domingo, 19 de novembro de 2017

Antigamente é que era bom!

O título do post pretende ser provocatório, mas tem também uma pontinha de verdade por trás, pelo menos no que diz respeito ao comportamento das pessoas nos transportes públicos. 


 


No outro dia, andei de metro e reparei num cartaz que decidi fotografar:


WP_20171103_12_56_43_Pro.jpg


 Já há muitos anos que frequento transportes públicos. Quando eu era miúda, aprendi as regras de entrada e saída e sempre as apliquei (e ainda aplico). As outras pessoas, antigamente, também pareciam conhecer e aplicar as regras.


 


Hoje em dia, é necessário gastar dinheiro em cartazes (como o da imagem) a dizer o óbvio. É que não é só uma questão de boa educação! As entradas e saídas (no caso do metro e do comboio) processam-se realmente mais depressa se quem vai entrar numa carruagem se colocar de lado, relativamente às portas, e deixar primeiro sair toda a gente que o deseja fazer. Hoje em dia, a maior parte dos passageiros, se não se põe a entrar assim que as portas se abrem, fica de plantão à frente das portas, dificultando a passagem de quem está a sair.

10 comentários:

  1. Completamente. Essa é uma das coisas que me faz stressar quando ando de metro. Posso estar o mais relaxada possível naquele dia, super zen, dalai lama.... mas quando é altura de sair, epá. Já tive que recorrer a encontrões porque as pessoas simplesmente forçam a entrada e não deixam sair. 
    Podia até argumentar que é tudo influenciado pela falta de carruagens ou horários da treta em que o metro funciona, mas a verdade é que isto ficou tão enraizado que até acontece em alturas em que quase não há ninguém. Ugh.

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  2. Sim, eu também já vi acontecer em alturas de pouco movimento. 

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  3. O cartaz é xenófobo. Tem uma preta aflitíssima a fugir com medo que a apalpem, um branco assustadíssimo com medo que lhe roubem a marmita que tem no saco.  E um gajo de costas que pode ser quem nós quisermos:
    1 - O Costa, transportando em dois enormes sacos as medidas orçamentais para 2018 ou tão somente levando em cada saco aquilo que tem de dar aos anarcas do bloco e aos fascistas do pcp em contrapartidas.
    2 - O Centeno, transportando dois enormes sacos com o dinheiro dos impostos que nos obriga a pagar, indo a caminho de Bruxelas ou, mias acertadamente, a caminho dalgum paraíso fiscal.
    3 - O ministro da defesa, transportando dois enormes sacos  com as sobras do material roubado em Tancos, indo de visita ao amigo Vara que é amigo do sucateiro.
    4 - Etc., etc., etc..

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  4. "Uma imagem vale mais do que mil palavras" e essas mais de mil palavras, pelos vistos, variam muito de pessoa para pessoa. Eu no cartaz vejo um exemplo do que se deve evitar. Na mulher da esquerda vejo uma pessoa incomodada por não ter espaço suficiente para passar, ao sair da carruagem. Na pessoa da esquerda vejo uma pessoa que não está a ter os melhores pensamentos acerca da pessoa do meio, a que está a atrapalhar e que pode ser quem quisermos, sim, porque as pessoas que atrapalham as saídas e entradas não têm um tipo pré-definido...

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  5. E nos dias de hoje, onde está o civismo e a educação! A educação vem de casa, prq de pequenino é que torce o pepino! Os pais de hoje, até teem orgulho de dizer, eu deixo fazer td! Crescem, e fora de casa não respeitam ninguém.

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  6. É isso que acontece em muitos casos, sim! Mas já vi adultos mais velhos do que eu (que tenho 44 anos) a ignorarem as regras de boa educação e civismo, tanto nos transportes públicos como noutras situações...

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  7. Tudo se resume a uma palavra: educação, seja aprendida em casa, na escola, em qualquer lugar, em qualquer ocasião.

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  8. Acho que não tem a ver com os tempos, mas com a forma como se vivem os tempos. Já fui mais cética quanto ao antigo e o moderno, porque já tive de chamar a atenção a pessoas mais velhas que descaradamente tentavam furar filas. Até dou o meu lugar a pessoas com muletas e outras aparentes debilidades, mas não sou nada tolerante à esperteza saloia e os mais velhos com a idade apuram as técnicas. 
    É a vida. Na paz.

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  9. "" - parece-me que sim, mas o "antigamente é que era bom" não pretende exaltar as pessoas mais velhas e denegrir as mais novas, mas sim comparar os comportamentos, que, de uma maneira geral (sei bem que não sou caso único!), pioraram.

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- Posso fazer o meu comentário?
- Claro que sim, mas tendo cuidado com a linguagem.
Obrigada!

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