sábado, 22 de agosto de 2015

Mini-férias - dia 1 (15-8-2015)

[Aviso: Estes posts sobre as mini-férias não sairão necessariamente uns atrás dos outros, porque também tenho posts sobre sonhos e outros posts sobre coisas ainda mais antigas para escrever.]

Síntese: Casa - Fátima (santuário) - Mosteiro da Batalha - Fátima (hotel e afins)

Saímos de casa a contar estar em Fátima a tempo da Missa das 11 horas. Durante a viagem rezámos o terço (Mistérios Gozosos). Conseguimos chegar mais do que a horas, entrámos na Basílica da Santíssima Trindade, sentámo-nos junto aos pais do Rogério (eles souberam que íamos a Fátima e combinaram ir também à mesma Missa). Comecei a estranhar haver tão poucas pessoas, especialmente quando já só faltava um minuto para o início. Às 11 horas, começamos a ouvir cânticos... fora da Basílica! O pai do Rogério saíu sem (nos) dizer nada.

Eu e o Rogério olhámos um para o outro: "De certeza que a Missa está a começar no recinto [ao ar livre]. Vamos!".

Dissemos à Avó Gata que nos tínhamos enganado e que a Missa não era na Basílica. Ela aguardou que o Avô Gato fosse ter com ela, mas nós os cinco fomos andando. Assim que saímos, confirmámos que a Missa tinha começado no espaço ao ar livre e avançámos até tão à frente quanto possível, sem ficarmos apertados. Ainda bem que tínhamos os chapéus na cabeça, porque o sol mostrou aquilo que era capaz... eu e o Rogério ficámos com escaldões nos braços e o Rogério também no pescoço. As crianças, talvez porque estavam um bocado na nossa sombra, não ficaram com escaldões (felizmente).

Percebemos que a Missa das 11 horas se realizou ao ar livre e não na Basílica da Santíssima Trindade, como é costume aos sábados, por ser um dia especial (Assunção de Nossa Senhora).

Depois da Missa, fizemos piquenique do mais simples que há: pão (comprado ao pé de casa antes de sairmos) com salsichas (lata aberta na hora), sumo (embalagem de um litro + copos com tampa) e fruta. Despedimo-nos dos avós Gatos, que decidiram ir à Capelinha das Aparições antes de voltarem para sua casa. Fomos também. Chegámos quando estava a começar o terço. Ficámos e rezámos também (Mistérios Gloriosos).

Enchemos os copos com água da fonte, metemo-nos no carro e seguimos para o Mosteiro da Batalha. As crianças, desde que saímos de casa, várias vezes nos disseram: "É agora que vamos para o hotel?". Nesta altura, do dia, nem se fala: "Queremos ir para o hotel. Estamos cansados!". Como nunca tinham estado num hotel, estavam excitadíssimos e só pensavam nisso!

No Mosteiro da Batalha fui tirando algumas fotografias, umas em que aparecíamos, outras sem ninguém pensava eu que tinha tirado algumas fotografias, mas não - nem com a máquina fotográfica, nem com o telemóvel. O Rogério tirou fotografias. Podia pedir-lhe que me transferisse algumas, mas não vale a pena, acho eu. Quem quiser conhecer o mosteiro, ou revê-lo, se já o conhecer, pode pesquisar na Internet - de certeza que fica bem servido.

Posso, no entanto, mostrar-vos os bilhetes:

Crianças até aos 12 anos (os nossos três): 0,00 €
Eu + Rogério: 6,00 €
Preços em:
http://www.mosteirobatalha.pt/pt/index.php?s=white&pid=206&identificador=bt24_pt

Ao pé do Mosteiro da Batalha havia uma feira e enquanto lá estávamos, ouvimos ensaios de uma qualquer banda que iria tocar. 

Varinha: Não gosto da música.
Rogério: É Jazz.
Varinha: Jasmine?!?

:-)

O Rogério ainda colocou a hipótese de irmos à dita feira, mas eu vetei a ideia. Estávamos todos cansados, a mim doía-me a cabeça e os meus pés estavam massacrados (estava com umas sandálias que tanto me permitem caminhar um dia inteiro confortavelmente, como me magoam inexplicavelmente); para além disso, ainda tínhamos de voltar para Fátima e ir para o hotel. Se o hotel fosse perto da feira, daria para lá irmos noutro dia... como não era, tivemos de "passar".

Regressámos a Fátima, fizemos o check-in, com os miúdos "em pulgas" por finalmente estarem num hotel, fomos ao quarto e voltámos a sair para irmos comer. Como tínhamos fruta e pão que nos sobraram do almoço, decidimos comê-los, para que não se estragassem, antes de comer o que quer que viéssemos a comer. Para não comermos no quarto do hotel, sentámo-nos num banco de rua a comer a banana, os pêssegos e o pão.

Varinha: Parecemos uns pobrezinhos...
[houve conversa à volta disto, só que já não me lembro do que foi dito, só recordo o "pontapé de saída"]

Depois andámos à procura de um sítio para comer uma sopa e algo mais (tipo sandes mista). Chegámos a entrar num sítio, de onde saímos por não haver lugar sentado para os cinco. O sítio onde realmente comemos deixou muito a desejar. É pena não ter fixado que sítio era, para ter certeza que lá não voltava (noutro ano, que este ano a memória estava fresca e não corremos esse risco)...

Quando entrámos, estava uma pessoa a acabar de ser atendida e mais ninguém. Entretanto chegou um outro senhor que foi atendido antes de nós (a funcionária simplesmente lhe perguntou o que queria, assumindo, talvez porque ele estava mais perto do balcão, que ele tinha chegado primeiro). O senhor acabou por nos pedir desculpa, porque sabia que tínhamos chegado mais cedo. Por aí não houve problema. 

Quando fomos atendidos, perguntámos se tinham sopa. Tinham. Perguntámos de que era. "Ah, não sei, acho que é de legumes." - foi a resposta. Mandámos vir cinco sopas. Sentámo-nos. Esperámos, esperámos e esperámos mais um pouco. A seguir, voltámos a esperar. Quando já nos tinham praxado com a espera necessária a um bom atendimento, lá nos trouxeram a sopa. Tinha um aspeto duvidoso e um cheiro tão esquisito, que eu sinceramente achei que a sopa já devia ter visto melhores dias (uns bons dias antes). Para além disso, estava quentíssima. O Rogério foi o primeiro a provar e disse que a sopa estava boa, a Varinha e a Vassoura fizeram uma fita desgraçada e pouca sopa comeram (quase nada), eu comi a minha sopa toda (habituei-me ao sabor, muito estranho de início) e o Feitiço comeu a sopa dele toda. O resto das sopas das meninas foi comido por mim e pelo Gato. Depois pedimos duas sandes mistas, mas elas pouco quiseram do pão também.

Esta experiência com as sopas serviu-nos de emenda: nunca mais pedimos sopa para os cinco logo à partida...

Voltando ao hotel, apanhámos uma chuva miudinha. E assim se passou o primeiro dia.

2 comentários:

  1. Belíssimo relato!
    Chiça, que os teus posts de diário de férias metem os meus num chinelo...
    :-)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada. Falta-me poder de síntese!

      Os teus relatos dizem o fundamental, de certeza que não fica nada que consideres importante de fora!

      Eliminar

- Posso fazer o meu comentário?
- Claro que sim, mas tendo cuidado com a linguagem.
Obrigada!