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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

A viagem da Vassoura

O Tio Gato telefonou a perguntar se estava tudo bem com a Vassoura.


Eu disse que sim.


Ele disse que tinha vindo ao blogue, mas que não estava atualizado, que eu tinha ficado na parte da viagem de comboio


Eu disse que tinha pensado escrever a contar que a Vassoura e a Matilde já tinham chegado a casa, mas que achara que isso não interessava a ninguém.


Pelos vistos, estava enganada. Então, repito o que ainda agora escrevi: 


A Vassoura já está em casa da Matilde, desde ontem (claro). Dormiu lindamente no quarto da Matildinha e está feliz e contente. Ah, e alegre e bem-disposta também! 

terça-feira, 20 de agosto de 2019

A Vassoura chegou sã e salva

Era só isto. Ou não...


Ainda têm de fazer uma viagem de comboio até chegarem mais perto de casa, mas a parte aérea já está!


A viagem da Vassoura

Já algumas vezes li posts de mães a referir a angústia que sentiam quando os filhotes saíam pela primeira vez (ou não) com a escolinha, num passeio, ou com a escola, numa pomposa visita de estudo. Quase sempre reconheciam que não tinham razão para estar assim, que iria ser uma boa experiência para os filhos, etc. e tal, mas que não conseguiam evitar.


Ao ler os referidos posts, sentia-me um bocado E.T.. Já tinha passado por isso e nunca tinha dado a devida importância, nunca tinha sentido angústia, confiava nos adultos que acompanhavam o(s) meu(s) rebento(s) , confiava que tudo correria bem, sentia-me tranquila. Senti-me tranquila inclusive quando foram com a escola num dia de manhã cedo e regressaram ao fim do dia seguinte (a Vassoura já por duas vezes, a Varinha uma vez). Seria pior mãe por isso?


Hoje percebi (comecei a perceber ontem, na realidade) que não sou imune a esta questão dos filhos fora do alcance das asas. É só uma questão de distância e tipo de viagem...


A Vassoura está neste momento num avião, sozinha (sem contar com a tripulação e os restantes passageiros - vocês percebem o que eu quero dizer com "sozinha"). Vai ter com a Matilde, o Matildo, a Matildinha e o Matildinho. E enquanto não chegar, sã e salva, às mãos da Matilde*, eu tenho as entranhas às voltas. Ontem à noite, a meio do jantar, foi quando me caiu a ficha: de repente, parecia que ia ter uma reunião de pais (a estas é que eu devia ser totalmente imune e não sou, infelizmente!) - começou a doer-me a barriga, com cólicas, e descarreguei algo a cuja descrição vos poupo.


Dormi mais ou menos bem - acordei várias vezes para ver as horas (parte má) e adormeci no instante seguinte (parte boa).


Ao tocar o despertador, o Rogério e eu parecíamos uns autómatos: nem mais um segundo ficámos deitados. Rezámos, como habitualmente, e foi muito rapidamente que o Rogério e pouco depois a Vassoura ficaram prontos para sair. Eu fiquei em casa com a restante família, toda a dormir, menos eu, que, em casa, fui acompanhando o que se passava no aeroporto.


Relativamente à hora que tínhamos pensado, não houve qualquer atraso (nem a sair de casa, nem a chegar ao aeroporto), mas... pensámos mal. A Vassoura esteve quase a perder o avião! Quando o painel dizia "última chamada" para o voo dela, ainda não estava no local de embarque e, como estava sozinha, nós (o Rogério, no aeroporto; eu, em casa) não podíamos fazer nada para a ajudar. Ela chegou mesmo a escrever "Vou perder [o avião]" no meu telemóvel antigo que, nestes dias, se tornou o dela, com um número novo.


Bem, a verdade é que apanhou o avião, que está neste momento no ar, e que as minhas entranhas estão a dar-me um momento de relativo descanso.


Aprendizagem do dia: independemente da hora do voo, do número de passageiros, de ter ou não feito check-in online, de ter ou não bagagem de porão, chegar duas horas antes ao aeroporto é uma excelente ideia! Antes à seca, no local de embarque, do que em stress, a caminhar para lá! 


 


 


*A quem é que eu quero enganar? Só ficarei verdadeiramente descansada quando a Vassoura me chegar novamente às mãos!


 

domingo, 9 de setembro de 2018

Férias em Paris by Vassoura

Como sabem, eu e os meus irmãos e os meus pais fomos a Paris. Foi super fixe e eu adorei!!! Neste post, eu vou classificar todos os sítios a que nós fomos em estrelas.


 


Segunda-feira:


Casas de banho do aeroporto (francês) – 


Aquelas casas de banho são excelentes! Fiquei impressionada!


McDonald’s – 


 


Terça-feira:


Catedral de Notre Dame – 


A catedral é linda, mas eu não gosto muito de visitar esse tipo de sítios porque acho um bocadinho chato.


Crepes (ao almoço) – 


Os crepes eram horríveis, mas mesmo assim comi metade. Uma salva de palmas para mim!


Torre Montparnasse – 


A vista é fantástica e para além disso havia atividades interativas muito giras.


Torre Eiffel – 


Arco do triunfo


 


Quarta-feira:


Disneyland Paris – 


Aquilo é fantástico! O ambiente é espetacular, e a música de fundo ajuda. O desfile foi incrível e o espetáculo foi super giro! Só não gostei muito de ser tudo muito caro e das enooooormes filas para andar numa coisa de 2 minutos. 


 


Quinta-feira:


Palácio de Versalhes – 


O palácio é muito bonito mas há um pormenor que estraga tudo: as casas de banho. Eram horríveis! Havia uma só casa de banho para homens e mulheres que tinha o chão porco e cheirava mal.  


 


Sexta-feira:


Museu do ar e do espaço


Aquilo até era giro… para quem se interessasse, o que não era o caso. O que eu gostei mais foi o restaurante que lá havia e o jogo em que tínhamos de comandar um avião.


 


Sábado:


Não fizemos nada de interessante sem ser ver televisão, em francês. Nós vimos alguns desenhos animados em que as personagens não falavam e que tinham piada.


 


 


[Nota da Mimi: a Vassoura escreveu este post pouco depois de regressar de Paris, mas eu achei que só faria sentido publicá-lo depois de eu escrever sobre todos os dias da experiência. Desculpem!]

sábado, 8 de setembro de 2018

Paris - dia 6 (11/8/2018)

[Resumo: Arrumações. Limpezas. Viagem até ao aeroporto. Viagem de regresso a nossa casa, em Portugal.]


 


O resumo já disse tudo o que era essencial sobre este dia...


 


Por estarmos num apartamento de familiares e não num hotel, não podíamos deixar a casa "como calhasse", em termos de limpeza.


 


Então, e porque a hora do nosso vôo nos permitia isso, aspirámos a casa, limpámos a casa de banho, fizemos máquina de roupa (ou máquinas? Não me lembro.) com os lençóis e as toalhas, estendemo-los no estendal (where else, right?), lavámos, secámos e guardámos a loiça que usámos no pequeno-almoço e pusemos no devido lugar aquilo que precisámos de mover durante a nossa estadia (um colchão, o parque, um sofá, alguns objetos). O marsúpio, que não iria usar neste dia, já tinha sido lavado na véspera, à noite, e ficou pendurado a secar na casa de banho, num cabide.


 


Fazendo um apanhado geral destes dias em Paris, penso que aproveitámos bem o tempo, que foi uma experiência nova para nós, como família, em todos os sentidos, que foi cansativo, mas muito agradável, ao mesmo tempo... Uma experiência a repetir!


 


Obrigada, Mário e Marinette!


 

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Paris - dia 5 (10/8/2018)

[Resumo: Casa. Museu do Ar e do Espaço. Casa.]


musee-de-l-air-et-de-l-espace.jpg


 Esta visita conta-se muito depressa, acho eu (no fim do post confirma-se ou desmente-se esta hipótese).


 


O Rogério gostou.


O Feitiço gostou.


Eu passava bem sem lá ter ido.


A Vassoura, idem.


A Varinha, idem.


A Magia, idem (mas, para ser honesta, a ela, todas as visitas despertaram o mesmo interesse... Disneyland, Versailles ou Musée de L'Air et de l'Espace!)


 


Se um dia forem a este museu, recomendo que, caso precisem, esvaziem a bexiga (ou o que for) numa casa de banho ao pé da entrada ou do restaurante e nunca - jamais, em tempo algum! - numa casa de banho que há a meio da exposição. Depois não digam que não vos avisei...


 


Já que mencionei o restaurante, acrescento que almoçámos lá, antes de visitarmos o museu, o que nos encurtou bastante o tempo da visita (não que eu quisesse ficar mais tempo, mas houve atividades - pagas à parte, e que nós não pagámos, mas que, inicialmente, pusemos a hipótese de voltar à bilheteira para podermos participar - que poderiam ter feito a diferença na opinião geral da parte feminina da família).


 


Tirando o tempo de espera até sermos atendidos, nada tenho a apontar de negativo relativamente a este restaurante: a comida era muito saborosa e o atendimento simpático... e parcialmente em português! A jovem que nos atendeu nasceu em França, mas é filha de portugueses e ia, nessa noite, viajar para Portugal, em férias. Espero que esteja a ter ou tenha tido muito boas férias!

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Paris - dia 4 (9/8/2018)

[Resumo: Casa. Versailles. Almoço numa pizzaria perto do palácio. Palácio de Versailles. Casa.]


 


Sobre o Palácio de Versailles não há muito a dizer.


 


É grande, muito grande.


É bonito, muito bonito. E piroso! 


Os jardins são grandes e bonitos, também.


E está mais ou menos tudo dito...


 


Mas como quero escrever um pouco mais (querer até não quero, mas acho que devo), vou contar como foi a nossa experiência...


 


No almoço deste dia, numa pizzaria perto do Palácio, eu e o Rogério pedimos a quantidade certa de comida , que estava, diga-se de passagem, muito saborosa.  A parte chata foi que uns insetos tipo vespa andavam sempre a cirandar pela nossa mesa (eventualmente, não só pela nossa, mas as outras pessoas não pareciam estar incomodadas com nada). A Varinha, que detesta insetos de todo o tipo (e teme pela vida quando os vê), fez um bocado de fita. Tendo em conta que uma "vespa" se foi meter dentro do copo de sumo dela, vamos dar-lhe um desconto... [Lamento informar os defensores dos animais que aquele inseto morreu afogado. Ou então não lamento...]


 


A certa altura, começou a chover. Na esplanada do restaurante estávamos razoavelmente abrigados. Felizmente já não chovia quando terminámos a refeição, já que só tínhamos um guarda-chuva, pequeno, ainda por cima.


 


Ao entrar no recinto exterior do palácio, chovia novamente, uma chuva miudinha, felizmente. Vimos uma fila enorme, para quem já tinha bilhete. Dirigimo-nos ao local onde se vendiam bilhetes e, depois de os compramos, por momentos, seguindo as indicações, parecia que iríamos evitar a fila... Foi ingénuo da nossa parte pensar isso, admito!


 


Como ainda chovia, não tão pouco quanto isso, nesta altura, o Rogério foi para a fila e nós os cinco ficámos na loja à espera que me desse um toque para o telemóvel, para nos juntarmos a ele, à entrada.


 


Enquanto esperávamos, a Vassoura e a Varinha precisaram de ir à casa de banho. Se não precisassem mesmo, não teriam ido (segundo disseram), pois só havia uma casa de banho, partilhada por homens e mulheres e que cheirava muito mal. Eu, que só passei perto da casa de banho, posso confirmar que cheirava muitíssimo mal. Fez-me lembrar umas casas de banho "duvidosas", por onde passei quando participei em algumas peregrinações (muitos autocarros cheios de peregrinos a parar em estações de serviço pequenas ultrapassava a capacidade logística do local).


 


Ainda elas não estavam despachadas, tocou o meu telemóvel. Era o Rogério. Corremos para ao pé dele (eu empurrando o carrinho da Magia), já que ainda chovia.


 


Ao entrar, parecia que estávamos no aeroporto... malas para um lado, pessoas para o outro... Com a diferença, para pior, que não podíamos ficar com o carrinho de bebé. Era recolhido ali e entregue no fim da visita. O que nos valeu foi o marsúpio, que andava sempre connosco, mesmo quando levávamos o carrinho. Mas, pelo que pude observar, outras famílias foram apanhadas de surpresa e não se livraram de dar colo tradicional (e mais cansativo) às suas crianças pequenas...


 


Durante a visita, o Feitiço amuou com qualquer coisa e desapareceu da nossa vista. Não nos apercebemos logo e rapidamente o encontrámos (tinha avançado demais), mas ainda assim foi um susto. Nestas questões de segurança, o Feitiço não é muito de fiar... A partir dali, o Feitiço foi bem "preso" ao Rogério e só acalmou quando visitámos a Galeria das Batalhas, cheia de bustos e pinturas referentes a - adivinhem! - batalhas (e a heróis das mesmas, mortos ou não na altura)... O rapaz gosta mesmo de lutas, guerras e afins!


 


Das janelas do Palácio, fomos espreitando os jardins. Embora sejam lindos (eu sei que são porque os visitei em 1997), ainda bem que não pagámos para os ver. Chovia e, no fim da visita ao Palácio, estávamos todos cansados.


 


Recuperámos o carrinho e fomo-nos embora.


versailles.jpg 


 


Conselho:


Se não fizerem questão de poder dizer que visitaram o Palácio de Versailles, visitem o Palácio de Queluz. É igualmente bonito, não tão grande, é um facto, mas sai muito mais barato! E os miúdos podem andar no carrinho de bebé...