domingo, 30 de outubro de 2016

Contar a novidade como quem não quer a coisa

Na passada sexta-feira almocei com cinco colegas de uma das escolas onde este ano dou aulas de inglês. Estávamos em sintonia e pedimos todos arroz de pato.

O arroz de pato veio acompanhado de salada temperada*. Como não sou(estou?)  imune à toxoplasmose, não como salada fora de casa. No fim, todos os pratos estavam vazios, menos o meu, que tinha a salada inteirinha.

Colega 1 (mais velha, sem filhos): Então a salada?

Eu: Agora não como salada fora de casa.

Colega 2 (com dois filhos crescidos): Eu não comia salada fora de casa quando estava  grávida, porque não era imune à toxoplasmose.

Eu: Eu também não.

Colega 2: Mas quando não estava grávida, comia.

Eu: Eu também.

Colega 2: Mas não comeste...

Eu: Pois não.

Colega 1: Estás grávida?

Eu [para a colega 2]: Ela é mais perspicaz do que tu!

*Eu poderia ter respondido que não gosto muito de salada temperada, o que não seria mentira, e a conversa teria ficado por ali, mas a resposta que me veio à cabeça foi a que dei!

2 comentários:

  1. E as colegas 3, 4 e 5? Nao entraram na conversa?

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    1. Os colegas 3, 4 e 5 entraram na conversa para me dar os parabéns, depois de eu confirmar que estava grávida. :-)
      É que o diálogo entre mim e a colega 2 foi muito rápido e, como estávamos sentadas mesmo ao lado uma da outra, os que estavam mais afastados nem se aperceberam dele - só quando a colega 1 fez a pergunta em alto e bom som é que eles desviaram a atenção da sua própria conversa, que decorria em paralelo.

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- Claro que sim, mas tendo cuidado com a linguagem.
Obrigada!