quarta-feira, 8 de julho de 2015

Feitiço, cão nas horas vagas

O Feitiço mordeu-me num dedo. Não ferrou os dentes diretamente (foi quando estava a secá-lo, depois do banho, e tinha a toalha à volta da mão), mas deixou marca (que entretanto já se foi, assim como a dor, que passou depressa). Razão? Nenhuma (para além de "nenhuma razão, que não defesa, poderia ser aceitável numa situação destas", não houve mesmo nenhuma razão, nenhuma birra, ou excitação fora do normal, nenhum acontecimento, por mínimo que fosse, que tivesse desencadeado a mordidela).

Por estas e por outras, é que, quando reparei que tinha duas nódoas negras no braço (sem fazer ideia de como as arranjei) e as mostrei ao Feitiço, ele perguntou:

- Fui eu?

2 comentários:

  1. Desculpa mas deu-me vontade de rir? O Feitiço é tão malandro e inocente ao mesmo tempo que é um encanto.

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    1. Concordo, exceto nos momentos em que sou vítima deste seu "encanto" (do outro encanto, sem aspas, gosto de ser "vítima")...

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- Posso fazer o meu comentário?
- Claro que sim, mas tendo cuidado com a linguagem.
Obrigada!