quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Mini-férias - dia 2 (16-8-2015)

Acordei e apercebi-me que deixei passar a véspera sem dar os parabéns ao meu afilhado A., apesar de passar o dia com o aniversário na mente. :-(

Lembrei-me do aniversário de uma sobrinha, filha do Mário. (Depois deixei passar o dia sem dizer nada.) :-(((

Síntese: Fátima - Castelo de Ourém - Fátima

Banhos, com adaptação ao sistema do chuveiro e difícil regulação de temperatura. Pequeno-almoço (saboroso e variado) no restaurante do hotel. Excitação ao cubo, por parte dos miúdos! :-)

Depois do pequeno-almoço, fomos à livraria e à loja de artigos religiosos do Santuário e comprámos algumas coisas para nós e algumas para oferecer. Voltámos ao hotel para guardar as coisas e ir  à casa de banho. O Rogério, que se queria confessar antes da Missa, saiu sozinho, pois eu estava "retida" numa "obra demorada". 

Quando fiquei despachada, saí com os três (tive de lhes dizer que os deixava no quarto para que ligassem ao que estava a dizer e saíssem!) e fomos para a Basílica (Missa das 12:30h), chegando lá com alguns minutos de antecedência. O Rogério perguntou-me: "Trouxeste as medalhas para serem benzidas no fim da Missa?". Eu, tonta, tinha-as colocado e deixado na mala de viagem. O Rogério foi ao hotel buscá-las (um querido!).

O Feitiço pôs-se a observar Jesus na cruz (na véspera não lhe chamou particularmente a atenção).


Feitiço: Jesus não tem as letras [INRI]!

Mais tarde, já durante a celebração, observou outro pormenor, que o deixou encantado...

Feitiço: Jesus tem o umbigo à mostra!

Depois da Missa fomos almoçar. Escolhemos um local acessível. Escolhemos hambúrgueres no pão e batatas fritas, para todos. Elas comeram tudo menos algumas batatas, mas terminar o pão com o hambúrguer não foi fácil (especialmente para a Varinha)... O Feitiço só comeu batatas. Deu uma dentada no pão/carne e disse que não gostava. Não houve volta a dar, recusou-se a comer e não comeu (ao almoço). Mas, antes de provar, gostou do pão o suficiente para colocar as "velas" (em número errado quanto aos anos da prima, que ele aliás não sabia que fazia anos):


A seguir ao almoço, seguimos para o Castelo de Ourém. Não tínhamos as coordenadas exatas no GPS, de modo que seguimos as indicações para Ourém e, uma vez lá, seguimos as placas para o castelo. 

O Castelo de Ourém, como aliás todos os castelos que me lembro de visitar, fica no cimo de um monte. O que nem sempre acontece é a estrada ser tão estreita e com tantas curvas apertadas... O Rogério manteve-se do lado direito, mesmo nas curvas piores. Numa dessas curvas, as rodas direitas do carro pisaram o empedrado e o carro patinou. O Rogério fez umas tentativas de resolver o problema, mas não conseguiu. Entretanto, surgiram alguns automóveis, formando-se uma fila. O condutor do carro imediatamente atrás do nosso deu algumas sugestões, ajudando o Rogério a estacionar o carro na berma (onde, aliás, ele deixou o seu). Fizemos o resto do caminho a pé.

Esta fotografia mostra que nem todos os condutores/carros tiveram a mesma dificuldade do que nós:


Mas, vendo a condução de alguns deles (não necessariamente estes aqui estacionados, mas alguns que passaram por nós enquanto estávamos dentro do carro, ainda a tentar subir), pudemos perceber que faziam as curvas apertadas como se fossem largas, isto é, ocupando a faixa da esquerda. Quem sabe, sabe...

Deixo-vos algumas fotografias que tirei (só porque sim)...





Do lado esquerdo do portão do cemitério.
Do lado direito do portão do cemitério.





Fotógrafa: Vassoura.




Antes de regressarmos, a Varinha e a Vassoura comeram um gelado. O Feitiço não comeu porque ainda tinha o pão do almoço para comer (no carro).

Regressados ao "estacionamento", o Rogério disse, relativamente a tirar o carro do sítio: "Não me sinto com coragem". Imediatamente pensei: "É assim que eu me sinto sempre só de pensar em estar sentada ao volante...". Entretanto demos o pão com hambúrguer ao Feitiço, que já não o achou tão mau como à hora do almoço. Acho que toda a gente sabe que "a fome é boa cozinheira"...

Quando o Rogério ligou o carro, para o fazer descer em marcha atrás até ao sítio onde poderia inverter o sentido, eu interiormente quis rezar, mas estava com medo e não consegui pensar em frases coerentes! Só me vinha algo como "Ajuda!". Lembrei-me também de desligar o rádio, para que pudéssemos ouvir, se viesse algum carro do tal sítio onde poderíamos inverter a marcha. 

Quando já estávamos na estrada, no sentido certo, sentimos um grande alívio (eu, pelo menos, senti). Liguei o rádio, para logo a seguir, propor: "Rezamos o terço?". "Acho que sim, é melhor!", respondeu o Rogério.

Quando rezamos o terço no carro, costumamos dizer: "Vamos rezar o terço; quem quiser rezar connosco, reza; quem não quiser, não faz barulho." Dos cinco, sabem quantos se ouvem, enquanto rezamos? Dois. Adivinhem quem...

De volta ao hotel, decidimos experimentar jantar no bar (segundo a lista, que tínhamos no quarto, havia sopa, saladas, sandes, omeletes, fruta... não precisávamos de mais - especialmente tendo em conta o que eles habitualmente comem - ou andavam a comer naqueles dois dias).

No bar, perguntámos sobre a sopa. Pasmem-se, o funcionário sabia de que era a sopa, aliás, as sopas, porque havia mais do que uma. Disse-nos que a de legumes era muito, muito boa. Pedimos duas e dissemos que depois de a provarmos e darmos a provar pediríamos mais, se fosse caso disso. Pedi também uma salada de tomate e queijo para mim (pensando, ingenuamente, que só tinha tomate e queijo). Eu ainda disse ao funcionário, a brincar (ou não) que se a sopa estivesse má, a devolveria... (gato escaldado, de água fria tem medo...)

A sopa era deliciosa e a porção (em tigela) muito generosa. Demos a sopa a provar e a opinião das crianças foi que era parecida com as de casa - boa, portanto. Mas como a dose era mesmo muito generosa, pedimos uma, para dividirmos pelos três. Quando a sopa para eles chegou, fiquei a sentir-me mal, porque já vinha em tigelas e percebi facilmente que, se juntássemos a sopa das três tigelas, daria mais do que uma porção de sopa. Não era essa a minha ideia, não pretendia receber mais pagando o mesmo! Mas também não eram duas porções, de modo que ficou assim. Eles comeram a sopa enquanto viam televisão (RTP2, um espetáculo de circo).

Depois chegou a salada que eu pedi, com tomate, queijo, cenoura, alface, rabanete, rebentos de soja (e não me lembro se mais alguma coisa), num prato cheiíssimo! Mas não se desperdiçou nada, comi tudo. Teria, no entanto, preferido a salada simples com tomate e queijo, pois estava mesmo a apetecer-me! :-)

Já não me lembro o que foi que o Rogério e os miúdos comeram a seguir à sopa (sei que ninguém quis salada), mas recordo-me que cada um de nós comeu uma bola de gelado. Não deixa de ser curioso como é menos arriscado pedir um gelado para cada um do que pedir uma sopa. Se calhar isto acontece porque eu e o Rogério (especialmente eu) sabemos que nunca um gelado de jeito fica por comer...

E assim terminou o segundo dia.

2 comentários:

  1. Estou solidária convosco... tenho pavor de estradas estreitas e inclinadas!´
    Ao ver as fotos da dita, só tenho uma questão: Qual faixa da esquerda?!?! aquilo tem dois sentidos?

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    1. A fotografia que tem os carros não é no sítio onde tivemos o problema, é num sítio acima, o que implica que tiveram de passar pelo tal sítio, como se não fosse nada com eles (ou com uma arte que nós não temos). Relativamente à rua da fotografia, não sei dizer se tinha dois sentidos ou não, mas observando o sentido em que os carros estão estacionados, diria que sim!

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- Posso fazer o meu comentário?
- Claro que sim, mas tendo cuidado com a linguagem.
Obrigada!