domingo, 11 de fevereiro de 2018

Devia ter jogado no Euromilhões... (Somos campeões europeus de futsal)

Em primeiro lugar, devo dizer que eu não fazia ideia que ontem se disputava a final do Campeonato Europeu de Futsal. Mas ontem à tarde fomos a casa dos meus pais, e a certa altura o meu pai ligou a televisão, dizendo que "a pátria estava em perigo". Porque conheço o meu pai e as suas expressões, automaticamente pensei que a seleção portuguesa de futebol (ou outro desporto, mas é um facto que o meu pai vê mais futebol do que outra modalidade desportiva) iria jogar algum jogo importante.


 


Fiquei então a saber que se tratava da final entre Portugal e Espanha. Na minha enorme ignorância, comentei: 


 


- É "sempre" Portugal ou Espanha que ganha o campeonato, não é?


 


Avô Bruxo: Nós nunca ganhámos, a Espanha é o país que já ganhou mais vezes.


 


Eu, pondo memória e neurónios a funcionar: Ah! No hóquei é que somos nós ou a Espanha, não é?


 


Avô Bruxo: Sim, no hóquei, sim, é quase sempre Portugal ou Espanha que ganha.


 


Durante o jogo, fomos (eu, o Rogério, a minha irmã Margarida, o marido dela,...) ficando a saber algumas regras, que o meu pai nos foi explicando. Não ficámos "vidrados" ao écran, mas fomos espreitando e comentando o que ia acontecendo.


 


Análises de jogo à parte, quando o jogo foi para prolongamento com empate a duas bolas, já era mais do que altura de nós os seis (Mimi, Rogério e catraios) regressarmos a casa, mas entre o vamos-não-vamos, quando realmente saímos de casa dos meus pais já só faltavam uns três minutos para o jogo acabar. O Ricardinho, capitão da equipa e várias vezes eleito o melhor jogador de futsal do mundo, tinha entretanto ficado lesionado e teve de sair de campo. Lembrando-me da final do Campeonato Europeu de Futebol, em 2016, disse:


 


- Olha, é como na final entre Portugal e França, quando o Ronaldo, que era o capitão, ficou lesionado! 


 


Avô Bruxo: Pois é, já não me lembrava! Foi graças a isso que ganhámos o jogo! 


 


Eu: Não sejas mauzinho! 


 


Não esperámos os ditos três minutos porque podiam corresponder a muito mais tempo: por um lado, de cada vez que a bola sai de campo ou algo do género [não se esqueçam que quem vos escreve não percebe nada do assunto], interrompe-se a contagem decrescente do tempo de jogo; por outro, se não houvesse nenhum golo, teria de decidir-se o resultado em pénalties ou livres diretos, ou como-é-que-se-chama


 


Aproveitámos a viagem de carro para fazer as orações de fim de dia em família. Desta maneira, quando chegámos a casa, os filhos grandes puderam despachar-se e ir para a cama assim que estivessem prontos. O Rogério foi logo espreitar o resultado do jogo e veio dizer-me que éramos campeões, mas não sabia como. Mais tarde, viu o fim do jogo e contou-me que houve uma falta dos espanhóis e foi marcado um livre direto que resultou em golo. A seguir os espanhóis jogaram os cinco (guarda-redes incluído) ao ataque (a equipa portuguesa tinha usado a mesma estratégia quando estava a perder por 2-1 e fora assim que empatara), mas nos cinquenta e cinco segundos de jogo restantes não conseguiram anular a diferença. 


 


Depois de pôr a Magia na cama (após mamar e beber o biberão), liguei a televisão e a box e vi com os meus próprios olhos a concretização da minha previsão... É que a razão pela qual escrevi que devia ter jogado no Euromilhões foi que eu disse, antes de sair de casa, que "era justo"* que os espanhóis cometessem mais uma falta, que desse direito ao livre direto e que fosse golo... - exatamente o que aconteceu!


 


*porque, segundo o meu pai, a equipa espanhola é perita em colocar os adversários em maus lençóis relativamente às faltas... [apesar de desconfiar de uma certa parcialidade do Avô Bruxo, aderi à ideia por ser adepta da equipa lusa]


 


Viva Portugal!

12 comentários:

  1. No dia seguinte quando vi o Avô Bruxo a primeira coisa que ele me disse foi "Somos campeões!" e logo a seguir "Claro que não sabes de quê, não é?".
    Ia eu a dizer que era excelente essa de *ser* campeã de qualquer coisa sem alguma vez ter apanhado uma bola (literal e figurativamente) quando entre ele e a Avó Bruxa tive direito ao relato completo.
    Nunca deixarei de achar a utilização do plural pelos desportistas de sofá muito estranha. Basicamente, *nós* vencemos, *eles* perdem. Se por acaso remoto *nós* não ganhamos, a culpa nunca é nossa, nem sequer dos jogadores, mas do árbitro, da mãe do árbitro, do clima ou duma constelação astrológica negativa.
    Enfim, se é para ter favoritos escolho o Porto, adoro dragões!

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  2. Podes ser do Porto e não do Benfica, que não te levo a mal, mas preferires o Porto à seleção (portuguesa) não acho bem!

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  3. E eles têm uma mascote mais gira do que um dragão?

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  4. Pois... não só não sou particularmente patriótica como não me revejo em vitórias (ou derrotas) para as quais nada contribuí.

    Por um lado não me interessa o desporto, por outro o mais que consigo é admirar os atletas pelas suas *habilidades* mas as vitórias continuam deles, não minhas. Não são mais ou menos habilidosos por serem portugueses, portanto...

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  5. Eu acho uma águia muito mais gira do que um dragão, que ainda por cima não existe! 

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  6. Isso é demasiado realista para o meu gosto!

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  7. Era uma bancada de portugueses a aplaudir!

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  8. Já fui ver. Também eu queria... e ganharam!

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- Posso fazer o meu comentário?
- Claro que sim, mas tendo cuidado com a linguagem.
Obrigada!

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