quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Fazer batota é permitido?

Seja ou não, vou escrever uns posts como se pudesse viajar no tempo e escrevê-los no dia certo. Está visto que são posts de parabéns...

As torradas da minha infância

Quando penso nas torradas da minha infância/adolescência (o que acontece sempre que faço torradas cá em casa), não é só o sabor que me vem à memória. Com ele vêm:



  • o cheiro que enchia e aquecia toda a casa



  • o ruído característico de quem*, com uma faca, raspava as pontas carbonizadas das torradas



  • a voz de quem** dizia: "Está alguma coisa a queimar!"



  • a visão da manteiga a derreter assim que tocava na superfície da torrada



  • os pedidos repetidos de mais torradas



  • o bolo que não falhava as tardes de domingo



  • o chá que acompanhava o bolo e as torradas, servido muito quente em chávenas bonitas



  • os meus avós paternos que nos visitavam nessa altura (e sem a visita dos quais se calhar não haveria chá nem bolo...)



  • a série das 19 horas (MacGyver, O Justiceiro, ...)


 


Por tudo isto, comer uma torrada nunca é comer uma torrada (até porque eu sou incapaz de comer só uma torrada, havendo mais do que uma à disposição)...


 


*a minha incansável mãe  **o meu inigualável pai


 


Resultado de imagem para torradas com manteiga


(imagem da net)

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Bodas de prata

Há 25 anos casaram os que viriam a ser pais de uma das minhas afilhadas (a 2.ª) e padrinhos de uma das minhas filhas (a 4.ª criança, 3.ª filha). 


 


Há 25 anos estive lá. Hoje não foi possível estar presente fisicamente, mas espiritualmente não faltei! 


 


Daqui a 25 anos espero poder estar presente na celebração, mas espero, sobretudo, estar presente ao longo dos anos, e que a presença seja recíproca!


 


Parabéns!

Afinal não

... foi possível manifestar o meu amor pela Magia (através da vacinação), ontem. Não havia um único enfermeiro ao serviço.


 


Como fui apanhada de surpresa pela greve ("Alheia...", lembram-se?), fiquei, cá está, surpreendida...


 


Uma greve afeta sempre alguém. É esse o objetivo.


 


Durante vários anos, fui afetada pelas greves dos transportes. Desde que posso ir a pé para a(s) escola(s) onde trabalho, aquelas greves deixaram de me afetar - ou pelo menos deixaram de me afetar de forma relevante.


 


Ontem fui afetada pela greve dos enfermeiros. E como estou alheia a tudo, não sei as razões por trás da greve. E ao desconhecer as razões, dá logo para pensar que não têm razão. Porque nos incomodaram com as suas reivindicações [precisei de consultar o dicionário para escrever esta palavra], claro.


 


A seguir pensei nas greves dos professores e em como a opinião pública generalista considera sempre que são sem razão. E calei-me (por dentro, já que também não me expressei por fora).


 


Quando nasceu a Magia, estava outra greve a decorrer - uma greve de médicos. Também me afetou. Felizmente a minha médica não fez greve - por outro lado, se tivesse feito, eu não teria tido a Magia naquele dia, pois só fui para o hospital por ter combinado com ela a indução do parto. Mas, no geral, vivi uma sensação de abandono, de horas sem ninguém aparecer (a minha médica não estava lá só para mim, como é óbvio, e teve de valer por sei lá quantos médicos nas urgências, naquele dia). Se pudesse voltar atrás, talvez sugerisse adiar a indução para um dia sem greve...

terça-feira, 5 de setembro de 2017

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Best of #7: Feitiço solidário

Publicado inicialmente em 23-3-2013.


 


01:45h: acordo com a voz da Vassoura a chamar-me baixinho. Percebo a primeira parte, "Mamã...", mas não percebo o resto. Ela repete o chamamento, novamente em tom discreto.

Enquanto o meu cérebro tenta decifrar o conteúdo da mensagem, oiço a voz do Feitiço, não tão baixa assim:

"Vassoura, vou-te ajudar."

E a seguir, oiço a ajuda: "MAMÃÃÃ!!!"


 


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domingo, 3 de setembro de 2017

Estamos em setembro, mês de recomeços...

... mas este ano não recomeço da mesma forma que habitualmente, preparando o ano letivo e, a seguir, "dando" aulas.


 


Mas vou recomeçar as aulas de ginástica de recuperação pós-parto, também conta?

Best of #6: Uma mini-canibal cá em casa?

Publicado inicialmente em 31-7-2013.


 


Varinha: Mamã, és mesmo apetistosa! Tens uma barriguinha fofinha! Um dia destes vou comer a tua barriga!


 

[suponho que "apetistosa" seja resultado de uma fusão entre "apetitosa" e "petisco"...]

 

 

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sábado, 2 de setembro de 2017

Best of #5: Saídas da Varinha em casa dos avós bruxos

Publicado inicialmente em 28-8-2015.


 


[Escrito pela Avó Bruxa numa folha de papel, que me foi entregue.]


 


Diálogo ao pequeno-almoço

- A Matilde pôs 2 fatias de PANRICO fofo branco na torradeira e a Varinha diz logo "Não o transformes, que ele é delicioso"
e eu disse "Tu é que és deliciosa"
e ela "Pois sou, por isso é que sou picada pelos mosquitos".
Depois das torradas feitas, a Matilde disse "Ainda são mais deliciosas" e diz logo a Varinha "Não são, não, são mais horripilosas".
Depois chegou o Papá [o avô Bruxo, claro - nota da Mimi] e fingiu que estava a sorver o leite dela também com uma palhinha e ela disse "Estás a beber o leite imaginário".
Depois de várias graças, eu disse à Varinha "És um grande prato" e ela diz logo de seguida "Não sou, não, sou uma grande panela cheia de piadas".


 


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terça-feira, 29 de agosto de 2017

Plastificações 2017

Entre manuais, cadernos e afins, este ano tenho 44 objetos para plastificar. Quatro foram plastificados hoje, pelo que faltam 40... Tenho uma semana para o fazer.

Best of #4: "deiteicunatina"

Publicado em 16-4-2013:


 


Não sei se sou a única mãe a fazer o que vou dizer (espero não ser para não parecer demasiado doida), mas com alguma frequência falo nonsense com os meus filhos (uma sequência de sílabas pegadas sem nexo nenhum, mas ditas como se tivessem sentido).

Por isso, quando ouvi o Feitiço a dizer "deiteicunatina" várias vezes, pensei para os meus botões ou para a minha gola alta, dependendo do que tinha vestido: "se calhar devia deixar de falar à pateta; o Feitiço está a imitar-me e a combinação que ele diz não fica lá muito bonita!" [se lerem mesmo a sequência, perceberão o que quero dizer]

Ontem, no entanto, finalmente entendi o que ele realmente estava a tentar dizer. Mas para vos explicar tenho de vos contar uma anedota!

"Era uma vez um menino muito distraído chamado Luís. Um dia em que iam ter uma festa, a mãe reparou que faltava o sumo de maracujá. O Luís disse:
- Ó mãe, não te preocupes, eu vou à mercearia comprar o sumo!
- Ó filho, mas tu esqueces-te sempre dos recados!
- Desta vez não me esqueço: vou o caminho todo a dizer "sumo de maracujá, sumo de maracujá"!
A mãe deu o dinheiro ao Luís e ele lá foi, pelo passeio, a dizer "sumo de maracujá, sumo de maracujá"; virou à direita e começou a dizer "sumo de marajásumo de marajá".
Ao chegar à mercearia, pediu: "Um sumo de marajá, se faz favor".
Merceeiro: Sumo de marajá?!? Não será antes "sumo de maracujá"?
Luís: Ah, pois é! [bate com a mão na testa] Deixei o 'cu' na esquina!"

O pormenor do bater com a mão na testa é que me fez perceber que "deiteicunatina" era, na realidade, o desfecho da anedota, "deixei o 'cu' na esquina"!

P.S. - Esta anedota foi-me contada por um ex-aluno que na altura tinha nove ou dez anos. Tenho muito boas recordações deste aluno e da maneira incrivelmente engraçada como contou a anedota, por isso o  nome do protagonista é em sua homenagem...


 


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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Best of #3: Conversa ao jantar

Publicado inicialmente em 9-10-2013:


 


Varinha: Quando eu crescer vou ter umas mamocas grandes.
Rogério: Tens de comer muito para teres mamocas grandes. Se não comeres, ficas com umas mamocas pequeninas.
Varinha: Então vou comer muito para ter mamocas grandes. Vão ser tão grandes que vão ocupar o espaço todo.


 


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Best of #2: Uma troca compreensível... (?!?)

Publicado inicialmente em 23-9-2013:


 


Feitiço no bacio, antes de ir para a cama.

Eu: Já fizeste xixi?
Feitiço: Sim.
Eu: Queres fazer mais alguma coisa?
Feitiço: Não.
Eu: De certeza que não queres fazer cocó?
Feitiço: Não.
Eu: Nem punzinhos?
Feitiço, contente: Sim! Quero fazer pãezinhos para comer!


 


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Best of #1: É dos carecas que ele fala mais

Para os leitores mais fiéis e antigos (poucos, mas bons, tipo a Mafalda), estes best of  [anteriormente chamados reposts] servirão como lembrança (se eu, que os escrevi, preciso muitas vezes de os reler para me lembrar dos episódios a que se referem, certamente os leitores tê-los-ão igualmente esquecido).


 


Para os leitores mais recentes (praticamente todos os que têm blogue no Sapo), os best of servirão de porta de acesso à história antiga deste blogue e, de certa maneira, da família desta Bruxa que vos escreve.


 


Para mim, servirão como pedido de desculpa por não escrever nada de novo, quando a preguiça ou a falta de tempo ou inspiração a isso me levarem.


 


Publicado inicialmente em 31-3-2013:


 


O Feitiço ultimamente tem mostrado muito interesse por carecas e termina muitas frases com "careca", independentemente da pessoa com quem está a falar e do que está a dizer. Por exemplo:

Eu: - Feitiço, diz "Até amanhã" às manas.
Feitiço: - Até amanhã, careca(s).

No outro dia, calhou estarmos todos na casa-de-banho quando o Feitiço, ao falar com uma das manas, terminou a frase com "careca". Nessa altura, o Rogério disse: "Só eu é que sou careca - olha [e mostrou o alto da cabeça, onde há realmente muito poucos cabelos]". O Feitiço percebeu a ideia, mas desde aí já repetiu "careca" sem "adequação capilar". E mesmo no caso do pai, eu já lhe disse várias vezes que "não é para chamar careca ao papá".

Hoje, a obsessão do Feitiço por carecas teve o seu momento mais glorioso, apesar de, felizmente, só eu (creio) ter dado por ele.

Estávamos na Igreja, na Eucaristia. Quando o Senhor Padre se aproximou do ambão, para a leitura do Evangelho, o Feitiço virou-se para mim e disse, num tom intrigado, mas discreto:

- Olha! Também é careca?!?

Eu respondi logo, baixinho, antes que ele aumentasse o volume e repetisse a pergunta:

- Sim, mas não é preciso dizeres.

Ele insistiu: - Perdeu muitos cabelos?!?

Eu: - Sim, mas ele já sabe disso, não é preciso dizeres.

E com esta consegui silenciar o Fã Nº1 de todos os carecas do mundo.


 


 


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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Guilty pleasure #8

Ler o que outra pessoa está a ler, por cima do ombro dela.


 


A parte mais guilty é que não gosto que leiam por cima do meu ombro...


 


Alguém partilha deste guilty pleasure?

domingo, 20 de agosto de 2017

Guilty pleasure #7

Estar a meio de um livro e espreitar o fim para matar a curiosidade sobre o desfecho de determinada situação.


 


Alguém partilha este guilty pleasure?