domingo, 7 de junho de 2020

Covid-19, uma não-realidade

Eu estava na marquise, a estender roupa. Na marquise oiço muitas conversas que preferia não ouvir, vindas do jardim ou do café que se situam perto. Um dia destes ainda oiço confissões de algum crime ou planos para cometer um, como aconteceu com o Poirot, no Egito (Terá sido no "Morte ao Sol" [se é que se chamava assim]? Não sei, já lá vão uns - muitos! - anos desde que li o livro ou que vi a adaptação - filme? série? acho que era filme - no pequeno écran.).


 


Dizia eu que estava na marquise, a estender roupa. E oiço:


- Olá, tudo bem? 


Beijinhos.


Olho pela janela. Mais uns cumprimentos, mais uns beijinhos. Cinco pessoas. Máscaras, zero. 


Nesse mesmo grupo, um espirra, diretamente para as duas mãos (o espirro foi "valente").


Diz outro:


- Não é para as mãos, é para o cotovelo.


O primeiro não deve ter percebido, porque o outro repetiu:


- Não é para as mãos, é para o cotovelo. Vai lavar as mãos.


Como o que espirrou não foi logo, ouvi mais umas duas vezes: "Vai lavar as mãos."


Convencido (ou apenas vencido), o das mãos com ranho sai do lugar, imagino, para ir lavar as mãos. Mas, bom samaritano, apanhou uma camisola que estava no chão..., com as mãos, claro!, e colocou-a em cima de uma espécie de arbusto que havia mesmo perto da mesa deles. (Espero que a camisola fosse dele, ao menos...)

7 comentários:

  1. Só tenho uma coisa a dizer, ...
    ALELUIA! (em relação a este post e o anterior. Não à atitude dessas pessoas)
    É bom saber que não desapareceste da face da Internet.

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  2. Muito obrigada, Poppy, pelo teu comentário. Quando achares que posso ter desaparecido, escreve a refilar pela ausência e pode ser que eu apareça mais cedo... 😉

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  3. Por aqui também vejo cenas dessas...

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  4. Por isso é que 92% dos novos casos estão situados na Grande Lisboa... 😐

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  5. Infelizmente cenas dessas são todos os dias, por todo o lado. E a maior parte das pessoas "com" máscara, está a proteger muito bem o queixo... 
    Por aqui o mais vulgar são ajuntamentos no parque. Quando passam do razoável não tenho qualquer problema em chamar a PSP. Aliás, só não chamo mais porque acho que o meu telefone já deve estar fichado como "lá vem aquela chata" — embora, verdade se diga, os polícias que atendem são sempre super simpáticos e vão ver o que se passa.  

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  6. Já tenho ouvido falar das máscaras colocadas sem tapar o nariz, mas, na realidade, só vi isso uma vez. Se calhar o facto de estar praticamente sempre em casa ajuda a não ver esses pormenores com frequência... 

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- Posso fazer o meu comentário?
- Claro que sim, mas tendo cuidado com a linguagem.
Obrigada!

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