteis no futuro. Já naquela altura se preocupavam com o meu futuro. Essas directivas eram-me passadas por pessoas, pessoas que escolheram como profissão o ensino, que gostavam do que faziam.
As pessoas que me ensinaram isso foram também aquelas que me ensinaram a importância do que está para além desses domínios e me alertaram para a outra dimensão que uma escola “a sério” deve ter: a dimensão cívica.

Eu não fui ensinada por mágicos ou feiticeiros, fui ensinada por professores! Esses professores ensinaram-me a mim e a milhares de outros alunos a sermos também nós pessoas, seres pensantes e activos, não apenas bonecos recitadores!

Talvez resida ai a minha incapacidade para perceber aqueles que se dizem tão preocupados com o meu futuro. Talvez resida no facto de não perceber como é que alguém pode pôr em causa a legitimidade da resistência de outrem à destruição do futuro e presente de um país inteiro!
Onde mora a preocupação com o futuro dos meus filhos? Dos meus netos? Quem a tem?
Onde morava essa preocupação quando cortaram os horários lectivos para metade e mantiveram os programas?
Onde morava essa preocupação quando criaram os mega-agrupamentos?
Onde morava essa preocupação quando cortaram a acção social ou o passe escolar?
Onde mora essa preocupação quando parte dos alunos que vão a exame não podem sequer pensar em usá-lo para prosseguir estudos pois não têm posses para isso?
Não somos reféns nessa altura?               
E  a preocupação com o futuro dos meus professores? Onde morava essa preocupação quando milhares de professores foram conduzidos ao desemprego e o número de alunos por turma foi aumentado?

Todas as atrocidades que têm sido cometidas contra nós, alunos, e contra a qualidade do ensino que nos é leccionado não pode ser esquecida nunca mas especialmente em momentos como este!

Os professores não fazem greve apenas por eles, fazem greve também por nós, alunos, e por uma escola pública que hoje pouco mais conserva do que o nome. Fazem greve pela garantia de um futuro!

De facto, Crato tem razão quando diz que somos reféns, engana-se é na escolha do sequestrador!

E em relação aos reféns: não são só os alunos; são os alunos, os professores, os encarregados de educação, os pais, os avós, os desempregados, os precários, os emigrantes forçados... Os reféns são todos aqueles que, em Portugal, hipotecam presentes e futuros para satisfazer a "porra" de uma entidade que parece não saber que nós não somos números mas sim pessoas!
Se há momentos para ser solidária, este é um deles! Estou convosco*
Inês Gonçalves"

Roubei este texto a uma aluna do 12º ano

Não a conheço. Parece que se chama Inês Gonçalves. Partilhou no facebook uma nota. E essa nota merece  e deve ser divulgada.

"Estudo no 12º ano, tenho 18 anos. Sou uma entre os 75 mil que têm o seu futuro a ser discutido na praça pública.

Dizem que sou refém! Dizem que me estão a prejudicar a vida! Todos falam do meu futuro, preocupam-se com ele, dizem que interessa, que mo estão a prejudicar…

Ando há 12 anos na escola, na escola pública.
Durante estes 12 anos aprendi. Aprendi a ler e a escrever, aprendi as banalidades e necessidades que alguém que não conheci considerou que me seriam úteis no futuro. Já naquela altura se preocupavam com o meu futuro. Essas directivas eram-me passadas por pessoas, pessoas que escolheram como profissão o ensino, que gostavam do que faziam.
As pessoas que me ensinaram isso foram também aquelas que me ensinaram a importância do que está para além desses domínios e me alertaram para a outra dimensão que uma escola “a sério” deve ter: a dimensão cívica.

Eu não fui ensinada por mágicos ou feiticeiros, fui ensinada por professores! Esses professores ensinaram-me a mim e a milhares de outros alunos a sermos também nós pessoas, seres pensantes e activos, não apenas bonecos recitadores!

Talvez resida ai a minha incapacidade para perceber aqueles que se dizem tão preocupados com o meu futuro. Talvez resida no facto de não perceber como é que alguém pode pôr em causa a legitimidade da resistência de outrem à destruição do futuro e presente de um país inteiro!
Onde mora a preocupação com o futuro dos meus filhos? Dos meus netos? Quem a tem?
Onde morava essa preocupação quando cortaram os horários lectivos para metade e mantiveram os programas?
Onde morava essa preocupação quando criaram os mega-agrupamentos?
Onde morava essa preocupação quando cortaram a acção social ou o passe escolar?
Onde mora essa preocupação quando parte dos alunos que vão a exame não podem sequer pensar em usá-lo para prosseguir estudos pois não têm posses para isso?
Não somos reféns nessa altura?               
E  a preocupação com o futuro dos meus professores? Onde morava essa preocupação quando milhares de professores foram conduzidos ao desemprego e o número de alunos por turma foi aumentado?

Todas as atrocidades que têm sido cometidas contra nós, alunos, e contra a qualidade do ensino que nos é leccionado não pode ser esquecida nunca mas especialmente em momentos como este!

Os professores não fazem greve apenas por eles, fazem greve também por nós, alunos, e por uma escola pública que hoje pouco mais conserva do que o nome. Fazem greve pela garantia de um futuro!

De facto, Crato tem razão quando diz que somos reféns, engana-se é na escolha do sequestrador!

E em relação aos reféns: não são só os alunos; são os alunos, os professores, os encarregados de educação, os pais, os avós, os desempregados, os precários, os emigrantes forçados... Os reféns são todos aqueles que, em Portugal, hipotecam presentes e futuros para satisfazer a "porra" de uma entidade que parece não saber que nós não somos números mas sim pessoas!
Se há momentos para ser solidária, este é um deles! Estou convosco*
Inês Gonçalves"