Já há algum tempo que não vos atualizo sobre o Feitiço e a missão deste ano. Tenho boas notícias:
Hoje foi o nono dia consecutivo em que o Feitiço acordou seco!
Blogue da Bruxa Mimi. Filhos: "Vassoura", "Varinha", "Feitiço" e "Magia" (10, 9 e 7 anos e "quase a chegar"). Marido: "Gato Rogério".
Já há algum tempo que não vos atualizo sobre o Feitiço e a missão deste ano. Tenho boas notícias:
Hoje foi o nono dia consecutivo em que o Feitiço acordou seco!
Kids,
Quando entrei na universidade, a minha turma, para não variar, era constituída por raparigas, raparigas, raparigas, e... quatro rapazes. Ora o que foi que aconteceu, o que foi?
Exatamente. Um desses rapazes teve algum impacto em mim. Posso dizer com franqueza que não senti com a mesma intensidade que senti a afeição por aquele a que chamei "primeiro amor" (eu sei que o português desta frase está com qualidade duvidosa, mas a pressa em escrever o episódio - bastante atrasado em relação à hora de ir "para o ar" - não me permite fazer melhor, agora).
Vou desviar o tema por breves instantes, para falar dos outros três rapazes. Um era quase dez anos mais velho do que a maioria dos elementos da turma. Já tinha andado noutra universidade, mas não tinha concluído o curso. Dava-se ares de grande maturidade e sabedoria, mas a sabedoria de vida que ele apregoava, eu dispensava. Não vou entrar em pormenores. Ele abandonou o curso perto do fim do segundo ano, para se dedicar às artes dramáticas. Desconheço o seu paradeiro.
Outro rapaz tinha dezoito anos e parecia estar ali para ver passar navios. Era um dos maiores baldas da turma, mas, embora não fosse do meu grupo mais próximo, eu simpatizava com ele. Éramos muito diferentes (uma das grandes diferenças era que ele fumava e eu manifestava-me constantemente contra o fumo do tabaco), mas eu sempre senti que ele me respeitava, e eu também o respeitava. Ele concluíu o curso e, ao que sei, é um ótimo professor, que de balda não tem nada (todos nós crescemos, não é?)!
O terceiro rapaz era bastante bem-disposto, não mais do que o anterior, e também me entendia bem com ele, embora não fôssemos muito próximos (eles eram do mesmo grupo, diferente do meu). Também era fumador e também é professor desde que acabou o curso, ao fim dos quatro anos.
Chegámos assim àquele que me despertou interesse. Começo por dizer que não era fumador, o que, à partida, permitiu uma aproximação maior do que qualquer dos outros (o primeiro também era fumador, mas, ao contrário dos outros dois fumadores, gozava com o facto de eu ser anti-tabaco).
Convém explicar que eu não conhecia ninguém na universidade, pelo que as amizades foram surgindo naturalmente a partir dos grupos de trabalho que se formaram. Ele e eu ficámos no mesmo grupo alargado (que correspondia a dois ou três grupos nos trabalhos das várias disciplinas, conforme o limite de elementos ditado pelos professores). Desse grupo alargado faziam parte algumas grandes amigas atuais (que não vejo tanto quanto gostaria) e outras que são apenas ex-colegas com quem partilho lembranças e com quem gosto de almoçar nos "almoços de turma" que se vão organizando mais ou menos uma vez por ano.
Perto do fim do primeiro ano, uma das raparigas do grupo e o rapaz começaram a namorar. Ao contrário do resto da turma, que dizia "Até que enfim!", eu fui apanhada de surpresa. O que foi que eu fiz? Terão de esperar pelo próximo episódio para saber!
Eu não sou fã de praticar desporto, correr nem pensar (mesmo para apanhar um transporte público, é preciso a necessidade ser muito grande)... Estão a ver o estilo lento/parado (parado dentro do possível, com quatro filhos!)? É o meu.
Mas abro com gosto uma exceção para a ginástica pós-parto. É que esta ginástica, no sítio onde a faço, faz-me bem ao corpo e à alma. No horário das aulas de recuperação, não há outras aulas, por isso as "utentes" são todas mamãs com bebés de meses. Os bebés podem ficar ao pé de nós, mas normalmente ficam ao cuidado da rececionista/secretária num espaço muito acolhedor (ao lado do "ginásio"), onde, quando necessário, podemos dar de mamar ou dar um biberão. O ambiente de todo o centro é hiper-positivo, não nos "põem fora" quando a aula acaba, se quisermos conversar temos quem converse connosco, fica-se com a sensação de se estar em casa e entre amigos muito rapidamente (não vou dizer que aconteceu no primeiro dia em que fui, após o nascimento da Vassoura, mas pouco depois)...
Na segunda-feira da semana passada iniciei a ginástica. A Magia, claro, foi comigo, e a Vassoura também teve de ir, pois não havia outra hipótese (gratuita) onde a deixar. Aparentemente, apesar do esforço realizado, não me ficou nada a doer... até estender roupa na terça-feira de manhã! Mas, aí, só os braços se queixaram. Quando fiz a aula nesse dia, as pernas também reclamaram e no resto do dia precisei de um bocadinho de coragem para me baixar ou sentar.
Não sendo desportista por natureza, nem por hábito, sei, no entanto, que quando os músculos se queixam por terem trabalhado (não por lesão), a "solução" é pô-los a trabalhar mais, por isso fui à aula na quarta-feira. Tive uma sorte especial, pois fui a única mãe a aparecer para a aula, o que levou a que a instrutora, durante uma hora, fosse como que minha PT (personal trainer e não Portugal Telecomunicações!)... um luxo de que nunca pensei usufruir!
Não houve mais aulas nessa semana, pelo que os músculos puderam descansar até à segunda-feira desta semana. Não tive dores durante o fim de semana.
Nesta segunda-feira voltei a ter PT e a Magia voltou a ser a única bebé presente, mas crianças, no total, eram quatro... as minhas quatro! Vassoura, Varinha, Feitiço (estes dois também já de férias) e, claro, a referida Magia. A aula foi dada por outra pessoa e não pareceu muito dura - pelo menos transpirei menos do que nas outras vezes e não me pareceu que ficasse dorida.
Ontem, terça-feira, afinal, doíam-me os braços. Depois da aula de ontem (com a instrutora habitual, que me fez transpirar muito, novamente) e até ao momento presente, doem-me os braços e as pernas. Hoje não vou à aula, seguindo os conselhos da instrutora, que me recomendou que fosse amanhã (ela diz que é preferível fazer três aulas por semana, do que quatro, e com intervalo).
Segundo a Varinha, a mais recente definição de pneumonia é:
Doença em que se engole um pneu.
Kids,
No último dia contei um episódio engraçado (para mim) que envolvia o rapaz da minha comunidade de que eu gostava e o meu irmão Manuel, e fiquei de vos contar outro episódio que o envolvia e também a minha irmã Matilde.
Ele tocava guitarra (não sei porquê, habituei-me a chamar viola a esse instrumento, mas ao que consta o nome correto é guitarra). Um dia em que tínhamos tido uma reunião (como a do episódio que contei anteriormente) ou um convívio (estes eram aos domingos, de manhã até à hora do lanche, mais ou menos), não sei precisar, eu estava no passeio em frente ao prédio dos meus pais (quer dizer, o prédio não era nem é dos meus pais, mas era onde eles viviam com os filhos que ainda não tinham voado para fora do ninho e onde ainda vivem) e o rapaz também estava.
A certa altura, a Matilde aparece à janela da cozinha (ou da marquise) e dá-se uma conversa (entre os três?) que sou incapaz de reproduzir (ajuda-me, Matilde!), mas que tornou claro que nunca ninguém tinha feito uma serenata à Matilde. Quase imediatamente, o rapaz pega na viola (deixem-me ser incorreta, mas fiel à minha memória, já que era assim que eu identificava o instrumento musical em questão) e começa a tocar e a cantar "Menina, estás à janela!"
Durante alguns anos, esta serenata deu assunto para recordar/falar/rir entre mim e a Matilde, sempre com um: "Foi a minha [tua] primeira serenata!", ou com: "A mim já me fizeram uma serenata!".
Literalmente. E não vão ser "repostas".
Obviamente que me estou a referir às fraldas do Feitiço.
A Magia tem direito a fralda por mais uns tempos...
A Vassoura terminou as aulas na passada sexta-feira, por isso está em casa comigo e com a Magia, enquanto os irmãos estão na escola e o pai no trabalho.
Ainda só passou o dia de hoje, mas até agora está a ser uma boa experiência. É a Vassoura que dá o biberão à Magia, depois de ela mamar. E tem muito jeitinho!
... como não preparar (tirar do pacote e abrir) a fralda limpa antes de abrir e tirar a suja!
Os segundos que essa operação demora podem transformar-se em largos minutos a limpar e a mudar a roupa a uma bebé toda suja de xixi...
... ao que se passa atualmente no nosso país. Mas que posso eu dizer, ou de que servirá o que quer que seja que eu diga, sobre o horrível incêndio (há vários incêndios, mas o que está a causar mortes em crescendo é o de Pedrógão Grande)?
Minha querida sobrinha e afilhada mais velha sábia e experiente,
Parabéns!
Acho que sabes que gosto muito, muito, de ti e que te desejo tudo de bom, hoje e sempre!
Muitos beijinhos meus de todos cá de casa,
Bruxa Mimi e companhia: Gato Rogério, Vassoura Voadora, Varinha Mágica, Livro dos Feitiços e Palavra Mágica
(Não sei o que foi que me deu para escrever os "nomes completos", mas, fosse o que fosse, vou deixar ficar assim.)
Dear Wendy*, my beloved sister,
Happy Birthday!
Many good wishes and plenty of kisses today!
Love,
Winnie
*In the original story, Winnie's three sisters are Wilma, Wanda and Wendy. I'm only guessing the youngest one is Wendy!
Kids,
Depois da conversa com o meu ex-colega e ex-amor (see previous episode), durante esse ano não voltei a ter nenhum interesse amoroso em ambiente escolar. Tinha um interesse amoroso noutro ambiente!
Sempre defendi a fidelidade numa relação, mesmo muito antes de ter um namorado. Para mim é o que sempre fez (e faz) sentido. Mas não posso dizer que, em matéria de gostar e não ser correspondida, tenha sido 100% "fiel"! Isto porque, ao mesmo tempo que gostava de um rapaz, havia por vezes outro que me despertava algum interesse... Passou-se isto com o outro interesse amoroso que referi.
Era um rapaz da comunidade neocatecumenal a que eu pertencia. Para quem não sabe, e explicando de uma forma muito superficial, uma comunidade neocatecumenal é um grupo de pessoas de diferentes idades (a partir dos 14 anos), estados civis, profissões, feitios, classes sociais,... Diferentes em tudo, mas caminhando em conjunto, em Igreja, dentro da Igreja Católica (nunca fora dela) na (re)descoberta do seu Batismo e da sua Fé. Eu caminhei naquela comunidade entre os dezasseis e os trinta e dois anos.
O tal rapaz era dois anos mais novo do que eu, mas bastante maduro para a idade (pelo menos em alguns aspetos). Eu não olhava para ele como se fosse um miúdo e eu muito crescida, como poderia ter acontecido.
Bem, quando ficou esclarecido que o meu primeiro amor era para esquecer, aumentou o meu interesse por este rapaz. Não cheguei a ficar apaixonada como pelo outro, mas ele não me era nada indiferente. Lembro-me de dois fugazes episódios de certa maneira engraçados (para vocês talvez não) que se passaram com ele e com elementos da minha família.
Na comunidade, eram formados grupos para preparar temas bíblicos (simplificando). Os grupos eram sorteados e iam variando. Para preparar os temas ou para alguma celebração especial, reuníamo-nos em casa de algum elemento do grupo. Numa das vezes que o rapaz era do meu grupo, reunimos em minha casa, no único espaço que não perturbaria o resto da minha família: o meu quarto. Quando terminou a reunião, eu acompanhei o jovem até às escadas do meu prédio, fazendo-lhe companhia até a sua boleia (os pais, que também eram da comunidade e tinham estado noutra reunião semelhante) chegar. Sentámo-nos e conversámos.
Mais tarde, já eu estava em casa, o meu irmão Manuel (que chegara entretanto e não sabia o que acontecera anteriormente) quis provocar-me ou deixar-me atrapalhada, fazendo referência, em público, ao facto de eu ter estado com um rapaz à entrada do prédio (era sabido por toda a família que eu não era propriamente muito popular entre os rapazes, e que não tinha namorado). Reação de outros familiares: "E então? Ele esteve cá em casa!". Eu sorri, reparando no ar "não-estava-à-espera-dessa" do Manuel.
O outro episódio, que eu nem sei se não se terá passado nessa mesma noite, envolveu a Matilde. Mas esse contarei noutra oportunidade.
Parabéns, querida Alfazema!
Desejo-te, querida sobrinha e afilhada, muitas felicidades, não só neste dia, como em toda a tua vida.
Beijinhos da tia,
Bruxa Mimi
Parabéns, querida Avó Gata!
(A Avó Gata não lê o blogue, mas a neta mais velha, sim, e é bom que saiba que a mãe Bruxa Mimi se lembra dos aniversários todos.)
Sem contar com não familiares, que também conheço uns tantos que fazem anos durante esta semana, há uma sequência Royal Flush (perdoem-me a utilização abusiva desta expressão, que eu nem sei o que significa, mas sei que é uma boa coisa para se ter (? fazer?) nalguns jogos de cartas (ou então só num, é para verem como percebo do assunto)).
Dia 14 - A Avó Gata atinge a bonita idade de nove décadas (90 anos);
Dia 15 - A filha mais velha da Margarida (a Alfazema) completa 14 anos;
Dia 16 - A Matilde faz anos. Não digo quantos, deixo à vossa imaginação. A Matilde que diga, se quiser.
Dia 17 - A filha mais velha do Mário chega ao quarto de século (25 anos).
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Uma rápida pesquisa ofereceu-me esta imagem de um royal flush.
OK, falta-me um aniversário a 13 ou a 18 para ter um Royal Flush de aniversários. Bolas!
O episódio de "How I met your father" desta semana (recordo o horário: quinta-feira, 20:30h) está escrito e agendado.
Vou tentar não falhar o da próxima semana!
Hoje a Magia faz um mês!
*É um cliché, eu sei, mas não deixa de ser verdadeiro (no que a filhos diz respeito, pelo menos)!
Já ando com esta dúvida há uns tempos...
Por que razão é que os bonequinhos (emoji, não é? ) que podemos utilizar nos posts e comentários aqui nos blogues do Sapo não estão sempre no mesmo lugar, de um blogue para o outro?
Neste blogue, por exemplo, este piscar de olhos está sempre na primeira coluna a contar da esquerda, na quarta linha a contar de cima, mas no blogue da C.S., por exemplo, está sempre na sétima coluna, na terceira linha. Podem confirmar!
Ora, de cada vez que quero utilizar um bonequinho em comentários nos vários blogues que visito, mesmo um que utilizo muitas vezes, perco imenso tempo à procura dele, o que não aconteceria se tivesse "lugar cativo".
Desconfio que sou a única a queixar-me disto!
Ontem, muito à noite (tanto que, em rigor, já era "hoje") finalmente concluí a tarefa relacionada com as fotografias.
Custou, mas foi!