domingo, 5 de julho de 2020

Mais uma conquista da Magia

É muito normal uma criança com três anos dizer "paia" em vez de "praia", "banco" em vez de "branco", etc.. A Magia tinha noção que não dizia bem essas palavras, ao contrário de muitas outras que ela mesma referia "já conseguir dizer bem".


A primeira palavra destas com "pr, cr, br, etc." (de que nos apercebemos, pelo menos) foi "prato", à mesa da refeição. Ela já percebia bem que "pato" e "prato" não eram a mesma coisa - pronunciar a diferença é que era mais complicado. Por isso, quando disse "prato", a própria Magia chamou-nos a atenção para o facto de estar a dizer "prato" - o que ainda foi mais delicioso de testemunhar, isto é, a sua consciência e satisfação por estar - finalmente - a pronunciar "prato" corretamente.


Depois, não foi difícil levá-la a experimentar outras palavras com "pr" - ou semelhante - aliás, uma das primeiras experiências foi a Magia que decidiu: "branco". Este acontecimento foi há dois ou três dias. Desde então, sem termos andado a "massacrar" a miúda, já a ouvi pronunciar corretamente as palavras seguintes (e provavelmente outras):


prima, primeiro, primavera, preto, criança, preparar, prata, brincar, brincadeira, abrir, abram (na canção do Noddy).


Curiosamente, propus à Magia que dissesse algumas palavras com "tr", mas não conseguiu pronunciar nenhuma corretamente. Lá chegará (sem a mínima dúvida)!


 


É melhor trazerem-me um babete.

13 comentários:

  1. Pózinhos de Perlimpimpim06/07/2020, 11:25:00

    Um babete chega, ou queres um lençol?🤪😂😂 É tão bom testemunharmos estas conquistas😊.
    O meu espanto é que quando falas da Magia imagino sempre uma bebézinha e a moça já tem 3 anos! O tempo voa! Bjs

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  2. Um lençol é capaz de ser melhor, realmente, Pózinhos! 😉
    Sim, mais um pouco e começo a contar como é que está a ser a aprendizagem no 1.º ano... 😁

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  3. A minha está com dois anos e meio. A minha mulher, a minha sogra e a minha mãe massacram-na com palavreado, mas percebo perfeitamente que não é por isso que ela fala mais ou melhor. É quando está toda a gente desatenta que percebemos que captou mais uma palavra, e nem foi das que dissemos mais!

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  4. Eles têm o tempo deles e "apanham" o que lhes der para apanhar, é verdade! De qualquer fonte... Não é preciso massacrar os miúdos, basta mantermos um discurso  correto, entre nós e com eles, para que a lingaugem se vá desenvolvendo. Falar "à bebé" é que não é boa ideia, pelo menos na minha opinião.

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  5. Nós falamos à bebé, falamos sem ser à bebé... A verdade é que acho que a coisa dá-se mais tarde ou mais cedo e não é preciso, por norma, grande esforço. 

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  6. Bem, acho que sim, que a coisa se dá, por norma, sem grande esforço, mas não vejo mesmo vantagem nenhuma em falar à bebé. Nós fornecemos o modelo, por isso considero que deve ser o melhor possível (não quer dizer que usemos vocabulário rebuscado, que isso é outra coisa!).

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  7. É isso mesmo: somos o modelo. E isso basta!

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  8. 👍 Basta - mas quanto melhor for o modelo, mais fácil será para a criança falar corretamente também (a seu tempo, claro!). 
    Eu, como quase toda a gente (acho), se falar sem preocupação e a despachar, digo "tou" em vez de estou, "tamém" em vez de "também"... Mas, desde que. como professora, me dei conta que algumas crianças desconhecem mesmo que existe "es" em "estou" (e em todas as formas verbais de "estar"), sendo-lhes, por isso, difícil dizer - e escrever - "estou", procuro, como mãe (e como professora), dizer bem as palavras, muitas vezes (sem ser de forma obcecada, ok?), conscientemente.

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  9. Que bom!!!! Fico feliz por ver  estas boas novas da Magia.

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  10. Obrigada, Mamã Gansa! É uma fase muito gira, em termos de linguagem (e não só, mas é uma das partes mais giras, para mim).

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- Posso fazer o meu comentário?
- Claro que sim, mas tendo cuidado com a linguagem.
Obrigada!

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